“Deplorável espetáculo de um Ministério de Justiça torpe, incapaz de cumprir a lei”
Depois do primeiro anúncio publicado no jornal diário nacional “Público”, do passado dia 26JAN, retomou o Sindicato dos Oficiais de Justiça (SOJ) uma segunda publicação, no mesmo jornal, a 16FEV, de mais um anúncio.
No primeiro anúncio fazia-se uma colagem à situação pandémica que vivemos com um título que dizia assim: «Combater os "Vírus"»; «Trabalho forçado é "vírus" que debilita o Estado de Direito».
Neste segundo anúncio publicado, segue-se a mesma linha de colagem à atual problemática de saúde, fazendo constar logo em título o seguinte: «Garantir a saúde às pessoas...Garantir, também, saúde ao país!»
Relativamente ao primeiro anúncio publicado, demos aqui conta com o artigo intitulado: “Genial, anúncio no jornal” de 27JAN, bem como com o artigo intitulado “Dos anúncios no jornal aos Outdoors” de 29JAN.
Entretanto, como já ontem aqui demos conta, o Sindicato dos Funcionários Judiciais (SFJ) avançou com a colocação de um “Outdoor” junto à Assembleia da República e, em simultâneo, é publicado o jornal com este anúncio. Tratam-se de aparentes forças-combinadas, ainda que possam não estar acordadas de facto, mas cuja ação resulta nessa combinação de força e de esforço, por mais estes novos tipos de iniciativas.
Recorde-se que o SOJ já anunciara que «Outras publicações, já agendadas, irão denunciar publicamente, para que o País conheça a verdade, a inércia do Ministério da Justiça, nomeadamente do Gabinete do Senhor Secretário de Estado Adjunto da Justiça e as condições de trabalho dos Oficiais de Justiça.»
Portanto, este novo anúncio, agendado, faz parte desta nova atuação que, embora não seja inédita no mundo sindical, é completamente nova no sindicalismo dos Oficiais de Justiça.

O anúncio tem como fundo a bandeira nacional, em primeiro plano a imagem da ministra da Justiça e em segundo plano a imagem do secretário de Estado Adjunto da Justiça.
No texto pode ler-se o seguinte:
«A robustez do Serviço Nacional de Saúde (SNS) é determinante para garantir a saúde das populações, conforme o comprova a realidade tangível dos factos.
Contudo, para garantirmos a "saúde" do País, no período de pós-pandemia, em que será necessário recuperarmos as empresas, garantindo direitos às pessoas, é fundamental uma Justiça credível e capaz.»
Depois desta primeira parte de colagem ao SNS, segue a pergunta:
«Você acredita que uma justiça de lapsos, que não cumpre Leis, nem a própria palavra dada, será capaz (e credível) de potenciar a recuperação do país?»
À pertinente pergunta adivinha-se a resposta e é nessa adivinhação que o anúncio prossegue, concordando com o eventual respondente:
«Os Oficiais de Justiça também não acreditam! Estamos conscientes de que o nosso esforço e empenho, brio e zelo profissional, não são valorizados, quando assistimos ao deplorável "espetáculo" de um Ministério de Justiça torpe, incapaz de cumprir a lei, os Direitos e os Deveres mais fundamentais, não respeitando prazos, nem o esforço de quem trabalha...»
Termina o anúncio desta forma:
«As Pessoas e Portugal merecem uma Justiça robusta!»

Fontes: “Info-SOJ-JAN” e “Info-SOJ-FEV”.
É de louvar está iniciativa, tal como a do outdoor do SFJ.
ResponderEliminarNa minha opinião estas iniciativas estão a falhar devido às mensagens.
Se estas mensagens são para o público em geral, deveriam ser mais simples, acutilantes e diretas.
...e realçar que esses Governantes são Juízes Conselheiros!!!
Eliminaré mesmo gente sem vergonha na cara! tanta aldrabice e dar a uma minoria, mantendo a maioria sempre na mesma. longe com essa gente que nos governa!
ResponderEliminarNo bte da semana que vem, nada.
ResponderEliminarVamos declarar guerra total a este governo e a está ministra.
Greve por tempo indeterminado, já. Em três períodos de meias horas, diárias, e períodos rotativos.
Quem tem medo?
Com tantas vénias ao longo de uma carreira, irremediavelmente ficamos em vénia permanente, corcovados ou marrecos.
ResponderEliminarViva o SOJ, um bem haja a este sublime sindicato!
ResponderEliminarAfixem “outdoors" em frente ao Palácio de Belém, para que o Senhor Presidente da República, promotor do pacto para a Justiça, possa refletir sobre as promessas feitas pela Senhora Ministra da Justiça no Parlamento e a execução das mesmas pelo Secretário de Estado, a quem foram delegadas as competências.
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