Começou a vacinação dos Oficiais de Justiça; salpicada e subsidiária com as sobras

      No seguimento da divulgação do passado sábado no nosso Grupo Nacional dos Oficiais de Justiça no WhatsApp e no artigo aqui publicado no domingo, já confirmamos com toda a certeza que a vacinação dos Oficiais de Justiça teve início na semana passada.


      Estão a ser contactados Oficiais de Justiça por todo o país, através de chamada telefónica desde os respetivos centros de saúde das áreas de residência para os respetivos centros de vacinação.


      Dos relatos tidos, a convocatória consiste num telefonema em que se convoca rapidamente: da manhã para a tarde do mesmo dia ou para o dia seguinte, havendo também casos em que se marca com mais antecedência mas até dois dias. Trata-se, portanto, de convocatórias com uma certa urgência, relevando os casos em que a chamada convoca para umas horas após, no mesmo dia.


      Dos muitos casos conhecidos não se depreende que haja nenhum critério lógico para as convocatórias, pelo contrário, as chamadas parecem perfeitamente aleatórias. Não há fator idade, colocação ou funções.


      Apuramos que nos Açores, mais concretamente em Ponta Delgada, os Oficiais de Justiça e demais Funcionários Judiciais foram convocados com muita urgência para o mesmo dia e na semana passada tomaram todos a primeira dose da vacina.


      Isso já não ocorre no continente, onde não há secções ou tribunais a serem convocados na sua totalidade mas de forma salpicada, isto é, um aqui, outro ali… Não temos informação da Madeira.


      No continente, a vacinação vem sendo realizada de forma salpicada e com urgência, o que nos leva a considerar que, tudo indica que os Oficiais de Justiça estão a ser chamados para as sobras, para aquelas vacinas que ficam por dar dos demais grupos prioritários, por motivo de desistências ou impossibilidades.


      Verificando-se a impossibilidade de administrar todas as vacinas previstas, seja porque os destinatários não querem ser vacinados ou porque já estiveram infetados ou porque faltam sem mais, etc., essas vacinas sobrantes já não são administradas a quem está por perto, como já sucedeu, sendo agora convocadas pessoas de listas prioritárias e é assim que vão sendo alguns Oficiais de Justiça convocados.


      Não há uma vacinação massiva, como ainda agora ocorreu com os trabalhadores das escolas, mas um aproveitamento dos sobrantes.


      A este ritmo e com este método, a vacinação dos Oficiais de Justiça poderá demorar mais do que aquilo que é expectável.


      De todos modos, embora desta forma subsidiária, finalmente se pode dizer que a vacinação dos Oficiais de Justiça está em curso desde a semana passada.


      Em recente informação do SOJ pode ler-se o seguinte:


      «Palavra final, neste balanço, para Sua Excelência, o Senhor Primeiro-Ministro que, tendo “delegado”, após denúncia deste Sindicato (SOJ), o processo de vacinação dos Oficiais de Justiça à Senhora Ministra da Saúde, deixou um sinal (claro) aos operadores judiciários; quiçá ao país, de que ainda há esperança de que possa assumir as suas competências de Chefe do XXII Governo de Portugal. Suas Excelências, Senhor Primeiro-Ministro e Senhora Ministra da Saúde, reforçaram o sinal dado, iniciando também o processo de vacinação dos Oficiais de Justiça, contudo é necessário mais.»


      Diz o SOJ que o processo de vacinação arrancou porque a denúncia deste sindicato dirigida ao Primeiro-ministro resultou no envio da mesma, não para a ministra da Justiça, como habitualmente, mas para a ministra da Saúde, assim se fazendo a diferença.


      E na mesma comunicação, o SOJ conclui assim:


      «É imprescindível que os Oficiais de Justiça encontrem no processo negocial outros interlocutores, pois nem Sua Excelência, a Senhora Ministra da Justiça, nem o Senhor Secretário de Estado Adjunto e da Justiça têm já condições para continuar a representar o Estado Livre e de Direito Democrático.»


      Ou seja, diz aquele Sindicato dos Oficiais de Justiça, que já não vale a pena esperar nada mais daqueles dois representantes do Ministério da Justiça, porque já nem sequer estão à altura de representar, aquilo que é básico na nossa sociedade atual: “o Estado Livre e de Direito Democrático”.


SalpicoAgua.jpg


      Fonte parcialmente citada: “SOJ-Comunicado”.

Comentários

  1. E o que vão fazer o SOJ e, principalmente, o SFJ?
    Chorar, esquecer, lamentar? Escrever muito ou nada, mas transmitir pouco?
    Se conversassem com a classe e a ouvissem. Se fizessem acções pensadas e não em cima do joelho, já poderíamos ter cantado victória..
    Se a tutela não presta os nossos representantes também não são gente recomendável.
    Resta-nos rezar. VALHA-NOS DEUS NOSSO SENHOR JESUS CRISTO. AMEN-

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  2. Esperemos que se o novo estatuto for pior que o actual, os sindicatos se mobilizem e façam sessões de esclarecimento presencial nos locais de trabalho a fim de parar o sistema mesmo por tempo indeterminado!!!

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  3. Vejam por exemplo a união do sindicato dos professores, e sem fazer nenhum barulho conseguiram a vacinação.
    Requere se mais união e menos pretensões de poleiro..

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  4. Vacinas e não só.

    O detido tem direito a jantar providenciado por Oficial de Justiça.

    Já o Oficial de Justiça, em trabalho forçado, às 22h/23h, no criminal, divide os pouco mais de 4€ diários de subsídio de almoço por almoço e jantar.


    Moral da história...

    "... tenho muito respeito pelas Senhoras e Senhores Oficiais de Justiça..."

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    1. "Oficiais de Justiça dos Criminais...exigem registo biométrico de ponto para recurso a lei de compensação de trabalho extraordinário..."

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  5. Mapas de pessoal:

    Os quadros Legais e Reais dos Oficiais de Justiça ao longo dos últimos anos, têm vindo a diminuir sucessivamente.

    A média de idades dos Oficiais de Justiça atinge números preocupantes.

    Em sentido contrário a esta tendência, verificamos da consuta do mapa de pessoal da DGAJ um aumento muito significativo:

    272 em 2020 para 322 em 2021.

    Curiosidades!....

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    1. Um dos pilares da comunicação empresarial moderna é a "manipulação" de dados.

      Um gráfico assume sempre a forma pretendida pelo seu autor, relegando para segundo plano as variáveis que o originam.

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    2. Um aumento nos quadros de pessoal da DGAJ de 18,3%.

      Proporcionalmente, representaria, face aos quadros atuais de Oficais de Justiça em exercício de funções, um aumento de cerca de 1200 OJ.

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  6. A justificação que tem vindo a ser dada é que as pendências têm diminuido.

    Os "milagres" do dever de permanência e do trabalho extraordinário sem qualquer compensação!...

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    1. Só o cego não vê. Ou os situacionistas de sempre.

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    2. É o resultado da privatização da Justiça, entenda-se esvaziamento do conteúdo funcional dos Oficiais de Justiça.


      Resultado?

      Para os OJ, o que se vive.

      Para os concidadãos, o encarecimento exponencial da Justiça, agora garantida por particulares que "visam o lucro" .


      E assim "lá vamos cantando e rindo" neste nosso Portugal.

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  7. Viva o SOJ !!!

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    1. Nem por isso. Este ou o outro.
      Os resultados em tudo na vida dependem muito do trabalho e eles trabalham muito pouco. Fazem-se lembrar os alunos cabuloes.

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  8. Até há poucas semanas, foram instaurados inquéritos, a quem foi vacinado com as sobras, sem constar das listas do plano de vacinação!...

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    1. Se metade dos comentadores fossem oficiais de justiça então teríamos todos de repensar a carreira. Erros de ortografia são uma constante, observações obtusas são recorrentes, tiradas delirantes uma constante... Salvam-se dois ou três comentadores, desses na sua totalidade sem anonimato, o resto quase tudo trampa que nem sequer deveriam assumir, numa qualquer tasca, ser oficiais de justiça... Talvez seja este o problema da nossa carreira: muita trampa, convicta que vale alguma coisa.

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    2. Respeito pelas pessoas deveria estar no seu vocabulário

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    3. Quais pessoas!?? Somos todos tolos? O anonimato, aqui expresso ou dos comentadores em crítica, serve para isso. Não estão em causa pessoas, será que não consegue entender? Pessoas assumem o que defendem, com rosto e nome. O anonimato serve para descarregar, irresponsavelmente, seja neste comentário ou em outros tantos aqui produzidos. Depois estão os comentários hipócritas como o seu comentário que se fazem de virgens ofendidas, mas não passam de vozes sem rosto nem materialidade.

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    4. Poe um pouco mais de tabaco nisso e sai de frente do espelho.!🙈

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    5. O iluminado!

      O louco!

      Oh tonto.

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  9. Na Madeira a vacinação começou há 4 semanas atrás. Penso que neste momento foram vacinados cerca de 80 colegas.

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    1. Penso que na Madeira começou a vacinação já no século passado e estão vacinados neste momento cerca de 100.000 oficiais de justiça. Já agora também penso que deve ser revisto o subsídio de insularidade pois há muitos madeirenses no continente colocados sem nenhum apoio e deveriam ter apoios. Justiça para os oficiais de justiça da Madeira, colocados no continente.

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    2. E já agora retirem o subsidio aos madeirenses que estão a trabalhar na Madeira.

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    3. E também não têm direito a uma viagem por ano, como acontece aos colocados na Madeira...

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    4. Não percebi o porquê de tantas mensagens contra os oficiais de justiça na Madeira ! eu só informei o estado da vacinação uma vez que o artigo referia desconhecer os dados da Madeira.

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    5. As "Comarcas Periféricas" foram sendo reduzidas e sem qualquer oposição. É agora o momento da mesma?

      Oponham-se também, já agora, a:

      . Fim dos 55 anos idade reforma.

      . Fim Serviços Sociais para o próprio e agregado.

      . Redução do período, em um mês, no qual o OJ possa marcar férias, sem requerimentos feridos de inconstitucionalidade.

      . Ausência de subsídio de risco.

      . Não integração do subsídio de recuperação.

      . Não pagamento das muitas horas extraordinárias não consignadas, pois, ilegalmente, não se permite o seu registo.

      . Esvaziamento de conteúdo funcional e entrega do mesmo a Agentes de Execução privados, que agora o desenvolvem fazendo-se bem remunerar pela execução do mesmo.



      ... e por aí fora...

      Moral da história?

      Numa oligarquia, sistema vigente em Portugal, manda quem pode, entenda-se, não quem saiba mandar, e obedece quem deve.

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    6. Não é contra os oficiais de justiça na Madeira. É para ressaltar que aos oficiais de justiça que são da Madeira e estão no continente não têm os mesmos direitos, vice-versa.

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