Oficiais de Justiça perdem rendimento todos os dias
Todos os dias os Oficiais de Justiça estão a perder rendimento. Sim, todos os dias, embora a perda nem seja notada de há tantos anos que vem ocorrendo.
A revisão do Estatuto no sentido de valorizar a carreira é uma utopia e isto representa perda de rendimento.
A integração do suplemento no vencimento arrasta-se há quase duas décadas e isto constitui perda permanente de rendimento.
A criação de um regime diferenciado de aposentação é um obstáculo por remover que impede a progressão na carreira por promoção e isto representa uma perda diária de rendimento.
A realização de movimentos sem promoções corresponde, obviamente, a uma perda de rendimento.
Com o congelamento das progressões e das promoções no tempo da Troika e pré-Troika, todos os Oficiais de Justiça perderam rendimento durante cerca de uma década.
Com o súbito aumento da idade da aposentação dos 55 para os 66, somou-se mais uma década de congelamento das promoções.
Somando o congelamento mais o adiamento da aposentação, os Oficiais de Justiça viram os seus rendimentos congelados e sem perspetivas de futuro por um total de 20 anos.
Como se essas duas décadas de prejuízo não fossem suficientes, a teimosia do Governo em não rever o Estatuto, em não integrar o suplemento ou em não rever o regime de aposentação, tudo junto constitui uma perda real e diária enorme.
Perante esta enormidade e espezinhamento da carreira ninguém pode ficar sereno, impavidamente sentado e sentada nas suas cadeiras sem que, pelo menos, lhe advenha alguma comichão desse assento.
Na próxima segunda-feira tem início uma greve geral de todos os Oficiais de Justiça que é uma oportunidade para uma demonstração massiva da opinião de todos os Oficiais de Justiça sobre este estado de coisas ou este estado de sítio.
É uma oportunidade de dizer basta e é uma oportunidade de conseguir parar o descalabro de tantos anos, passados mas também futuros, porque por muito que se goste da profissão, todos trabalham pelo dinheiro ao fim do mês.
Urge parar a sangria de rendimentos que, note-se bem, é diária.
Comprove; faça contas!

A Greve Geral de Todos os Oficiais de Justiça começa no próximo dia 12ABR-SEG e termina no dia 16ABR-SEX.
Estamos prontos? Não! Há alternativa? Não! Então prepara-te!

VENHAM BEM OS QUADROS PUBLICITADOS NO SITE DA DGAJ E TIREM AS CONCLUSÕES DO DESPACHO PARA O MOVIMENTO! VERGONHOSO SIMPLESMENTE!
ResponderEliminarE continuaremos a perder.
ResponderEliminarCom a postura do maior sindicato, está mais do que visto, que nos continuarão a desconsiderar e desprezar.
É preciso usar a basuka já.
Breves totais, greves parciais, greves de zelo, denúncias em jornais
em outdoors manifestações, vigílias, enfim, tudo e para já. Acordem do sono profundo só nos tratam com desprezo porque não nos damos aí respeito.
Completamente de acordo. Ou agora ou nunca.
EliminarÉ verdade que temos mesmo que lugar com todas as armas que estiverem ao nosso alcance. Apenas me parece que, nos termos em que são feitas, as nossas greves não servem os nossos interesses, mas antes os do MJ e da DGAJ: o serviço que não é feito nos dias de greve é recuperado imediatamente a seguir a custa do esforço dos OJ em horas extraordinárias não remuneradas... O MJ embolsa os vencimentos dos que fizeram greve e o serviço aparece igualmente feito - quem fica a perder? Temos mesmo que mudar o paradigma das greves!
ResponderEliminargreves aos julgamentos
ResponderEliminarImpossivel.
EliminarQuem disse?
EliminarGreve Aleatória, chegada a hora de início da chamada, OJ declarar-se-á em greve.
faça as contas; são fáceis de fazer 5 dias de perda de vencimento em troca de alinhar em utopias; onde nos levaram todas as outras as greves? faça as contas?
ResponderEliminarLevaram a uma mão cheia de nada.
EliminarJá a Greve Aleatória...
Greves parciais de meias-horas. Três períodos diários conjugada com greve de zelo.
ResponderEliminarUma semana de greve indicaria a perda de um dia de trabalho.
Estas duas greves por tempo indeterminado
Os efeitos de taís greves conjugadas seria devastador para os serviços.
A recuperação processual não existiria e as estatísticas sairiam furadas
Poucas diligências se efectuaram sem interrupção.
O procedimento antes e depois das meias horas, como estávamos também em greve de zelo seria igual aos normais períodos de trabalho, com abandono do local de trabalho, computadores desligados, etc.
Só não vê quem não quer.
Temos que ir para a guerra com todas as armas de que dispomos
esta sim seria uma greve!
EliminarPré Aviso Greve Aleatória.
EliminarVamos lá sindicatos!
Dividida em 4 senanas. E cada dia de cada semana dividido em diversos períodos distintos de greve.
EliminarIsto com Pré Aviso válido para um ano.
Vamos lá sindicatos.
Era o caos. E contabilizar isso? Faço greve meia hora de manhã. Amanhã, das 9h às 11.45h e a partir das 12.30h.....
EliminarAs motivações da nossa luta têm que ser mais divulgadas junto da opinião pública.
ResponderEliminarUma forma de o fazer, para além dos outdoors, é os sindicatos passarem a denunciar este incumprimento reiterado da Lei do Orçamento de Estado, por parte do Ministério da Justiça e das sucessivas promessas, que não passam disso mesmo, em páginas como muitas visualizações (facebook ou instagram) de pessoas como por exemplo de Joana Amaral Dias, Ricardo Araújo Pereira, Paulo Morais ou outros.
Boa Noite,
ResponderEliminarComo diz o Sr, 1º Ministro, Sr. Costa LEI É LEI; Portanto a malta esteja descansada.
João Nabais
Senhoras e Senhores Escrivães de Direito deste país, a culpa disto tudo, aparentemente, é vossa!
ResponderEliminarEntão V. Exas. são questionados pela/pelo responsável de recursos humanos da V. Comarca, Oficial de Justiça escolhido, não por reconhecido mérito concursal, mas por simples convite, e reportam-lhe não necessitar de OJ nas secções, comunicando ela/ele tais disideratos à tutela como plenitude do quadro de Oficiais de Justiça, assim contingentando os movimentos?
Ai ai ai, meus queridos.
A ser verdade, obviamente que são culpados!
EliminarGREVES ALEATÓRIAS, PARCIAIS E DE ZELO.
ResponderEliminarESSA FARIA ATÉ QUE VÊ-LOS VERGAR.
SERIA O CAOS NO PROCESSAMENTO DOS VENCIMENTOS E NOS TRIBUNAIS.
OS SINDICATOS NÃO O QUEREM PORQUÊ?
Como diria Castanheira Neves, esse é o "busílis da questão".
EliminarAcomodação, conveniência, incompetência?
O SOJ parece, repito, parece, estar a tentar alterarbo instituído "Sr. Funcionário" de forma a que a coisa passe a Sr. Oficial de Justiça.
Mas...