“Passar uma barreira, saltar de nível”
Divulgou esta semana a central sindical UGT, na sua página, informação que intitulou “UGT reforça estratégia na defesa dos trabalhadores da Justiça”, referindo-se ao facto de ter recebido no dia 30ABR, na sua sede em Lisboa, o presidente do Sindicato dos Funcionários Judiciais (SFJ).
Como sabem, o Sindicato dos Oficiais de Justiça (SOJ) está associado à UGT, pelo que o facto do SFJ reunir com a UGT está, na prática, a reunir com o SOJ.
Diz assim a UGT na sua página:
«Em cima da mesa esteve a análise de alguns pontos convergentes para a defesa dos trabalhadores do setor da Justiça.
A central sindical esteve representada pelo Secretário-geral, Carlos Silva, os Secretários-gerais Adjuntos, Sérgio Monte e José Cordeiro, e pelo Presidente do Sindicato dos Oficiais de Justiça (SOJ), Carlos Almeida.»
Este atual ímpeto de ação do SFJ está a ser muito apreciado pelos Oficiais de Justiça, pois consideram que agora começam a ver movimentações no terreno e, como dizia esta semana a ministra da Justiça no Parlamento, esta ação atual é o “passar uma barreira, saltar de nível…”
Todas as ações são bem-vindas e são bem-vindas assim mesmo, despidas de preconceitos e individualismos, focadas na luta do e pelo coletivo, constituído por 7801 Oficiais de Justiça.

Também esta semana, na sua crónica periódica no Correio da Manhã, o presidente do SFJ deixava escrito o artigo de opinião intitulado: “Razão”, no qual dizia assim:
«Os Funcionários Judiciais vão fazer um mês de greve. Uma greve para que todos percebam a nossa razão. Os cidadãos não devem ser, nem serão, prejudicados por esta ação.
A pensar na população que espera resposta dos tribunais, convocámos uma greve de uma hora por dia, entre as 10 e as 11 horas, com início a 17 de maio.
A greve não é contra ninguém, é em defesa dos Funcionários Judiciais.
Nenhum cidadão será prejudicado no seu direito à Justiça!
A opinião pública julga-nos bem remunerados, autónomos e donos do nosso tempo. Nada mais falso! A maioria dos funcionários com mais de 20 anos de carreira, ganha menos de mil euros e inicia a carreira a ganhar menos de 800,00.
Mantém-se a constante redução de recursos humanos sempre à custa dos Funcionários que suportam a carga laboral excessiva além da hora, sem serem pagos, e fazem o serviço de 2 ou 3 pessoas a baixo custo.
Não podemos mais ficar calados.
Perante o silêncio arrogante da tutela, esta greve é a forma de lançar novamente a hipótese de debate. Somos todos nós, partes fundamentais na engrenagem da Justiça. Somos o rosto da Justiça, quando se entra num Tribunal.
Temos as injustiças de um estatuto não aprovado, de uma carreira subvalorizada, de uma ausência inexplicável de respeito por quem governa em nome do Povo: o Governo.»

À LUTA!
ResponderEliminarColegas, temos que lutar. Se mesmo a lutar as coisas estão difíceis, sem luta é que nada se consegue.
ResponderEliminarGREVE.
É só para dizer que estou farto do tribunal onde estou. Estou mortinho por mudar. Oxalá que seja ja no próximo movimento.
ResponderEliminarNão vejo hora de pegar nas minhas coisas, sair e nunca mais voltar a ver aquela gente.
Já somos dois!!!
EliminarAntonio Costa no Parlamento.
ResponderEliminar17 de março de 2021
Neste momento, já entrou em circuito legislativo o novo projeto de estatuto de funcionário judicial. Se tudo correr como previsto, poderá estar aprovado em Conselho de Ministros até final do mês. Se não decorrer com toda a consensualidade, poderá demorar mais algum tempo, mas, em principio, até ao final do mês estaremos em condições de aprová-lo”.
Senhora Ministra da Justiça, já não há "pachorra"! ...
As vicissitudes esgotaram-se e a descredibilização é irreversível, em relação a esta matéria.
26-06-2020:
ResponderEliminarA Senhora Ministra da Justiça no Parlamento,
desculpou-se para o não cumprimento da Lei do Orçamento de Estado (integração do suplemento no vencimento e regime diferenciado da aposentação) porque os dois sindicatos que representam os Oficiais de Justiça não se entendiam e tinham opiniões diferentes sobre ests matéria. Enquanto um queria negociar já a integração do suplemento e o regime diferenciado da aposentação, deixando o estatuto para depois, o outro queria negociar tudo em pacote, portanto, para mais tarde.
Concluindo que essa matéria não era negociada e aprovada no prazo definido na Lei do Orcamento de Estado, porque o sindicato mais representativo da classe queria que tudo fosse negociado ao mesmo tempo.
Nem regime diferenciado da aposentação, nem integração do suplemento no vencimento nem estatutos!
Isso é desculpa da Sra. Ministra.
ResponderEliminarJá se anda a tratar desse assunto há vários anos. O Ministério da Justiça é que não está interessado.