Que lindos são os discursos do 25ABR e do 01MAI
“A ministra do Trabalho defendeu este sábado, numa ação do Partido Socialista do 1.º de Maio, o combate às “novas formas de escravatura no trabalho”.
Depois de lembrar o trabalho feito pelo governo socialista desde o início da pandemia de Covid-19, Ana Mendes Godinho afirmou que é preciso “combater em conjunto, coletivamente, sem tréguas, as novas formas de escravatura no trabalho”.
«É o tempo da aceleração das mudanças estruturais para garantir direitos inclusivos de proteção social e de valorização dos trabalhadores. O grande desafio coletivo é criar condições para que o trabalho do futuro seja de facto um trabalho digno para todos», disse Ana Mendes Godinho, na abertura de uma sessão “online” sobre o papel dos sindicatos e as transformações do mundo laboral, organizada pelo PS no dia do Trabalhador, em que substituiu o secretário-geral e primeiro-ministro, António Costa.
Para conseguir “dignidade e qualidade do emprego”, acrescentou, são também necessários “sindicatos fortes e forte diálogo social”, dado que este diálogo “é um pilar essencial desta agenda digna do trabalho digno e tem de ser o pilar de todas estas transformações”, o “motor da paz social e o garante de que todos ganham nos processos de mudança”.
Foi o que levou ainda a ministra do Trabalho a justificar a proposta de “estimular a cobertura e o dinamismo da negociação coletiva”, de forma a alargar “a negociação coletiva e a cobertura da negociação coletiva a novas categorias de trabalhadores”, com “incentivos à contratação coletiva, promovendo a articulação com os parceiros sociais”.
No encontro, por videoconferência, participaram Carlos Silva, secretário-geral da UGT, Fernando Gomes, dirigente da CGTP e Mafalda Troncho, da Organização Internacional do Trabalho (OIT).”
Em que governo vive esta ministra? No governo da lua? É que é este mesmo governo que detém um Ministério da Justiça que mantém, precisamente, aquilo que ela diz que constituem “as novas formas de escravatura no trabalho” e mesmo depois dos alertas, das greves, plenários, pedidos de reunião e até dos incríveis pedidos de cumprimento da Lei, teima este mesmo governo em não respeitar nada nem ninguém, designadamente, se não se enquadrar no perfil do atual Ministério da Justiça que é o de governar para as magistraturas.
Que lindos que são os discursos do 25 de Abril ou do 1º de Maio mas que distantes que estão da prática e da realidade.
Note-se bem que este governo PS, do qual esta mesma ministra do Trabalho faz parte, mantém um sistema de escravatura no trabalho dos Oficiais de Justiça, e mesmo quando já duas Leis da Assembleia da República lhe impõem condições e mesmo prazos concretos para solucionar este problema, o mesmo governo do qual esta ministra do Trabalho parece fazer parte, não cumpre essas mesmas Leis.
Os Oficiais de Justiça já fizeram de tudo, de tudo mesmo, para verem reconhecidas as suas justíssimas reivindicações e nunca baixaram os braços. Ainda agora saíram de uma greve de 5 dias e estão já em curso plenários por todo o país que antecedem uma greve diária durante um mês. E o Governo mantém-se ausente. E o Governo tem uma ministra do Trabalho que diz o que diz. Isto é gozar com quem trabalha; isto é gozar com quem passa todo o tempo destas duas legislaturas a alertar e a apelar, por todas as vias, ao fim destas “novas formas de escravatura no trabalho” que são mantidas, precisamente, pelo atual Governo, apesar do que diz nos lindos discursos de Maio.

Fonte citada: “TVI24”.
Está na altura de um novo 25 abril. Para o ano 2022 vai haver eleições e eu vou dizer CHEGA disso dou a certeza.
ResponderEliminarO que o país na verdade precisa é de um novo 28 de Maio!
EliminarDe abrileiros xuxalistas estamos nós fartos!!
E ja agora, diga ao dirigente do seu partido que aproveite as verbas concedidas para a campanha, e faça algo util: troque de cérebro!
EliminarBloco de Esquerda apresenta diploma onde se considera assédio laboral a violação reiterada de contactos fora do horário de trabalho.
ResponderEliminarSerá que também dá para os nossos chefes de secção?
EliminarOs quais passam o tempo todo a ligar para quem está em teletrabalho, não importando a hora a que o fazem, para dizer "não cumpris-te os despachos todos", "Falta limpar as pastas" e por aí em diante.