Já há muito se sabia da projetada divisão da carreira

      O Sindicato dos Oficiais de Justiça (SOJ) fixou no cimo da sua página do Facebook uma publicação antiga, de 23 de novembro de 2018, na qual se pode ler o seguinte:


      «O SOJ postou, neste seu espaço, um artigo publicado num jornal diário, nacional. O artigo, escrito por jornalista, fala sobre a reunião ocorrida ontem.


      Menciona a jornalista, a determinada altura, que o presidente de um dos sindicatos mostra-se apreensivo e refere que “querem dividir a carreira…”. Por outro lado, afirma o presidente do outro sindicato que “não vê as coisas desse modo e que considera positiva a disponibilidade do Ministério da Justiça que irá permitir rever a tabela remuneratória de parte dos oficiais de justiça”


      Não se vislumbra que alguém tenha dito, no artigo, que algo era inverdade. O que se diz, no artigo, é que há uma outra perceção, e que, nesse sentido se perspetiva um “benefício” para parte dos Oficiais de Justiça.


      Ora, o SOJ não é um sindicato de partes, é um sindicato que só representa oficiais de justiça e entre esses, não há partes.


      Por outro lado, sugiram de imediato os comentários, que sempre surgem, para calar todos os demais. São sempre os mesmos e que reiteradamente andam pelas redes sociais em campanhas. Surgem agora com o discurso já gasto do “papão”: o SOJ está a querer dividir.


      Como é que se pode dividir quando se alerta uma classe, que está em luta, para o perigo de nos quererem dividir?


      Talvez seja tempo de sermos mais racionais. Quando uma classe está em luta, por norma, ao perceber que as coisas não se auguram positivas reforça a luta, cerra os punhos e não desiste. É isso que acontece por norma.


      Dizer que saímos apreensivos de uma reunião e que nos querem dividir é algo que só pode reforçar a luta… Coisa diferente seria dizer que está tudo bem, há boas perspetivas. Aí poderíamos de facto equacionar se vale a pena continuar a lutar. Mas não foi nada disto que o SOJ disse.


      Se alguém prefere criar uma manobra de diversão, para adormecer os colegas, então que procure outros espaços, pois neste espaço o que se procura é que os colegas possam pensar, analisar os factos de forma consciente…


      O SOJ reforça: o momento é de união, mas temos de saber o que queremos, estar conscientes do que nos pode surgir no caminho e não desistir de lutar. O resto são tretas. Sejamos sérios!»


      Esta publicação de 2018 acaba por ser muito atual e pode ser acedida diretamente através da seguinte hiperligação: “SOJ-Facebook”.


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Comentários

  1. "Já há muito se sabia da projetada divisão da carreira"

    Portanto, não existiu qualquer incompetência sindical!

    Milhares de euros mensais, perto de meio milhão, em quotas nos cofres sindicais para os patentes tão fonestos resultados para os Oficiais de Justiça.

    E ao invés de, com a simplicidade de quem nada teme e fez o que sabia e pôde, colocarem as respectivas direções o seu lugar à disposição, entendem que o seu modelo não está gasto, arcaico e anacrónico e optam pela reincidência.

    É legítimo, mas estranho e originará uma mudança de "360º".

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    1. Mas temos que ser justos e coerentes.
      Como é que pode criticar qualquer um dos sindicatos quando grande parte dos sindicalizados, por vezes a maioria, nao aderiu a qualquer iniciativa, salvo raras exceções?


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    2. As resposta a esses idiotas do PS será dada nas urnas.

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  2. Uma coisa é certa, a Senhora Ministra da Justiça escudou-se sempre com a vontade do sindicato mais representativo da classe.

    Aposentação e integração no suplemento so em sede de revisão estatutária.

    A oportunidade destas duas matérias terem sido discutidas e aprovadas o ano passado foi perdida.

    E segundo a Ministra da Justiça tal só aconteceu porque o SFJ não estava disposto de tratar estas matérias em separado.

    Queriam tudo ao mesmo tempo, temos uma mão cheia de nada!...

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  3. Neste momento este país é uma autêntica província Angolana de corrupção e de incompetência, a diferencia é a cor de pele.

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  4. Chegou a altura de os dois sindicatos aparecerem juntos, apresentando uma única alternativa e proposta.
    Formas de luta únicas e agressivas.
    Caso não aconteça que vão ambos bugiar e desapareçam.

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    1. Concordo, e é isso que os associados devem exigir, o resto não vale a pena gastar energias sobre quem fez ou propôs o quê. Está apresentado, agora é pensar daqui para a frente. Não podemos dar qualquer margem ou argumento á tutela, e para isso é preciso uma acção concertada, com o apoio de todos os associados. Ao menos que o plenário agendado sirva para alguma coisa... É preciso trabalho, muito trabalho e uma posição assertiva conjunta dos sindicatos. São só dois sindicatos, não será difícil chegar a um consenso.

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  5. Não aceitaram o que havia na mesa, reivindicando novo estatuto?

    Agora façam plenários para reivindicar a não aplicação do estatuto !!

    Quem anda comprometido, pelos corredores do poder, não pode nem deve representar ninguém,.

    A luta não se faz com sorrisos, simpatias e tainadas. Esse tipo de comportamento compromete quando há que dizer "NÃO".

    E eis o resultado.

    Simples.

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  6. Só de pensar que podia ter ido para as Finanças ou para as conservatórias e vim para esta profissão de MERDA!!!

    QUE ÓDIO QUE EU SINTO

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    1. Sinto o mesmo. Agora é greve de zelo. Filhos da puta a irem ganhar 4500€ e 12 000€ mês e eu em 21 anos só subi de escalão 3 vezes. Sai do particular cuja empresa está em expansão há 20 anos para ir morrer pobre. Vejo magistrados a meterem o dinheiro da renda no bolso mais do que ganho do meu trabalho. País de merda que em 2022 você dizer CHEGA.

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    2. Muito bem.

      Eles fingem que pagam, nós fingimos que trabalhamos.

      É este o caminho.

      P. s.

      Enquanto mulher, Oficial de Justiça, em sala de audiências vou passar a dar voz aos agora maiores apelos da minha bexiga.

      E em secção, passarei a pensar mais no que escrevo e assino.

      Só custa à primeira.

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    3. Todas as profissões, por vezes, levam a sacrificios.

      Mas ainda me lembro de uma colega que usava fralda para incontinentes com receio da represália da interrupção dos julgamentos e da descida da "nota".


      E tão humanos que eram os elementos do coletivo!

      Mesmo humanos.
      Até riram e tudo quando se soube!
      Mesmo empáticos!

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    4. TRISTE VERDADE!

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  7. "A morte da decência"!...

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  8. Apesar de ser sindicalizado, a "luta" pelos direitos não se esgota na militância sindical.
    Na verdade, por ação ou sobretudo omissão, pouco serve ou serviu vestir t-shirt pretas ou agitar bandeiras, quando, diariamente ou frequentemente pactuamos com as nomeações discricionárias e prolongamentos hadeeterno das comissões de serviço, que foram destruíndo a nossa carreira, que aos poucos foi sendo capturada por interesses pessoais e corporativismos.

    O desagrado por tantas injustiças, muitas vezes roçando a ilegalidade, terá ou teria que ser diário, traduzindo-se na discordância nas palavras, reações e atos de frieza e indiferença perante os responsáveis, chefes, secretários, administrador ...

    Por outro lado, há muito tempo que o ingresso na carreira deveria ser por via da licenciatura, mas infelizmente, por várias razões e sabe se lá por quê ... acabaram com o curso da Universidade de Aveiro.
    A inveja, a mesquinhez, as vistas curtas de uns e os interesses particulares de outros tantos, acabou na situação a que estamos.
    "Dividir para reinar" tem sido a política da tutela e Direção Geral.

    No entanto, aqui chegados, a nossa união tem que ser mais forte do que nunca. Pôr isso vamos dar força aos dois nossos sindicatos, para reverter esta miserável proposta de revisão do nosso estatuto com as boas propostas que estavam, supostamente, em discussão.




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    1. Mas não sejamos ingénuos.

      Os Oficiais de Justiça são meros "peões de brega" nesta coisa pública.

      Os jogadores põem e dispõem, abrem e fecham o jogo.

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  9. No projeto de estatuto publicado no BTE é referido que se procedeu à audição do CSM, do CSTAF e do COJ.

    Todos nós sabemos que o COJ tem vogais do SFJ e um do SOJ.

    O SOJ tem-se mantido até agora em silêncio.

    Mas o SFJ nas greves de uma hora diária, através dos seus dirigentes, incluindo do seu presidente tem passado a mensagem de que era a primeira vez que um documento desta natureza era enviado para publicação no BTE sem conhecimento prévio dos sindicatos.

    Alguém nos está a enganar!...

    Ou o que consta no projeto de estatutos é falso e ainda não foi desmentido pelo SFJ, ou o sindicato, que tinha conhecimento do documento através dos seus vogais do COJ, andou-nos a omitir esse conhecimento!...

    Alguém tem que esclarecer os sócios.

    Ou os vogais do COJ eleitos pelo SFJ omitiram esta informação aos dirigentes do SFJ, ou os dirigentes andaram a dar música aos associados.

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