Plenário Nacional a 18JUN em Lisboa

      Depois da greve horária diária encetada pelo Sindicato dos Funcionários Judiciais (SFJ) que, como todos sabem, termina no dia 17JUN, o SFJ organiza e convoca um Plenário geral de trabalhadores, de âmbito nacional, a realizar em Lisboa no dia seguinte ao termo desta greve em curso.


      Assim, no dia 18JUN, das 11H00 às 16H30, decorrerá mais um Plenário no habitual ponto de encontro privilegiado da capital, a Praça do Comércio (Terreiro do Paço), em frente ao Ministério da Justiça.


      Como bem sabem os Oficiais de Justiça, os dias ou as horas de assistência às reuniões plenárias de trabalhadores, não implicam quaisquer cortes no vencimento.


      O SFJ está a organizar saída de autocarros de vários pontos do país, com gratuitidade das viagens, com o intuito de concentrar o máximo de Oficiais de Justiça em frente ao Ministério da Justiça que é o local de trabalho habitual da ministra da Justiça e do secretário de Estado e adjunto da Justiça.


      O SFJ lançou uma comunicação divulgando esta iniciativa e diz assim:


      «O Governo e o Ministério da Justiça têm demonstrado e atuado de forma desrespeitosa para com os Oficiais de Justiça, prometendo a resolução de várias reivindicações e referindo mesmo na Assembleia da República que as mesmas são mais que justas, mas ignorando as várias solicitações de reuniões que temos enviado para o Ministério da Justiça.


      Temos tido o apoio da ASJP, do SMMP, de muitos Magistrados, Advogados, Deputados e Autarcas que, de forma pública, têm reconhecido e demonstrado que apoiam as justíssimas reivindicações dos Oficiais de Justiça.


      Os oficiais de Justiça são o garante do bom funcionamento da Justiça!


      São os mesmos trabalhadores que sempre disseram “presente” e colaboraram na resolução de problemas graves:


      Organização Judiciária de 2014 – fizemos de tudo (desempenhando tarefas que não nos estão atribuídas e que muitas outras classes profissionais se recusariam a fazer) e demos o nosso melhor para que nada falhasse e tudo funcionasse, tendo inclusivamente trabalhado muito para além do horário e aos fins de semana.


      Crash do CITIUS em 2014 – mantivemos o sistema judiciário em funcionamento apesar do crash do Citius;


      Desempenho Profissional / Pendências Processuais – Desde sempre que os Oficiais de Justiça têm, através do seu esforço quotidiano, apesar de em muitos Tribunais e DIAP existirem péssimas condições de trabalho e material / equipamento (obsoleto), conseguido bons níveis de produtividade e, pasmem-se, reduzimos as pendências.


      Mas há um preço a pagar para que os Tribunais e DIAP funcionem, milhares de Oficiais de Justiça têm de trabalhar muito para além do horário e por vezes aos fins de semana, sem qualquer compensação.


      Tendo em consideração o silêncio e a falta de vontade em negociar, por parte do Ministério da Justiça, o Secretariado Nacional decidiu marcar um Plenário de Funcionários de Justiça para o próximo dia 18 de Junho de 2020, das 11:00 às 16:30 horas, no Terreiro do Paço, em Lisboa.


      Em breve daremos mais informações relativamente à operacionalização (Inscrições / Transportes).»


      Em baixo duas imagens de Plenários no mesmo local de Lisboa, em 11OUT2018 e em 15JAN2019.


SFJ-Plenario-11OUT2018-(8).jpg


SFJ-Plenario-15JAN2019-(5).jpg


      Fonte: “SFJ”.

Comentários

  1. Jota Man2/6/21 09:01

    Um Plenário Nacional, algo necessário para se tomar decisões.
    Mas, olhando para as fotos colocadas lembro-me bem desse plenário. E lembro-me bem do que foi decidido no mesmo.
    Eu sei o que é um Plenário Geral de Trabalhadores, sei qual o poder que tem, mas não é para fotos, nem para aparecer na TV.
    A sra. Ministra não cumpriu dois Orçamentos Gerais do Estado, não seguiu algumas deliberações indicativas da Assembleia da República, que por isso lhe são chamados nomes e dadas várias qualificações.
    Que nome damos a um sindicato que:
    - Após uma deliberação de um Plenário Geral de Trabalhadores, quase por unanimidade, e co uma postura de virar as costas à ministra, e de a ter apelidado de mentirosa e falsa (o que é verdade);
    - Perante uma decisão que é de todos os trabalhadores sindicalizados ou não e da qual nenhum sindicato é dono;
    - Sem marcar um novo Plenário Nacional de trabalhadores;
    - Diz que o que os oficiais de justiça deliberaram, não é válido, porque eles decidiram, que não lhes dava jeito, não convinha.

    Quem são e como se apelidam estes senhores que por conversas de alcova tomaram o poder de anular o que as pessoas que representam decidiram? e as que são de outros sindicato? e as que não são sindicalizados?

    Agora marcam um Plenário Nacional de Trabalhadores para quê?

    Para eles as decisões não valem nada, tiraram todo o valor às decisões dos oficiais de justiça.

    Mostraram que não respeitam o Plenário, as deliberações deste, nem respeitam os oficiais de justiça.

    Fizeram dos oficiais de justiça fantoches perante o Mistério da Justiça, Governo e todo o mundo.

    Vir agora este sindicato marcar um Plenário Nacional de Trabalhadores é preciso ter uma coisa que no mínimo apelido de lata.

    Querem gozar mais com os oficiais de justiça ou mostrar ao Mundo que são iguais ou piores que a Ministra? è que esta ainda diz que vai fazer, este Sindicato determinou DECIDIRAM MAS NÃO SE FAZ.

    Não sou fantoche, não ando aqui para a fotografia, não quero lugar nenhum, apenas quero ser Oficial de Justiça, digno com palavra e respeitado no mínimo.

    Por isso façam os plenários com os amigos de alcova, façam uns jantares, uns convivios e desrespeitem nos a eles.

    UM PLENÁRIO NACIONAL NÃO É UMA JANTARADA DE AMIGOS

    Repeitem os oficiais de justiça e a lei.

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    Respostas
    1. Anónimo2/6/21 10:14

      a ser verdade, parece-me bem

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    2. Anónimo2/6/21 12:05

      Só vai quem quer!

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    3. Anónimo2/6/21 12:08

      Parece que quem não respeita em primeiro lugar os OJ são os próprios!
      Uma desgraça!

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  2. Anónimo2/6/21 21:09

    Nelson Mandela:

    . “Lutar contra a pobreza não é um assunto de caridade, mas de justiça”. (Discurso na Praça Mary Fitzgerald de Johanesburgo, em 2 de julho de 2005, num ato contra a pobreza).

    Os Oficiais de Justiça no inicio de carreira estão no limiar da pobreza.

    Podem trabalhar até altas horas da noite, retirarem-lhe a hora para almoço e mesmo assim, não vêem a sua remuneração aumentar!

    Os mais velhos, aqueles que que passaram e ainda passam por situações idênticas, que foram ao longo de muitos anos os únicos agentes de execução, que assistiam às autópsias nas comarcas e que transportavam as vísceras e o sangue recolhido nos transportes públicos para os Institutos de Medicina Legal, viram de forma desproporcional o aumento da idade legal da aposentação, que até então servia como fator de compensação.

    Plenário sim!

    "Lutar contra a pobreza não é um assunto de caridade, mas de justiça”.

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  3. Anónimo3/6/21 09:11

    De um plenário surge uma ata, certo?

    Estejamos atentos ao teor da mesma caríssimos.


    Aproveito para divulgar que o Movimento de cidadania pro Ordem dos Oficiais de Justiça marcará presença, à margem do evento.

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    1. Jota Man3/6/21 12:55

      Que consta da acta do anterior plenário e que aconteceu?

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