Projeto apresentado integralmente rejeitado

      O Sindicato dos Funcionários Judiciais (SFJ) publicou uma informação sindical que a seguir vamos reproduzir:


      «O Secretariado Nacional do Sindicato dos Funcionários Judiciais deliberou, por unanimidade, rejeitar integralmente o projeto de revisão do Estatuto dos Funcionários de Justiça que foi publicado no BTE.»


      Ou seja, o SFJ acaba de dizer que este Estatuto, todo ele, deve ir para o lixo e nem sequer deve ser negociado, pura e simplesmente é rejeitado no seu todo; nem vale a pena introduzir alterações aqui e acolá.


      Continua o SFJ assim:


      «Com este projeto legislativo que procede à revisão do Estatuto dos Funcionários de Justiça, o SEAJ quer dividir para reinar, tentando inclusivamente negociar o estatuto pelas redes socais (facebook e twitter), menosprezando os representantes dos trabalhadores, com o único propósito de menosprezar os sindicatos.


      Trata-se de uma versão que apenas tem a intenção de:


      .1. Dividir a carreira em duas GCF3 e GCF2 (cfr. artº. 4º), ou seja dividir para reinar, o que é uma prática ancestral da politiquice e não dos verdadeiros políticos. O que estamos a assistir é à captura dos Tribunais e dos Serviços do Ministério Público, através de um diploma que dá primazia à comissão de serviço em detrimento da meritocracia;


      .2. Criar lugares para os que se portem bem e obedeçam aos ditames de quem detém o poder;


      .3. Acabar com a tão propalada especialização, eliminando-se os quadros próprios do Ministério Público, ou seja, eliminando-se a carreira própria do Ministério Público, vergando o Ministério Público, através da colocação ou não de oficiais de justiça.


      Apenas os Técnicos Superiores de Justiça exercem as funções de órgão de polícia criminal (artº. 6º nº. 1, al. f)).


      .4. Eliminar a carreira do Ministério Público (artº. 4º).


      A carreira do Ministério Público é pura e simplesmente vaporizada da carreira.


      .5. Cargos de Chefia – Eliminação dos cargos de chefia, através da criação de uma nova carreira, a de Técnico Superior de Justiça – Eliminar em cerca de 50% ou mais os cargos de chefia (atualmente encontram-se a desempenhar funções de chefia cerca de 1100 Oficiais de Justiça: Secretários de Justiça / Escrivães de Direito e Técnicos de Justiça Principal). Veja-se esta brilhante redação do art. 8º nº. 1: “ Os cargos de coordenador de unidade correspondem à chefia de uma ou mais unidades orgânicas das secretarias dos tribunais, podendo abranger uma ou mais áreas de competência e ser comum, em cada jurisdição, aos serviços judiciais e aos serviços do Ministério Público, de acordo com o estabelecido no mapa de pessoal respetivo.”


      Ou seja, conforme referimos, há uma clara intenção de eliminar cargos de chefia.


      E no futuro o que veremos é que um “coordenador de Unidade” – escrivão de Direito ou Técnico de Justiça Principal, que passará a chefiar vários juízos e/ou secções dos DIAP.


      E a ambiguidade do projeto é tal, que poderemos levantar três questões:


      .a) Onde irão ser colocados os restantes seiscentos a setecentos oficiais de justiça que hoje exercem cargos de chefia e que não serão nomeados em comissão de serviço e excedam a quota de TSJ?


      .b) Voltam para a carreira de técnico de justiça – GCF2, deixando de pertencer à carreira de Técnico Superior de Justiça GCF3?


      .c) São despromovidos por via administrativa?


      .6. Escravizar os Oficiais de justiça, obrigando-os a desempenhar funções para além do horário normal, muitas vezes até altas horas da madrugada e aos fins de semana, de borla veja-se o “brilhantismo”, para não o adjetivar de outra forma, do artº. 116º “ O valor integrado na remuneração representa a compensação devida aos oficiais de justiça pelo cumprimento do dever de permanência a que os mesmos estão estatutariamente sujeitos.”


      Sim, os oficiais de justiça devem ser compensados, como em qualquer outra profissão pelo elenco de deveres especiais. O que não se pode confundir é a compensação pela obrigatoriedade de um dever especial, com as horas que se trabalham para além do horário normal. Uma coisa é o dever e a imposição por via estatutária a que os oficiais de justiça estão obrigados (disponibilidade permanente a qualquer hora do dia e da noite e fins de semana) e a compensação pelas horas efetivamente trabalhados em resultado daquele dever.


      E pasmem-se quando para outros os suplementos remuneratórios foram integrados na remuneração em 14 meses para os oficiais de justiça aplica-se uma fórmula “manhosa” em que se divide a massa salarial de 11 meses por 14. Vamos ficar a ganhar menos por mês.


      .7. Transição Remuneratória – Tabela Virtual – “A transição prevista nos números anteriores ocorre na posição remuneratória virtual automaticamente criada na tabela remuneratória respetiva com o nível remuneratório correspondente ao valor do escalão onde está atualmente posicionado o oficial de justiça, acrescido do valor correspondente ao do suplemento de recuperação processual nos termos do disposto no número 2 do artigo 116.º”


      Quer isto dizer que a grande maioria dos oficiais de justiça nunca mais será aumentado permanecendo nestas tabelas virtuais até à reforma.


      .8. Acesso excecional à categoria de Técnico Superior de Justiça (artº. 117º)


      Desenganem-se os que são licenciados em direito e que pensam que vão transitar para esta carreira, vejam bem os critérios do artigo 117º, que limitam esta transição a percentagens (nº. 3 e 4 do artigo 38).


      E os que se licenciaram na Universidade de Aveiro e que ingressaram na carreira de Funcionários de Justiça, para o SEAJ são menos licenciados que os outros?


      E as restantes licenciaturas que atualmente são requisito para o acesso a secretário de Justiça, são licenciaturas menores?


      Mais uma vez é uma tentativa desbragada de dividir para reinar.


      O SFJ não deixa nenhum Oficial de Justiça para trás e, como é óbvio, o GCF 3 tem de ser para todos os atuais Oficiais de Justiça.


      O SFJ reitera que está disponível para negociar um estatuto que valorize a carreira mas que ninguém de fora.


      Exigimos um Estatuto socioprofissional que, ao contrário do projeto publicado no BTE, contemple:


      .a) Vínculo de nomeação;


      .b) Grau de complexidade funcional 3 para todos os atuais oficiais de justiça;


      .c) Titularidade do lugar nas categorias de chefia;


      .d) Regime específico de avaliação em consonância com a natureza das funções e em face da previsão do artigo n.º 218.º da Constituição da República Portuguesa;


      .e) Formação especializada;


      .f) Redefinição das regras de Mobilidade e do Regime de Substituições;


      .g) Tabela salarial adequada às funções;


      .h) Regime específico de aposentação.


      Chegou o momento de dizer basta!


      E basta de:


      – Trabalho Escravo;


      – Recuperares o serviço (por falta de oficiais de justiça);


      – Desempenhar funções de outra categoria sem ser remunerado;


      – Acumular funções sem ser remunerado;


      – Trabalhar para além das 17:00 horas sem nenhuma contrapartida ou compensação.


      Perante a atitude de menosprezo pelos Oficiais de Justiça que luta devemos desencadear?


      A greve é a última ratio no arsenal de instrumentos de luta e, assim sendo, terá que ser usada de forma a causar o maior impacto com o menor esforço financeiro.


      As greves em dias consecutivos (p.e. 3 ou 5 dias) não têm surtido os efeitos desejados.


      O Ministério da Justiça sabe que os oficiais de Justiça são briosos e têm sentido de responsabilidade e por isso, logo que terminam a greve, irão trabalhar muito para além do horário de secretaria, aos sábados e domingos, para normalizar os serviços e reduzir os atrasos gerados pelas Greves.


      Assim, devido a este brio profissional e sentido de responsabilidade, o Ministério da Justiça poupa em salários e o serviço continua a ser feito a tempo e a horas.


      Como já referimos, o caminho será longo e difícil.


      Mas perante o cenário supramencionado os mais incautos poder-se-ão questionar, “se assim é devemos baixar os braços”? Claro que não!


      Temos é de intensificar a luta e de encontrar formas de causar o maior impacto com o menor esforço financeiro possível por parte dos Oficiais de Justiça.


      O SFJ tem uma estratégia bem definida e assente na participação e colaboração dos milhares de Oficiais de Justiça.


      Assim, o Secretariado Nacional, decidiu agravar a luta sendo que as mesmas terão de causar o maior impacto na Administração / M J / Governo e o menor esforço financeiro despendido pelos Oficiais de Justiça.


      Podemos desde já afirmar que a paralisação de Tribunais, por recurso à greve, por longos períodos de quinze dias a um mês consecutivo, está decidida e irá ser decretada dentro de dias.


      E no dia 18 de junho, no Plenário Nacional, daremos voz à nossa indignação, bem junto à sede do poder do MJ.»


Cara9.jpg


      Fonte: “SFJ”.

Comentários

  1. Bom Dia,

    O que se passou no caso da revisão das carreiras de ajudante e de escriturário dos registos e notariado?

    Houve, ou não, uma transição dos funcionários para uma nova carreira de oficial de registos?

    E, nessa eventualidade, houve correspondente aumento salarial?

    Alguém saberá esclarecer este ponto e que já li neste blog em vários comentários nos últimos meses?

    Se sim, ou seja, se transitaram TODOS no IRN para uma nova e valorizada carreira...questiono-me como é que este 'ser' que é o oficial de justiça pode ser visto, segundo o novo estatuto, como algo ou alguém que não deve ter mais do que um pontapé para '2º plano'...

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  2. Se amanhã o estado do tempo estiver como está hoje, vamos ter uma espécie de "secos e molhados".

    Os "secos" nas secretarias dos tribunais e os "molhados" no terreiro do paço.

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  3. O barco vai de saída
    Adeus ó cais de alfama
    Se agora vou de partida
    Levo-te comigo ó cana verde
    Lembra-te de mim ó meu amor
    Lembra-te de mim nesta aventura
    P'ra lá da loucura
    P'ra lá do Equador

    Ah! mas que ingrata ventura bem me posso queixar
    Da pátria a pouca fartura
    Cheia de mágoas ai quebra mar
    Com tantos perigos ai minha vida
    Com tantos medos e sobressaltos
    Que eu já vou aos saltos
    Que eu vou de fugida

    Sem contar essa história escondida
    Por servir de criado a essa senhora
    Serviu-se ela também tão sedutora
    Foi pecado
    Foi pecado
    E foi pecado sim senhor
    Que vida boa era a de Lisboa

    Gingão de roda batida
    Corsário sem cruzado
    Ao som do baile mandado
    Em terras de pimenta e maravilha
    Com sonhos de prata e fantasia
    Com sonhos da cor do arco-íris
    Desvairas se os vires
    Desvairas magia

    Já tenho a vela enfunada
    Marrano sem vergonha
    Judeu sem coisa sem fronha
    Vou de viagem ai que largada
    Só vejo cores ai que alegria
    Só vejo piratas e tesouros
    São pratas, são ouros
    São noites, são dias

    Vou no espantoso trono das águas
    Vou no tremendo assopro dos ventos
    Vou por cima dos meus pensamentos
    Arrepia
    Arrepia
    E arrepia sim senhor
    Que vida boa era a de Lisboa

    O mar das águas ardendo
    O delírio dos céus
    A fúria do barlavento
    Arreia a vela e vai marujo ao leme
    Vira o barco e cai marujo ao mar
    Vira o barco na curva da morte
    Olha a minha sorte
    Olha o meu azar

    E depois do barco virado
    Grandes urros e gritos
    Na salvação dos aflitos
    Esfola, mata, agarra
    Ai quem me ajuda
    Reza, implora, escapa
    Ai que pagode
    Reza tremem heróis e eunucos
    São mouros, são turcos
    São mouros acode

    Aquilo é uma tempestade medonha
    Aquilo vai p'ra lá do que é eterno
    Aquilo era o retrato do inferno
    Vai ao fundo
    Vai ao fundo
    E vai ao fundo sim senhor
    Que vida boa era a de Lisboa
    Que vida boa era a de Lisboa

    Fausto - O Barco vai de saída

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  4. LUTA CONTRA A ESCRAVATURA ASSALARIADA!!!!

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  5. "... os oficiais de Justiça são briosos e têm sentido de responsabilidade e por isso, logo que terminam a greve, irão trabalhar muito para além do horário de secretaria, aos sábados e domingos, para normalizar os serviços e reduzir os atrasos gerados pelas Greves."

    Oficiais de Justiça,


    tenham pelo menos uma vez na vida a audácia de não agir como" esperado".


    Está aqui o mal da coisa e o subliminar medo.

    Medo das represálias!!!

    Querem ver que os Srs Magistrados nos vão bater se argumentar-mos como orientam os Sindicatos.

    Nós, enquanto funcionários públicos, não devemos mais à sociedade que o trabalho e produtividade dentro das horas de expediente.

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    1. Até parece mal irem para as merecidas férias e andar semanas antes a "limpar" os processos.

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    2. "Medo das represálias", próprio de mentes curtas e básicas.

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  6. Falem-me das multas processuais a Oficiais de Justiça.

    Caso único na administração pública.

    Agora só para os Técnicos Superiores de Justiça, pois os de nível 2 não estaram munidos dos conhecimentos tecnico/jurídicos necessários para as evitar no âmbito da sua ação laboral.


    P. s.

    Vai ser lindo vai.

    Quem semeia ventos colhe tempestades. É os tempos são de mudança.

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    1. leia-se "estarão" e "E".

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    2. É um atalhar do processo administrativo.

      O Oficial de Justiça é funcionário público, mas, que se lixe, está sujeito às regras processuais.


      P. s.

      Qualquer dia um segurosito profissional não ia nada mal.

      Falei com o meu mediador e ele informou que só existe para profissionais de considerável risco funcional como médicos, enfermeiros, advogados e, pasmem-se, magistrados.

      Oficiais de Justiça, não!

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  7. Confirma-se desconvocaçao de Plenário devido á cerca sanitária decretada aos mouros.

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    1. Tudo a favor SFJ, tudo a favor.

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  8. "... Circulação de e para a Área Metropolitana de Lisboa proibida... "

    in Observador

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  9. Porque não temos estes esclarecimentos localmente( comarca/nucleo) ???? "Arrepia sim senhor " 😐

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    1. A única explicação que encontro para a sua dúvida é inoperância sindical. A máquina está cansada. Obsoleta. Ultrapassada.

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    2. As reuniões organizadas por partidos políticos e sindicatos não são afetadas por estas medidas.

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    3. Eventos realizados no âmbito dos partidos políticos ou sindicatos não são afetados por estas medidas. As razões portanto não podem ser a entrada ou saída de Lisboa.

      Eliminar
    4. " vira o barco cai marujo ao mar" - lá diz a canção

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  10. Cerco sanitário na área metropolitana de Lisboa com início às 15h de sexta-feira (18 de Junho), no dia e hora do plenário dos Oficiais de Justiça!...

    Nem em pleno estado de emergencia, a proibição de circulação entre concelhos, foi decretada no início das tardes das sextas-feiras.!

    Coincidências!...

    Um cerco aos direitos de manifestação, protesto e de reivindicação.

    Um "lápis azul" deste socialismo venezuelano!...

    Assinem todos já a petição pública enquanto não nos bloquearem também o acesso a esse direito de cidadania!...





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  11. Na idade média a importância dos assuntos era visível na qualidade dos emissários enviados.

    Numa altura em que Oficial de Justiça como o conhecemos pode desaparecer....SFJ...envia comitiva especializada...para reunião com SEAJ de 17.06.2021

    Delegação do SFJ:
    - Alexandre Silva – Secretário-geral do SFJ
    - Lilibeth Ferreira – Secretária Nacional do SFJ.

    Será que os outros...estão comprometidos...!!!

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    1. Babuummm.


      ... eis a bomba atómica!

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    2. Acima de tudo uma escolha inteligente.

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    3. As autárquicas estão à porta.

      Assim, o publicado projeto foi milho para pombos. Uma espécie de vento para agitar as águas, de forma a que, antes do ato eleitoral, surja a anunciada conquista sindical e bonomia governamental.


      Em troca?

      Votos. Muitos votos. E algumas conquistas políticas por elementos das estruturas sindicais.

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    4. Seria um grande golpe palaciano.

      Eliminar
    5. Mas será que só o SFJ falou nessa reunião? Seria bom saber-se também o que disse o SEAJ.

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  12. Integralmente aprovado e publicado ipsis verbis.
    Acreditem no q vos digo/ escrevo

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  13. Coincidências!...

    A desaparecida Senhora Ministra da Justiça, finalmente apareceu numa conferência de imprensa do Governo, em vésperas de um protesto nacional dos Oficiais de Justiça, para nos anunciar mais um confinamento, ao direito à indignação!...

    Fica aqui uma sugestão:

    Agendem um plenário nas ilhas desertas e vão ver que o governo reúne o Conselho de Ministros, com a presença da Senhora Ministra da Justiça, para decretar um cerco sanitário.

    Os Oficiais de Justiça são foco de contágio e um perigo para a saúde pública porque a sua grande maioria ainda não foi vacinada!...

    Um dia serão, mas até lá, haja paciência e conformismo porque as vicissitudes assim o impõem!

    Palavra do Senhor, digo, da Senhora,!...

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    1. A presença da ministra da justiça teve por razão a aprovação dos diplomas de combate à corrupção. Menos teorias de conspiração...

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  14. Oficiais de Justiça, primeira nomeação, colocados em Lisboa:

    Les Misérables - romance de Victor Hugo publicado em 1862.

    Subsídio de renda de casa 875,00 mensais, 14 meses por ano, livres de impostos (IRS).

    Haja decência, neste Estado que se diz de Direito Democrático!

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