“Um ano de negociações, compromissos e acordos para o lixo”
Publicou o Sindicato dos Funcionários Judiciais (SFJ) uma nota informativa na qual aprecia o assunto do momento: a aberração do projeto de Estatuto apresentado pelo Governo.
A referida nota está assim intitulada: “Confirma-se estamos de facto no Ministério da “in”Justiça ou ou o “mi(ni)stério” do secretário de Estado e adjunto da Justiça”.
Só pelo título se depreendem dois aspetos fulcrais: a injustiça do Ministério e a alegada captura do Ministério pelo secretário de Estado, atropelando a própria ministra da Justiça.
Diz assim a nota do SFJ:
«Foi ontem disponibilizado no Boletim de Trabalho e Emprego o projeto legislativo de revisão do Estatuto dos Funcionários de Justiça, aprovado pelo Decreto-Lei n.º 343/1999.
Mais uma vez o Dr. Mário Belo Morgado, SEAJ, demonstra uma atitude de altivez de falta de diálogo para com os Oficiais de Justiça.
Atirou cerca de um ano de negociações, compromissos e acordos entre o SFJ e a Srª. Ministra da Justiça para o lixo.
Pelo que é legítimo que o SFJ infira que a conduta do atual SEAJ, Mário Belo Morgado é a de total desrespeito pelas Leis, pela Assembleia da República, pelos Deputados, pelo Sindicato dos Funcionários Judiciais, pelos Funcionários de Justiça / Oficiais de Justiça, mas acima de tudo pelo normal funcionamento do Órgão de Soberania: Tribunais e pelos Serviços do Ministério Público.
Afinal qual é a intenção? Qual o Propósito?
Os Oficiais de Justiça darão uma resposta firme e coesa.
Endureceremos as formas de luta, nomeadamente a Greve.
O Secretariado Nacional reunirá ainda hoje para delinear a estratégia no curto médio prazo (greves, etc…). No entanto, solicitamos, com carácter de urgência, reuniões com os Grupos Parlamentares, CSM, CSMP-PGR, SMMP e ASJP.
O projeto legislativo de revisão do Estatuto dos Funcionários de Justiça, é uma total afronta aos Oficiais de Justiça e tem, da nossa parte o repúdio total.
Reiteramos que a política do Ministério da Justiça, eventualmente sob a batuta do Secretário Estado Adjunto e da Justiça – Dr. Mário Belo Morgado –, tem colocado em causa a Palavra Dada pela Ministra da Justiça – Drª. Francisca van Dunem – e do Primeiro-Ministro – Dr. António Costa –, nomeadamente quanto à revisão do Estatuto dos Oficiais de Justiça.»

Fonte: “SFJ”.
Sempre a mesma conversa de merda do SFJ.
ResponderEliminarConcordo!
EliminarMas se havia reuniões com a Ministra da Justiça e até eram proveitosas, com compromissos, isso nao deveria ter sido transmitido a todos nós? Será que se justificava esta greve, perante o cenario de reuniões com compromissos com a ministra da justiça? Pelo teor do comunicado teremos de concluir que foi uma greve marcada entre negociações com a ministra e proveitosas até. .. a ser verdade é grave. A não ser verdade, mais grave é.
ResponderEliminarDeixem-se de acreditar em gente sem palavra!
ResponderEliminarMantenham o estatuto antigo e discutam apenas a remuneração adequada com as funções, a questão da aposentação e o vinculo por nomeação!!!!!!!!!!!!!!!!!!
Queriam ser todos Doutores
ResponderEliminarAhahahahahah
Estudácem como eu!
Mais um académico "bacoco"
EliminarManda os outros estudar e nem escrever sabe.
Eliminar"Uma mosca sem valor pousa com a mesma alegria
Eliminarna careca de um doutor
como em qualquer porcaria"
Boa!!!
EliminarO canudo não define a competência, tal como a idade não define a maturidade
EliminarOs sindicatos tem tanta (ou até maior responsabilidade) neste projecto de estatuto. Forçou tudo e mais alguma coisa para que isto fosse apresentado. E agora aguente-se o futuro técnico de justiça.
ResponderEliminarOs próximos passos do sindicato não se traduzirá em mais do que perda de vencimento pelos "Endureceremos as formas de luta, nomeadamente a Greve".
Os sindicatos sabiam qual era o projecto de estatuto e sabiam qual é o seu poder negociação desse estatuto! Porquê que forçaram que isto fosse apresentado? A resposta é simples, os interesses dos sindicatos não são os interesses dos seus sindicalizados.
Os sindicatos de técnicos superiores terão obviamente uma maior preponderância perante a tutela e os nível 2 que se lixem, mas será que os técnicos superiores de justiça irão querer ser sindicalizados? O tempo o dirá... mas parece-me que em troca de umas migalhas deram um tiro no pé, para não falar da facada nas costas a todos os of. justiça (licenciados inclusive).
ResponderEliminarSe é verdade, peçam aos diversos GP que convoquem a ministra para dar explicações no parlamento.
"... O Oficiais de Justiça darão uma resposta firme e coesa.
ResponderEliminarEndureceremos as formas de luta, nomeadamente a Greve."
Fonte SFJ
A única sindical saída airosa, perante os fonestos resultados que em toda a linha assolaram os OJ, será convocar uma efectiva greve ao "PROCESSO ELEITORAL" e a concomitante colocação, pelas respectivas direções, dos lugares à disposição, perante a patente e factual incompetência na obtenção de resultados positivos para a "carreira" de Oficial de Justiça, por tal, em extinção.
Sem dúvida.
EliminarDe outra forma seria mais do mesmo.
Mais décadas e décadas de quotas a aumentar o património sindical, sem resultados no que ao essencial diz respeito.
Sem dúvida. É a melhor forma de restabelecer a confiança nos Sindicatos.
EliminarColoquem o lugar à disposição!
Concordo.
Eliminaranos e anos a pagar cursos aos seus filiados
EliminarE onze anos a perder dinheiro com a integração na tabela única da função pública para isto?????
ResponderEliminarSinto-me enganada.
Gostava de ver a proposta da tabela remuneratória, deles e a nossa.
Nós e os outros.....
Tanto disparate... Dirijam toda essa revolta e peçam a demissão de quem apresentou este PROJETO. Isso sim. Mostrem-se dignos de um grau 3.
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EliminarComo entende que um OJ pode, pagando quotas, quotas, quotas e mais quotas, ao longo de anos, aceitar um resultado sindical tão medíocre?
Para onde vão tantos milhares de euros anuais em quotas se nem uma "máquina sindical" capaz aparenta, ao OJ sindicalizado, existir.
Use de honestidade intelectual.
Só resta às estruturas sindicais, perante tamanho desaire, pois não se trata de um revés, a simplicidade de colocarem os seus lugares à disposição.
P. s.
Poderá é não ser conveniente.
A quem?
Ou ao quê?
Mas isso são outros quinhentos.
Tanta arrogância e tão pouca empatia com o seu semelhante às 13.13 horas.
EliminarUma licenciatura em Direito prepara-nos, como sabe, se a origem de tal comentário a tiver alcançado, as estruturas e quadros mentais para uma vida profissional jurídica, no seu todo. É por esse motivo que os licenciados em Direito, se a origem de tal comentário também tal tiver alcançado, necessitam de se agregar a uma Ordem, a dos Advogados, a qual, através da competente formação, especializa o licenciado em Direito na prática fornece.
Neste contexto, compreenderá a origem de tal comentário, por si só não estará habilitado, o licenciado em Direito, desprovido da prática e formação necessárias, a desempenhar satisfatóriamente a função de Oficial de Justiça em toda a sua amplitude.
Saberá, a origem de tal comentário, da certa fraca produtividade de um licenciado em Direito, portanto, Técnico Superior de Justiça, enquanto líder e perante Ex-Excrivães Adjuntos e até mesmo Auxiliares, com mais de trinta anos de tarimba.
Chegado aqui, fará a origem de tal comentário, melhor e em dobro, todas as tarefas que irá distribuir aos seus subalternos?
A mim, a experiência de vinte e poucos anos, enquanto Oficial de Justiça, acrescida de um pouco mais de 12 anos de estudos superiores na área do Direito, sem interrupções ou falhas de percurso académico, diz-me que não, sem a competente formação da DGAJ e os ensinamentos dos mais experientes, os quais, não sendo licenciados, levam de fio a pavio um inventário, uma Ação Ordinária , com todas as suas vicissitudes, entre outros.
Portanto, comentário das 13.13 horas, subir por subir, sem estrura, é mau para a função bem como para a equipe que liderar, se vier a adquirir o perfil qua aparenta não possuir.
Um forte abraço e bom desempenho funcional, se dele for titular.
Ui, 12 anos!!?
EliminarÉ que foi chumbo atrás de chumbo.🤦♂️
ResponderEliminarÉ ENSURDECEDOR O SILÊNCIO DA SRª MINISTRA!!!
TÊM DIREITO À REVOLTA, sim, e esta, É MUITO GRANDE.
ResponderEliminarOs/As Oficiais de Justiça reclamam, reclamam, reclamam contra os Sindicatos, sejam eles quais forem, MAS não reclamam com Os/As Oficiais de Justiça, que nada fazem, ou mais propriamente que boicotam as iniciativas que se vão fazendo, porque é mais fácil atirar com a culpa para os outros.
Estão sempre a reclamar e a exigir para os sindicatos fazerem isto ou aquilo e quando os sindicatos lhes dão armas para lutar o que fazem Os/As Oficiais de Justiça? NADA, ou mais propriamente, a maioria faz NADA.
Viu-se pelas últimas greves dos dois sindicatos, em que só alguns responderam positivamente à LUTA.
Os outros estão sentadinhos nos seus lugares a apresentar todo o tipo desculpas e pasme-se, depois ficaram todos indignados com o projecto apresentado no BTE e a dizer que se devia fazer Greve de uma semana, um mês!
Mas não é isso que temos estado a fazer? Greve? de uma hora, de 5 dias, de 3 dias?
Mas em que mundo têm estado a viver?
👍 bom retrato do que temos.
EliminarÉ só mansos e mansas com mta conversa, teremos o que merecemos
Isso também pergunto eu, em que mundo o colega tem estado a viver ou deve ter um ganha pão (aluguer de casas, algum restaurante em nome dos pais ou mulher, etc), porque eu como muitos mais precisamos do dinheirinho mensal para viver. Quer dizer com os abaixamentos nos ordenados vindos da Troika, depois o Covid, onde eu e muitos portugueses tivemos que pedir moratórias, ao qual já recomeçei a pagar, ia mesmo fazer grevezinhas da treta. Nunca pedi aos sindicatos para fazer greves.
EliminarTambém não fui eu mas sim o meu sindicaato SFJ que cantava nivel 3, reformas aos 60, 10% no ordenado (agora 11 x 14) e que fez com que a classe acredita-se nesse sonho deles.
Deram 20 dias para reclamar /recorrer / etc do projecto. Eu dou 20 dias + 20 dias, para ver o que o meu sindicato vai fazer, para reverter a merda que andou a impingir aos seus sócios e se nada acontecer, ou o projecto for regulamentado, eu deixo esse sindicato e espero que a maioria de nós que temos mais de 50 anos, 60s saiam, pois as patuskadas, copos, etc que esse sindicato costuma fazer é com o dinheiro nosso e eu sei do que falo.
Muito bem.
Eliminar
ResponderEliminarConferência de imprensa a denunciar tudo o que o SEAJ se marimbou dos acordos que havia com a Ministra!
O acordos eram para as autárquicas não para o estatuto.
EliminarEntão afinal andavam em cochichos nas costas dos oficiais de justiça. Muito bem.
Levaram nível 3 mas de zero a vinte. E não piem não vão à oral.
Verdade, tudo para o Sr Presidente ganhar mais uma vés uma câmara ou similar, como tem acontecido nos últimos anos.
EliminarAo menos ponham lá vazelina nisso.
EliminarMas a seco também entra, custa é um pouco mais.
Os Tribunais administram a Justiça em nome do povo, o Ministério da Justiça desenvolve políticas e administra os recursos em nome das Magistraturas.
ResponderEliminarPasme-se no art 26 do projeto de revisão de estatutos "pacto de permanência" é referido que os trabalhadores que por sua iniciativa, cessem funções antes do termo do período referido no numero anterior (três anos) ficam obrigados a reembolsar ao Estado o montante auferido no curso de formação específico para ingresso na carreira,?!...
Inacreditável!..
Nos Estatutos das Magistraturas não existe norma de idêntico teor, sendo certo que o montante auferido no curso de formação no CEJ é de valor substancialmente superior.
O SEAJ promove políticas assentes no preconceito social.
Vacinas só para uns indemnizações só para os outros!
O Senhor SEAJ, homens muito ilustres lutaram e arriscaram a sua própria vida e liberdade, contra o preconceito.
EliminarNelson Mandela:
"Lutar contra a pobreza não é um assunto de caridade, mas de justiça”. (Discurso na Praça Mary Fitzgerald de Johanesburgo, em 2 de julho de 2005, num ato contra a pobreza)" .