“É necessário um 25 de Abril na Justiça”

      A seguir vamos reproduzir partes de um artigo da Lusa publicado pela RTP, onde também intercalamos alguns trechos de um outro artigo, publicado na Rede Regional, relativamente ao plenário de Santarém. Ambos os artigos estão disponíveis para acesso direto nas ligações disponíveis no final desta publicação, indicadas como “fontes”.


      No que se refere à participação no plenário, a agência de notícias Lusa refere que participaram no plenário “centenas de funcionários judiciais”, enquanto que a Rede Regional aponta para “400 a 500 Oficiais de Justiça”. Já na nossa contagem, aqui divulgada, apontamos para cerca de 10% do total de Oficiais de Justiça, cujo número ascendia, a 31DEZ2020, a 7801. Por sua vez, António Marçal chegou a referir, pelo menos, 1500 participantes.


      De todos modos, sobre a adesão à iniciativa, Marçal considerou que “o número de funcionários que aqui esteve deve dar que pensar ao Ministério da Justiça e ao Governo”, pois o plenário “demonstrou cabalmente a indignação e o descontentamento que grassa entre os trabalhadores dos tribunais”.


      Os Oficiais de Justiça gritaram pedindo "justiça" e "respeito" e exigiram a reabertura da negociação do estatuto da carreira e o regresso aos compromissos anteriormente assumidos pelo Governo.


      O plenário realizou-se no Jardim da Liberdade, em frente ao Palácio da Justiça de Santarém, com largas centenas de funcionários judiciais vindos de todo o país, incluindo ilhas, e envergando “t-shirts” pretas com a frase "Justiça para quem nela trabalha", o presidente do Sindicato dos Funcionários Judiciais (SFJ), António Marçal, afirmou que o estatuto colocado em discussão pública é "um ataque" aos trabalhadores e uma "tentativa de captura" do sistema de justiça.


      Ouviram duras críticas ao secretário de Estado e adjunto da Justiça, Mário Belo Morgado, com gritos de "rua", afirmando António Marçal que o projeto publicado no Boletim do Trabalho e do Emprego é "mau demais para ser verdade", uma "aberração" que só pode ter "rejeição total".


      Referindo as várias manifestações de solidariedade recebidas, tanto da parte de partidos políticos, como o BE (que teve presente a sua deputada eleita pelo distrito de Santarém, Fabíola Cardoso), o PEV, o PCP, que enviaram declarações de apoio, como de organizações sindicais de juízes e de magistrados do Ministério Público e da CGTP, António Marçal afirmou que há ainda pareceres, nomeadamente de constitucionalistas, com "identificação clara de ilegalidades e até inconstitucionalidades".


      Para o SFJ, a melhor solução seria o primeiro-ministro, António Costa, "dar ordem para que se iniciasse formalmente um processo de negociação que tivesse como ponto de partida os compromissos assumidos pela ministra da Justiça, Francisca van Dunem, no anterior Governo".


      "Assim teríamos a pacificação da justiça", disse, advertindo que, se não houver retrocesso, "a luta vai endurecer", como prova a greve de 15 dias, de 01 a 15 de julho, no Juízo de Execução de Lousada, e a declaração, para agosto, de períodos de greve nos juízos competentes para tramitar o processo eleitoral autárquico.


      "Não é que o queiramos fazer, mas se formos obrigados e não houver da parte do Governo uma disposição para a negociação, que não é apenas formal, mas uma negociação séria que sirva os interesses dos funcionários e da Justiça em Portugal", irão avançar essas formas de protesto, declarou.


      "Este projeto é um perigo porque pode capturar a Justiça por interesses obscuros e nós não entendemos qual a razão por que António Costa deixou publicar este diploma no Boletim de Trabalho e Emprego", frisou, sublinhando que o número de pessoas presentes no plenário de hoje deve levar a ministra da Justiça e o primeiro-ministro a "arrepiar caminho e voltar ao trilho que pode levar a uma situação de compromisso".


      Questionado sobre as críticas feitas no plenário a Mário Belo Morgado, o presidente do SFJ afirmou que, além de ter feito "letra morta" dos compromissos anteriormente assumidos pela ministra, é "inaceitável" que, sendo juiz conselheiro, "diga que as leis da Assembleia da República e os prazos que nelas constam sejam meramente ordenadores ou programáticos".


      "Isto não cai bem num Estado de direito democrático", disse, salientando que a escolha de Santarém para a realização do protesto – o qual incluiu a deposição de uma coroa de flores junto à estátua do capitão de Abril Salgueiro Maia – aconteceu "porque é necessário um 25 de Abril na Justiça, para que a Justiça sirva todos os portugueses, independentemente da sua capacidade financeira".


      “É necessário um novo 25 de abril na justiça portuguesa, e a escolha de Santarém para a realização do plenário também tem a ver com isso, porque foi daqui que partiu Salgueiro Maia e os homens que fizeram a revolução”, explicou António Marçal, o presidente do SFJ.


      Entre os aspetos contestados no estatuto está o fim do acesso às categorias profissionais por mérito e a criação de lugares "premiais", por escolha, o fim da especialização, com a eliminação do quadro de funcionários afetos ao Ministério Público, a divisão da carreira em dois graus, a eliminação de mais de 50% dos cargos de chefia e um sistema de subsídios que na prática reduz a remuneração dos funcionários.


     Salientando que muitos funcionários judiciais estão, em alguns casos, há 20 anos na primeira categoria da profissão, com um salário inferior aos mil euros, António Marçal sublinhou a dificuldade em recrutar profissionais, acabando os licenciados por transitar para outros serviços da administração pública.


      O presidente do SFJ disse ainda que o tribunal arbitral deu razão ao sindicato na concentração num único dia (quarta-feira) dos serviços mínimos que os funcionários estão obrigados a cumprir durante a greve agendada para Lousada e anunciou que quarta-feira será decidida a criação de um fundo de greve para apoiar os funcionários que vão fazer paralisações prolongadas.»


PlenarioSFJ20210629-(10).jpg


      Fonte: “Lusa/RTP” e “Rede Regional”.

Comentários

  1. Anónimo2/7/21 09:46

    Muito bem! contem com a minha colaboração para participar nesse fundo de compensação aos colegas que farão essas greves estratégicas, pois é o minimo que podem fazer para não perderem o rendimento pelo sacrificio em prol de todos! ADIRAM TODOS OS OJ CONTRIBUINDO PARA ESSE FUNDO DE COMPENSAÇÃO!!!! (fica o apelo)

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  2. Anónimo2/7/21 10:19

    Parecer do CSM sobre o projeto de estatuto ou lá o que aquilo se queira chamar:

    Ainda bem que vai, de quando em vez, aparecendo alguém com bom senso neste país.

    Tudo o que dizem é na mouche. Até ensinam a escrever e a chamar as coisas pelos nomes.

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  3. Anónimo2/7/21 11:30


    Estatuto:

    O parecer do CSM é

    DEMOLIDOR

    Tem a palavra a Sr.ª Ministra

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  4. Anónimo2/7/21 11:31


    Fundo de greve?

    ALELUIA, sfj!!!

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    1. Anónimo2/7/21 11:45

      Ainda outro dia falava desse fundo.

      Pena só se lembrarem agora, mas espero que isso não traga aumentos nas quotas.

      Deviam aplicar o dinheiro que tem a juros ou em acões, nesse fundo.

      De certeza com ele as greves terão grande significado e apoiantes, mas atenção não seja para o sub de almoço, ou 40% do dia tem que ser pelo menos 75%, para que possa funcionar

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    2. Anónimo2/7/21 13:31

      Esse fundo NADA DEVIA TER A VER COM COTAS, DEVIA SER UM "DONATIVO" EXTRA feito por sócios ou não sócios!

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    3. Anónimo2/7/21 14:51

      Aumento de quotas?


      Caramba, meio milhão de euros por ano em quotas não chega?!!!

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    4. Anónimo2/7/21 14:53

      Oh Sindicatos, sejam comunistas e redistribuam o lucro pelos associados grevistas.


      Está quieto!

      Distribui, distribui.

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    5. Anónimo2/7/21 14:54

      Começava logo o povo todo a aderir à greve.

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  5. Anónimo2/7/21 12:32

    Estiveram presentes 1800 Oficiais de Justiça no plenário.
    O autor do blog poderia ter solicitado ao SFJ a informação acerca do o número de participantes no Plenário.
    Relembro que no primeiro plenário, na Praça do Comércio, compareceram cerca de 2000 oficiais de justiça. Já no segundo, no mesmo local, compareceram cerca de 2500 oficiais de justiça.
    Tendo em consideração:
    a campanha de desmobilização que foi montada nas redes sociais
    e
    o aumento significativo do número de infecções (COVID19) o número de participantes fou um sucesso.
    Mas o autor do blog, poderia e deveria, como já antriomente se referiu ter solicitado ao SFJ que lhe fornecesse os números.
    Poderá, ainda, solicitar à DGAJ ou aos Sr. Administradores Judiciários que lhe forneçam estes elementos.
    Finalmente, na posse de dados oficiais poderia e deveria, corrigir a sua posição relativamente aos números.

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    1. O autor não tem que seguir cegamente a informação que o SFJ lhe daria, inflacionada com é prática corrente dos sindicatos. O autor deve munir-se dessa fonte, sim, mas também contrasta-la com outras, como fez, para além da sua própria verificação.
      Assim, no artigo de hoje citam-se 4 contagens de fontes diferentes e não apenas uma como pretende o comentador. Cabe ao leitor avaliar o que lhe é apresentado e quanto maior for a informação prestada mais apto estará para decidir bem. Repetimos: 4 fontes e não fonte única, como na China, na Rússia, antes de 1974...

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    2. Anónimo2/7/21 13:32

      BOM TRABALHO!

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  6. donzilia santos2/7/21 14:12

    O autor do blog tem razāo quando fala dos números de adesāo.Estamos habituados a que os sindicatos divulguem uns, a administraçāo outros, números sempre bem diferentes.Como não temos acesso direto aos registos, cada um fica no que lhe parece.Certo é que a apatia está instalada (também parece).
    Lê-se o parecer do CSM sobre a "estranha" proposta de Estatuto e pergunta-se: entāo em que matérias é que o dito Conselho foi ouvido antes, tal como outras entidades, conforme é referido no preâmbulo dessa mesma proposta?
    Foi alterada completamente a redação, chegando ao ponto de nāo incluir o que está previsto no Orçamento Geral do Estado sobre a aposentacāo? O que significa essa audição prévia, lendo nós agora o parecer do CSM?
    Fazer tal publicaçāo no BTE, será para ganhar tempo?
    Sendo hoje notícia que os 2 Ministros dos quais há muito é reclamada a demissão por muitos, querem agora terminar funções.... É só pensar um pouco.

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    1. Anónimo2/7/21 15:59

      O colega ora não sabe ler e efetivamente interpretar o que foi escrito, ou já está de pura má intenção no que diz.

      Ora vá lá ler novamente essa parte do preambulo, a sua construção frásica e tempos verbais utilizados. Mas ler com cabeça. Se é que me entende.

      Onde é que se extrai que a expressão "foi promovida a audição" queira dizer que estes organismos foram ouvidos antes de sair no BTE??

      Onde é que leu "audição prévia"??

      É da mesma forma que analisa despachos e articulados? De forma enviesada?

      Percebe agora como a sua opinião não passa de gasolina no fogo da ignorância?

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  7. Anónimo2/7/21 14:21

    Contido que sou, não entro em discussões descabidas, que levam a comentários pouco próprios e até inoportunos entre membros da mesma classe e que só dão razão a alguns comentários pouco informados da opinião pública.

    Sejam contidos, só assim serão responsáveis e respeitados, característica que nos tem faltado.

    Quanto à participação no plenário;

    Não entro em discussões de números.
    Confesso que notei a falta do SOJ. Neste momento tinha a obrigação de estar presente e impunha-se uma concertação pública entre entidades que devem servir interesses que não dos próprios.
    Direi ainda que, poucos ou muitos, estávamos presentes os suficientes para que o plenário não fosse apenas uma espécie de “comício”, não uma assembleia participada como se esperava.

    Quanto ao fundo de greve:

    Através do SFJ, ou através duma associação criada para o efeito, há muito que deveria ter sido criado.
    Mas enganem-se aqueles que acham que estas coisas não nos saem da pele. A luta faz-se com sacrifício e, como em tudo na vida, os sacrifícios são proporcionais às conquistas.

    Aqui, em terras Scalabitanas, fala-se em criar uma associação de apoio aos OJ.

    A título de exemplo:
    i) Quota = 5% do vencimento bruto auferido (filiados e não filiados);
    Tal montante serviria para decretar uma greve por 2 anos, em que cada comarca estaria de greve 1 mês inteiro, sendo que os sócios dessa “Associação” seriam ressarcidos em montante igual ao do seu vencimento bruto, i. é, no mês respectivo, ganhariam mais aderindo à greve do que trabalhando. Em suma, sacrifício sim, mas dispersado mensalmente;

    Outro exemplo:

    E se, concertadamente, todos os OJ pertencessem a listas independentes?
    i) Por um lado, poderiam gozar dos direitos políticos associados à propaganda eleitoral;
    ii) Por outro, sendo parte do processo eleitoral, seria duvidosa a sua legitimidade para o tramitar.
    Quem tramitaria o processo eleitoral? Será que seria coarctado um direito com previsão constitucional?

    Pois, já me esquecia.

    Para isso era preciso que fossemos uma classe unida, pessoas honradas e que honram os seus compromissos. Será que somos? Ou seremos meros pedintes à espera daquilo que cai do céu?

    Ás vezes, vale a pena pensar nisto!

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    1. Anónimo2/7/21 14:48

      Não pense, aja.

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    2. Anónimo2/7/21 15:25

      O Fundo de greve será constituído por uma percentagem da quotização.
      Nada de novo. O sfj já estudou esse assunto há uns anos, apenas não o chegou a implementar!

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  8. Anónimo2/7/21 14:46

    Não. Não é preciso um 25 de Abril na Justiça! Já no país, em 25 de Abril de 1974, ter ocorrido uma verdadeira revolução, isso já nos colocaria hoje ao nível de uma Espanha ou de uma Irlanda.

    P. s.

    O país só necessita de mais competentes e menos oportunistas como governantes.

    Indivíduos com curricula impecáveis, "à prova de bala".


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  9. Anónimo2/7/21 16:56

    atenção pessoal, anda ai gente que não tomou os comprimidos.

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    1. Anónimo2/7/21 21:15

      Por isso se mantém Oficial de Justiça.

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  10. Anónimo2/7/21 18:18

    Não precisamos de um novo 25 de abril, que eu saiba já vivemos em democracia.

    Acho que não e preciso criar fundos monetários para incentivar a greve.

    Não faz sentido a greve e para não se trabalhar e se não se trabalha, não se recebe e muito simples.

    Portanto se forem marcadas greves temos de as fazer por uma razão muito simples. O governo se quiser não precisa dos sindicatos para aprovar o estatuto. Acho que toda a gente sabe disto.

    Os sindicatos tem e de defenir estratégias conjuntas e objetivas, para que todos possam confiar e apresentar propostas credíveis, e benéficas para todos.

    Se não conseguir os objetivos devem encetar formas de luta, como por exemplo as greves e explicar aos sócios os motivos que levam a luta.

    Em suma e na minha opinião, prefiro perder 03 ou 4 dias de trabalho consecutivos do que levar uma vida inteira com o projeto apresentado.

    Colegas está nas nossas mãos. juntos venceremos.

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  11. Anónimo2/7/21 19:34

    Já aqui referimos no comentário publicado nesta página em 29 de junho que
    a disponibilidade permanente não pode continuar a ser total e sem limites, como tem vindo a ser entendida e abusivamente aplicada, até à presente data.

    A entidade empregadora, nas solicitações que efetue ao abrigo desse regime, tem que passar a respeitar os direitos familiares, pessoais, políticos e cívicos, que têm assento constitucional.

    Direitos esses que assistem a todo e qualquer trabalhador. Cfr artigos 26.º, n.º 1, 36.º, n.os 1 e 5, 48.º, n.º 1, e 59.º, n.º 1, alínea d), da Constituição da República Portuguesa.

    Assim, é exigivel a fixação de um limite máximo para além do horário normal, sob o regime de disponibilidade permanente.

    Os Oficiais de Justiça foram sujeitos a um regime de dispolibilidade permanente total e sem limites durante dezenas de anos, sem qualquer compensação.

    Têm que ser ressarcidos da violação reiterada, ao longo de anos, desses direitos fundamentais com assento constitucional.

    Daí justificar-se a exigência de um regime diferenciado da aposentação, exigência essa, já reconhecida e aprovada no Parlamento em dois Orçamentos de Estato.

    O que mais me espanta, é o Senhor Secretario de Estado Adjunto e da Justiça persistir em manter uma imposição desta natureza aos Oficiais de Justiça, a revelia da Constituição da Republica Portuguesa, da Lei e das convenções internacionais em matéria de trabalho.

    Os sindicatos deviam processar o Estado Português por este comportamento, ao longo de décadas, para com os Oficiais de Justiça.




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    1. Anónimo2/7/21 20:19

      Muito bem !!

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    2. Anónimo2/7/21 21:18

      Mas qual disponibilidade, qual quê.

      Chega às 17h tenho de ir buscar filhos e vou.

      Eliminar
  12. Anónimo2/7/21 21:28

    Boa Noite,
    A Srª. MJ é magistrada do Ministério Publico, o Sr. SEAJ é magistrado judicial.
    Pergunta: Os sindicatos já solicitaram aos aos respectivos conselhos superiores o que "acham" de dois magistrados com responsabilidades (des)governativas não cumprirem uma Lei da AR, por duas vezes ?
    O CSM pronunciou-se sobre o famoso projecto de estatuto dos OJ's, se o CSMP, tiver uma posição identica, - até porque o MP pode ser mais prejudicado-, ver artigo da Sábado digital, estes magistrados vão continuar a assobiar para o lado?
    Ou há uma agenda desconhecida ?
    BFS.
    João Nabais

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  13. Anónimo2/7/21 23:35

    Qual a posição do SOJ sobre esta matéria?!...

    Quais as iniciativas que pretende desenvolver?!...

    ResponderEliminar

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