SOJ informa com lucidez sobre como segue a sua agenda própria

      Muitos Oficiais de Justiça se vinham perguntando por que razão o Sindicato dos Oficiais de Justiça (SOJ) não se vinha manifestando depois da última comunicação logo aquando a publicação do projeto. Ora, a resposta foi ontem publicada por esse Sindicato na sua página da Internet, sob o título de “SOJ segue agenda própria” e diz assim:


      «O SOJ, ao longo destes últimos dias, tem mantido uma postura de alguma reserva comunicacional, porquanto se aguardou o decorrer das ações de luta desencadeada por outra entidade sindical e que o SOJ apoiou, sem hesitações, a que se seguiu um plenário que, não sendo ação de luta, em sentido restrito – pois a ser, seria uma manifestação –, se revelava importante para essa mesma entidade.


      Salientar que, quando se apoia, genuinamente e com sentido de responsabilidade, há que tentar garantir que o foco não se afaste dessa ação, pelo que entendemos manter algum silêncio e evitar, como por vezes ocorre, projetar outras iniciativas que acabam por “diluir” essas ações. A unidade na ação exige mais, do que retórica!»


      Esta postura é, realmente, acertada e explicamos: Se uma estrutura sindical promove alguma iniciativa e a outra diz que apoia, deveria abster-se de promover, em simultâneo outras iniciativas que dispersem a atenção da ação, ou ações, em curso.


      De facto já verificamos o contrário tantas vezes. Muitas iniciativas do SOJ, senão todas, foram acompanhadas de outras ações comunicacionais e iniciativas que contribuíram para da dispersão da atenção no foco. Assim, esta postura do SOJ de não perturbar as ações encetadas pelo Sindicato dos Funcionários Judiciais (SFJ) deve constituir uma aprendizagem para o futuro.


      Prossegue a informação do SOJ assim:


      «Dito isto, e concluído o conjunto dessas iniciativas, é tempo de esclarecermos a carreira, sem alarmismos e com o sentido de responsabilidade que é nosso apanágio e que se exige aos Sindicatos. Assim, salientamos o seguinte:


      Publicado o Projeto de Estatuto, o SOJ informou publicamente, dia 09 de junho – data da publicação formal, no BTE – que “há formalismos a cumprir e este não é o momento para nos pronunciarmos, enquanto Sindicato que assume responsabilidades, sobre o documento”.


      Afirmou o SOJ, publicamente, que “a publicação do projeto, nesta data, era expectável, pois que se enquadra numa estratégia habilidosa a que o Ministério da Justiça nos habituou…”.


      Perante essa “informação/comunicado”, vários foram o/as associado/as que nos pediram mais esclarecimentos e, então, este Sindicato esclareceu, internamente e por e-mail, no final do dia 15 de junho – procurando não “perturbar” a greve –, da sua posição, com o documento que poderá ser consultado aqui.


    De salientar, também, que a posição do SOJ, dada a conhecer aos seus associados, no pretérito dia 15 de junho, em nada se alterou. E demonstramos, à saciedade, através das declarações prestadas, posteriormente, pela Senhora Ministra da Justiça; as reuniões ocorridas, fora do quadro negocial – a ser processo negocial o SOJ teria de participar –; e os pareceres conhecidos, demonstram, de forma inequívoca, que o “bruaá” que se seguiu à publicação desse “projeto” foi extemporâneo e pode, de facto, comprometer a aprovação dos projetos de lei apresentados no Parlamento, pois que parte da carreira desviou o foco da ação parlamentar, optando por seguir a “agenda” do Governo.


    A aprovação dos Projetos de Lei n.º 820/XIV/2, n.º 823/XIV/2 e n.º 834/XIV/2 é fundamental, para que se acabe com a “cenoura à frente dos olhos da carreira…”. É aí que está, neste momento, o foco deste Sindicato.


      Relativamente a uma hipotética divisão da carreira, convém referir que essa é uma matéria que já foi discutida e que mereceu a forte oposição do SOJ, como importa reconhecer, pelo que nada há de novo. Há de facto essa “intenção”, por parte de alguns “dirigentes” do Ministério da Justiça, mas compete aos Sindicatos, nomeadamente no processo negocial, firmeza na defesa da carreira.


      Considera, ainda, este vosso/nosso Sindicato que a greve que existe, depois das 17h00 é suficiente, a ser exercida, para ações de luta durante o processo eleitoral, caso a negociação – que ainda não se iniciou – se constitua uma farsa.


      O SOJ tem uma estratégia determinada, da qual não se afasta um milímetro, ainda que alguns colegas possam valorizar um caminho errático e meramente reativo que a nada conduz.


      Finalmente, resta-nos informar que oportunamente nos pronunciaremos sobre alguns “grupos/movimentos” que foram sendo criados e que merecem também a nossa oposição. A carreira dos Oficiais de Justiça não é constituída por grupos – detentores desta ou daquela licenciatura, desta ou daquela categoria… –, pois é um coletivo que se afirma na unidade.»


AgendaTelemovel.jpg


      Fonte: “SOJ”.

Comentários

  1. Na verdade o SOJ esteve sempre por aqui a tentar capitalizar qualquer erro do SFJ. Basta consultar este Blog e ler os comentários que foram aparecendo ou ler o que se escreve nos grupos do FB de OJ (se tiverem estômago para tanta baboseira)

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    1. Anónimo7/7/21 12:13

      Respeite a posição do SOJ, pois para muitos associados faz sentido! e não interfere com as posições do SFJ

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    2. Anónimo7/7/21 12:18

      É isso mesmo, diz o SOJ que “a publicação do projeto, nesta data, era expectável, pois que se enquadra numa estratégia habilidosa a que o Ministério da Justiça nos habituou…”.

      Concordo em pleno com a estratégia habilidosa e ardilosa do MJ atento o timing de publicação do projeto!

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  2. donzilia santos7/7/21 10:02

    Fala-se em "outra entidade" em vez de colegas (não uns outros quaisquer), como que sendo estranhos, porque representados pelo SFJ.Dificuldade de comunicação é o que é.O Parlamento vai encerrar em breve para férias, mas na verdade a questāo do suplemento e da aposentação são das mais importantes.
    Vai ver-se a prioridade dada às questões e as votações em concreto.
    Para quem puder ter acesso, vai passar na Antena 1, hoje, 10h. entrevista da M.Justiça, seguida de uma hora de antena aberta.
    Será que vamos estar lá representados nos telefonemas que forem efetuados? A linha está ă disposiçāo.

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  3. Anónimo7/7/21 11:41

    Compreendo a actuação do SOJ.

    A integração do suplemento e um regime diferenciado de aposentação são, de facto, urgentes.

    Já a pré-reforma não o será tanto.

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  4. Anónimo7/7/21 20:05

    "... A carreira dos Oficiais de Justiça não é constituída por grupos – detentores desta ou daquela licenciatura, desta ou daquela categoria… –, pois é um coletivo que se afirma na unidade.»..."


    É este o caminho.

    Muito bem!

    Idade da reforma como pagamento das muitas horas extraordinárias hoje não pagas, a qualquer titulo.

    Disponibilidade para recuperação processual integrada no vencimento, pelo menos em 12x.

    Vamos lá SOJ. Carlos, Força!!!

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    1. Anónimo7/7/21 20:59

      Estará no prelo, e a ser anunciado em período pré eleitoral de Outubro, reforma aos 60 anos, com 40 de serviço para os OJ's.


      Mas já sabemos que este é o governo dos anúncios e das não concretizações.


      Ala clínica em Gaia, um dia!

      Metro de superficie no Porto, um dia!

      Combustíveis ao nível europeu, um dia!


      É o governo do devir.


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    2. Anónimo8/7/21 10:08

      não 12, mas 14x

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  5. Anónimo7/7/21 23:42

    E participar na Comissão de Honra de um certo candidato às ultimas eleições do Benfica!...

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