SFJ considera que greve não penaliza o cidadão comum
No dia de ontem, assistimos, num noticiário da SIC, à notícia do último dia de entrega das listas eleitorais e a greve dos Oficiais de Justiça.
Nessa notícia, assistimos ainda às declarações de Francisco Medeiros, indicado como representante do Sindicato dos Funcionários Judiciais (SFJ) que, à SIC Notícias, disse assim:
«Esta greve, aquilo que vai ser afetado e aquilo que nós pretendemos é o processo eleitoral autárquico. Uma greve sem consequências é uma greve que efetivamente não serve causa nenhuma e nós, neste caso, queremos mostrar aos partidos políticos e à parte que é mais importante, de que efetivamente os Oficiais de Justiça, para que eles entendam e percebam, que os Oficiais de Justiça já deveriam ter um estatuto à altura e um estatuto há muito tempo e é nessa perceção. Relativamente às consequências, as consequências até nem vão ser penalizadoras para o cidadão comum.»
No Aviso Prévio de Greve apresentado pelo SFJ consta assim:
«O Sindicato dos Funcionários Judiciais (...) considerando a atual situação socioprofissional, nomeadamente a negociação do estatuto profissional, a recuperação do tempo de serviço congelado, a dramática falta de funcionários e o continuar do congelamento, injustificado, de promoções, e com vista a exigir do governo o cumprimento dos compromissos assumidos e as deliberações da Assembleia da República, em particular as matérias que não dependem de revisão estatutária, como: -1- O preenchimento integral dos lugares vagos; -2- A abertura de procedimento para acesso a todas as categorias cujos lugares se encontrem vagos: Escrivão e Técnico de Justiça Adjunto, Escrivão de Direito, Técnico de Justiça Principal e Secretário de Justiça. -3- A inclusão no vencimento do suplemento de recuperação processual, com efeitos a 1 de janeiro de 2021, ou seja, o pagamento do valor mensal nas 14 prestações anuais. -4- A regulamentação do acesso ao regime de pré-aposentação, apresenta o presente aviso prévio de greve.»
Sendo assim, as declarações públicas e nacionais do mencionado representante do Sindicato não só são curtas como são mesmo más e prejudiciais para os Oficiais de Justiça.
Se, por um lado, se constata que não está por dentro das verdadeiras razões da greve, que são tantas e não apenas, ou mesmo nada, a questão do Estatuto, cujas negociações até estão em curso, embora com um "timing" próprio e especial, por outro lado constata-se ainda que diz que, no que se refere às consequências desta greve, "até não vão ser penalizadoras para o cidadão comum", isto é, que esta greve não altera nada; que é inócua; o que não corresponde à verdade.
Vejamos um exemplo: um cidadão comum que se dirija a uma Unidade Central para obter o seu certificado de registo criminal ou obter uma informação sobre um processo; coisas simples e do dia-a-dia dos cidadãos comuns, será isto possível? Ora, se os Oficiais de Justiça dessas Unidades se encontram em greve e foram indicados para os serviços mínimos, asseguram apenas os serviços mínimos e, portanto, dizem ao cidadão comum que só podem aceder à sua solicitação a partir da próxima quarta-feira. E isto sucede por todo o país, também nos juízos cíveis (de competência Central ou Local) e nos juízos de competência genérica e também nos de proximidade.
Serão milhares de cidadãos comuns afetados e isto devia ser dito pelo representante do SFJ, porque são dois dias em que as greves foram muito afetadas por serviços mínimos excessivos mas não foram desconvocadas e, não sendo desconvocadas, vigoram, e apesar de haver muitos, demasiados até, Oficiais de Justiça a assegurar os serviços mínimos isso não significa que assegurem todo o serviço mas apenas esse para o qual foram convocados.
Assim, pese embora o forte ataque perpetrado contra estas greves, as mesmas ainda subsistem e não carecem de que publicamente e com transmissão nacional, padeçam de mais este ataque por parte de elementos do próprio sindicato convocante, dizendo, ao fim e ao cabo, que as greves não valem nada.
Seria muito interessante, senão mesmo obrigatório, que o SFJ criasse ou apontasse para uma espécie de gabinete de imprensa, detendo gente própria para prestar informações aos jornalistas, de forma correta, completa e eficaz, não deixando estas funções ao acaso de qualquer um.
Mas, pior ainda; porque em relação aos Oficiais de Justiça há sempre algo ainda pior, deparamo-nos com as citadas infelizes declarações e a notícia da SIC reproduzidas em publicação do SFJ na sua própria página do Facebook, sem que haja qualquer observação ou nota oficial do Sindicato, como, por exemplo, explicando que não havia mais ninguém para falar à SIC e, ou, pedindo desculpa pela anómala comunicação. Pelo contrário, a única nota que ali se lê é a seguinte: «SIC Noticias - 02Ago2021 - Francisco Medeiros explica os motivos da Greve», quando, na realidade, não explica nada, longe disso, terminando a nota com as habituais máximas: «Juntos somos mais fortes!» e «Justiça para quem nela trabalha!»

Fontes: “Vídeo SIC” e “Aviso Prévio de Greve”.
Não sabem e não querem saber, não querem fazer e não sabem como
ResponderEliminarÉ por esta e por outras!
ResponderEliminarAgora é a pré-reforma, deixaram cair um dos pilares estruturantes que resultou da reunião conjunta (o regime diferenciado da aposentação) ?!...
Onde está a regularidade as reuniões conjuntas?!!!
Vamos apenas recordar:
"COMUNICADO CONJUNTO
SFJ / SOJ
SINDICATO DOS FUNCIONÁRIOS JUDICIAIS / SINDICATO DOS OFICIAIS DE JUSTIÇA
Tendo em consideração que o Governo / Ministério da Justiça falharam, mais uma vez, a palavra dada, no que concerne ao Estatuto dos Oficiais de Justiça, fazendo tábua rasa, nomeadamente das Leis reforçadas do Orçamento de Estado 2020 / 2021 (artº. 38º da Lei n.º 2/2020, de 31.03 e 39º da Lei n.º 75-B/2020, de 31.12) reuniram-se hoje as duas Estruturas Sindicais que representam os Oficiais de Justiça, o Sindicatos dos Funcionários Judiciais e o Sindicato dos Oficiais de Justiça, com o propósito de debaterem as matérias estruturantes para a carreira e delinearem medidas conjuntas.
Neste conspecto ficou delineado entre as duas estruturas Sindicais que irão, com regularidade manter reuniões conjuntas para análise da situação político sindical;
Relativamente à matéria estatutária os dois Sindicatos elencaram, como áreas primordiais para a defesa de um estatuto socioprofissional que seja o garante do normal funcionamento do sistema de justiça, os seguintes pilares estruturantes:
CARREIRA - Especial e Pluricategorial de Oficial de Justiça com conteúdo funcional de complexidade de grau 3 para todos os Oficiais de Justiça (sem excepções).
Período Transitório – Implementação de um regime transitório e de exceção para os oficiais de justiça que já se encontram a desempenhar funções.
VÍNCULO – Nomeação – tendo em consideração que os desempenhos das funções se enquadram no âmbito das mais nobres funções soberanas do Estado;
REGIME ESPECIAL DE APOSENTAÇÃO – Definição de um regime especial de aposentação tendo em consideração as características da carreira especial e da penosidade em que os oficiais de justiça desempenham as suas importantes funções e os deveres especiais a que estão sujeitos;
INGRESSO – Licenciatura;
ACESSO – Progressão normal da carreira através de concurso com critérios rigorosos e transparentes;
REGIME DE SUBSTITUIÇÃO – Definição de critérios rigorosos e transparentes;
INSTRUMENTOS DE MOBILIDADE – Definição dos instrumentos de mobilidade com critérios rigorosos e transparentes;
PREENCHIMENTO DOS LUGARES VAGOS - PROMOÇÕES - Lembramos que por incúria, má gestão ou opção política, temos assistido, desde o ano 2002, a uma redução dos Quadros de Oficiais de Justiça em cerca de 26% e uma diminuição maior nos cargos de chefia.
Lembramos que os Tribunais têm um défice de cerca de mil (1000) Oficiais de Justiça.
Desde o Ano 2020 que são permitidas promoções, pelo que não se entende a postura da DGAJ em não efectuar as promoções.
Tendo em consideração os quadros legais existem mais de setecentas (700) promoções para serem realizadas.
CONSELHO DE OFICIAIS DE JUSTIÇA – Reforço e introdução de alterações que visem a sua eficácia e eficiência.
AVALIAÇÃO – manutenção do actual regime de avaliação, o qual encontra consagração no artigo 218º nº. 3 da Constituição da República Portuguesa.
O Sindicato dos Funcionários Judiciais e o Sindicato dos Oficiais de Justiça estão juntos na defesa intransigente dos Oficiais de Justiça.
Juntos Somos Mais Fortes
31.03.2021
António Marçal – Presidente do SFJ / Carlos Almeida – Presidente do SOJ "
Só aqui ficou a faltar a devida compensação pelo dever de exclusividade.
EliminarÉ algo muito bem pago, no privado.
Aqui, além da disponibilidade constante, é totalmente esquecido este dever a que estamos sujeitos e que nos impede de poder compensar os salários miseráveis que nos pagam, mediante o exercício de uma outra atividade remunerada. E depois vemos dezenas ou mais de colegas em segundo emprego, mas às escondidas, como se fosse crime querer por pão na mesa aos filhos.
SEM DÚVIDA!
EliminarÉ uma realdiade. Inexiste profisisonalismo na forma de contactar os media e de chegar às pessoas, efetivamente. A mensagem não passa, simplesmente.
ResponderEliminarSindicatos deveriam ter um elemento com a tutela da comunicação, cuja atividade se fizesse sentir. Uma liaison entre as direções e os media e que editasse, visse e revisse toda e qualquer iniciativa comunicacional. Para que haja alguma ordem e rigor na memsagem a transmitir, sem ruídos ou contradições, como a presente.
A isto chama-se profissionalismo.
O carolismo dá uma imagem pouco abonatória e descredibiliza o mensageiro.
É hora da fação do norte tomar as rédeas da casa. Já não há dúvidas. Pelas ideias que apresentaram, pela força genuina que mostram e pela vontade de lutar abertamente. Estão descomprometidos e por isso, livres para a luta.
John Olive3
Fação do Norte?????
EliminarDevem ser parvos, só faltava mesmo agora estas divisões pré-históricas.....
Já alguém aqui foi entrevistado??'
Podem estar 5 minutos e explicar tudo como deve ser depois a entrevista vai para a montagem e edição e passam 30 segundos onde geralmente não passa nada de especial a não ser que quem esteja a montar aquilo até esteja por dentro do assunto.
Querem um Sindicato como o dos Estivadores mas depois de 4 em 4 anos vão lá meter o votinho nos mesmos de sempre.
Querem um Sindicato com força genuína, com vontade de lutar mas depois não fazem greves porque são às sextas ou porque são às quartas ou porque já não vale a pena fazer greves ou porque os sindicalistas são todos iguais, blá blá blá....
São os mesmos que baixam as calcinhas aos Administradores, aos magistrados aos inspetores.
De garganta costumam ser os maiores mas depois são umas lástimas.
Aqui há uns anos quando por algum tempo acompanhei o SFJ mais de perto, numa reunião realizada no Norte, passou-se a mesma toda a falar do facto do então presidente Fernando Jorge fazer parte dos quadros da CGTP.´
Como fiquei sentado mais atrás, zona onde estava uma espécie de claque mais ou menos organizada pude assistir à revolta dos colegas pelo facto do Fernando Jorge andar com comunistas.
Foi o tempo quase todo da reunião naquilo até o atual presidente, o Marçal, se passar e perguntar aos colegas o que era mais importante ali.
Básicamente, o mais importante e preocupante para aquela malta era o facto de estarem associados à CGTP.
Mas querem o quê??
Sindicatos Caviar??
MOVIMENTO EXTRAORDINÁRIO PARA PROMOÇÕES A ADJUNTO?
ResponderEliminarQuem escreve tão bem no Blog e é "comentador de sofá" que participe activamente num dos sindicatos fazendo algo útil em prol de todos os Oficiais de Justiça, isso sim era de valor...
ResponderEliminarMuito obrigado pela apreciação e por concordar em que é necessária participação diferente nos sindicatos.
EliminarE esclarecer que fazer algo em prol dos Oficiais de Justiça não é só - longe disso - participar num sindicato. Aliás, quem acha que só a participação num sindicato é que corresponde a algo de valor, desconsiderando tudo o mais, só pode ser burro.
E como na política. Pensar que só pode ter ideias ou legitimidade na discussão quem for filiado em um partido, é no minimo, redutor.
EliminarHá quem simplesmente não aprecie guerrilhas de bastidores e confronto com cães e cadelas de fila a mando de outros, que compensam a falta de visão, inteligência ou estratégia com agressividade gratuita.
Era só o que faltava.
Aliás, este espaço é bem revelador de outra realidade. Existem aqui verdadeiros livres pensantes, pessoas que não estão a mando de alguém ou subjugadas a ninguém.
E depois, há os outros...
Rob in Madeira
Tacanhez deste comentarista
EliminarBem dito!! e força a este Blogue! contra mentes pequenas!
EliminarFalta atitude, falta planeamento. Tudo isto dá trabalho, que é a primeira coisa a faltar
ResponderEliminarNem sei porque vou comentar, pois vai dar azo a deturpações que vêm sendo uma constante por aqui.
ResponderEliminarSempre fui um crítico do SFJ, com provas dadas por escrito. No entanto, quando critico apresento soluções alternativas.
E dou a cara. Não me escudo no anonimato ou atrás de uma máscara, mesmo que essa máscara se chame "blog".
Os que fazem alguma coisa "são presos por ter cão e presos por não o ter" pelos treinadores de bancada que só criticam e dão palpites sem nada fazer, espicaçados por interesses alternativos de outros que tais.
Se alguma vez a união foi necessária, se alguma vez a actividade sindical teve sentido na nossa classe, é neste momento.
Se alguma vez o SFJ fez algo e lutou, foi agora. E continua a lutar...
Pede-se renovação no SFJ, gente nova e depois critica-se por serem demasiado novos, inexperientes.
Pede-se luta, a luta é declarada e depois ficamos na bancada, sem fazer nada, de papo para o ar a criticar o esforço dos jogadores.
Há passes mal dados? Sim! Há jogadas que falham? Sim! Às vezes há descoordenação? Sim!
Mas ao menos há trabalho que se vê, há luta que se trava e há batalhas que vão sendo ganhas.
Quem trabalha, falha! Quem não trabalha, não falha! Quem não falha é promovido!
Continuem, portanto, sempre a criticar aqueles que vão fazendo algo e fiquem confortavelmente à espera das conquistas advindas das batalhas travadas pelos outros.
Os lugares de topo estão à vossa espera...
Neste momento estou ao lado do SFJ, contra as intenções do Governo e na luta pelos nossos interesses.
Haverá tempo para a crítica, para o deita-abaixo...
Parabéns, colega Francisco Medeiros, porque, para quem diz não ter o dom da palavra, ao menos disse algo... algo de positivo, enquanto que outros não passam de puxa-sacos, piores que as "mulheres-do-lavadoiro"... e nem direito do epíteto de "Velhos-do-Restelo" têm...
Foi de muito mau gosto deturparem as suas palavras só para, e mais uma vez, apenas e somente dizerem mal pelo prazer de o fazer...
O artigo, ao contrário do que afirma no comentário, não diz mal pelo prazer de dizer mal. Diz mal pelo que de facto é mau e deseja que seja melhor, muito melhor, pois é com esse muito melhor que todos podem beneficiar, o que não acontecerá, como bem se vê, com o mau.
EliminarDe todos modos, se vê no artigo alguma incorreção, algum erro, alguma mentira, alguma falsidade, algo inexplicável, isto é, sem explicação ou justificação, por favor indique para que possamos retificar de imediato os erros.
Apoiado, ao invés de se escutarem as críticas, de se tentar melhorar com as mesmas, de incorporar as boas ideias das críticas, de ouvir e incorporar , ouvir e incorporar (humildade), o que deve ser feito é achar que fazemos tudo bem, não ligar a outras opiniões, até porque a nossa corrente de opinião nos tem dado frutos, e que frutos, estão há vista de toda a gente desde há mais de meia dúzia de anos a esta parte, e continuar na senda do caminho, cabeças para baixo, dentes cerrados e olhar no chão ..
EliminarCrie-se um campo para os críticos
Viva estalne.
O comentário das 14,11 e comentário ao das 12,12
EliminarO artigo ilustra e muito bem uma realidade indesmentivel da estratégia comunicacional do nosso sindicalismo.
ResponderEliminarUm ziguezaguear constante e incongruente.
No comunicado conjunto do SFJ e SOJ foi referido que " o Governo / Ministério da Justiça falharam, mais uma vez, a palavra dada, no que concerne ao Estatuto dos Oficiais de Justiça, fazendo tábua rasa, nomeadamente das Leis reforçadas... "
Não se pode acusar o infrator e não dar o exemplo!..
Razão pela qual, muito Oficiais de Justiça criticam a forma de atuar e de comunicar de alguns representantes sindicais.
As prometidas reuniões conjuntas nunca msis se realizaram. O regime diderenciado da aposentação foi esquecido.
Quando se afirma que o Governo falhou mais uma vez a palavra dada, não se pode seguir-lhe o exemplo e falhar o compromisso assumido com os Oficiais de Justiça
A comunicação do "diz o roto ao nu" (quem falha mais com a palavra dada) tem que acabar, e temos que passar de uma vez por todas a assumir e a honrar os compromissos assumidos.
Para isso, também temos de melhorar a forma de comunicar.
Ora aí está! "honrar compromissos assumidos", algo que é para poucos
EliminarPerante mais este ataque aos direitos fundamentais dos Oficiais de Justiça, António Marçal e o Carlos Almeida têm que reunir de emergência e apresentarem uma resposta conjunta.
ResponderEliminarSuspendam as vossas merecidas férias, por um dia ou dois, e encontrem uma resposta conjunta.
A última semana da campanha eleitoral, em que os partidos e seus candidatos prometem tudo a todos, pode ser o momento ideal para endurecer as formas de luta.
Os Oficiais iriam agradecer.
Um plano de greves, a sério, subscrito pelos dois sindicatos, dando um período, curto mas com o tempo necessário para o estatuto sair, contemplando as nossas reivindicações.
EliminarSejamos nós, por uma vez, a tomar a dianteira e a marcar o calendário. Caso contrário estamos quilhados, como já estamos á largos anos .
Caros colegas
ResponderEliminarNesta minha já longa jornada ao serviço e a cuidar dos processos nos tribunais, que são dos cidadãos e não meus nem dos oficiais de justiça, e tendo presente como alguns comentadores se posicionam, gostaria de afirmar, desde logo que a liberdade é uma virtude, e a liberdade sindical é um valor superior e inabalável, aliás, tanto assim é que tem tutela própria constitucional.
Ora, vem a propósito este introito, em género de prolegómenos, tendo presente a forma como alguns dos que por esta praça comentam que parece que andam às arrecuas, em busca do tempo da “outra senhora” ou dos tempos de um célebre primeiro-ministro que criou, ou alguém criou por ele, a teoria das forças de bloqueio…e mais não digo!
Prezados colegas a liberdade e a multiplicidade de opiniões é, e sempre será, uma enorme riqueza, aliás é graças a essa mesma liberdade que existe um espaço como este, mas para isso tem que haver um colega que, pro bono, e eventualmente com prejuízos sérios na sua vida pessoal e profissional se disponha a dar voz à sua indignação e à de cada um dos oficiais de justiça; contudo, peço a todos que tenham maior moderação na linguagem, sejam mais assertivos e objetivos, e deixem de escrever textos do tipo SMS ou das redes sociais pois quem aqui vem percebe que com pessoas assim nunca poderão ser “técnicos superiores” nem os licenciados, nem os não licenciados, parecem mais aqueles sindicatos de gente que vive da força bruta do seu trabalho, sendo certo, contudo, que alguns desses sindicatos até se fazem representar nos média com dirigentes muito bem-falantes e com “ares” de uma sólida cultura política e um discurso fluente.
Comentem, sim, façam-no, mas com elevação!
E não se esqueçam que este blogue é lido diariamente por muita gente, não só oficiais de justiça, como outras profissões forenses e, sobretudo, dirigentes da administração e que, ao passarem por aqui e lendo alguns dos textos, o que irá passar pela cabeça ver gente que se expressa de uma certa forma com linguagem de “pé de chinelo”!
E, já agora, um último pedido, deixem-se de lamechices do tipo, o “Marçal e o Carlos Almeida vão ter que se unir …vão ter que se deixar de lutas”, ouvi bem? Deixar de lutas? Unir? Unir em torno de quê? De que ideia? Um qualquer sindicato que se preze não tem gente bacteriologicamente pura em relação à política, aos partidos e aos políticos, até porque sindicalismo também é política, intervenção cívica, luta pelos seus direitos e pelos direitos dos outros…e quando o autor do blogue chamou a atenção sobre a questão dos malefícios das afirmações do sindicalista que falou na SIC, quando afirmou que se estava a “marimbar” para os cidadãos e as suas necessidades, então eu digo a ele, e todos os outros que não percebem ou não fazem um esforço por perceber, que quando mais afastados estamos do princípio elementar: de que somos verdadeiramente importantes porque estamos e devemos estar ao serviço dos cidadãos, então cada vez o fosso vai ser maior entre os nossos desejos e anseios para a classe e quilo que conseguiremos alcançar! É respeitando os cidadãos que nos respeitaremos, disso não tenho dúvida, hoje já não há, e ainda abem, greves que possam causar a paralisação da sociedade!
Já agora, uma última nota, não seria melhor começarmos todos a pensar se não estaríamos melhor estarmos debaixo dos respetivos conselhos superiores da magistratura e do Ministério Público? Vejam o que a administração nos queria fazer com o novo EFJ! E, ao mesmo tempo, vemos a DGAJ incapaz de conseguir negociar com os seus pares – finanças – e mais autista em relação aos órgãos próprios sindicais dos oficiais de justiça; e digo-vos, com amargura, um futuro negro daqui a uma década…felizmente já não farei parte desta profissão, mas os que ainda cá estiverem não vejo que assim possam ter um futuro risonho!
Boas férias e boas leituras que fazem parte para estruturarmos a escrita e o pensamento, as redes sociais são boas mas não devemos deixarmos ficar pela pobreza e boçalidade da sua linguagem!
Em todo o lado há de tudo! a começar pelos "gestores deste sistema todo", governantesitos, até aos OJ´s
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