A Perda do Poder de Compra
Entre tantas notícias sobre a teatralidade das negociações para o Orçamento de Estado para o próximo ano, resta uma que parece certa para o próximo ano: um aumento salarial de 0,9%.
Depois dos “famosos” 2,9% de aumento salarial que Sócrates deu à Função Pública em 2009, seguiram-se anos de travessia do deserto para os trabalhadores da Administração Pública, com congelamento da tabela remuneratória, das progressões, promoções e mesmo cortes salariais.
Apesar dos cortes começarem a ser revertidos em 2016 e as progressões/promoções retomadas a partir de 2018, o congelamento salarial continuou a ser regra.
Assim, depois de 2009, só em 2020 se aprovou um aumento salarial, mas de apenas 0,3%. Para o próximo ano, o Governo aponta o triplo desse aumento, mas apesar de ser o triplo, nem um ponto percentual representa, depois de um congelamento de mais de uma década.
Resultado de tudo isto? Os salários da Função Pública acumulam uma degradação do poder de compra de 11%, de acordo com os cálculos do Expresso, e isto considerando apenas o impacto da inflação, sem levar em conta os cortes a que a FP esteve sujeita nos anos da troika.
Ou seja, limitando-nos apenas ao impacto da inflação e ao congelamento dos vencimentos, afirma o Expresso que os Funcionários Públicos perderam mais de 10% de poder de compra, mas, claro que se as contas incluíssem o congelamento das progressões e promoções a perda seria mais do triplo desses indicados 11%.

Fonte: “Expresso”.
Há uns anos atrás, tinha orgulho de ser funcionário público, mais ainda de ser oficial de justiça, tinha brio e sentir-me reconhecido, agora, agora tenho vergonha, tenho revolta dentro de mim e só me apetece fugir, fugir do meu local de trabalho, fugir do funcionalismo público . Mas não posso, pois dediquei toda a vida á causa e já não tenho 20 anos.
ResponderEliminarSó posso fazer uma coisa, tratar a tutela com o dobro do respeito e reconhecimento com que trata a mim, ou seja Zero.
Ultimamente e o que tenho feito, serviços minimos, que e o que sugiro a todos os colegas.
Lá está: tal dinheirinho, tal trabalhinho, porque de bonzinho a burrinho só vai um bocadinho
Eliminarsubscrevo, infelizmente!
Eliminar