Notícias da Caravana da Justiça do SFJ
«Há falta de recursos humanos e de condições de trabalho nos tribunais. A garantia é do Sindicato dos Funcionários Judiciais (SFJ) que, por estes dias, tem percorrido o país para ouvir o que têm a dizer os Oficiais de Justiça. Através da iniciativa “Caravana da Justiça”. O SFJ espera poder fazer um retrato real das condições dos vários tribunais.
A Caravana andou pela comarca de Viseu, que é composta por 18 tribunais. Durante o dia desta quinta (7 de outubro), o SFJ passou por Lamego, Viseu e Tondela.
O Jornal do Centro acompanhou a visita ao Tribunal de Viseu onde foi possível ouvir testemunhos de alguns trabalhadores que alertaram para a falta de recursos humanos, as consecutivas horas extra não compensadas ou os equipamentos obsoletos. Ao sindicato, os Oficiais de Justiça garantiram que sentem que foram esquecidos pelos governantes.
Para conhecer a realidade dos tribunais, os trabalhadores têm preenchido inquéritos sobre recursos humanos e condições de trabalho. O objetivo é fazer chegar estes dados aos responsáveis políticos.
A “Caravana da Justiça tem chegado a todo o país; temos seis carros a circular. O objetivo é recolher informação ao nível dos recursos humanos, edificado e equipamentos, bem como dados sobre histórias de vida dos Oficiais de Justiça. A ideia é o sindicato ficar com uma base de dados para depois poder trabalhar e reivindicar melhores condições”, explicou Luís Barros, do secretariado do SFJ da comarca de Viseu.
O responsável sindical disse ainda que a comarca de Viseu é a que tem os recursos humanos mais envelhecidos do país, com uma média de idades entre os 55 e os 60 anos.
“Prevê-se que em 2027, em todo o país, cerca de 2350 trabalhadores irão para a reforma. Esta é uma situação muito complicada para quem fica. Se não entrar ninguém o sistema pode colapsar”, alertou Francisco Menezes do secretariado nacional.
O sindicalista lembrou ainda as más condições de vários tribunais, nomeadamente no distrito de Viseu. “Existem tribunais na comarca onde não há acesso a deficientes, onde chove, há ranhuras nas paredes, falta de equipamentos como impressoras. Edifícios que já foram reabilitados e requalificados e que ninguém vê se está tudo bem. Tabuaço, por exemplo, choveu no ano em que o tribunal foi construído. Castro Daire é outro caso onde há muitas infiltrações. E tudo isto se reflete no trabalho diário dos Oficiais de Justiça”, destaca.
Estas reivindicações, “há muito exigidas”, e os resultados dos dados recolhidos pela Caravana da Justiça, vão chegar, a 15 outubro, ao presidente da Assembleia da República e ao secretário de Estado da Justiça.»

Fonte: Reprodução do artigo do “Jornal do Centro”.
Acabou a brincadeira. Agora vamos ver a disposição para a luta a sério.
ResponderEliminarAcabou a brincadeira. Agora vamos ver a vontade para a luta a sério.
ResponderEliminarQuanto às instalações em que trabalhamos, não descurando como é óbvio o estado das mesmas, noutras há em que havendo condições como espaço etc, não existe uma sala de inquiriçoes para ouvir as vítimas de violência doméstica e maus tratos , tendo que se ouvir estes utentes nas secções.
ResponderEliminarJá muito pedi, já muito barafustei, ficando de apelidada de chata e de sei lá mais o quê.
Estou cansada, desmotivada e, mais não digo.
"que povo este! fazem-lhe tudo, tiram-lhe tudo, negam-lhe tudo, e continua a ajoelhar-se quando passa a procissão..."
ResponderEliminarMiguel Torga