Há Greve Amanhã
A greve marcada para o dia de amanhã abrange todos os Oficiais de Justiça. Não interessa saber se o sindicato A ou o sindicato B integram a estrutura C ou a estrutura D; isso é completamente irrelevante para a validade da greve.
Igualmente sem importância é o facto dos sindicatos que representam os Oficiais de Justiça se manifestarem a favor ou contra, ou até nada dizendo sobre esta greve. Essa opinião ou postura não interessa para a validade da greve, embora, obviamente, interesse ao nível da opinião pessoal e do coletivo, mas é apenas a esse nível da opinião.
Também é irrelevante se o Oficial de Justiça está filiado num ou noutro sindicato ou em nenhum.
Tem havido muita confusão e muito ruído nas conversas sobre esta greve, especialmente nas redes sociais, pelo que se impõem estes esclarecimentos.
A greve de sexta-feira esteve marcada por mais do que uma estrutura sindical e o facto de só restar hoje uma, a “Frente Comum”, não retira qualquer validade à greve.
Assim, reitera-se, a greve está válida e abrange todos os Funcionários Públicos, portanto, todos os Oficiais de Justiça. A greve é tão válida como se tivesse sido da iniciativa de qualquer um dos dois sindicatos que representam os Oficiais de Justiça.
Posto este esclarecimento, pertinente porque foram lidas tantas dúvidas e até colocadas tantas questões por e-mail, às quais respondemos, vejamos o que diz a “Frente Comum”.
«A Frente Comum mantém a greve que está marcada para sexta-feira, porque os trabalhadores têm todos os motivos para a fazer, pois, mesmo sem Orçamento do Estado aprovado, há muita coisa a que o Governo pode dar resposta", disse à agência Lusa o coordenador da Frente Comum, Sebastião Santana.
Para o sindicalista, a marcação de duas reuniões com o Governo não é suficiente para alterar o protesto marcado para sexta-feira.
«O Governo convocou-nos para reuniões no dia 10 e no dia 15, sem ordem de trabalhos ou qualquer proposta, vamos ver o que o Governo tem para nos dizer e vamos reafirmar as nossas reivindicações; não vemos motivos para desmarcar a greve», disse Sebastião Santana.
A outra estrutura sindical, a Federação de Sindicatos da Administração Pública (Fesap), filiada na UGT, anunciou, já no início da semana passada, que ia desconvocar a sua greve marcada para 12 de novembro, que coincidia com a da Frente Comum, e que tinha pedido ao Governo uma reunião para esclarecer o futuro do aumento do salário mínimo nacional.
Recorde-se que a Fesap decidiu desmarcar a greve após o chumbo parlamentar da Proposta de Lei do Orçamento do Estado para 2022.
A Frente Comum, afeta à CGTP, deu uma conferência de imprensa, em frente ao Laboratório Nacional de Engenharia Civil (LNEC), em Lisboa, para explicar os motivos da Greve Nacional dos Trabalhadores da Administração Pública, marcada para sexta-feira.
"O local escolhido serviu para dar um exemplo do que são as práticas deste Governo, que teima em não resolver problemas, como o da precariedade, que podem ser resolvidos mesmo sem a aprovação do Orçamento do Estado", disse Sebastião Santana.
A Frente Comum reivindica aumentos de 90 euros para todos os trabalhadores, um salário mínimo de 850 euros na administração pública, a revisão das carreiras e do sistema de avaliação.

Fonte: “JN”.
Greve amanhã vai haver. Ontem é que parece que nem houve reunião.
ResponderEliminargreves a brincar! façam greves à camionistas franceses pá!
ResponderEliminarPelos vistos a reunião deu em nada e bem.
ResponderEliminarVejo cada vez menos linhas vermelhas nos nossos sindicatos.
Não fosse a pressão da grande maioria dos colegas que nem querem sentar à mesa com estes bandalhos isto ainda tinha ido lá.
Como é que ainda havia espaço para negociação??
Não estamos todos a remar para o mesmo lado, isso já percebemos...
Eu faço greve!
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