Perder tempo com minudências
Enquanto os Oficiais de Justiça andam entretidos a ler e a discutir os prós e os contras da nova proposta de Estatuto, apresentada esta última sexta-feira pelo Governo, outros há que a repudiam por completo, sem perderem tempo algum com os seus pormenores.
Alguns até conseguem ver enormes vencimentos, outros veem a estagnação e não conseguem encontrar nada de positivo.
Um mesmo documento e duas ou três visões diferentes: os a favor, os contra e os assim-assim e, neste último grupo dos assim-assim estão os Sindicatos; a estudar o documento antes de se pronunciarem.
Mas valerá a pena perder tempo com isto?
Ao longo dos anos já foram apresentados muitos projetos de Estatuto, até se chegou ao ponto de se constituírem grupos de trabalho, um interno, no Ministério da justiça, e outro externo que acabou por apresentar a sua proposta e isto há já uma boa meia-dúzia de anos.
Agora, em plena situação de iminente mudança de parlamento e de governo, num processo normal da Democracia que muitos apelidam de “crise”, com eleições apontadas para a segunda metade de janeiro, isto é, daqui a cerca de dois meses e pico, será que o atual governo cessante teria a distinta lata de publicar o Decreto-lei do Estatuto e o Presidente da República cometeria a ousadia de o promulgar?
Será que vale a pena perder tempo com isto?
Mesmo que o Partido Socialista venha a formar novo governo após as eleições, há um dado assente: o novo Ministério da Justiça não terá a atual composição.
Será que vale a pena algum gasto de energia na análise desta proposta?
Acreditamos que não e, por isso mesmo, não vamos aqui analisar nem discutir as minudências da aberração proposta. Tal como já aqui afirmamos antes, esta proposta não interessa à globalidade dos Oficiais de Justiça, interessa apenas a alguns poucos.
Assim, como a nosso objeto é a globalidade dos Oficiais de Justiça, e não alguns poucos beneficiários, a rejeição é total.

Apoiado, siga em frente e não nos rebaixemos!
ResponderEliminarCompletamente de acordo. Esta aberração de "projecto" a vingar iria destruir por completo a carreira dos OJ. Ademais, um bom OJ não tem que ser licenciado (de segunda) em coisa nenhuma; e abundam os casos de revolta e frustração em licenciados no activo, o que não augura nada de positivo; as quezílias e o mal-estar vão instalar-se nos tribunais em prejuízo de todos.
ResponderEliminarInfelizmente este pensar abunda nos tribunais e como tal nenhuma proposta agradará nunca à maioria dos oficiais de justiça. É óbvio e urgente que quem entra tem de ser licenciado! Os níveis de escolaridade alteraram-se, basta pesquisar um pouco para perceber isso.
EliminarEsta afirmação se nao fosse trágica era de rir.
EliminarEntao com o grau de exigência que se tem no ensino secundário nos dias de hoje, a licenciatura é essencial para que alguem nao se limite a clicar numa atividade, saiba o fundamento desse clique, e de preferência com autonomia decisória.
Caso contrário ninguem vai a lado nenhum.
Desde que deem oportunidade de progressão a todos o estatuto nesse campo parece me razoavel.
AS licenciaturas, infelizmente, na maior parte delas são licenciaturas de "porta chaves", tiradas com o facilitismo das entidades formadoras para terem dinheiro e se manterem em funcionamento. Por isso será que esses licenciados de porta chaves são mais expeditos que os que só têm o ensino secundário!? agora, claro que há bons licenciados sem duvida!
EliminarDe facto não há muito a dizer sobre esta, mais uma, proposta. Basta reparar nas fotos de ocasião e no semblante dos intervenientes, para se perceber que estavam todos peixe fora de água. De todo o modo o Oficial de Justiça tem passado a ideia que esta proposta interessa apenas a alguns poucos. Pergunto eu ao Oficial de Justiça, quem são esses, alguns poucos, a quem esta proposta interessa?
ResponderEliminarOs sindicatos... Embora seja uma situação em que a serpente morde a própria cauda... Pois acredito que as gerações futuras não serão de se sindicalizar. No entanto o porco vai inchado até lá.
EliminarAs eleições não trarão uma composição da AR muito diferente da actual...
ResponderEliminarParece que este ano há novamente o circo do sindicato... Alegrem-se colegas pois o circo é interativo, fazem da sua plateia palhaços...
ResponderEliminarO governo mantem-se em funções com a plenitude dos seus poderes.
EliminarQuerem uma maioria absoluta e tudo vão fazer para a alcançar.
Os oficiais de justiça têm que dar uma resposta imediata a este projeto de estatutos e a respista tem que ser uma rejeição.
Vamos exigir serviços minimos ao governo ainda em funções. Rever o atual estatuto em vigor, aditando-lhe a integração do suplemento no vencimento e o regime diferenciado da aposentação, conforme consta de duas Leis do Orcamento de Estado e expurgar a inconstitucionalidade da fórmula para o curso de acesdo à categoria de Secretário de Justiça.
Depois, numa outra legilatura a discussão de um novo Estatuto.
Serviços mínimos ainda nesta legislatura ou uma luta dura até ao dia das eleições!...
Chega de mais vicissitudes!
Ora aí está. Simples
EliminarSenhores representantes sindicais, bebam desta fonte, em pouco, diz tudo.
O Estatuto dos Funcionários Judiciais que foi apresentado em projecto em 29 de Outubro se 2021 é MUITO BOM para a generalidade dos actuais Oficiais de Justiça e é EXCELENTE para a carreira como um todo.
ResponderEliminarÉ EXCELENTE ter capacidade técnico jurídica superior nas secretarias, SIM.
QUEM DIZ QUE NÃO VÊ ISSO ESTÁ A VIVER UMA MENTIRA E ESTÁ A ENXOVALHAR A NOSSA CARREIRA, QUE SE QUER AO MAIS ALTO NÍVEL.
Vai tomar os comprimidos, rápido.
EliminarO mais alto nivel de uma carreira começa só se alcança quando os direitos fundamentais sociais e laborais são respeitados.
EliminarO estado tem uma dívida imensa para com esta classe profissional.
Milhares de horas extraordinárias por pagar. Um dever de permanência ilimitado sem um limite máximo da jornada de trabalho. Até o direito à gerve nos quiseram subtrair com imposição, por diversas vezes, de serviços minimos ilegais. Não nos podemos esquecer do processo de vacinação em que fomos vergonhosamente esquecidos e empurrados para último lugar.
Agora, neste projeto de estatuto querem-nos impôr uma cláusula de permanência no ingresso, sob pena de indemnizar o estado pela formação ministrada.
Curiosamente nos estatutos das Magistraturas, dos Órgãos de Policia Criminal e das outras carreiras de regime especial não existem normas de idêntica natureza!
Para quem diz que é EXCELENTE, deve ser licenciado em direito e olhar verticalmente para e apenas para o seu umbigo, mas olhe que não colega, nem para si é bom. Está a ver poucochinho, está encantado, qual serpente manobradora.
EliminarO colega apenas estava a ser irónico
EliminarEsse tipo nem comprimidos lá vai! MAIS UM LICENCIADO FEITO À PRESSA! EHEHEH SERÁ À RELVAS? OU À SÓCRATES? EHEHEH
EliminarUma vergonha, vale tudo. O ISCTE é um antro da extrema esquerda.
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