“Um Ministério Moribundo”
O Sindicato dos Oficiais de Justiça (SOJ) publicou ontem uma informação sindical relativamente à reunião da passada sexta-feira, 29OUT, sobre a proposta de Estatuto.
Esta informação sindical contém uma descrição muito interessante daquilo que ocorreu na reunião, tão interessante que deixará a maioria dos Oficiais de Justiça de BOCA ABERTA.
Vai a seguir reproduzida na íntegra a dita informação sindical.
«O Sindicato dos Oficiais de Justiça (SOJ) reuniu-se, dia 29 de outubro, no Ministério da Justiça (MJ), com Sua Excelência, a Senhora Ministra da Justiça, Dra. Francisca Van Dunem, numa reunião que teve, igualmente, a presença do Senhor Secretário de Estado Adjunto e da Justiça (SEAJ), da Senhora Diretora-Geral, assim como das representantes dos Ministérios das Finanças e Ministério da Modernização e Administração Pública. A reunião ocorreu, conjuntamente, com o SFJ e UGT que se fez representar pelo Presidente da Direção do SOJ. As centrais sindicais UGT e CGTP, nos termos da lei, participam neste processo negocial.
A Senhora Ministra da Justiça abriu os trabalhos, fazendo uma breve resenha das circunstâncias e razões que conduziram a esta reunião. Tratou-se de uma narrativa emocional, já muito gasta, eivada de sentimentalismos, eventualmente por um fim de ciclo e sem quaisquer respostas para os verdadeiros problemas da carreira dos Oficiais de Justiça.
O SOJ, no uso da palavra, começou por referir que o Senhor SEAJ havia assumido notificar este Sindicato de todos os pareceres apresentados em resposta à audiência pública. Todavia, até ao momento, isso não foi cumprido.
A Senhora Ministra da Justiça, ao contrário do que havia considerado antes, procurou desvalorizar esse ato formal, imputando aos serviços administrativos responsabilidades e, no que entendemos como preocupante, procurou ainda imputar responsabilidades ao próprio SOJ, pela negligência do Ministério que tutela, indicando que este Sindicato poderia aceder aos documentos, como outras entidades o fizeram, recorrendo à internet. Ora, o SOJ esclareceu, uma vez mais, que cumpre formalismos e respeita as leis da República, pelo que não aceita notificações que não cumpram o valor probatório. Deste modo, o SOJ desconhece quaisquer documentos oficiais, por não ter sido notificado oficialmente, não reconhecendo pseudonotificações através de redes sociais que, aliás, nem sequer acompanha, por não se tratarem de fontes oficiais.
Relativamente ao documento publicado no BTE, o SOJ voltou a dar parecer negativo e destacou as “linhas vermelhas” que não podem ser ultrapassadas, designadamente as seguintes:
– O SOJ não aceita a divisão da carreira, pois não há Oficiais de Justiça de primeira e de segunda:
– O SOJ não aceita discutir o SIADAP para os Oficiais de Justiça, pois que se recusa a aceitar a violação da Constituição da República Portuguesa. Os Oficiais de Justiça portugueses têm um regime idêntico, em termos de apreciação do mérito e disciplina, aos magistrados. Mais, não podem ter o regime da administração pública, com menos instâncias de recurso.
– O SOJ não aceita, ainda que essa seja a opção política do Governo ainda em funções, que se diminua a ação do Ministério Público, por via de um condicionamento obsceno da carreira dos Oficiais de Justiça, nesses serviços. O Ministério da Justiça deve assumir, com toda a clareza e sem tibiezas, que o combate à corrupção, aos crimes de “colarinho branco” e de natureza sexual, contra menores, e outros, não são do interesse deste Governo e, como tal, sonega os meios necessários a esse combate.
– O SOJ não aceita discutir lugares de chefia em comissão de serviço, pois que os tribunais, enquanto Órgãos de Soberania, não admitem “comissários políticos”. Se outros agentes judiciários, com mais responsabilidades do que os Oficiais de Justiça, “assobiam para o lado”, garantindo assim a “feira” de vaidades de alguns magistrados, não o faremos nós, enquanto representantes dos Oficiais de Justiça.
– O SOJ não aceita discutir um estatuto que não cumpra as leis da República e, nesse sentido, a proposta do Governo, para poder ser objeto de negociação séria, terá de respeitar a Lei do Orçamento de Estado e conter um regime de aposentação mais favorável, para além da integração do suplemento;
Após o enunciar das “linhas vermelhas” pelo SOJ, o Senhor SEAJ tirou uma “vaca voadora da cartola” e entregou aos Presidentes do SOJ e do SFJ um documento que apresentou, como sendo uma nova proposta melhorada. De imediato, sem que houvesse tempo para analisar o documento, foram os sindicatos informados de que essa mesma proposta caducaria muito em breve, pois teria de ser fechada numa reunião a ocorrer no dia 04 de novembro, durante a manhã.
A reunião irá, caso ocorra, iniciar-se às 09.30 e, pelo que foi entendido pelo SOJ, teria de terminar ainda a tempo de Sua Excelência, o Senhor Primeiro Ministro, anunciar, ao final da reunião de Conselho de Ministros, a “boa nova” ao país: os Oficiais de Justiça estão realizados com a proposta do Governo e, prova disso, os seus sindicatos aceitaram tudo o que de nenhures lhes foi proposto e mais um par de botas!
Perante este cenário panfletário de “corrida à maioria absoluta”, os sindicatos recusaram reunir no dia do ultimato, tendo o SOJ reforçado que se recusa a participar de uma negociação a “mata cavalos”, uma vez que, o que importa, não é aprovar um qualquer “estatutozinho”, apenas para salvar a face do Governo em funções.
Assim, reafirmamos que pretendemos um Estatuto que valorize e dignifique a carreira dos Oficiais de Justiça, conforme é apanágio das democracias responsáveis. A Senhora Ministra informou, então, o SOJ que, caso a proposta não fosse aceite, ainda durante a reunião, iria retirá-la, pois que essa proposta é de sua autoria, do seu Governo e, consequentemente, não permitiria que outro Governo a usasse como base de trabalho. Perante isto, a estupefação foi geral, com a total ausência de sentido de Estado, por parte da governante!
No entanto, o SOJ reconheceu que a Senhora Ministra da Justiça tem legitimidade para retirar a “sua” proposta, mas teria de assumir a responsabilidade por esse ato sem precedentes em qualquer outro titular do órgão da Justiça.
Verificou-se, entretanto, uma interrupção dos trabalhos, a pedido do Governo. No reatamento, foi apresentada proposta, por parte dos sindicatos, no sentido de definirem, terça-feira, se há condições, ou não, para reunirem, dia 04 de novembro, com o Ministério da Justiça, uma vez que não conhecem o documento apresentado e terá de ser apreciado.
Ainda assim, o SOJ deixou expresso que essa reunião, entre sindicatos, servirá somente para avaliar as condições, não servindo de garantia para que a reunião ocorra, O SOJ definiu, com a máxima clareza, tudo o que pretende e, igualmente, até onde está disposto a negociar, cabendo agora ao Governo apresentar uma nova proposta, pois que aquela que apresentou, pelo que se percebeu, não altera o essencial, servindo apenas como paliativo de um Ministério “moribundo”.
No essencial, o SOJ representa uma carreira – Oficiais de Justiça – e, ninguém ouse duvidar que, juntos, iremos atingir o que é justo, pois que a razão nos assiste!»

Fonte: "SOJ".
Sinto-me representado no SOJ!
ResponderEliminarFaço suas as minhas palavras colega.
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EliminarFaço minhas as suas palavras, colega!
Eu também.
EliminarVamos perder a oportunidade de começar a receber mais ??? Os nossos salários aumentam, segundo a proposta (art 60°), e continuam insatisfeitos ? Na minha opinião é o melhor que vamos conseguir ter...já está visto que as mudanças vão vir...no meio de tanta mudança menos boa ao menos a remuneração passa a ser vantajosa!
ResponderEliminarPor alguma razão que desconheço estão a deixar essa parte de lado!! Estão tão obcecados com uma reforma antecipada que nunca irão obter e vamos acabar todos a morrer na praia! E já agora falei com o sindicato sobre esse artigo e afirmam sempre que não será bem assim a sua aplicação e que nem todos os adjuntos e auxiliares passam para aquele vencimento mas não conseguem explicar o porquê... Parece-me resposta de princesas ofendidas por não terem reformas antecipadas e com medo que lhes tirem o lugar de chefia...
Eliminarera importante e urgente fazer uma petição on line para que os sindicatos não decidam pelos interesses de quem lá está.
EliminarRemuneração a mais? não me parece que vão dar mais e logo com estes governantes que andam há anos a negociar migalhas de integração dos 10% e nada! OS SINDICATOS QUE EXPLIQUEM BEM ESSE AUMENTO DE REMUNERAÇÃO! SERÁ QUE CONSEGUEM EXPLICAR E DIZER A VERDADE?
EliminarA atual tabela remuneratória acaba, no último escalão, para Auxiliares no nível 21 e para os Adjuntos no 25 e aí fica.
EliminarDe acordo com esta proposta, a tabela terá continuidade com a tal tabela COMPLEMENTAR do artº. 60º proposto, por mais níveis mas, não se esqueçam, com as regras do SIADAP (muito condicionadas e percentualmente limitadas) e não com as atuais subidas automáticas gerais de três em três anos.
Ou seja, ninguém vai transitar para aquela tabela complementar (Tabela II) (porque é complementar; de continuidade) mas entrarão nela depois de esgotados os níveis da Tabela I que vai até ao nível 27 e nenhum Auxiliar ou Adjunto atualmente detém esse nível.
Quer isto dizer que os atuais Auxiliares e Adjuntos que estejam no último escalão da atual tabela (e só esses) transitam para a Tabela I na posição remuneratória 7ª ou 8ª e, depois poderão passar para as seguintes posições dessa mesma Tabela I e só quando esgotarem essa tabela é que poderão entrar na Tabela II, talvez daqui a 10 ou mais anos... quando já cá não estiverem por estarem reformados (os que agora estão no fim da tabela atual).
Quanto aos mais novos Auxiliares e Adjuntos, dificilmente alcançarão a Tabela II no seu percurso profissional porque se reformarão antes de lá chegar e têm muito que percorrer na Tabela I.
A Tabela II é um engodo; uma ilusão. Existem os valores e os níveis, mas para quem? Quem chegará lá? Talvez quem trabalhe até aos 70 anos e tenha sempre classificações máximas dentro do pequeno grupo percentual permitido e próximo dos avaliadores?
Mas qual ganhar mais? O único incremento salarial é a integração do suplemento multiplicado por 14 meses no ordenado-base.
EliminarEssas tais "posições complementares" resumem-se tão só a isto: são uma extensão da tabela salarial para quem é actualmente auxiliar ou adjunto.Quem entrar como técnico de justiça poderá progredir até ao nível 27.Quem é actualmente auxiliar ou adjunto poderá progredir até ao nível 39.
Claro que isto é tudo em teoria. Porque todos sabemos como o SIADAP funciona. Para alcançar o topo da tabela salarial nem com 50 anos de serviço.
Quem irá beneficiar? Só estou a ver adjuntos no penúltimo ou último escalão.Não se deixem iludir.
obrigado pelo esclarecimento. Haja alguém que nos possa esclarecer...
EliminarOra nem mais, caro oficial de justiça.
EliminarEssas tais "posições complementares" poderão beneficiar e muito marginalmente adjuntos e escrivães de direito nos últimos escalões.
ABRAM OS OLHOS.
EliminarBela descrição.
GRATIDÃO PELA EXPLICAÇÃO! EXCELENTE TRABALHO!
EliminarSenhores administradores deste blogue, podem esclarecer como se faz a transição remuneratório, caso seja aprovado como está proposto?
Eliminarou seja, todos auxiliares passam para o nivel 21 e os adjuntos para o 27 automaticamente?
Mas pelo o andar da carruagem estou a ver que vamos perder o comboio outra vez.
ResponderEliminarSOJ, avance com persistência na assembleia da republica!
ResponderEliminaré grave o que é relatado pelo SOJ. E o SFJ apenas comunicou que iria analisar a proposta esta o SFJ a brincar com os oficiais de justiça!? Que falta de respeito...
ResponderEliminarChega de abandonar reuniões! Esta proposta é melhor que a anterior. Ainda não conhecemos o tal documento que foi entregue no decorrer da reunião. Queremos conhecê-lo. Nada de se pôr a encontrar obstáculos para interromper a reunião! Não receberam por escrito os documentos mas eles são públicos. Só querem saber da reforma! Querem ir para a reforma hoje e em condições muito vantajosas? Estão a tratar da reforma de quem está para se reformar e de quem o vai fazer daqui por 30, 40 anos. Acham que o governo se vai comprometer? Nem este, nem outro. Querem o direito à pré-reforma? Querem que venha a acontecer, como já acontece hoje noutras profissões, em que os trabalhadores são mandados aos 50 anos para casa e os seus ordenados não são atualizados como os dos que estão a trabalhar? Por outro lado, nem toda a gente encara as pré -reforma positivamente sob o ponto de vista psicológico. Este estatuto procura equilibrar os trabalhadores com licenciatura e sem licenciatura. A profissão tem de evoluir! Conforme as coisas estão, não há chefes? Os sindicatos devem informar-se muito bem sobre a correspondência das tabelas remuneratórias e dar conhecimento aos OJ. Isso é muito importante! Apliquem-se, esforcem-se. Querem mais greves?Toca a trabalhar e a andar com as negociações para a frente. É preciso a ajuda de comissões de trabalhadores?
ResponderEliminarQUE GRANDE CONFUSÃO VAI NESSA CABEÇA DE OJ! EHEHEH
EliminarE um bocadinho de inteligência?
EliminarA proposta é melhor que a anterior?
Onde?
Os Millennials e os seus devaneios.....
Pensar antes de escrever, isto não é o facebook ou o instagram.
Fica a trabalhar até aos 80 anos, pá!
EliminarUns pinguinhos de manhã e à noite ao deitar fazia-lhe bem!
EliminarQuando diz: "Chega de abandonar reuniões! Esta proposta é melhor que a anterior. Ainda não conhecemos o tal documento que foi entregue no decorrer da reunião. Queremos conhecê-lo."
EliminarNão compreendeu bem o que se disse no artigo. Não se preocupe, é natural as pessoas não compreenderem bem certas coisas e, ainda assim, opinarem sobre tudo. O tal documento entregue na reunião é esta última proposta e pode lê-la nesta página.
Este é bom um exemplo de leituras apressadas, desatentas, não refletidas e que geram confusões e opiniões sem fundamento.
Senhores administradores deste blogue, podem esclarecer como se faz a transição remuneratório, caso seja aprovado como está proposto?
ResponderEliminarou seja, todos auxiliares passam para o nivel 21 e os adjuntos para o 27 automaticamente?
exemplo: um auxliar de 2ª escalão transita para uma posição virtual a auferir 1171,23 e após completar os três anos a contar da ultima progressão na antiga tabela passa para o nivel 15
EliminarColega, basta pegar no suplemento de recuperação processual e integra lo no actual vencimento base. Sim, com esta proposta os oficiais de justiça vão ter um incremento salarial. A volta dos 2,5 % brutos.
EliminarEu já esperava esta estratégia da tutela. Apresentar a última da hora a integração do suplemento com o intuito de apresentar uma aparente postura de cedência.
Um Auxiliar que tenha atingido o fim da Tabela em vigor está no índice remuneratório 21 e um Adjunto que esteja no último escalão da atual tabela está no índice 25 (e não 27).
EliminarAssim, caso esta proposta de Estatuto vingasse, tanto o Adjunto com o Auxiliar no fim da tabela transitariam para a nova tabela mas para esses mesmos índices.
Na Tabela I o auxiliar ainda poderia progredir para os níveis seguintes: 23, 25 e 27, e só depois passaria para a Tabela II complementar. Já o Adjunto seria colocado no nível 25 e ainda teria o nível 27 da Tabela I e só depois passaria para a Tabela II, quando esgotasse a Tabela I.
Não há aumento de vencimento para ninguém e apenas haveria para os Oficiais de Justiça mais velhos que se encontram encalhados no fim da tabela. Com a atual tabela podia progredir para outros níveis mas por promoção a outra categoria, na ideia proposta, sem promoções, arrastar-se-iam na tabela complementar até ao fim dos seus dias tentando chegar à posição última sem nunca a alcançar.
Leiam o art 117 da proposta e ficam a perceber que vão ser integrados na tabela I.
ResponderEliminarSó transitam para a primeira posição da tabela II (complementar) os Escrivães Adjuntos que já estão atualmente no último escalão.
Tanto frenesim por uma esmola!...
Na próxima reunião, dia 4 de novembro, temos sobretudo que exigir mais respeito para passarmos a ser respeitados.
Uma "rapidinha" negocial, não obrigado!...
Em vez de defenderem feudos capelas e quintais, e só digo isto: ao dia de hoje os magistrados já tem uma ferramenta que lhes permite dar a sentença e notifica-la ás partes sem intervenção do OJ. Deviam negociar por exemplo um fundo de cobrança de taxas e multas, á semelhança da AT e SS.
ResponderEliminarPara recordar:
ResponderEliminarSFJ:
"INFORMAÇÃO SINDICAL - 25 de setembro de 2020
GREVE de 30/09, 1 e 2/10
Como é público, o SOJ decretou greve para os próximos dias 30.09, 01 e 02 de outubro.
Os Oficiais de Justiça têm todas as razões para protestar face ao comportamento / atitude do Ministério da Justiça.
Obviamente que o SFJ apoia de forma inequívoca a Greve decretada pelo SOJ. Aliás, tal posição consta da Nota - Negociações / Greves de 20.09.
Mas, para além do apoio à greve decretada pelo SOJ, o SFJ entende que o Governo, quer através do Ministério da Justiça, quer por imposição do Ministério das Finanças, ou mesmo por determinação do Primeiro Ministro, tem protelado e criado manobras dilatórias para não concretizar a tão almejada alteração do nosso Estatuto socioprofissional.
REUNIÃO – MINISTÉRIO DA JUSTIÇA
Na sequência do ofício enviado ao Ministério da Justiça em 09/09/2020, ocorreu ontem uma reunião com o Ministério da Justiça, com a presença do Sr. Secretário de Estado Adjunto e da Justiça.
Nesta reunião o SFJ afirmou de forma veementemente que é urgente dar cumprimento à Lei do Orçamento de Estado para 2020, nomeadamente no que respeita ao Estatuto Socioprofissional e ao cumprimento, na íntegra, do artigo 38.º da Lei 2/2020, 31.03 (Lei do Orçamento do Estado 2020), nomeadamente:
- Integração, do suplemento de recuperação processual, previsto no Decreto-Lei n.º 485/99, de 10 de novembro, no vencimento dos Oficiais de Justiça (14 meses);
- Mecanismo de compensação para os Oficiais de Justiça pelo dever de disponibilidade permanente, designadamente a atribuição de um regime de aposentação diferenciado.
Foi-nos referido pelo Sr. Secretário de Estado que estas matérias terão de ser analisadas e discutidas no âmbito da negociação do Estatuto sócio profissional.
O SFJ voltou a afirmar de forma bem explicita que discorda profundamente da posição agora assumida pelo Ministério da Justiça, até porque se trata de uma Lei reforçada, aprovada em plenário da Assembleia da República. A agir desta forma o Ministério da Justiça não está a cumprir a Lei. Quando o próprio Ministério da Justiça não cumpre uma Lei da Nação, estamos conversados.
Relativamente às linhas gerais apresentadas, de forma muito genérica, pelo Sr. Secretário de Estado, o SFJ reiterou, de novo, que na negociação do Estatuto devem ficar consagradas:
CARREIRA - Especial e Pluricategorial de Oficial de Justiça com conteúdo funcional de complexidade de grau 3;
VÍNCULO – Nomeação – tendo em consideração que o desempenho das funções se enquadram no âmbito das mais nobres funções soberanas do Estado;
ACESSO – Progressão normal da carreira através de concurso com critérios rigorosos e transparentes;
REGIME ESPECIAL DE APOSENTAÇÃO – Definição de um regime especial de aposentação tendo em consideração as características da carreira especial e da penosidade em que os Oficiais de Justiça desempenham as suas importantes funções;
REGIME DE SUBSTITUIÇÃO – “Nomeações” em regime de Substituição – art.º 49.º EFJ – Alertamos, de novo, para a necessidade de serem criados critérios transparentes para as “nomeações” ao abrigo do art.º 49.º do EFJ (nomeação em substituição), pois as mesmas não devem ser efetuadas ao livre arbítrio dos Srs. Administradores Judiciários, devendo cingir-se à regras constantes dos art.s 9.º 10.º, 11.º, 12.º e 41.º do EFJ e acautelar o efeito útil dos movimentos da DGAJ;
INSTRUMENTOS DE MOBILIDADE – Definição dos instrumentos de mobilidade com critérios rigorosos e transparentes;
ESTATUTO REMUNERATÓRIO – específico e que consagre e tenha em consideração que os Oficiais de Justiça estão sujeitos os deveres especiais e a um grau de complexidade elevado no desempenho das suas funções.
PROMOÇÕES PARA ADJUNTO
Aproveitámos ainda a reunião com o SEAJ, para manifestar o nosso repúdio pela não realização de promoções para Adjunto no Movimento Ordinário de junho de 2020, nem pela abertura, até à data, de Movimento Extraordinário para o efeito.
Tal é inadmi
REJEITAR LIMINARMENTE É O QUE DEVEM FAZER! ENTÃO ADJUNTOS E AUXILIARES NO MESMO PATAMAR E COM DIFERENTES REMUNERAÇÕEs? E DISPONIBILIDADE TOTAL POR 10%? E REFORMA QUANDO ESTIVERMOS PARA A COVA? PALAHAÇADA!
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