E de repente: a Super-Ministra

      O apenas passageiro do carro conduzido pelo seu motorista demitiu-se a cerca de dois meses das eleições legislativas, logo agora que já não fazia falta nenhuma.


      É o Estado de Direito a funcionar, disse, para logo depois se demitir, por ver esse mesmo Estado de Direito a funcionar.


      «Sou só um passageiro, é o Estado de direito a funcionar, temos de confiar, ninguém está acima da lei», dizia de manhã para se demitir à tarde com o seguinte argumento, como se fosse novo:


      «Não posso permitir que este aproveitamento político absolutamente intolerável seja utilizado no atual quadro para penalizar a ação do Governo contra o senhor primeiro-ministro ou mesmo contra o PS. E por isso entendi solicitar hoje a exoneração das minhas funções de ministro da Administração Interna».


      Apesar da provisoriedade do atual governo, impunha-se designar alguém para as funções de ministro da Administração Interna. Quem nomear a título provisório? Quem aceitaria exercer as funções por cerca de dois meses? Fácil, não se vai buscar ninguém de fora, porque seria muito difícil e nomeia-se aquela ministra que já contava sair no final de junho, conforme havia sido combinado.


      Claro que a combinação da ministra com o primeiro-ministro não se cumpriu porque este governo sempre foi excelente em prometer e não cumprir, aliás, a própria ministra o fez, vezes sem conta, em relação aos Oficiais de Justiça.


      Como já sabem, ou adivinharam, o primeiro-ministro indicou a ministra da Justiça, Francisca van Dunem, para acumular as suas funções na Justiça com a pasta da Administração Interna até às eleições legislativas de 30 de janeiro e subsequente tomada de posse do novo governo.


      O Presidente da República aceitou a exoneração de Eduardo Cabrita e ainda a sua substituição pela ministra da Justiça, conforme proposto pelo primeiro-ministro.


      O secretário de Estado adjunto e da Justiça não acumula no Ministério da Administração Interna e mantém-se em exclusividade no Ministério da Justiça, porque são reconduzidos os atuais secretários de Estado do MAI.


      Hoje, pelas 15H00, na Sala dos Embaixadores do Palácio de Belém, em cerimónia restrita, a ministra da Justiça que queria sair depois de 30 de junho, tornar-se-á uma super-ministra, acumulando as duas pastas: MJ e MAI, porque no MJ já quase nada tinha que fazer e pode perfeitamente acumular mais uma ou mesmo mais pastas; venham elas.


MJmontagemPolicia.jpg

Comentários

  1. Ao menos vamos ter novo(a) ministro(a) da Justiça, só isso já é positivo, porque como oficial de justiça penso que pior não devemos ficar. Tenho dito

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    1. Poderemos sempre ter pior, basta pensar no morgadinho...

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  2. Numa altura em que é importante rever a carreira de oficial de justiça, e isso é um assunto da ordem do dia, é uma grandecssíssima parvoíce, para não dizer uma coisa pior, "estarmos" em blogs com o nome "oficial de justiça" a fazer passar uma imagem de "palhaços faz rir", ao invés de discutir problemas como a falta de posição firme dos sindicatos acerca do pagamento devido pelas horas extras, ou a excessiva intromissão de conselhos superiores e ordens de outras classes profissionais, nomeadamente magistrados, na discussão do NOSSO estatuto.

    Não acham?

    Não será mais importante fazer ver aos NOSSOS representantes a importância de NOS representar de facto, do que de fazer figuras tristes nas negociações com quem decide o NOSSO futuro?

    Em consciência plena, não seria mais importante o blog de "oficiais de justiça" formar uma consciência colectivo positiva e construtiva de uma elevação especial que NÓS queremos que nos seja reconhecida?

    Vamos deixar as palhaçadas para quem NOS quer minimizar enquanto funcionários públicos, que é isso que somos?

    Vamos exigir uma carreira que sirva as pessoas e não as magistraturas?

    Ou vamos continuar a ser o servo que faz rir?

    ???

    Isto é o blog dos oficiais de justiça, ou é o quê, afinal?

    ???

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    1. sou mais VODAFONE

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    2. Isto é um meio de comunicação digital diário que, diariamente, note-se bem: todos os dias, fornece notícias sobre os assuntos do momento. Isto não é um sindicato nem um grupo de interesses ou interessados numa rede social, como no Facebook.
      Assim, diariamente, é impossível manter publicações reduzidas a um assunto em concreto, seja ele qual for. É óbvio que é necessário haver alguma variedade nos assuntos e não estar sempre a martelar o mesmo prego, isso é assunto para outras entidades, como, por exemplo, um sindicato.
      Se não encontra noutros locais ou noutras entidades esse martelar constante, não o reclame aqui, pois aqui apenas se fará eco desse martelar, se existir, e se os sindicatos não o fazem, aqui não haverá esse eco, mas, sempre que o fazem, aqui encontram essa propagação sonora escrita.

      De todos modos, os aspetos da carreira e da vida profissional dos Oficiais de Justiça nunca estão esquecidas e, se reparar nos artigos dos últimos dois dias, verifica como tal não sucede, aliás, no artigo desta quinta-feira se comparava a ação dos sindicatos, apresentando a atividade de um e a passividade de outros, mesmo neste momento de transição governamental, indicando-se nesse mesmo artigo que há mais coisas a reivindicar para além do Estatuto, designadamente, aquilo que está previsto nas duas leis do Orçamento de Estado. Quem acompanha diariamente este meio comunicacional não diz as “grandessíssimas parvoíces” que o comentador(a) escreveu. Agora, se avalia todo o trabalho diário de quase uma década (note-se bem: todos os dias há quase uma década de anos), através de um único artigo de um dia, é uma avaliação nitidamente estúpida.

      No que diz respeito ao artigo de hoje, o mesmo apresenta a notícia do momento que se relaciona com os Oficias de Justiça. Se bem se recorda foi esta mesma "super-ministra" que apresentou um modelo de estatuto e ameaçou os representantes sindicais para o aceitar senão o retiraria de imediato, porque era seu, e não queria que o futuro governo o usasse, e foi o que fez. Uma "super-ministra" que, em relação aos Oficiais de Justiça foi uma "super-nulidade", que já se julgava fora após o fim da presidência do Conselho Europeu no final de junho e que agora faz mais um frete político ao governo que, se a memória não nos falha, é, em suma, o pior de sempre para os Oficiais de Justiça, embora tenha sido excelente para muitos outros.

      Por tudo isto, hoje e em tantos outros dias, abordamos assuntos assim, porque não somos malucos para estar sempre, obsessivamente, a massacrar os leitores com um único mesmo assunto.

      No que se refere à comicidade do assunto, de facto o assunto é cómico e até nos demos ao trabalho de fazer a montagem da imagem que ilustra o artigo, porque, ao ficar agora também com a pasta das polícias, uma imagem assim é obrigatória.

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    3. Parabéns pelo trabalho.
      Obrigado pelo forum que possibilita a troca opiniões.
      E desculpem se tomo o bom por adquirido e gosto de pensar sempre mais além.

      Viva a República, a liberdade, a igualdade e a fraternidade!

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    4. Tu és é palhaço! Fazes rir! Se calhar até és meu colega mas não percebes a importância de podermos trocar ideias livremente directamente de norte a sul sem filtros e o que isso nos pode elevar fortalecer reforçar e fazer ver como carreira.
      E não ponho vírgula para fazer rir e ver se TU cresces um bocadinho para a situação e te resumes ao teu próprio entendimento...
      Ya?

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    5. Boa...!!!

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  3. a chica vai para o mai trabalhar em estatutos?








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  4. A disponibilidade da Senhora Ministra da Justiça para aceitar estes fretes politicos (pré-eleitorais) é verdadeiramente supreendente!

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  5. Francisca Van Dunem disse: "Acho que sou neste momento a pessoa que mais tempo esteve na pasta da justiça".

    "Temos de dar lugar a outras pessoas. E depois o meu lugar não é aqui, a minha profissão não é esta. Acho que tenho de ir para o meu lugar", sublinhou.

    Mas ainda está disponível para dar uma mãozinha a António Costa com a demissão de Eduardo Cabrita, para que, segundo palavras deste, o Senhor Primeiro Ministro e o PS não sejam prejudicados!...

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  6. Mais uma vez, a incompetência e reconhecida.
    E Portugal no seu melhor, seguidismo cego

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  7. É só vergonhoso e triste.

    Como vai adequar as duas pastas?

    Se calhar agora é que vamos ter uma baixa prodigiosa nas estatísticas.

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