Os uns e os outros: os ativos e os passivos
Depois do resultado das negociações do Estatuto, em que o governo atual diferiu para o próximo governo o reinício das negociações, com a anuência dos sindicatos, agora em modo “stand by”, chega-nos a notícia de atitude diferente por parte dos trabalhadores do Fisco. Estes trabalhadores acabam de iniciar uma greve de 5 dias.
Os Oficiais de Justiça sabem que há outros aspetos que carecem de resolução e não carecem de resolução pela via estatutária, estando até alguns desses aspetos plasmados em duas Leis do Orçamento de Estado, uma delas ainda em vigor até ao fim do ano.
A greve dos trabalhadores da AT é um protesto contra as condições para o cumprimento das funções, a falta de perspetivas na carreira e a exigência do reforço dos quadros de pessoal das carreiras especiais.
Até ao dia 05DEZ, protestam contra a falta de regulamentação das suas carreiras, isto é, uma espécie de falta de Estatuto.
A greve, convocada pelo Sindicato dos Trabalhadores dos Impostos (STI), pretende destacar em cada um dos dias de paralisação um aspeto relacionado com a complexidade da atividade desenvolvida pela AT.
O primeiro dia de greve, ontem, que coincidiu com um feriado, embora as repartições de finanças estejam fechadas, o foco vai estar nos Serviços Aduaneiros e Controlo de Fronteiras, com uma delegação da direção do STI, liderada por Ana Gamboa, a deslocar-se ao Terminal XXI do Porto de Sines.
No segundo dia da greve, hoje, os dirigentes do STI pretendem dar destaque ao que consideram ser o “desfalque nos recursos humanos e entupimento dos serviços com claros prejuízos para os contribuintes”, tendo uma deslocação prevista para o Serviço de Finanças Lisboa 1.
Para o dia 03 de dezembro está prevista uma manifestação em frente ao Ministério das Finanças, onde Ana Gamboa fará um ponto de situação sobre a adesão à greve.
Nos dois últimos dias da paralisação, que coincidem com o fim de semana, o foco vai estar na Loja do Cidadão das Laranjeiras (sábado) e no Aeroporto de Lisboa (domingo), com o STI a destacar os canais alternativos, marcação, apoio ao cumprimento e a segurança interna e controlo de fronteiras, respetivamente.
Na origem desta greve não está a reivindicação de aumentos salariais, mas antes um protesto contra as condições para o cumprimento das funções, a falta de perspetivas na carreira e a exigência do reforço dos quadros de pessoal das carreiras especiais.
Em causa está, assim, como refere o STI em comunicado, a regulamentação do novo regime das Carreiras Especiais da Autoridade Tributária e Aduaneira, a abertura do concurso para a transição das carreiras subsistentes, “a abertura de todos os procedimentos concursais anunciados em 2019, a conclusão dos concursos e mobilidades pendentes há mais de dois anos e o reforço dos quadros das carreiras especiais com a abertura do concurso externo”.
“Ou seja, o que falta é apenas a regulamentação destas referidas medidas já aprovadas em 2019, mas nunca implementadas”, refere o STI, acrescentando que esta greve é também um protesto “contra a crescente degradação do funcionamento da AT, a deficiente gestão de recursos humanos, a robotização das funções inspetivas” e a falta de condições “para prestar um bom e eficaz serviço no apoio ao cumprimento do controlo da fronteira externa da União Europeia e a prevenção, investigação e combate à fraude e evasão fiscal e aduaneira”.

Fonte: “Diário de Notícias”.
Há dirigentes sindicais que sabem, querem aprender, apreendem, fazem, agem, preocupam-se com os outros. Há outros que nem por isso.
ResponderEliminarnem mais! há outros que querem é tratar da vidinha deles próprios e os outros que se lixem
EliminarBem, vou ali orientar a minha vidinha e já volto para ler o resto dos comentários ...
EliminarFestas felizes
Embora haja motivos mais que suficientes para criticar os nossos sindicatos não devemos embarcar em endeusamentos relativamente ao sindicato que representa os funcionários da AT.
ResponderEliminarPara quem tem conhecimento do que se passa e fala com funcionários daquela entidade sabe que a estratégia e a politica seguida é só para beneficiar alguns e que ao contrário dos nossos sindicatos nem disfarçam que se estão nas tintas para muitos colegas.
A diferença é que aqueles funcionários ganham bem mais que nós, à custa do FET mas tirando isso (que é bem importante) se falarem com funcionários da AT sobre o sindicato, a maioria dirá que é uma rede de interesses políticos e de tachos e tachinhos.
Há oficiais de justiça que concorreram e foram para para as finanças, mas andam agora a publicitar a sua páginas de oficial de justiça pelas redes sociais. Porque será? E não nos referirmos, para afastar dúvidas, a esta página. Tudo tão bom nas finanças...
ResponderEliminar02/12/21 14:39 ‧ HÁ 20 MINS POR LUSA
ResponderEliminarPAÍS CONSELHO DE MINISTROS
Segundo o diploma relativo ao estatuto da guarda prisional, os trabalhadores integrados nas carreiras do Corpo da Guarda Prisional são equiparados ao pessoal com funções policiais da PSP para efeitos de determinação da remuneração base, suplementos remuneratórios, pré-aposentação e aposentação, aumento do tempo de serviço, transportes, proteção social e benefícios sociais.
Assim são estabelecidas entre as carreiras da PSP e as do Corpo da Guarda Prisional várias equivalências, uma das quais determina que a categoria de agente principal da PSP corresponde à de guarda principal da carreira de guarda prisional.
Esta era uma das reivindicações da Associação Sindical de Chefias do Corpo da Guarda Prisional (ASCCGP), cuja direção efetuou em 03 de novembro passado uma reunião com o Ministério da Justiça que permitiu resolver assuntos relacionados com a equiparação à PSP.
E esta.....
E eu que estive para ir para guarda prisional.
EliminarMau karma.
Que tal um estágio com estes representantes de trabalhadores?
EliminarÀ atenção do SFJ e SOJ.
Lutar da muito trabalho!...
EliminarEsperar é a alternativa que os nossos sindicatos nos propõem.
No entanto, os resultados vão aparecendo para aqueles que nunca desistiram!...
Onde estão os resultados da "caravana"! Esperar!...
Comunicado do Conselho de Ministros de 2 dezembro de 2021:
ResponderEliminarPonto 8 - Foi aprovado o decreto-lei que altera o Estatuto do Pessoal do Corpo da Guarda Prisional, equiparando-se a categoria de chefe principal da carreira de chefe da guarda prisional à categoria de chefe principal da Polícia de Segurança Pública.
Todos conseguiram alguma coisa nesta legislatura ...
ResponderEliminarMenos nós.
E portanto, creio que isto só lá vai quando for criada uma comissão de trabalhadores. Uma comissão que nos defenda, que seja independente, que isole os sindicatos e que nos represente de verdade.
Já não acredito em treta nenhuma desses senhores.
Só tretas nestes últimos anos, bandeirinhas, plenários, caravanas, comunicados, t-shirts, enfim... só folclore. Tanta coisa que na prática foi ZERO!!!
Quando o governo refere que os chefes conseguiram, significa que conseguiram todos os guardas prisionais? É que nos tribunais, a ser dividida a carreira, também uma meia dúzia ia conseguir. Aliás, parece que era essa a intenção do ministério da justiça: publicitar, antes das eleições, que houve uma melhoria para alguns oficiais de justiça. Aqui temos uma melhoria, que nem sequer é real, pois precisará de ser regulamentada, para meia dúzia de chefes, guardas prisional, que meia dúzia de oficiais de justiça faz crer o milagre das rosas... Sem qualquer rigor na apreciação, vamos caminhando para o abismo.
EliminarTRISTE MESMO
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