Em campanha, as candidaturas têm reuniões com os Oficiais de Justiça

      O Diário de Notícias da Madeira, noticiou a reunião havida entre a candidatura da CDU e a Delegação Regional do Sindicato dos Funcionários Judiciais na Madeira, tendo no final da reunião a 1ª candidata da lista, Herlanda Amado, afirmado que “os problemas apresentados no decorrer da reunião demonstram que apesar das dificuldades sentidas no dia-a-dia por estes trabalhadores, continuarão a lutar pela dignificação da carreira e pela exigência da contratação de mais meios humanos.


      «Nos últimos anos foram drasticamente reduzidos os quadros de Oficiais de Justiça; o congelamento das promoções e progressões, as alterações às regras de aposentação e ainda a deficiente ou inexistente formação, são também preocupações destes trabalhadores, cujas funções e desempenho são fundamentais para garantir o normal funcionamento dos Tribunais e o exercício da Justiça», reforça a nota de imprensa.


      «A redução de recursos humanos subsiste há décadas e tem vindo a agravar-se. Na Comarca da Madeira, à semelhança do que acontece no plano nacional, o número de Oficiais de Justiça é insuficiente, face às necessidades de funcionamento das instituições judiciais, sendo que os setores mais carenciados de meios humanos são o Juízo do Trabalho do Funchal, Juízo de Família e Menores do Funchal, e o Ministério Público», acrescenta a nota da CDU.


      Segundo o Sindicato SFJ, “seria necessário garantir a contratação de mais profissionais, para assegurar o normal funcionamento da Justiça, com a agravante de que em todo o País, estima-se que dentro de 6 anos um terço dos trabalhadores reformar-se-á, sendo a média atual de idades de 55 anos, podendo vir a agravar-se a já morosa situação da Justiça.


      As condições precárias de trabalho com que estes profissionais se confrontam, visto que muitos não veem assegurados os meios materiais adequados ao desempenho das suas funções, trabalhando com material informático obsoleto, com salas de trabalho desadequadas e subdimensionadas, mas apesar das dificuldades apresentadas, não deixam de desempenhar as suas funções com brio profissional, apesar de não serem reconhecidos no plano remuneratório pelos sucessivos Governos da República”.


      Estão identificadas “as necessidades e há demasiados anos estão prometidas obras de beneficiação nos edifícios dos tribunais da Ponta do Sol e de Santa Cruz, que tardam em chegar, situação que dificulta ainda mais o trabalho dos Funcionários Judiciais".


      A CDU na Assembleia da República tem “apresentado propostas que vão ao encontro das reivindicações dos Oficiais de Justiça, entre elas a exigência ao Governo da República do cumprimento dos compromissos assumidos, em particular nas matérias que não dependem de revisão estatutária. São elas: a inclusão no vencimento do suplemento de recuperação processual, a abertura de procedimento para acesso a todas as categorias, cujos lugares se encontrem vagos; o preenchimento integral dos lugares vagos e a regulamentação do acesso ao regime de pré-aposentação”.


      “Para além de toda a solidariedade que temos demonstrado em todos os processos de luta, justos e legítimos, dos trabalhadores da área da justiça e das forças de segurança, a CDU tem assumido compromissos que foram concretizados no plano da intervenção institucional, na ALRAM e na Assembleia da República, apresentando propostas que foram todas chumbadas pelos governos do PSD-CDS na Região, e governo do PS na Assembleia da República, fazendo “orelhas moucas” às reivindicações destes trabalhadores”, sublinha a nota de imprensa.


Reuniao20211221Madeira(SFJ+CDU).jpg


      Fonte: “DN-Madeira”.

Comentários

  1. Dois sindicatos dos profs na CNN, a reclamarem os direitos dos profs e a serem ouvidos com toda a atenção em estúdio. O que fazem os sindicatos dos OJ? NADA! O primeiro-ministro a prometer tudo! Tem também de haver alguém que se saiba exprimir convenientemente! Vejam o que fazem os outros sindicatos! Está visto que quem está instalado no partido não pode lutar contra ele!

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  2. Algo me está a escapar...
    Então estes senhores não tem estado na governação, junto com o PS e BE nos últimos 6 anos?
    Porque é que não aconteceu o que reivindicam os oficiais de justiça?
    Eu ainda me lembro que os magistrados viram os seus desejos alcançados a fim do primeiro dia de greve! PRIMEIRO!
    Eu, oficial de justiça já lhe perdi o conto...
    Querem enganar o pacóvio?!
    TENHAM VERGONHA

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  3. João Rodrigues13/1/22 13:50

    Essa é que é a VERDADE! Estiveram todos na governação nos últimos 6 anos e o que fizeram?
    NADA!
    Aliás, sou auxiliar há mais de vinte anos e o que fizeram?
    NADA!
    Quando assinei o termo de posse, tinha então outros direitos e a reforma era aos 55!!!
    E agora?
    Tenho boletins de vencimento que me dizem que auferia mais em 2011 do que atualmente! Onde está o problema?
    Claro que o problema está em mim, porque continuo teimosamente a querer ser Oficial de Justiça, mas penso que não será por muito mais tempo...

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    1. triste realidade mesmo. quase a auferir o ordenado minimo não tarda

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  4. Fala se de lugares vagos na Madeira, tudo treta. Na Madeira apenas há lugares escondidos,para serem ocupados sem critério. O Sfj tenha vergonha. São os seus órgãos sociais a ocupar, através de apadrinhamento e cunhas, antes da vaga ser declarada já está ocupada. Tenham vergonha. Alguém lembrou se de mais de uma centena de madeirenses que exercem funções no continente, por forma a ser atribuído um subsídio semelhante a quem exerce na Madeira, ou não interessa falar nisso? Quem trabalha no continente tem um custo de vida elevado, esses podem se queixar que nem recebem o salário mínimo. Muitos pagaram mais de 600€00 para passar o Natal com a família. Enquanto que quem trabalha na Madeira tem direito a viagem para férias. Será que somos uma classe unida e lutamos pelos mesmos direitos? Ou só interessa o umbigo de alguns.

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    1. Colega pode ter razão quanto ao compadrio, mas quanto ao dito "subsidio das ilhas", quando concorreu para esta profissão sabia bem dessas condições ou não? ou esse dito subsidio foi implementado depois de ter concorrido para OJ?

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    2. Saber sabia-se porque o estatuto é antiquíssimo, mas que está mal está, que é injusto é, porque é mais do que sabido que há alguns anos a realidade é completamente oposta. Antes a viagem nas férias servia de incentivo para que os continentais concorressem para as ilhas, ou não era esse o propósito? Porque não ao contrário quando os naturais das ilhas também têm de de viajar quando colocados no continente?

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