Confederação Patronal pede alterações ao PS maioritário
«O Conselho Nacional das Confederações Patronais (CNCP) defende que são necessárias “reformas estruturais para transformar a economia”, sendo que as prioridades são na área fiscal, na Administração Pública e na Justiça.
Estes são os três pilares “essenciais para a dinamização do novo ciclo económico”, diz António Saraiva, presidente da CIP, em conferência de imprensa, na apresentação dos “Desafios e ambição para a legislatura” que contempla uma dezena de propostas.
Na reforma fiscal, os patrões defendem alterações como a “redução gradual do IRC e eliminação da derrama estadual ou municipal, de forma gradual e com sustentabilidade das contas públicas”.
Já para a Administração Pública, o CNCP reitera que esta “tem de ser mais eficiente” e a qualidade “tem de ser efetiva e caminhar para uma redução da burocracia que nos asfixia”. Defendem, por isso, uma “racionalização dos recursos humanos e uma melhoria da qualidade da eficiência da Administração Pública”.
Quanto à reforma da Justiça, António Saraiva, atual porta-voz do CNPC, salienta que “os tribunais administrativos e fiscais são uma dor de cabeça”. Neste capítulo, o Conselho quer “restringir as situações em que se pode recorrer e limitar mais as instâncias de recurso admissíveis”, ajustando-as aos casos que o justifiquem.
Saraiva salienta que com a maioria absoluta, “este Governo passou a ter condições para promover reformas para crescimento económico”. Neste novo quadro, os patrões “desafiam” o próximo Executivo a que, “com entidades patronais e sindicais, estabeleçam amplo acordo de competitividade e rendimentos”.
No que se refere ao salário mínimo, os patrões defendem que “não pode ser por decreto”. “A evolução e robustez da economia determina a evolução dos salários”, reitera Saraiva, apontando que as confederações estão “disponíveis a discutir aumentos salariais assentes nestes objetivos”. Já questionados sobre a comparação com o salário mínimo em Espanha, o presidente da CAP, Eduardo Oliveira e Sousa, salienta que este “não terá impacto muito direto em Portugal”, apontando que esta “discussão desvirtua o verdadeiro problema que temos, que é o salário médio”.
Quanto à semana de trabalho de quatro dias, que o PS disse querer estudar, o presidente da CTP, defende que “é um assunto que vai ter que ir a concertação social”. Francisco Calheiros admite que “seja algo que possa ser discutido, que haja algumas atividades em que possa ser consensualizado”, mas salienta que “no turismo, neste momento, é completamente impensável”.»

Fonte: “Eco”.
Os bosses querem reestruturação e revolução em vários setores.
ResponderEliminarE salários? Já perguntaram por isso?
Sabem da realidade em que vivemos?
São uns senhores que representam a maioria senão toda a classe patronal do país, reconhecidamente mal instruídos, a maioria com a quarta classe e com poucas ou nenhumas preocupações de Responsabilidade Social Corporativa ou de sustentabilidade. Só pensam em lucro e de preferência com base em baixos salários.
Aliás, como é possível usar os mesmos parâmetros para medir a produtividade num país como o nosso, se somos maioritariamente turísticos e de serviços, comparando com a Alemanha ou a França? É óbvio que não somos produtivos à mesma escala!! Não produzimos carros nem temos industria pesada de relevo.
Mas este, tem sido o mote das desculpas destes senhores para não subir salários. A produtividade. Bem sabem eles que é uma falácia e desonestidade intelectual falar dela, nos moldes em que falam.
Não percebem que a sua função na sociedade não é criar fortuna (isso é uma consequência, e nada contra).
A sua função como empresários é criar VALOR !!
E é uma grande diferença.
Só teóricos!! lucro à custa de exploração do pobre
ResponderEliminarDe uma coisa tenha a certeza.
ResponderEliminarDe entre grande parte dos nossos 'empresários', nunca vão faltar Mercedes e casas de alterne.
Podemos estar a ser injustos com alguns.
Há por aí uma nova classe empresarial que não pensa só no lucro, mas também tem preocupações sociais, ambientais etc.
Infelizmente são uma minoria e muitas vezes não tem os apoios que merecem.
FF
Sei do que falas. É um número residual e muito aquém do que deveria ser, comparado com as necessidades de preocupação social, económica e ambiental que deveríamos todos ter e comparando também com congéneres europeus.
EliminarEmpresários deviam estar na linha da frente como agentes de mudança. E não ser obrigados a isso.
Por isso, também acho que é gente pouco recomendável, como acima referido e não são ninguém para vir fazer exigências onde não lhes compete.
Mas também é verdade que o "poderzinho" em toda e qualquer repartição pública neste país mete nojo e precisa realmente de ser reformulada. As mentes pequenas, que existem para criar procedimentos e complicações, não deveriam ter lugar na FP.
Todos sabermos disso.
47 anos da dita democracia e 0,20€/ano de aumento do ordenado mínimo. Sim, vinte cêntimos por ano!
ResponderEliminarVão mas é todos "plantar xuxas para o Alentejo"!
Fonte,
Pordata
Isso mesmo! filhos da p................
Eliminar