E quem será o(a) próximo(a) ministro(a) da Justiça?

      Pura especulação diz o primeiro-ministro e é de facto. As escolhas que o primeiro-ministro vai apresentar ao Presidente da República, relativamente ao novo governo, deverão ser apresentadas depois do dia 20 de fevereiro, diz uma nota oficial do primeiro-ministro enviada às redações, no entanto, ao nível da especulação, já se apontam lugares governamentais e, entre eles, o do Ministério da Justiça.


      Assim, neste âmbito da especulação, a comunicação social aponta Alexandra Leitão, a atual ministra da Modernização do Estado e da Administração Pública, apontada para assumir a Justiça ou a Presidência do Conselho de Ministros.


      Neste último governo, Alexandra Leitão foi ministra da Modernização do Estado e da Administração Pública e antes foi secretária de Estado Adjunta e da Educação.


      Alexandra Leitão nasceu em Lisboa em 1973. É licenciada, mestre e doutora em Direito pela Faculdade de Direito da Universidade de Lisboa. Professora auxiliar da Faculdade de Direito da Universidade de Lisboa.


      Entre 2009 e 2011 foi diretora-adjunta do Centro Jurídico da Presidência do Conselho de Ministros (CEJUR), onde desempenhou funções de consultora de 1999 a 2009. Entre 2011 e 2015 exerceu como vogal do Conselho Consultivo da Procuradoria-Geral da República, tendo sido ainda adjunta de Gabinete do Secretário de Estado da Presidência do Conselho de Ministros entre 1997 e 1999.


      São conhecidas as respostas dadas aos Oficiais de Justiça, enquanto ministra da Modernização do Estado e da Administração Pública, no sentido de que as promoções e progressões estavam perfeitamente disponíveis para os Oficiais de Justiça, tal como para todos os demais Funcionários Públicos, pese embora os particulares entendimentos do Ministério da Justiça que, sabe-se hoje, vinham motivados pela ideia do novo projeto que o secretário de Estado tinha previsto apresentar, sendo, portanto, desnecessário aplicar aos Oficiais de Justiça qualquer tipo de promoção.


      De Alexandra Leitão é também conhecido o episódio que Arménio Maximino, do Sindicato dos Trabalhadores dos Registos e Notariado, a acusou de ter tido uma “atitude completamente autoritária, sem nenhuma razão, à frente de todos os utentes”, contra os funcionários de uma Loja do Cidadão em Lisboa.


      Arménio Maximino contou que “No sábado, a senhora ministra da Administração Pública, Alexandra Leitão, foi à Loja das Laranjeiras” e, terá ficado incomodada com os tempos de espera e as filas no local. “Enquanto membro do Governo, em vez de lá ir dar uma palavra de apreço aos trabalhadores que dão o seu melhor e têm os meios que ela própria não dá, foi lá destratar os trabalhadores”, criticou o sindicalista que caracterizou o acontecimento como um “episódio lamentável que envergonharia qualquer ditador”.


      «A senhora ministra, tanto quanto sabemos, começou aos berros contra os funcionários, porque havia filas, porque um senhor estava à espera há 11 horas para ser atendido...» Arménio Maximino contrapõe, no entanto, que “há milhares de pessoas que não estão há 11 horas, estão há meses à espera de serem atendidos”, dada a falta de meios e de recursos humanos que se tem vindo a agravar.


      O representante do Sindicato dos Trabalhadores dos Registos e Notariado exortou, por isso, a ministra e o Governo a recrutarem novos trabalhadores, “em vez de faze “bullying” àqueles que diariamente dão o seu melhor e a quem não dão os meios necessários para poderem fazer as suas funções”.


      Na altura, o gabinete da ministra da Modernização do Estado e da Administração Pública confirmou a presença da governante no estabelecimento de Laranjeiras, pelas 14h00, do dia 4 de setembro, sábado, mas rejeitou todas as acusações "feitas pelo sindicato". A ministra dirigiu-se ao local, depois de advertida pela Agência para a Modernização Administrativa, entidade gestora das Lojas do Cidadão, acerca do tempo de espera de um cidadão, que se encontrava há mais de 10 horas a aguardar para ser atendido para a emissão de passaporte.


      “A ministra demonstrou a sua preocupação com a necessidade de responder aos cidadãos em tempo razoável, o que não estava a acontecer naquele caso em particular”, acrescenta o esclarecimento. O Gabinete da ministra da Modernização do Estado e da Administração Pública também aproveita para reconhecer que “os constrangimentos provocados pela pandemia aumentaram muito a pressão sobre os serviços”, mas assinala que a ministra considera “que o cumprimento do seu despacho não pode ser posto em causa, uma vez que se trata de assegurar a qualidade dos serviços públicos prestados aos cidadãos”.


      Na altura, o Gabinete da ministra concluía assim: «A ministra rejeita ainda todas as acusações feitas pelo sindicato, tendo-se limitado a velar pelo cumprimento do que estava estabelecido no despacho”.


      Tal como começamos a afirmar neste artigo, estamos no âmbito da pura especulação.


      De todos modos, o que não é especulação nenhuma é o desejo dos Oficiais de Justiça, abertamente expresso, no sentido de que não desejam de forma alguma a continuidade, seja em que cargo for, do atual secretário de Estado adjunto e da Justiça, Mário Belo Morgado.


AlexandraLeitao.jpg


      Fonte: “TSF”.

Comentários

  1. Anónimo5/2/22 10:26

    Se a escolha para MJ for esta, dificilmente o secretário de estado será o mesmo.
    Mas quanto à hipotese de poder transitar para DGAJ, ja nem quero especular nesse sentido.

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  2. Anónimo5/2/22 10:29

    A ideia que me deu da ministra Alexandra Leitão foi da sua quase total intransigência nas negociações dos aumentos com os sindicatos da função publica.
    Na minha opinião seria um verdadeiro acto de suicídio se os nossos sindicatos viessem mais uma vez reivindicar o novo estatuto, pois todos sabemos qual o tipo de estatuto que o executivo quer... não vale a pena estarmos com paninhos quentes, entre o estatuto que o governo quer e o actual estatuto - é bem bom o estatuto que temos.
    Esta é um oportunidade de os sindicatos mudarem de agulhas na luta sindical e exigir algo que esteve (e estará) na ordem do dia, mais meios materiais e especialmente humanos, exigir que a dita bazuca seja utilizada na Justiça especialmente na contratação de mais o. justiça e em promoções - pois sem ovos não há omeletes e como tem sido denunciado em vários meios de comunicação neste momento os of. justiça fazem omeletes sem ovos nem frigideiras...
    Infelizmente os sindicatos tem uma agenda contraria aos oficiais de justiça e interessa-lhes uma classe destruída e dividida porque um sindicato de representação de doutores licenciados de nível 3 isso sim é que é prestigiante até podem subir o valor das cotas para um circo de 3 dias!!!

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  3. Anónimo5/2/22 12:56

    Mas qual a dúvida que a nova proposta de estatuto a ser apresentada será nos mesmos moldes?

    Não caiam na esparrela de achar que uma mudança de cara implica a mudança da visão organizativa que a tutela tem para o funcionamento dos tribunais. E do seu alicerce que são os oficiais de justiça.

    Infelizmente, a aplicação do SIADAP parece-me inevitável. O modelo de organização baseado nas comissões de serviço nos cargos de "chefia" idem.

    Resta ter alguma esperança de não relegarem mais de metade dos oficiais de justiça para a categoria de assistente técnico.

    Ou que coisas abjetas e claramente inconstitucionais como o que a tutela pretende fazer com o regime de mobilidade não conste da nova proposta



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    Respostas
    1. Anónimo5/2/22 14:41

      Mais de metade?! Meu caro, exceptuando os actuais escrivães e secretários, todos os restantes funcionários passarão a assistentes técnicos. Meros assistentes técnicos. De diferente em relação aos demais teremos apenas a designação de oficiais de justiça. É a única coisa que nos vais distinguir. De resto, tudo igual. Simples administrativos.

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  4. Anónimo5/2/22 13:07

    Infelizmente, não auguro nada de bom, independentemente de quem aí venha. A estratégia está claramente montada, com o apoio de liberais e da direita.
    E, de forma generalizada, com o apoio da população. Foram décadas a fazer passar em todo o lado e ideia que servidor público deve ser SERVO PÚBLICO.
    Deve trabalhar por amor ao trabalho e amor ao estado, que tão bem o trata, pensa toda essa maioria.
    Isto não vai para melhor.
    Este país não é para funcionários públicos...nem para idosos...nem para jovens...
    Com esta maioria perdemos e adiamos mais uma vez a oportunidade de acabar com a corrupção, com o saque constante de empresas ao estado e com uma reforma generalizada da forma de estar na política e na vida de todos.
    Alexandra Leitão é mais um rosto deste adiamento crónico.
    É mais uma "empurra com a barriga para a frente", mais uma "logo se verá".

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  5. donzilia santos5/2/22 19:36

    Só especulação, poderes divinatórios por aqui!
    Alguém escreveu que este País não é para velhos ...por aí.
    Pois acho eu e muitos que o País por este andar vai ser só de velhos.Basta ver a diminuiçāo da natalidade. A este governo de maioria temos de exigir ainda mais e melhores medidas de apoio, como seja a nível de IRS e outras, pois não aumentando a população e população trabalhadora, a Segurança Social que devia garantir no futuro as pensões dos atuais trabalhadores, entra em falência.
    Este problema emergente devia preocupar todos, nomeadamente as forças políticas, sejam de direita ou esquerda, mas é pouco falado.
    E a sociedade civil o que faz? Que movimentos congrega com vista a pressionar quem governa?
    Só daqui a uns anos esta geração se vai dar conta que "andou a dormir".....entretida com redes sociais, 5G.......

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  6. Anónimo6/2/22 00:20

    Mais uma f**** p**** para nos entalar. Os OJ que votaram PS vão ter uma carreira deslumbrante!!!!!

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    Respostas
    1. Anónimo6/2/22 13:03

      Parece que não sera bem assim, conforme mensagens anteriores a culpa e do Passos ou da malta de direita....

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