Da falta de dignificação da carreira
«O deputado do PCP no Parlamento Regional da Madeira, Ricardo Lume, reuniu esta última sexta-feira com a estrutura regional do Sindicato dos Funcionários Judiciais (SFJ), com o intuito de analisar a realidade laboral nos tribunais na Região.
“Nos últimos anos foram drasticamente reduzidos os quadros de Oficiais de Justiça”, asseverou o deputado do final do encontro.
O congelamento das promoções e progressões, as alterações às regras de aposentação e ainda a deficiente ou inexistente formação são preocupações desta estrutura sindical que representa trabalhadores, cujas funções e desempenho são fundamentais para garantir o normal funcionamento dos tribunais e o exercício da justiça. A redução de recursos humanos subsiste há mais de vinte anos e tem vindo a agravar-se.
Na Comarca da Madeira existem cerca de 160 Oficiais de Justiça, o que se considera ser um número insuficiente face às necessidades de funcionamento das instituições judiciais.
Os setores mais carenciados são o Juízo do Trabalho do Funchal, Juízo de Família e Menores do Funchal, e o Ministério Público.
Segundo dados divulgados pelo Sindicato, seria necessário garantir a contratação de mais 20 a 30 Oficiais de Justiça para assegurar o normal funcionamento da Comarca da Madeira.
Nalgumas das instituições e serviços as condições físicas e materiais de trabalho são precárias, com material informático obsoleto, com salas de trabalho desadequadas para as funções, e subdimensionadas.
Em particular, os edifícios dos tribunais na Ponta do Sol e em Santa Cruz esperam, há décadas, por obras de beneficiação que tardam a chegar, situação que dificulta ainda mais o trabalho dos Funcionários Judiciais que laboram nas referidas instalações.
Assim, o PCP vai “continuar a intervir para que sejam desencadeadas as medidas para garantir a contratação de Oficiais de Justiça em número suficiente para o funcionamento adequado dos tribunais da Região Autónoma da Madeira e do Ministério Público, assim como para garantir a dignificação das carreiras e melhores de condições de trabalho”, conclui o deputado.»

Fonte: “Diário de Notícias da Madeira”.
Que grande momento para branquear a ação do PCP.
ResponderEliminarÉ uma realidade cada vez mais visível, mas também não é resolvida ou minorado o problema porque a Dgaj não quer nem admite sequer ouvir as diversas partes interessadas, porque interesse em muitos oficiais de justiça em regressar a Madeira existe o problema é que não é permitido por nenhuma via, nem movimento nem destacamento resolver esse problema. Nem mesmo com a gestão da comarca a insistir no reforço de mais funcionários, existindo segundo ouvi comentar algumas secções que tem apenas um funcionário e algumas que funcionam quase que á semana sim semana não, e acresce um ordenado muito mas muito pouco atrativo em comparação com a responsabilidade que cai sobre os funcionários, e mais não digo...
ResponderEliminarnem mais, ordenado nada atrativo mesmo para as responsabilidades exigidas e condições de trabalho
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