A Moção do SOJ à UGT para esta entregar ao Governo
Neste último fim de semana, como, aliás, já demos notícia, decorreu o XIV Congresso da UGT. Neste Congresso, o Sindicato dos Oficiais de Justiça (SOJ), que integra esta central sindical, apresentou uma moção que foi aprovada por unanimidade e aclamação.
A moção tem como título: “Os tribunais como garantes de mais e melhor justiça social” e subtítulo: “Dirimir conflitos garantindo a Justiça, tendo em vista a Paz Social”.
Vai a seguir reproduzida a referida moção:
«Na moção do Sindicato dos Oficiais de Justiça (SOJ), apresentada ao XIII Congresso da UGT em Março de 2017, foram elencadas as principais carências dos Tribunais e as grandes dificuldades de acesso dos cidadãos à obtenção de uma decisão justa e equitativa em tempo útil à prossecução dos seus legítimos interesses e expectativas.
Carências e fragilidades fruto do desinvestimento sistemático e persistente no setor, quer na vertente de redução dos meios humanos (de que é exemplo gritante o subdimensionamento dos quadros de Oficiais de Justiça com a agravante de nem esses próprios quadros serem preenchidos), quer ao nível do edificado, apresentando-se um número muito significativo dos edifícios com condições muito precárias de salubridade e carência de espaço, fundamentais ao nobre exercício da administração da justiça em nome do Povo.
O Programa do XXIII Governo Constitucional parece apostar, de forma muito clara, na desjudicialização da Justiça.
Num quadro de maioria absoluta, a que se associam milhões de euros de fundos comunitários, mais se justificava aumentar a capacidade de resposta dos tribunais.
Contudo, fica a convicção, apreciando o Programa do Governo – Justiça, que o caminho é exatamente o oposto: continuar a desinvestir dos tribunais, afastando a realização da justiça.
Assim, em defesa dos trabalhadores – os mais frágeis no acesso à Justiça –, em defesa do Estado de Direito Democrático, honrando a dignidade do Órgão de Soberania Tribunais, a quem constitucionalmente incumbe a administração da Justiça em nome do Povo, o SOJ – Sindicato que representa os Oficiais de Justiça, apela ao XIV Congresso da UGT – União Geral dos Trabalhadores, para que delibere propor ao XXIII Governo Constitucional, o seguinte:
1 – A valorização e dignificação, com equidade, de todos os trabalhadores do Sistema Judiciário;
2 – Que acautele o normal funcionamento dos Tribunais, reforçando o quadro dos Oficiais de Justiça por forma a garantir um trabalho digno e justo;
3 – A revogação do Regime das Férias Judiciais, de forma a garantir aos Oficiais de Justiça o direito ao gozo de férias em igualdade com os restantes trabalhadores;
4 – Mais e melhor formação dos operadores judiciários, com maior especialização assegurando assim a estabilidade dos quadros nas variadas Especialidades;
5 – Que concretize as medidas constantes do seu “Programa de Governo Para a Justiça”, nomeadamente através da calendarização rigorosa das necessárias intervenções no edificado, repondo, assim, as condições indispensáveis de segurança e salubridade para todos os utentes da Justiça, e
6 – O rigoroso cumprimento das Leis da República, nomeadamente da Lei do OE 2020 (art.º 38º da Lei nº 2/2020 de 31 de Março) e da Lei do OE 2021 (art.º 39º da Lei nº 75-B/2020, de 31 de Dezembro), em nome do Estado de Direito e do respeito devido à Assembleia da República.
Realizando-se a Justiça, através dos Tribunais, será cumprido o consignado na Constituição da República!

Fonte: “SOJ”.
Carreira vazia! atualmente só é boa ou foi para os mais antigos
ResponderEliminarEu cá sou um dos mais antigos (tenho 22 anos de tribunais), continuo a ser auxiliar (aos 55 anos de idade, sempre a concorrer à promoção com a nota de "muito bom") e só alcançarei o último escalão (caso o governo não se lembre de cortar novamente as progressões) em dezembro do próximo ano. Alguém saberá dizer-me o que tem de bom a minha situação de "um dos mais antigos"?
EliminarAlguém ouve os magistrados a andarem sempre a falar do edificado? Está mal, mas o que interessa sobretudo é a carreira dos OJ! Apresentem propostas concretas como ,por exemplo, aumentos concretos entre escalões!
ResponderEliminarAos magistrados interessará pouco o edificado, pois os seus gabinetes têm boas condições. Talvez também as tenha e por isso a si interessará pouco, mas a mim, que asso no verão e congelo no inverno, interessa. A isso se chama também condições de trabalho.
EliminarO que o SOJ diz é sempre o mesmo, mas o outro sindicato é a mesma coisa e não passam disto!
ResponderEliminarParabéns ao SOJ, desta feita, sinto-me representado pela UGT enquanto OJ!
ResponderEliminarMais um acólito...
EliminarDenunciar perante os seus pares não chega!..
ResponderEliminarÉ necessario levar a mensagem ao poder político e mais uma vez perdeu-se a oportunidade.
A denúncia impunha-se junto dos grupos parlamentares antes do debate na generalidade do Orçamento de Estado.
De vénia em vénia, quando levantamos a cabeça já é tarde, chegamos sempre atrasados!...
Vicissitudes, o Orçamento de Estado não tem inscrita verba para acomodar a despesa inerente às reivindicações dos Oficiais de Justiça para este ano e propostas para aumentar despesas não inscritas no Orçamento são inconstitucionais.
Passarinhos como sempre, não passamos disto!...
Vicissitudes!...
Novos generais precisam-se!...