“Manifestou bastante abertura e disponibilidade”
Tal como ontem aqui mesmo previmos, infelizmente, acertamos. A reunião no Ministério da Justiça, com a presença da ministra da Justiça e do secretário de Estado adjunto e da Justiça, pelo menos com o Sindicato dos Funcionários Judiciais (SFJ) – à hora em que escrevemos este artigo ainda não havia nenhuma informação do Sindicato dos Oficiais e Justiça (SOJ), apesar de ter reunido primeiro que o SFJ –, a descrição que o SFJ faz da reunião é mais do mesmo, isto é, nada.
Vai a seguir reproduzida a nota do SFJ:
«O Sindicato dos Funcionários Judiciais (SFJ) reuniu hoje no Ministério da Justiça (MJ), com Sua Excelência, a Sra. Ministra da Justiça e o Sr. Secretário de Estado Adjunto e da Justiça.
Após apresentação dos formais cumprimentos, o Presidente do SFJ elencou as principais reivindicações para a nossa carreira, nomeadamente os problemas a que urge dar resposta no curto prazo. Nomeadamente: Ingressos; Promoções; Integração do suplemento de recuperação processual.
O SFJ realçou ainda toda a disponibilidade para, após a resolução destes problemas a breve prazo, trabalhar em conjunto com o MJ de forma a desenvolver um Estatuto profissional virado para o século XXI, à imagem do que acontece em vários países europeus, valorizando e alterando o paradigma da carreira.
A Sra. Ministra da Justiça manifestou bastante abertura e disponibilidade para, num curto espaço de tempo, dar resposta às preocupações manifestadas pelo SFJ, lembrando que está a decorrer a discussão do OE 2022 na especialidade.»
Assim, desta informação retemos o seguinte:
.a) Que o SFJ pretende desenvolver um Estatuto virado para o século XXI, à imagem do que acontece em vários países europeus, isto é, algo muito semelhante àquilo que o anterior secretário de Estado já apresentou: com uma carreira dividida em duas funções, os que dão despachos e os outros, e
.b) Que a atual ministra da Justiça, tal como a anterior, “manifestou bastante abertura e disponibilidade” mas… “que está a decorrer a discussão do OE 2022 na especialidade”.
Esta é a descrição que o SFJ faz da sua reunião das 16H00 de ontem de onde não se extrai nada de concreto.
Aguardamos agora a descrição do SOJ da sua respetiva reunião de ontem às 15H00.

Fonte: “SFJ-Info”.
A outra medida prevista nos dois anteriores orçamentos - regime diferenciado de aposentação - já foi esquecida e deixada cair pelo SFJ .
ResponderEliminarO que lhes interessa é arranjar um estatuto especial para os stores, nem que sejam formados em agronomia.
Assim não, mais uma vez se infere que, infelizmente, o nosso maior inimigo está entre nós, e é quem nos representa
Tristeza e desalento mesmo! onde há secções em rutura completa por falta de funcionários e os que estão lá a fazer trabalho dos que não estão, a ganharem uma côdea!
EliminarNão há providências cautelares para intentar contra a inércia dos governantes? será que colidem com os interesses e tachos dos sindicalistas ? e quem está no terreno que se lixe?? aguardar mais um ano por decisões de abertura?
Trágico mesmo
Daniel Olivera na TSF explicou muito bem a política deste governo no tocante a salários e contínua perda de valor do trabalho para o capital que Costa tem executado de forma indiscutível, discreta e nada típica de um governo socialista. Nada mesmo. Costa agrada assim mais aos patrões que o próprio Passos, acreditem. Os números são como o algodão.
ResponderEliminarE Medina vir dizer que não pode subir salários por causa da inflação, sendo ela causa externa, é mais uma falácia/mentira descarada.
Podcast ainda não disponível, mas vale a pena depois pesquisar, para quem se preocupa em realmente perceber as coisas.
Em suma, não há crise, guerra ou pandemia que não traga cada vez mais riqueza à riqueza e garrote ao trabalhador.
É como a pressão de uma Constrictor. Lenta, mas eficaz, robusta, constante, que nos vai deixando cada vez mais com dificuldade em respirar, até cedermos e aceitarmos qualquer condição que nos imponham.
O capital está muito bem organizado e põe e dispõe de governos de todos os quadrantes.
O sindicalismo é o que se tem visto. Não há união verdadeira, não há um agente agregador, um Walesa.
Sindicalista é logo apelidado de comunista, em certos meios. E esta estigmatização prejudica-nos a todos. Nas empresas e nos estados. É individuo pouco recomendável, com quem não se deve privar muito sob pena de não ficarmos bem ao burguês. Não há seção de um tribunal neste país que não tenha um elemento que pense desta forma, certo? "Eu quero é trabalhar, eu preciso é de trabalhar, não tenho tempo para isso", certo?
São os papa horas que depois se queixam da sua vida em outras ocasiões e não há ninguém por perto para lhes dizer que a culpa do estado a que chegamos se deve exatamente a muitos como ele/ela.
Enquanto houver dois que façam o trabalho de cinco...o chefe agradece!!!
Que me diz relativamente ao tema da aposentação diferenciada, a que o sindicato já nem se refere.
EliminarIsto sim, para nós terá interesse. Todo o seu texto também terá interesse mas e generalista, verdadeiro e é o que é .
Agora relativamente á nossa classe e ao principal sindicato, a realidade eu só uma - miséria.
Os sindicatos não podem ficar cegos pela idade da reforma! Há quem tenha muitíssimos anos de trabalho pela frente e os sindicatos têm de pensar nesses! Há, portanto, que pensar em todos os outros aspetos!
ResponderEliminarComo queres progredir na carreira, se não houver gente a reformar -se e a deixar os lugares para a promoção?
EliminarAinda não tinhas pensado nisso pois não? É só debitar.....
Sugeria ao autor deste blog e até porque certamente tem esse registo, o teor das comunicações do SFJ relativamente à primeira reunião que teve com as duas anteriores ministras.
ResponderEliminarTenho alguma curiosidade ver se mudou alguma vírgula.
Não deixa de ser um registo histórico do "falhanço" monumental da luta sindical.
E atenção, o sindicato somos todos nós, todos somos responsáveis (uns mais que outros, naturalmente) pela miserável situação onde nos encontramos.
Um estatuto profissional virado para o século XXI.....
Alguém devia dizer aos senhores dirigentes sindicais, parece que ainda não perceberam, que a malta apenas quer que o actual e ao mesmo tempo, velhinho estatuto, seja cumprido.
Mais nada.
É isto, é apenas cumprirem o estatuto.
Pela minha parte, já nem me importo de ser um mero administrativo, afinal até recebo como um administrativo.
Entrei para os Tribunais há mais de 20 anos.
Continuo Auxiliar.
Ando desde 2000 a ouvir que uma das lutas é a integração do suplemento dos 10%.
Passados 20 anos, ainda não se conseguiu nada.
Isto devia envergonhar os sindicatos e a nós (já agora).
Alguém sabe quanto ganha um funcionário das finanças, de nível intermédio, mais ou menos com 20 anos de serviço??
O salário nem é muito diferente mas recebe mais 3 salários (F.E.T.) por ano.
Ou seja, recebe, no "mínimo" mais 3.000 mil euros anuais que um Oficial de Justiça.
A complexidade é assim tão diferente??
Fazem mais horas que nós??
Desculpem lá o desabafo...
FF
Desculpar o desabafo? colega, deviam era agradecer o que diz! pois é a realidade dos colegas que andam há 20 anos a sustentar este sistema de justiça e a serem literalmente roubados com o que recebem! fodddddddddddddddd............
EliminarUm FOFA-Se.
ResponderEliminarCagari, cagaró, como diria a minha avó.
ResponderEliminarUm saco cheio de nada e outro de coisa nenhuma.
RIP
coitado do Oficial de Justiça, vai desfalecendo e já está em agonia...
ResponderEliminarSugestão que eu adoraria ver concretizada: porque não formar uma comissão de OJ e pedir uma reunião com a ministra? Não seríamos os primeiros!
ResponderEliminarTodos recordamos a frase da anterior Ministra da Justiça "o sindicato mais representativo da classe ( SFJ) quer tudo ao mesmo tempo"!
ResponderEliminarVicissitudes de bandeja para uma mão cheia de nada!...
Andamos nisto há varias décadas, veja-se pelo menos o aviso de greve de 1999!...
Um plenário para refletir as tomadas de posição e a própria liderança precisa-se!...
A desconfiança é perfeitamente compreensível. Mas carago, aguardemos os tempos próximos. Os colegas do sfj presentes na reunião de certeza que têm as mesmas dúvidas...vejamos o que acontece no curto prazo. É verdade, o soj ainda nada disse. É de esperar uma greve, mesmo com "muita abertura"...
ResponderEliminarJá passaram 4 anos!
EliminarComunicado do SFJ de 10/04/2018 - Estatutos Funcionários Judiciais - Conclusões do II Congresso Extraordinário:
"... Assim, se o Ministério da Justiça não reconhecer as justas reivindicações contidas no projeto de Estatuto Socioprofissional elaborado pelo SFJ, tentar arrastar as negociações ou bloquear o processo negocial, nomeadamente no que concerne às principais reivindicações (Vínculo de Nomeação, Grau de Complexidade Funcional 3, Ingresso, Acesso, Transição, Aposentação,…) não hesitaremos em desencadear as formas de luta necessárias que consideremos oportunas a cada momento... "
Para que servem as decisões dos congressos?
Onde estão as lutas?
Bombas inteligentes, não obrigado!...
Já passaram 4 anos!...
Congresso do sfj???tem acontecido??? e do soj, quais foram as conclusões de uma qualquer reunião magna???ops...desculpem...ainda não aconteceu em quase duas décadas...
EliminarAs decisões aprovadas democraticamente nos congressos são para cumprir e não podem estar sujeitas a um crivo ("lapis azul" ) das lideranças!...
EliminarQualquer coisa como isso...mas um sindicato sem um qualquer escrutínio durante quase duas décadas é obra...
EliminarSe a postura dos dirigentes do SFJ deixa muito a desejar, então a dos dirigentes do SOJ é de bradar aos céus.
ResponderEliminarEntão os senhores embevecidos pelas suas posições na UGT, que toda a gente sabe os pode capultar a outras lides, já não têm tempo de informar os seus pares, atempadamente, atenta a impaciência que impera, dos resultados da reunião.
Valha-me Deus, nosso senhor Jesus Cristo.,
Fomos bem enganados, dirigentes associativos ao serviço de........dirigentes associativos.
EliminarQuebrem todos os espelhos, começou a feira da vaidade
Estou mesmo curioso quanto ao comunicado do soj...e depois a posição do "oficial de justiça"...
EliminarSerá que os vai levar a presidentes de junta? Vereadores na câmara? Candidatos nas listas a deputados? Vamos aguardar
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