“E nem sequer é acusada a receção do pedido”
A postura da nova equipa do Ministério da Justiça verifica-se pelas ações, ou pela falta delas, em relação a muitos aspetos e a diversas situações, com múltiplas entidades. Essas ações, ou omissões, permitem aos Oficiais de Justiça aferir da postura desta nova equipa e saber com o que podem contar.
Foi ontem notícia na comunicação social a reação da Comunidade Israelita de Lisboa (CIL) que acusa o Ministério da Justiça de um “silêncio ensurdecedor”.
E o que é este “silêncio ensurdecedor”? A CIL refere que está relacionado com os pedidos de audiência com vista à reformulação do Regulamento da Nacionalidade Portuguesa, que alterou a naturalização de descendentes de judeus sefarditas.
«A CIL gostaria de poder falar com a senhora ministra da Justiça. Já fizemos três pedidos de audiência e nem sequer é acusada a receção do pedido», afirmou à Lusa o dirigente da CIL José Ruah.
Note-se bem: «três pedidos de audiência e nem sequer é acusada a receção do pedido»; como se o pedido nem sequer tivesse chegado ou, chegando, fosse diretamente para o lixo.
José Ruah lamenta a mudança da postura do Governo nos últimos meses, que coincidiram com as suspeitas de ilegalidades na obtenção da cidadania por descendentes de judeus sefarditas, com a naturalização do milionário russo Roman Abramovich a ser o caso mais controverso.
«No passado sempre conseguimos falar com quem precisávamos de falar e não só; vinham-nos perguntar e pedir a opinião. E agora temos um silêncio ensurdecedor», sublinhou, sem fechar a porta ao diálogo e a um convite da entidade parceira na certificação à reflexão pelo Governo: «Se calhar estimaram qualquer coisa e não mediram bem. (...) Enganos todos podemos ter e depois podemos corrigir os nossos enganos. Não fica mal corrigir os enganos».
Este “silêncio ensurdecedor” é bem conhecido dos Oficiais de Justiça desde há muitos anos e, ao que parece, o mesmo silêncio é método que ainda opera naquele Ministério.
Ainda recentemente liamos uma informação do Sindicato dos Oficiais de Justiça que referia este mesmo silêncio e dizia assim:
«No passado dia 30 de março, o SOJ, após a tomada de posse do XXIII Governo Constitucional, requereu uma reunião à Senhora da Justiça. No dia 1 de abril, procurou, junto do seu Gabinete, esclarecimento sobre o requerido, para afastar equívocos. Não obteve resposta! Nada tendo sido informado à carreira, este Sindicato, entregou Aviso Prévio de Greve, dia 6 de abril.»
Portanto, os silêncios e mesmo a simples falta de uma resposta que confirme a receção de uma comunicação, ou duas ou três, indiciam desde já que este silêncio nada tem que ver com a atenção na audição, bem pelo contrário, significa, antes, que não se dá atenção nenhuma.

DITADURA BEM DISFARÇADA É O QUE TEMOS
ResponderEliminarGOVERNANTES TIRANOS BEM DISFARÇADOS
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ResponderEliminarMovimento extraordinário que contemple promoções?? nada SOJ?
EliminarIsso mesmo! nada SFJ?
Promoções? Se os tribunais precisam de auxiliares, vão promover quem? O trabalho de adjunto começou a ser comido pelo Habilus, continuou com o Citius e terá novos desenvolvimentos com o Magistratus. Ainda não será o remate final, mas ficará perto. Entretanto não se esqueçam de cumprir o horário e sair à hora, que isso também adianta muito (pouco).
EliminarEntão acabem com as pessoas de vez
EliminarSe nem a Lei cumprem...
ResponderEliminarTrabalho digno em Portugal, uma miragem para os Oficiais de Justiça!...
ResponderEliminarPor mais que se esforcem e se dediquem á causa pública o seu trabalho não é reconhecido por este "socialismo de caviar".
Existem Oficiais de Justiça em início de carreira que apesar nas inúmeras horas extraordinárias realizadas e não pagas, auferem menos que um Magistrado Estagiário recebe só de subsídio de residência de casa!...
Estes funcionários, com o aumento exponencial da inflação encontram-se no limiar da pobreza!...
Até quando?!...
Não se compreende o silêncio dos sindicatos sobre esta matéria!...
EliminarOs mais novos, por muito que se esforcem, vivem com grandes dificuldades económicas o que é socialmente inaceitável!...
Trabalho digno?!....
No final dos anos 80 em Lisboa vivi os primeiros anos a partilhar quarto com outros colegas, não tinha qualquer possibilidade de alugar um quarto, ou uma casa só para mim. Uns anos mais tarde consegui arranjar dinheiro para dar de entrada para uma casa em terceira mão nos subúrbios com acesso a crédito e taxa de juros alta sem euribor. Carro, só uns anos mais tarde. O início de vida nunca foi fácil, mas agora já não existe início de vida. É tudo para ontem.
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EliminarSindicalismo não vê isso, porque quem lá está chegou ao topo da carreira sem problemas de maior e está-se lixando para os ´iniciantes´
ACABEM DE VEZ COM ESTA PORCARIA DE CARREIRA QUE AGONIA