As arrastadas desculpas para a não participação
O Plenário de Oficiais de Justiça da próxima sexta-feira, 15JUL, contém uma inovação, advinda dos tempos de isolamento pela pandemia de Covid19, e que é a possibilidade de se estar presencialmente no local onde se realizará o plenário ou a distância, através de uma plataforma digital, que corresponde também a estar realmente presente na mesma reunião.
O Sindicato convocante do Plenário – o Sindicato dos Oficiais de Justiça (SOJ) – escolheu a plataforma "Teams" que pertence à Microsoft. Através desta plataforma, no telemóvel, no computador ou noutros equipamentos, em qualquer lugar, até na praia, todos os Oficiais de Justiça podem participar na reunião.
O SOJ criou as condições essenciais para uma participação massiva dos Oficiais de Justiça, com pouco esforço da parte destes e sem corte no vencimento como sucede nas greves, pelo que as habituais desculpas para não se participar nesta iniciativa tornam-se difíceis de compreender.
Ainda assim, publicou o SOJ na sua página do Facebook algumas desculpas para a não participação no Plenário, como: «"O dia 15 de julho não é o mais indicado, os juízes querem ir de férias e nós temos de deixar tudo pronto..."; "Gostava de ir, mas é pena não haver autocarros..."; "Tenho informação que o estatuto vai ser publicado e não vale a pena lutar..."; "Nem sabia do Plenário..."; "Aqui no meu tribunal somos tão poucos, não é possível participar..."»
Para além dessas desculpas, acrescentamos ainda outras como: "Não dá, está muito calor."; "Não vale a pena o esforço"; "Nesse dia tenho um jantar."; “É véspera de férias”…
No artigo publicado na página de Facebook do SOJ conclui-se assim: «Basta de desculpas! É tempo de cada um assumir as suas responsabilidades!»
Já antes, nos dois plenários nacionais convocados pelo Sindicato dos Funcionários Judiciais (SFJ), este Sindicato disponibilizou transporte gratuito para que todos os Oficiais de Justiça pudessem comparecer sem despesas; desta vez, o SOJ criou condições para que nem sequer haja transtorno com as viagens, especialmente daqueles que estão mais longe de Lisboa. Já só falta que os sindicatos levem cada Oficial de Justiça ao colo.
Muito se vem criticando os sindicatos pela falta de iniciativas, mas, quando estes as propõem, o nível de adesão é, invariavelmente, baixo, como se não houvesse nenhuma necessidade ou como se todas as iniciativas fossem más, inaproveitáveis e extemporâneas. Posteriormente, quem não aderiu e, ou, nunca adere a nada, sempre poderá dizer que a adesão foi fraca e, portanto, de pouca ou nenhuma eficácia, como haviam previsto.
Esta má sina tem que ser quebrada, sob pena de eternização dos problemas, como, aliás, tem sucedido ao longo de já tantos anos.
A iniciativa está em curso e desde ontem que os Oficiais de Justiça inscritos começaram a receber comunicações por e-mail, acusando a receção da inscrição e avisando que, a partir de hoje já receberão a ligação (link) para acesso à plataforma.
Mais diz o SOJ que as declarações de presença serão emitidas e enviadas durante o fim de semana, podendo, portanto, entregá-las na segunda-feira.
Já consta da instruções de acesso, mas o SOJ recorda que “Os colegas ao acederem à plataforma devem inscrever-se com o Número Mecanográfico, o Nome (primeiro) e o Apelido. Esta forma de identificação é fundamental para o registo de presenças.»
Por fim, o SOJ deixa um aviso para todos aqueles que irão desesperar por não conseguirem uma ligação imediata e diz assim: “Informar ainda, que é natural que aguardem, no dia do evento, alguns minutos até que acedam ao plenário. Essa espera é natural”.
Tudo em movimento e preparado para correr bem, embora, como sobejamente se sabe, a dependência de plataformas digitais alheias faz com que tudo também possa correr mal ou assim-assim.
Praticamente todos os Oficiais de Justiça estão familiarizados com plataformas e aplicações deste género, por isso, tudo deve correr bem sem prejuízo de algum que outro contratempo.
A participação neste plenário deve obedecer às regras e boas práticas de proteção de dados e, nesse sentido, avisa o SOJ que não estão autorizadas gravações da reunião, a não ser, claro está, que sejam expressamente autorizadas.
Os Oficiais de Justiça precisam de manifestar as suas opiniões e, antes de mais, ouvir as opiniões dos outros, por isso a grande relevância de ações deste género, com grande participação dos visados, isto é, daqueles que são os diretamente interessados, se verdadeiramente interesse nisso tiverem.

Fontes: "SOJ-Facebook #1", "SOJ-Facebool #2", "SOJ-Info-ComoParticipar", "SOJ-Info-PerguntasFrequentes" e "SOJ-Info-Convocatória".
Não há desculpa possível para o comportamento atávico na nossa carreira.
ResponderEliminarOs culpados somos todos nós, os Oficiais de Justiça e os sindicatos que nos representam que convém não esquecer são compostos por Oficiais de Justiça.
Falta-nos alma e coragem, e o que nos move é a inércia de nos sentarmos numa secretária e escrevermos o que nos vai na cabeça, por vezes de forma pouco cuidada ou até desmedida roçando o inaceitável.
Verberar desabafos pode-nos libertar a mente mas não serve para construir coisa nenhuma se não forem acompanhados de ideias estruturadas, bem pensadas e maturadas - mas não demais - aptas ao fim visado.
Como disse noutra altura não podemos ficar à espera que as nossas expetativas, as nossas reivindicações, sejam satisfeitas ficando sentados à espera que tudo aconteça, imbuídos num espírito medievalista, numa crença que a tutela cuidará bem de nós.
É preciso criar factos, provocar os acontecimentos, por forma a sensibilizar quem decide para a necessidade urgente de adotar as medidas à muito esperadas.
Para isso só pode haver uma forma de luta, qual seja a GREVE.
Uma greve decretada para as duas primeiras semanas de setembro (de 1 a 7 de setembro) provocaria e instaria a que a tutela se apressasse a resolver o nosso problema, o problema dos Oficiais de Justiça, numa altura em que tomam posse os magistrados movimentados (para além dos OJ).
Temos, como disse de criar factos que tornem visível a nossa importância, não há outra forma de luta.
Como disse o Poeta "Prefiro as lágrimas de não ter vencido do que a vergonha de não ter lutado".
ResponderEliminarGREVE ÀS TERÇAS E QUINTAS
POR TEMPO INDETERMINADO
POR APOSENTAÇÃO DIFERENCIADA
INTEGRAÇÃO DOS 10% JÁ
TABELA SALARIAL DIGNA
ResponderEliminarSOJ
parabéns pela iniciativa!
ON LINE, não há desculpas para não aderirem
Unam-se sindicatos!
A partir de Setembro, greve às terças e quintas por tempo indeterminado!!
ResponderEliminarAdere ao movimento
#elesatevaotremer
Já dei para este peditório. E ao fim de 25 anos já não tenho tempo nem paciência para vos aturar, oh Sindicatos!
ResponderEliminarÉ muito importante que o máximo de OJ participem neste plenário, mas não basta! Devem contribuir com ideias concretas, tais como- ao fim de x anos um auxiliar tem de progredir na vertical, não pode ficar indefinidamente na mesma categoria. O mesmo para os adjuntos.
ResponderEliminarAtualização da tabela salarial. Com estes ordenados miseráveis, deve-se poder acumular outro emprego. Não somos menos que os magistrados que vão para a política e tornam para a justiça!
É fazer e mais nada. Ao fim de 25 anos a receber pouco mais de 900€ limpos por exclusividade, com mais de 100h extra abusivamente não pagas num mês! Claro que tive de arranjar um extra!
EliminarSou elemento avençado de um escritório de advogados e sinto-me bem remunerado para a capacidade técnica que possuo e pelo tempo extra de que disponho.
O qual no Estado estava a dar de borla e a papo seco.
Em conjunto, ganho o justo para um jurista bem preparado, a quem o Estado teima em substimar e não aproveitar por um valor justo adaptado ao conhecimento técnico altamente especializado de um Oficial de Justiça.
Temos pena. Ainda há quem nos reconheça!
P.s.
Modernizem.
O Oficial de Justiça já não se justifica como "escriba" nos dias de hoje em que tudo é gravado digitalmente.
É ridiculo e revela arcaísmo.
Dignifique-se a profissão.
Não há mesmo desculpa para não se aderir em massa ao plenário e fechar a porra dos tribunais.
ResponderEliminarVais fazer o quê?
Vais cumprir os últimos despachinhos antes das férias dos senhores magistrados? Para quê? Para ficares bem na fotografia?
Luta pelo que mereces, luta contra o trabalho escravo.
Afinal, nem sequer te descontam no ordenado.
VAIS FAZER O QUÊ?
VAIS FICAR SOZINHO NO TRIBUNAL?
A TUTELA AGRADECE QUE FIQUES, AQUELES QUE TE MALTRATAM, QUE NÃO TÊM CONSIDERAÇÃO NENHUMA POR TI.
Para quem ainda tem dúvidas, mesmo que o raio do estatuto saia como a tutela quer e nos seja desfavorável, esta é uma oportunidade de dizeres que te estás ca@@@do para eles, aqueles que não têm consideração nenhuma por ti.
Eliminarmais nada!!
Quanto ao regime específico da aposentação:
ResponderEliminarConclusões do Vll congresso do SFJ em Anadia - 7 de abril de 2019:
: ...O Congresso reitera que para que tal se concretize, os vetores estruturantes da carreira terão de assentar em:
1. Carreira de Regime Especial;
2. Vínculo de Nomeação;
3. Grau de Complexidade Funcional 3;
4. Carreira pluricategorial;
5. Tabela remuneratória própria;
6. Regime específico de avaliação;
7. Regime específico de aposentação;
8. Compensação – Disponibilidade Permanente (pelo desempenho de funções / deveres especiais);
9. Titularidade dos lugares de chefia"
As decisões democráticas aprovadas em congresso são para respeitar e cumprir!...
Será que estamos na presença de mais uma "bomba inteligente"?!...
A música do vídeo publicado pelo SFJ, acerca do último convívio realizado em Fátima é bem elucidativo de um sindicalismo atrelado.
ResponderEliminar"Festa" ?!...
O movimento sindical não se pode transformar numa qualquer organização de eventos!...
Festa?!...
Existem colegas desesperados que já não conseguem cumprir com as suas obrigações, apesar das inúmeras horas de trabalho realizadas sem qualquer compensação.
Os colegas em início de carreira, deslocados e com vencimentos miseráveis merecem-nos respeito.
Não, não existe festa, existe sim uma tremenda hostilidade para quem tudo dá, em prol dos direitos liberdades e garantias dos cidadãos em geral, com prejuízo dos seus próprios direitos!..
O mais curioso e até surreal é ler na comunicação social que o ilustre presidente do SFJ vai aguardar pacientemente, e crente da boa fé o governo, por uma boa proposta de estatuto, pois não quer um sindicalismo de pressão ao governo. Pior era impossível.
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Eliminarhá 20 e tais anos a creditarem na boa fé, digo pai natal