Entretanto, o Administrador do STJ

      Entretanto, enquanto o Sindicato dos Oficiais de Justiça (SOJ) reage à falta de consideração do Governo pela ausência de promoções no Movimento em curso, pelo jogo do empurra entre governantes, e pela falta de cumprimento daquilo que já duas sucessivas Leis da Assembleia da República impuseram ao Governo; reagindo concedendo aos Oficiais de Justiça uma oportunidade para, querendo, demonstrar o seu desalento; eis que o Sindicato dos Funcionários Judiciais (SFJ), para além da reação de comunicar que vai aguardar “com muita serenidade” pela reunião marcada, lança ainda uma nota informativa que denomina de “Nota de Congratulação”.


      Em tal Nota de Congratulação, o SFJ diz o seguinte:


      Em título: “António Nolasco, Oficial de Justiça, foi nomeado Administrador do Supremo Tribunal de Justiça.


      E desenvolve assim:


      «Esta nomeação representa, para a classe dos Oficiais de Justiça, o seu particular reconhecimento e valorização profissional.


      Assim, para além de, em nome do Sindicato dos Funcionários Judiciais, expressarmos aqui o nosso voto de congratulação, gostaríamos de enfatizar que esta nomeação é demonstrativa da capacidade dos Oficiais de Justiça poderem e deverem assumir todos os cargos no sistema de justiça. É deste desígnio que nos queremos aproximar rapidamente, provando ao mundo que somos capazes.»


      Para quem não saiba, é a primeira vez que o Supremo Tribunal de Justiça (STJ) tem como Administrador um Oficial de Justiça, que nada tem a ver com os Administradores Judiciários criados em 2014 aquando da reforma do mapa judiciário. Esse Tribunal superior já antes tinha tal cargo de Administrador.


      O Oficial de Justiça António Nolasco é Secretário de Justiça e vinha exercendo funções como Administrador Judiciário na Comarca de Leiria, depois de ter saído do Conselho de Oficiais de Justiça onde exerceu funções de Inspetor.


      Trata-se, sem dúvida, e como bem diz o SFJ, de um orgulho para a classe que este cargo de Administrador do STJ seja ocupado por um Oficial de Justiça, pela primeira vez, depois da classe deter Oficiais de Justiça a exercerem funções por todo o lado e de todo o tipo, o que bem demonstra que é uma classe profissional onde se encontram elementos com capacidades ímpares e, por isso mesmo, são cooptados para as mais diversas funções e organismos.


      E a propósito desta nomeação, vem-nos à memória um aspeto demasiado comum que ocorre em alguns Oficiais de Justiça quando são selecionados entre os pares para desempenharem determinadas funções e, perante tal seleção, crescem como os pavões, tornando-se sobranceiros com os demais e deixam de sentir os colegas como tal; como seus pares.


      Casos assim, de inchaço intelectual, provocam uma perturbação no discernimento e, por via disso, passam a pairar por cima das cabeças dos demais normais.


      Nesses casos, não há Oficiais de Justiça a congratularem-se com essas posturas, ainda que esses indivíduos possam estar a quebrar barreiras e a superar obstáculos antigos da carreira.


      A sobranceria e a altivez conduz à arrogância e ao desdenho, pelo que nunca é motivo de congratulação do grupo, mas, sim, apenas de uns poucos.


LupaCara.jpg


      Fonte: “SFJ-Nota”.

Comentários

  1. Anónimo1/7/22 08:16

    De estranhar deveria ser ver magistrados a exercer essas funções. Mas infelizmente, não é essa a realidade deste país.
    Qualquer organismo neste ministério tem à sua frente um magistrado a geri-lo, contrariamente à sua formação e vocação. Todos o sabemos. São lugares apetecíveis.
    Gestores para gerir e entendidos em leis para decidir !!
    Assim deveria ser.
    Não estranhariam ver um engenheiro ou um professor a decidir uma vossa causa?
    Aí está !!

    ResponderEliminar
  2. Anónimo1/7/22 09:11

    ´
    vem-nos à memória um aspeto demasiado comum que ocorre em alguns Oficiais de Justiça quando são selecionados entre os pares para desempenharem determinadas funções e, perante tal seleção, crescem como os pavões, tornando-se sobranceiros com os demais e deixam de sentir os colegas como tal; como seus pares.
    ´
    TUDO DITO

    ResponderEliminar
  3. Anónimo1/7/22 09:22



    MOVIMENTO EXTRAORDINÁRIOO JÁ! PARA PROMOÇÕES E ADMISSÕES!


    ResponderEliminar
  4. Anónimo1/7/22 09:24

    A mim parece-me, e digo parece-me, que o dito senhor candidato a "pavão", não digo que o seja, note-se, mas, conforme refere o autor do texto, poderá cair na tentação de o ser, como AJ do STJ nem na chiça toca, como se diz na gíria futebolística da rua, ali quem mandam são pavões mesmo legalmente mandatados para o efeito, pelo que o senhor não irá fazer outra coisa que não seja acorrer aos desejos dos colendos Conselheiros!
    Já agora, o Sindicato dos Funcionários Judicias está cada vez pior, anda a recrutar pessoas para cargos de direção que eu não sei qual o critério, mas façam, por favor, um exercício, tentem saber qual o grau de popularidade dessas pessoas nas comarcas onde exercem funções e vão ver o grau zero desses recrutamentos, pessoas que, de repente, se arvoram em defensores da classe trabalhadora; é por essas e por outras que há cerca de um ano abandonei o dito sindicato, depois de cerca de trinta anos como sócio, e manter-me-ei até ao fim dos meus dias como OJ assim, sem sindicato.

    ResponderEliminar
    Respostas
    1. Anónimo1/7/22 09:27


      ÓBVIO QUE NÃO NOS REVENDO NESSES QUE APREGOAM E

      A GENTE SABE NO DIA A DIA QUE O COMPORTAMENTO E MORAL NÃO CORRESPONDE AOQ UE APREGOAM,

      AFASTAMO-NOS

      Eliminar
  5. Anónimo1/7/22 09:30



    Voltando aos ditos DESTACAMENTOS,

    Alguém sabe explicar se caso haja alguém interessado na vaga e a mesma já não vai a concurso no movimento, pelo facto de ter sido preenchida por destacamento, sentindo-se prejudicado como faz?

    Porque não publicitam listas de destacamentos efectivados?

    ResponderEliminar
    Respostas
    1. Anónimo1/7/22 13:42

      Peço desculpa se escrevo alguma asneira, mas não está previsto acabar com os destacamos?

      Eliminar
    2. DGAJ 31/03/2022
      «Mais determino, com efeitos a 31 de agosto de 2022, a cessação de todos os destacamentos, cujo prazo máximo já decorreu, à referida data, pelo que os senhores oficiais de justiça
      atualmente destacados nos termos do artigo 55.º do EFJ, com lugar de origem regressarão aos respetivos lugares. Aqueles que não detenham lugar de origem, deverão apresentar candidatura ao movimento anual dos oficiais de justiça de 2022. Caso não apresentem candidatura, serão colocados, observando o disposto no n.º 3 do artigo n.º 51.º e n.º 2 do
      artigo n.º 52.º do EFJ.»

      Eliminar
    3. Anónimo1/7/22 14:24


      alí é referido "cujo prazo máximo já decorreu"

      será que não fica porta aberta para novos destacamentos??

      e assim continuarem a tapar lugares do movimento? provocando injustiças?

      Sr. administrador do blogue , não pode fazer o favor de fazer um artigo sobre esta problemática?

      Eliminar
    4. Anónimo1/7/22 17:37

      Todos nos precisamos urgentemente que se esclareça a questão dos destacamentos essencialmente para a Comarca da Madeira. É vergonhoso saber que nenhum sindicato se pronunciou sobre essa problemática. Está a ser um desespero para quem legitimamente tem direito a ocupar os lugares em movimento. Alias não são publicadas vagas para esta Comarca, mas posteriormente os destacamentos aparecem por de forma simulada, por isso é urgente os sindicatos nos ajudarem a participar estas situações à Procuradoria Geral da República, porque parece-nos existir indícios de favorecimentos. Temos de imediatamente fazer que esses colegas voltem à sua Comarca de Origem. Não queremos mais favorzinhos, para que estes colegas no futuro tenhas preferência ao abrigo do art.º 51º do Estatuto dos Funcionários Judiciais, ou seja ser lhe atribuída preferência nos Movimentos por estarem afetos à Comarca, como tem acontecido nos últimos movimentos. Desde já se manifesto aqui o desagrado pela falta de respeito.
      Era bom que a Dgaj, esclarece-se, porque razão retirou, da Lista Publicada na sua pagina, os Oficiais de Justiça que solicitaram destacamento para a Madeira.
      É de referir que as listas foram eliminadas após serem efetuados os dois destacamentos para a Madeira, ou seja, na última semana de junho de 2022.

      Eliminar
  6. Anónimo1/7/22 13:52

    Mais vale cair em graça do que ser engraçado.
    E em país de cegos...quem tem olho é rei.

    ResponderEliminar
    Respostas
    1. Anónimo1/7/22 19:58

      O Governo e o seu Grupo Parlamentar maioritário, está mais preocupado com o anúncio de dois novos aeroportos num dia, e o seu contrário, no dia seguinte!...

      Uma atividade política intensa que não sobra tempo para mais nada!...

      Podemos esperar mais 20 anos sentados!...

      Eliminar
  7. Anónimo1/7/22 20:21

    Lusa : 15 de janeiro de 2019

    "...Antes, durante uma manifestação de funcionários judiciais defronte do STJ, o presidente do Sindicato dos Funcionários Judiciais (SFJ), Fernando Jorge, admitiu que aquela estrutura sindical admitiria cancelar os protestos calendarizados até final de janeiro caso o MJ apresentasse uma proposta escrita e aceitável ao caderno reivindicativo da classe.
    Hoje, a ministra lembrou que o seu ministério já apresentou propostas aos funcionários judiciais, admitindo contudo que falta responder ao documento reivindicativo que o sindicato apresentou na reunião efetuada há cerca de um mês.
    Em causa estão reivindicações relativas à progressão na carreira, tabela remuneratória, aposentação e vínculo de nomeação, matérias resultantes do Estatuto ainda por rever e aprovar pelo Governo.
    Quanto à sua intervenção na cerimónia, Francisca Van Dunem negou que tivesse enviado qualquer "recado" aos funcionários judiciais, precisando que declarou apenas que aqueles profissionais deviam estar "cá dentro", porque o evento junta todas as profissões jurídicas..."

    Sem comentários!.....

    ResponderEliminar
    Respostas
    1. Anónimo4/7/22 15:11



      Esse Sr. Fernando Jorge o que é que conseguiu durante os anos todos em que foi lider sindical? tantos anos e sempre a ceder à tutela e vê-se onde chegou a carreira.

      Não há dor de consciência pelo nada feito ao longo de décadas?

      Eliminar

Enviar um comentário

Mensagens populares deste blogue

Ministério da Justiça já tem novos mapas de pessoal da 1ª instância

A carreira dos Oficiais de Justiça é a terceira mais envelhecida da Administração Pública

Mais um acordo assinado e foi “uma grande vitória” e foi “o que se conseguiu”, diz o SFJ