O Plenário e os plenários
O Plenário de trabalhadores convocado pelo Sindicato dos Oficiais de Justiça (SOJ) abrange todos os Oficiais de Justiça, sejam sindicalizados neste ou noutro qualquer sindicato ou mesmo em nenhum.
A reunião de trabalhadores Oficiais de Justiça destina-se, precisamente, a estes trabalhadores, a todos os que são Oficiais de Justiça. Quer isto dizer que no próximo dia 15JUL, todos podem participar na reunião.
Uma reunião de trabalhadores não tem necessariamente que ser, ou conter, uma manifestação de trabalhadores, pelo que as reuniões do passado, convocadas pelo Sindicato dos Funcionários Judiciais (SFJ), com autocarros oriundos de todo o país para concentração (em Lisboa e em Santarém) não têm que ser assim.
Nesse aspeto, o SOJ apresentou uma alternativa inovadora – na senda de tantas outras inovações que constituíram as muitas manifestações e ações de luta dos Oficiais de Justiça nos últimos anos –, podendo a reunião de trabalhadores ocorrer, não só presencialmente, como a também a distância.
Assim, desde a comodidade das suas residências, mesmo da praia ou do jardim, em movimento ou no mesmo local, desde que se possua um equipamento como um telemóvel, um tablet ou um computador, bem como uma ligação de Internet, qualquer um pode participar ou assistir à reunião de trabalhadores marcada.
Nessa sexta-feira, todos aqueles que queiram deixar de comparecer ao serviço para assistir e, ou, participar na reunião, apenas terão que ligar-se através de uma plataforma “online” por uma ligação que o SOJ facultará a cada inscrito. Há, portanto, necessidade de uma inscrição prévia.
Para a inscrição prévia, o SOJ disponibiliza uma minuta, composta por duas páginas, sendo uma a comunicação para a respetiva Administração da Comarca e outra a comunicação ao SOJ para que possa posteriormente receber o acesso à reunião.
Pode obter o documento com as referidas duas páginas na seguinte ligação: “SOJ-DocPlenário”.
Entretanto, o SFJ anunciou ontem a realização de plenários locais. Na informação deste Sindicato consta o seguinte:
«Os Secretariados Executivos Regionais estão a levar a cabo Plenários em alguns Tribunais.
– A Regional de Lisboa realizou esta semana 2 (dois) plenários na Comarca de Lisboa. No dia 28.06.2022 no Tribunal de Judicial de Almada e 29.06.2022 no Tribunal de Família e Menores de Lisboa, tendo como ordem de trabalhos: análise da situação relativa aos sucessivos indeferimentos do artigo 59.º do EFJ aos Funcionários Judiciais e análise dos recursos humanos e das diligências e serviço fora do horário de expediente, respetivamente.
– A Regional do Porto, tem agendado 2 (dois) Plenários para o próximo dia 13.07.2022, pelas 11 horas, Plenário no Palácio da Justiça de Vila Nova de Gaia. No mesmo dia, pelas 15:30 horas, Plenário no Palácio da Justiça do Porto, tendo ambos como ordem de trabalhos: análise dos recursos humanos e das diligências e serviço fora do horário de expediente e, outros assuntos.»

ResponderEliminarEternamente enganados, a acreditar em desculpas orçamentais, a que os sindicatos alinharam também.
Assim, só uma conclusão passado este tempo todo: MÁ OPÇÃO DE VIDA PROFISSIONAL.
Um conselho a todos os que pensam ingressar: NÃO VENHAM PARA ESTA PROFISSÃO, já lá vai o tempo, mais há mais de 30 anos em que era profissão compensatória e digna, hoje e pelo andar da carruagem, não é, por isso
NÃO VENHAM PARA ESTA PROFISSÃO NESTAS CONDIÇÕES! A TUTELA NÃO MERECE!
Assunto que muitíssimo poucos querem resolver- ser escriturários (que é que são agora e fartam-se de se queixar) ou enveredar pela licenciatura (sem ódio aos que já a têm). Ver o que se aproveita do estatuto da anterior ministra para integrar todos e rumar para um estatuto que eleve a classe. Se queremos ser unidinhos e pobrezinhos, em frente, continuamos como estamos. Quem tem licenciatura em TSJ, porque não pode ser assessor e têm de ser só advogados? Os TSJ nunca vão ter nada destes sindicatos. Como é que um técnico superior não pode ganhar como tal só porque está nesta carreira?
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EliminarHá escriturários e escriturários, tal como há "superiores" e superiores. O problema não está só no "ganhar como tal"
TSJ advogados? Os TSJ nunca vão ter nada dos sindicato? A ignorância no seu esplendor...
EliminarPorque não e pronto. Avance.
EliminarTraz menos frustração. E mal possa salte fora. Outros que trabalhem de borla muito para além da hora se assim permitirem.
Caso de muitos e muitas OJ que para exercerem os seus direitos de parentalidade trabalham à hora de almoço para conseguirem às 18 h estar na escola dos filhos.
Mas isso não interessa. Até é salutar e fica bem na fotografia!
O divórcio também.
OJ e sua futura esposa, carreira que não existe, têm o gosto de convidar a sua "família" profissional para a renovação de votos a ocorrer no próximo 30/2/2023.
Local da coscuvilhice e ratice, digna de profunda amizade pelo casal, átrio do seu Palácio de Justiça.
Estou de acordo, colega! Na reunião do dia 11, temos de abordar a nossa situação e exigir que os sindicatos a apresentem à ministra!
ResponderEliminarMas vamos estar presentes na reunião do dia 11?
Eliminar"Apresentem à ministra"!
EliminarComo se a Senhora Ministra não soubesse?!...
Apresentem sim ao Primeiro Ministro que é o principal responsável pela degradação desta classe profissional.
Os Ministros vão passando, tudo começa de novo como se nada tivesse acontecido, e o Primeiro Ministro resguarda-se num silêncio ensurdecedor proporcionado pelas nossas estruturas sindicais!...
À luz da vida de hoje, a tabela remuneratória dos OJ é muito elevada para quem não tem uma licenciatura e já sabe Deus para quem a tem mesmo com mestrado. A ideia é nivelar por cima todos os funcionários existentes, mas nenhum ministro vai dar a comparação total entre tempo de serviço só e licenciatura só. Tem de se estabelecer regras. É isso que se tem de fazer e os OJ têm de exigir para ver se passamos a ter mais consideração da parte do ministério, não esquecendo tudo aquilo que já vem sendo pedido. Agora, temos sindicatos para isto? Temos de exigir atualização da parte deles e forte empenho!
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EliminarComo é que? o que dizes?
´ tabela remuneratória dos OJ é muito elevada ´
Mas vives em que mundo??? então vai para a china trabalhar por um prato de arroz!!
bem, com esse discurso não deves ter tido outro trabalho sem ser OJ.
O teu mundo foi estudar e mais nada, cai no mundo real!
Triste
Dec Lei 115/2018
EliminarEstabelece o regime das carreiras especiais de conservador de registos e de oficial de registos, procedendo à revisão das atuais carreiras de conservador, de notário, de ajudante e de escriturário dos registos e notariado.
Todas as carreiras, sem excepção, com ou sem licenciatura, foram integradas no grau 3.
EliminarQue visão é essa? haja paciência para tamanha aberração
quanto ao que diz da tabela de OJ
Oficial de Justiça, deslocado a pagar renda de casa, se não tiver ajuda da familia, vaí ser ou já é um MENDIGO
Acorde!
Acho que quem não quiser não deve enveredar por essa via. Essa situação deve ficar ressalvada.
ResponderEliminarO ordenado do OJ é como a droga. Vai mantendo os nossos sonhos.
ResponderEliminar"O Plenário e os plenários". Analisando a pressa com que se pretende realizar plenários, depois de ter sido anunciado um evento de férias (convívio em Fátima), quase fica a convicção de que se pretende, uma vez mais, boicotar uma ação do SOJ. Caso o SFJ tenha sido informado antecipadamente, e até ao momento nenhum comentário surgiu, na senda de anteriores em que sempre havia comentários questionando se o SOJ havia informado o SFJ, teremos de concluir que há, uma vez mais, uma tentativa de fazer muitos plenários, antes do Plenário do SOJ, para afastar colegas. Basta de "guerras de pilinhas" e defendam os Oficiais de Justiça, pois começa a parecer que os sindicatos só servem é para garantir tachos. Assim não vamos a lado nenhum.
ResponderEliminarPara quando um artigo aqui no blogue sobre os muitos colegas, com nomes, colocados nos sindicatos a tempo inteiro?
Respondendo à sua questão: Com nomes nunca. Isto não é um pelourinho para apedrejar pessoas, mas apenas ideias, ações ou omissões. Além disso, as questões internas dos sindicatos, votadas e apoiadas pelos seus associados, é algo que diz respeito a esses membros associados que até pagam para apoiar esse estado de coisas.
EliminarSem dúvida que esse estado de coisas acaba por afetar os não associados, aliás, afeta todo o conjunto de trabalhadores, em face da ação da entidade enquanto representante global e não apenas dos seus associados.
Para contrariar isto, nos últimos anos criaram-se novos sindicatos, e já contamos um total de três (SOJ, SNOJ e SFMP), embora, para já, só um tenha vingado e ampliado a sua base de apoio, mas, tudo espremido, a classe continua a apoiar ou a ignorar e conformar-se com o estado da situação, com exceção de uns poucos.
O problema poderá estar, não na meia-dúzia que gostaria de ver apontados com nomes, mas em cerca de 7 mil conformados.