Roupa interior dos Funcionários Judiciais faz capa de revista
A nova temporada de "Pôr-do-Sol", a série da RTP que é uma novela atípica, regressa em agosto.
A série da RTP e RTP Play que brinca com as novelas (sem fazer troça delas) de forma hilariante está prestes a regressar à programação habitual da estação pública de televisão e a fasquia está mais elevada do que nunca.
Não tivesse nascido à sombra de uma temporada inaugural que valeu à produção o título de série mais vista de sempre da RTP Play e um lugar não só na Netflix como nas tendências da plataforma.
Não sabemos se regressará com "cheiro a IC19" ou com a bênção do "Nosso Senhor da Cereja", mas podemos desde já revelar que há paredes destruídas, ursos de peluche gigantes e fofinhos, revelações de levar o queixo ao chão e – choque – uma Inês Lopes Gonçalves em maus lençóis.
Mas, vá, já pode entrar em contagem decrescente, porque o regresso de "Pôr-do-Sol" está marcado já para o próximo dia 8 de agosto, às 21h, na RTP e RTP Play.
O cantor português, conhecido por êxitos como "Coração Não Tem Idade", "És tão sensual" ou "Chama o António", vai continuar a surgir sem aviso prévio a meio de cada episódios, nos momentos mais inusitados, com a voz afinada e seriedade de quem é imune ao cenário em que está inserido.
Toy, vai mesmo continuar a atuar como um Deus omnipresente e nem as grades da prisão serão capazes de o impedir de cantar. Confuso? É esperar para ver. Mas avisamos desde já que há cenários inéditos, em que sutiãs e cuecas são as estrelas da festa.
«Acho que uma das grandes coisas que aconteceu no “Pôr-do-Sol”, e não é um mérito particular meu, é que, em Portugal, estranhamente, a ficção não tem referências de “pop culture”. Não tem. Duas amigas e um amigo estão num café a conversar e ninguém fala sobre uma música, um cantor, a marca do carro que comprou. É tudo umas conversas superintensas. É tudo muito higiénico. E o falares “gosto muito do João Baião” ou “hoje apanhei trânsito na IC19” é a vida das pessoas. É normalizar. E depois quando pegas nisso e aproveitas para um contexto cómico, o que é que acontece? Há a identificação das pessoas».
«Por exemplo, eu lembro-me de receber uma mensagem sobre uma cena na Blaze [revista fictícia da série], em que dizem que estão a preparar uma capa com roupa interior para Funcionários Judiciais. E eu recebi uma mensagem de um miúdo a dizer: “o meu pai é Funcionário Judicial, adorou a piada e finalmente falam dos Funcionários Judiciais”. Eu até me ri. É pegar nessas coisas comuns e depois há esses fenómenos de identificação», completa.
«O humor em Portugal, e não estou a falar de ninguém, é um pouco exagerado às vezes. Há aquela coisa do humor muito histriónico. E este texto e este projeto para resultarem tinham de ser exatamente o contrário. Quem diz aquela alarvidade tem de estar superconsciente do que está a dizer e a acreditar no que está a dizer. Quando ele diz que o Testículo custa 6.900 milhões, não pode dizer aquilo como uma graça. Se não houver essa convicção, não tem graça. Isto é a escola do humor inglês, em que dizem as maiores alarvidades com a seriedade britânica».

Fonte: “RTP”.
No congresso do PSD que está a decorrer este fim de semana, Carlos Moedas norteou a política para as pessoas e a necessidade de as ouvir.
ResponderEliminarEspero que os nossos representantes sindicais peçam uma audiência ao Senhor Presidente da Câmara Municipal de Lisboa, denunciando o problema em que muitos Oficiais de Justiça, em início de carreira, se deparam com o custo de um quatro para habitação.
Com vencimentos miseráveis e com o aumento da inflação como será a vida destes colegas?!...
EliminarOficial de Justiça, deslocado a pagar renda de casa, se não tiver ajuda da familia, vaí ser um MENDIGO
Acho bem, mas a verdade é que esse problema também deve ser posto à ministra, porque há muitos deslocados a centenas de kilómetros. É preciso dizer alto e bom som que não são apenas os professores e os polícias que estão deslocados! É preciso também levar PROPOSTAS para minimizar essa situação!
ResponderEliminarColega a Ministra sabe mas não tem vontade ou não tem força política.
EliminarEternamente enganados, a acreditar em desculpas orçamentais, a que os sindicatos alinharam também.
ResponderEliminarAssim, só uma conclusão passado este tempo todo: MÁ OPÇÃO DE VIDA PROFISSIONAL.
Um conselho a tos os que pensam ingressar: NÃO VENHAM PARA ESTA PROFISSÃO, já lá vai o tempo, mais há mais de 30 anos em que era profissão compensatória e digna, hoje e pelo andar da carruagem, não é, por isso NÃO VENHAM PARA ESTA PROFISSÃO NESTAS CONDIÇÕES! A TUTELA NÃO MERECE!