A Desistência ou Demissão Silenciosa

      Traduzido do inglês “Quiet Quitting”, a denominada Desistência ou Demissão Silenciosa é o novo aspeto laboral que está a espantar os patrões.


      O estado de espírito e a forma como muitos trabalhadores atuais vêm encarando o trabalho, tal como vêm fazendo cada vez mais os Oficiais de Justiça, já tem nome para padronizar o novo fenómeno laboral.


      A Demissão Silenciosa significa abandonar o empenho constante no trabalho e fazer o mínimo que é exigido.


      Perante a atual falta de perspetivas futuras, perante o cansaço de tantas lutas laborais e sindicais, sistematicamente ignoradas pelas entidades patronais, bem como o desprezo da sua força de trabalho pelos governos, os trabalhadores, sentindo não ter futuro na sua carreira, silenciosamente desistem de qualquer empenho extraordinário no trabalho e, sem ambições, fazem o mínimo necessário à manutenção do posto de trabalho.


      Chegar a casa tarde e cansado, depois de ter ficado além do seu horário e porque também começou o dia mais cedo do que era devido, continuar algum trabalho e casa, mesmo nos fins de semana… Tudo isto para quê?


      Esta questão está a ser destacada em algumas redes sociais e mesmo no “TikTok”, fazendo-nos repensar a nossa relação com o trabalho.


      Há cada vez mais pessoas a recusar a obsessão com a produtividade e a abraçar a “Demissão Silenciosa“.


      Agora, em vez de trabalharem em excesso, saem do emprego à hora estipulada no contrato. Em vez de responderem a mensagens dos patrões fora do local de trabalho, simplesmente desligam as notificações e não vão ao e-mail até entrarem no próximo turno. É assim a vida destes “demissionários fantasma”, que se limitam a fazer o trabalho que lhes está atribuído sem nenhum esforço adicional.


      Maria Kordowicz, professora de comportamento organizacional na Universidade de Nottingham, considera que esta tendência é a consequência natural do efeito que a pandemia teve nas nossas vidas, com a normalização do teletrabalho a dar uma maior sensação de liberdade aos funcionários.


      “A busca por um significado tornou-se muito mais óbvia. A pandemia lembrou-nos da nossa mortalidade e fez-nos pensar: “O que é que o trabalho deve significar para mim? Como é que posso ter um papel mais alinhado com os meus valores?”, explica a especialista ao The Guardian.


      O fenómeno da Demissão Silenciosa não é a única revolução que a pandemia trouxe ao mercado laboral. A Grande Demissão, por exemplo, varreu vários países e causou uma enorme escassez de mão-de-obra.


      A tendência “I no longer dream of labor” (“Já não sonho com o trabalho”) também se tornou viral nas redes sociais, como muitos utilizadores, maioritariamente jovens, a partilharem que simplesmente não têm um emprego de sonho.


      Na China, o fenómeno do “tang ping” tem raízes semelhantes, com os jovens chineses a rejeitar a cultura do consumismo e do trabalho excessivo para “ficarem deitados“. A moda está a preocupar o Governo chinês, que teme que haja uma quebra na produtividade e um impacto na economia, tanto que a “hashtag” até já foi banida nas redes sociais e vários grupos de celebração do “tang ping” foram apagados.


      Natalie Ormond sentiu os ventos de mudança trazidos pela pandemia. “Deixei a minha carreira de 14 anos como assistente social em setembro. Não tinha a ambição para subir na carreira e senti que estava a divagar, não estava a fazer o mínimo, estava só a fazer o meu trabalho e não me esforçava mais”, revela.


      De demissionária silenciosa, Natalie passou a demissionária a sério. “No fim, senti que estava desligada mentalmente e senti alguma culpa”, explica. Desde então, demitiu-se para se dedicar totalmente ao seu próprio negócio.


      A professora Maggie Perkins revela à Time que decidiu demitir-se silenciosamente quase cinco anos depois de ter assumido o cargo. “Não importa o quanto eu me dedico ao meu trabalho, não há um sistema de crescimento ou um incentivo ao reconhecimento. Se eu não me demitisse silenciosamente, sofreria “burn out”, diz.


DeitadaEscadas.jpg


      Se para alguns a demissão silenciosa é apenas uma forma para os funcionários se empoderarem e imporem fronteiras que garantam um equilíbrio saudável entre o trabalho e a vida pessoal, há quem questione o objetivo da tendência e as interpretações do seu significado variam.


      “A demissão silenciosa parece-me muito passivo-agressiva. Se alguém sofre de “burn out”, deve haver uma conversa mútua e honesta sobre isso. Só dizer: “vou fazer o mínimo absoluto porque tenho esse direito” não ajuda ninguém. Não há nada mais triste do que desperdiçar toda a vida sem se gostar ou sem se estar empenhado no trabalho que fazemos”, defende o “coach” profissional Matt Spielman.


      Também há quem considere o conceito confuso. “Quando li sobre a demissão silenciosa pela primeira vez, achei ridículo”, começa a especialista em recursos humanos Nikki Miles, que acha que a ideia implica que há pessoas a trabalhar mais do que aquilo que a sua função exige.


      “Isto significa que a expectativa é que se devemos fazer mais do que aquilo para que somos pagos e que isso vai resultar para nós. Isso não faz sentido para mim. Fazemos o trabalho pelo qual somos pagos e fazer mais do que isso não deve ser uma exigência”, acrescenta ao The New York Times.


      Já Gabrielle Judge, que trabalha numa empresa tecnológica, questiona o impacto que estes demissionários silenciosos têm no resto da equipa. “Há pessoas que entendem isto como um afastamento passivo-agressivo, mas isso não é uma vitória para todos. Não é sempre tudo sobre ti. Estás numa equipa, estás num departamento”, critica.


      Naturalmente, ver um movimento de trabalhadores, especialmente jovens, a recusar empenhar-se no trabalho fez soar sinais de alarme para muitos patrões – numa altura em que o mais recente relatório global Gallup concluiu que a insatisfação no  trabalho atingiu um novo recorde e que ter funcionários desinteressados resulta numa perda anual de 7,8 biliões de euros.


      Arianna Huffington, fundadora do Huffington Post, criticou a tendência numa publicação viral no LinkedIn: “A demissão silenciosa não é só sobre desistir de um trabalho, é um passo para a desistência da vida. Enquanto empregadora, adoro quando as pessoas nas entrevistas dizem “dou 100% quando trabalho e estes são os meus limites”. Isso é muito diferente de “faço o mínimo que posso”.


      Em vez da demissão silenciosa, Grego Vari, CEO da plataforma de empregos Lensa, sugere que adotemos a “persistência ruidosa” e que os patrões encorajem os empregados a falar abertamente sobre o que pode melhorar no trabalho.


      “Quanto persistimos ruidosamente vamos ter um sentido de pertença e vamos ter interesse no rumo que a empresa está a seguir”, recomenda.


      Claro que as posturas e as opiniões daqueles que estão em lugares de empregadores diferem daqueles que são os trabalhadores assalariados.


      “Eu não me stresso nem me destroço” é uma expressão que se tornou viral nos E.U.A. e já noutros países.


      Mas, afinal, tudo se resume a algo muito simples: quem trabalha sem incentivo, sem perspetivas de futuro, vai trabalhar mais e com redobrado empenho para quê? Quando a realidade é percecionada pelos trabalhadores e esta questão se coloca, a resposta é a desistência ou a demissão silenciosa. Não há uma demissão expressa, mas há uma demissão silenciosa, isto é, muda; não expressa, mas perfeitamente verdadeira e executável.


      E é isto que sucede com os Oficiais de Justiça. Ao longo dos anos foram perdendo muitos dos direitos que detinham, e alguns eram árduas conquistas do passado, ao mesmo tempo que as regras estabelecidas lhes foram alteradas de repente, com cortes muito significativos que representaram a perda de grande parte do valor remuneratório a que tinham direito.


      Já para não referir o corte do subsistema de saúde dos “Serviços Sociais do Ministério da Justiça”, subsistema que muitos Oficiais de Justiça já nem conheceram, releva o congelamento por quase uma década – o que não é coisa pouca – das progressões na carreira, seja nos escalões (progressão horizontal), seja nas categorias (progressão vertical). Este congelamento levou a que todos os Oficiais de Justiça perdessem e percam ainda hoje muito valor remuneratório, pois caso tal congelamento não tivesse ocorrido, todos os Oficiais de Justiça aufeririam hoje uma melhor remuneração.


      A tudo isto, como se não bastasse, acresceu a súbita alteração da possibilidade de aposentação dos 55 para os 66 anos. E não se trata de um problema que afeta só aqueles que detêm essas idades, pois essa alteração afeta todos, prejudicando especialmente aqueles que têm vinte ou trinta anos de idade, pois se os mais velhos não saem, não há progressão possível para ninguém e a mobilidade fica estagnada, tal como sucedeu e sucede.


      É este “novo” estado da profissão, com estas e mais outras características; estado que surgiu nos últimos anos, que prejudica – e muito – os Oficiais de Justiça na sua generalidade, e os leva a uma demissão silenciosa, reduzindo o seu empenho – o que antes não sucedia – ao mínimo exigível do dia-a-dia, ao mesmo tempo que tentam sair para outras profissões.


      Neste período de férias judiciais (também elas cortadas pelo Governo), assistimos à forma como foi produzido o Movimento deste ano, seja na lista provisória, seja na lista posteriormente apresentada, e constatamos os argumentos do Governo expressos na oposição a um dos processos instaurados pelos sindicatos.


      Ao mesmo tempo vemos como as lutas encetadas, sob todas as formas, sejam greves, plenário, vigílias, publicidade em jornais e em grandes “outdoors”, manifestações de todo o género, são sistematicamente ignoradas pelo Governo, acrescentando desmotivação aos Oficiais de Justiça.


      É, portanto, óbvio, que os Oficiais de Justiça se apaguem silenciosamente, restringindo a sua atividade ao que tem de ser. No entanto, esse desligar das atividades do dia-a-dia não deve ser confundido com o silenciamento reivindicativo , demitindo-se também da ação sindical. São coisas diferentes.


      Se, por um lado, é perfeitamente compreensível que os Oficiais de Justiça adotem, perante o serviço, uma atitude de demissão silenciosa; por outro lado, é inadmissível que tal atitude se confunda com o exercício da defesa da sua profissão. Ainda que a situação atual conduza à denominada demissão silenciosa em termos de trabalho, a mesa situação atual não pode conduzir à mesma demissão em termos de luta reivindicativa; esta deve manter-se acesa enão silenciosa, mas ruidosa.


Saida.jpg


      Como não é opção deixar de lutar por melhores condições laborais, porque não vão ser oferecidas, apenas conquistadas, e apesar de, como apreciamos no artigo de hoje, a atitude perante o trabalho, essa sim, poder ser de menor ou mesmo nenhuma luta, impõe-se que todos adiram, não apenas a um, mas aos dois dias de greve da próxima quinta e sexta-feira.


Greve-Carregando=Faltam3dias.jpg


      Fonte principal: artigo de “Notícias Zap”.

Comentários

  1. Conheço muitos nesse modo.
    E não saem definitivamente apenas porque o que fizeram nos tribunais durante décadas em nada os valorizou. Mas nada mesmo.
    Lá fora ninguém quer saber se sabes tramitar um processo, fazer um mapa de partilha, ou gravar um julgamento. Mesmo a contabilidade nada tem a ver com a realidade empresarial.
    É uma profissão tão específica que vale ZERO, em outras realidades.
    A perda de esperança de melhorias é real e traduz-se - e bem - no QQ.
    Há culpados e não são, decerto, quem trabalha. É quem exige sem limites, quem não percebe que não está a lidar com máquinas.

    ResponderEliminar
  2. Ao longo dos anos o que vem sendo imposto aos OJ é mais, com a falsa sensação do menos.

    Menos conteúdo funcional, menos exigência da dinâmica funcional e a consequentemente, pela tutela, a qual, silenciosamente, em tal sentido foi gerindo a em tempos tão prestigiante função, desta forma justificada não necessidade de reconhecimento material pela função desempenhada.

    O mais, materializa-se no afunilado período dentro do qual os OJ podem marcar as suas férias, dois meses, repartidos por Julho (quinze dias) Agosto (um mês), Abril (uma semana) e Dezembro (uma semana). Mais, o mais constata-se no absurdo dever, não remunerado, de permanência em diligências, por vezes mais de 20 horas semanais (caso dos criminais e a grande maioria dos "cíveis", nestes por vezes fruto de complacência com atrasos com outros intervenientes que não OJ, pois com esses, não existe tolerância).

    E muito mais que se tolerava sem dinheiro compensatório mensal, mas com uma perspectiva de carreira, que não existe, com uma compensação na idade da reforma, que não existe, com serviços sociais que não existem, todos retirados a reboque da imposição silenciosa da tutela de uma vulgarização administrativa, a concretizar até 2026, da carreira de OJ.

    Portanto, até lá, sempre, Greve e produtividade laboral condizente.

    "Desistência silenciosa".

    Tempo é dinheiro.

    ResponderEliminar

  3. Este artigo fez-me lembrar de um concurso interno onde foi colocada muita gente de vários sectores da administração pública. Ficaram 1/4 pois o restante regressou à origem. Definitivamente a prova de que OJ e funcionário público são coisas diferentes...

    ResponderEliminar
  4. Os "Juízes" são funcionários públicos?

    Têm direito a 35 (40) dias úteis de férias?

    Há mais "Juízes" que OJ?

    Os OJ são meros administrativos?

    Quando um "Juíz" despacha "DN" e uma vez que o OJ não tem função de complexidade elevada, não autónoma, não será obrigação do "Juíz" especificar as aludidas "DN" de forma explícita, concretizando a sua vontade e desígnio funcional?

    Ao OJ não competirá apenas, perante tal contexto, saber executar o que lhe seja concretamente especificado?

    Pois as "DN" são conteúdo funcional dos "Juízes " que assim as devem especificar, para execução pelo OJ.

    A título de exemplo; pois a complexidade funcional dos enfermeiros foi já, e bem, reconhecida; o médico atende o paciente e receita para a maleita "MN"(medicamento necessário). O enfermeiro pergunta-se : Qual? Em que dose? Oral ou intravenoso? É isso que a cada um compete.

    O OJ a maior parte das vezes, pois existem honrosas exceções, também é Juíz?

    Greve!

    ResponderEliminar
  5. Mas os srs. magistrados fazem (TODOS) questão de nós tratar por sr/sra. Funcionário/a.
    São eles que começam por nos desvalorizar e minimizar a nossa importância e complexidade funcional 😡

    ResponderEliminar
  6. DIAS 1 E 2 FAÇO GREVE.

    ResponderEliminar
  7. Excelente artigo.
    Excelentes comentários.

    Eu era um daqueles funcionários que se importavam.
    Daqueles que quando via uma coisa mal tinha que resolver de qualquer maneira.

    Nos últimos tempos mudei significativamente.
    Dou por mim a cumprir despachos de merda e já não me dou ao trabalho de ir falar com o magistrado ou colar o habitual postit com o recado do costume.

    Os colegas por vezes perguntam-me; "cumpriste aquele despacho??, "então não viste que estava tudo mal??

    E eu respondo; "vi e depois??".

    Eu não sou fiscal, não sou jurista e eles é que ganham.

    É este o espírito e cada vez mais vejo colegas a agirem assim.

    A única situação onde ainda me importo é com o público.
    As pessoas, os cidadãos deste país não tem culpa de ter um sistema de justiça de merda e que os trata como números.
    Por isso, perco o tempo que for necessário com as pessoas.
    Desde que sejam educadas e nos respeitem, se for preciso estou 10 minutos a atender uma pessoa.
    Às vezes ouço alguns comentários de colegas que estive tempo demais.
    Eu respondo que demorei o tempo que foi preciso e que nós trabalhamos é para aquelas pessoas.
    Não trabalhamos para os magistrados, para os administradores e para os lambe cus que por aí andam.

    O que me leva a seguinte conclusão.
    A única vantagem que há em pertencemos a uma classe sem qualquer perspectiva de valorização profissional, sem promoções, pisados, humilhados e mal tratados é podermos dizer quase tudo o que nós passa pela cabeça.

    Abraço.
    FF.

    ResponderEliminar
  8. Pior mesmo é ouvir dizer "o meu funcionário". Mas também já ouvi a expressão "o meu magistrado". Enfim!

    ResponderEliminar
  9. Não há volta a dar, caros colegas.
    Atendendo à conjuntura atual e a realidade que aí se aproxima, vejo esta como a grande e derradeira oportunidade de luta pela greve.
    Ou vai ou racha!!
    Depois disto, já só com com diferentes formas de luta.
    Adiram!! Em massa!! Vai doer, mas mais doloroso será se nada se obtiver com esta luta, daqui a uns meses.
    Não estamos a exigir nada que não devesse ter sido concedido há anos. Há que mobilizar a classe toda e fazer a sociedade perceber a vergonha que se passa connosco.

    ResponderEliminar
  10. Não se esqueçam de dia 3 de setembro ir trabalhar, para ficar tudo em dia, e com bastante zelo e brio, senão os srs magistrados, procuradores, administradores, secretários, escrivães, etc dão na cabeça

    ResponderEliminar
  11. Excelente comentário. Só o público interessa. presto todas as informações a quem lá vai. No entanto aos intervenientes com advogado mando-os ir ter com o advogado para qualquer requerimento. Eliminei também o modelo de requerimento que tinha no servico.Cumpro despachos errados. Quero que se foddd.... Ganham milhares de € e têm 40 dias úteis de férias sem que fiscalizem. Vergonhoso. Até á minha reforma vai ser assim. Os bufos e graxistas me enojam. Profissão de merda rodeado de chefias ocas de competência e obcecados com os números.

    ResponderEliminar
  12. Tristes esses "colegas" mais velhos, "obcecados por números", receosos de q não haja dinheiro para as suas reformas, viciados em subidas de posto à custa de grandecissimas Cunhas e com imensa inveja dos mais novos, principalmente daqueles, académica e eticamente, melhor formados.
    Enfim, uns Tristes!

    ResponderEliminar
  13. Tem sido exactamente assim comigo, desde há muito tempo.

    Aliás, até acrescento o seguinte:
    - dá-me um gozo brutal quando dou conta que estou a cumprir algo que não está bem
    Eu sei que é muito mau dizer isto mas acreditem que me dá uma enorme satisfação...

    Como diz o colega, "eles" (e vocês sabem quem) é que o ganham.

    E se há neste meio quem ganhe porno-ordenados de 5000 e muitos euros, acreditem que é à conta daqueles que na mesma "casa" recebem 900 e que se vêm aflitos para pagar a renda do quartito insalubre e que mal lhes dá para comprar uma sandes no pingo doce!!

    Por isso, quinta e sexta faço greve!!

    ResponderEliminar
  14. Há assim tanta m...?

    "Cumprir despachos de m...., sistema de justiça de
    m..." e que mais?
    Confundir a parte com o todo é com o FF. Diz que diz quase tudo o que lhe passa pela cabeça, imagine-se o que seria o tudo. Tenha dó!
    Há bons Magistrados, há bons funcionários e há um sistema de justiça que não é de m...., é sim aquele no qual os cidadãos ainda podem confiar.
    As críticas justificadas ao modo como o M. J. tem sido governado em relaçāo aos OJ. não devem ser misturadas com outro tipo de coisas. E nunca é tempo perdido o tempo gasto em esclarecer o cidadāo, sempre foi o meu lema também.
    Agora, cumprir despachos onde há lapsos notórios, o que me leva a atrasar o processo ao mesmo cidadāo, sendo que mais tarde " volta tudo à vaca fria" é que nāo.Aí, tendo a certeza disso, volta a despacho com a informação de que....Se nāo se faz isto é porque a certeza é pouca, mas mesmo assim, chama-se ao despacho de "m...."

    Haja educaçāo, decoro, formação, responsabilidade e, para alterar a postura do MJustiça/DGAJ há uma forma de luta marcada, a greve, à qual FF nāo aderindo, ainda virá a chamar à mesma de "greve de m..."




    ResponderEliminar

  15. Bem apreciado sim senhor!

    ResponderEliminar




  16. FAZER O MINIMO É A MAIOR JUSTIÇA PARA COM QUEM NOS PAGA E RECONHECE O MINIMO

    ResponderEliminar

Enviar um comentário

Mensagens populares deste blogue

Ministério da Justiça já tem novos mapas de pessoal da 1ª instância

A carreira dos Oficiais de Justiça é a terceira mais envelhecida da Administração Pública

Mais um acordo assinado e foi “uma grande vitória” e foi “o que se conseguiu”, diz o SFJ