Apoiem-se os que se atiram para a frente
As informações sindicais dos dois sindicatos começam assim:
«Numa ação inédita no sindicalismo judiciário, o Sindicato dos Funcionários Judiciais (SFJ) e o Sindicato dos Oficiais de Justiça (SOJ), materializando a vontade dos trabalhadores, e considerando a atual situação socioprofissional, nomeadamente, a dramática falta de funcionários, o continuar do congelamento, injustificado, de promoções, e a reiterada atuação à margem da Lei por parte da DGAJ, apresentaram aviso prévio de greve, a vigorar entre as 00:00 e as 24:00 horas dos dias 1 e 2 de setembro de 2022, para todos os funcionários judiciais e oficiais de justiça, com vista a exigir do Governo o cumprimento dos compromissos assumidos e as deliberações da Assembleia da República.»
A reter:
.a) “Ação inédita”,
.b) “Materializando a vontade dos trabalhadores”,
.c) “Considerando…”
.d) “Exigir do Governo”
A vontade dos trabalhadores, como todos bem sabem, não é mesmo de todos; é de muitos, mas não é mesmo de todos, todos.
Desde a divulgação desta informação sindical conjunta que surgiram alguns Oficiais de Justiça a apontar defeitos à iniciativa e a apresentar alternativas.
Desde as ideias de não cumprimento dos processos com cobrança de custas, à velha ideia de que as greves às sextas são para malandros que só querem é o fim de semana alargado, até à alegação de que há gente ainda de férias nesses dias, passando por a proposta de uma greve a sério de 30 dias, com prévio empréstimo bancário, ou dos sindicatos, para a substituição, ou compensação, do vencimento desse mês, e ainda o habitual “não vale a pena porque eles já têm tudo planeado para a carreira e isto nunca dá nada”.
Tudo serve para justificar a não adesão à greve inédita.
Apelo:
Quem não quer, ou não pode, ou não lhe dá jeito, etc., seja lá pelo motivo que for, motivos obviamente pessoais, não tem que se justificar nem de arranjar desculpas. Da mesma forma, quem vai aderir à greve, seja num ou noutro dia, ou em ambos, não tem, igualmente, que prestar contas a ninguém.
Agora, há um aspeto que vem sendo muito esquecido: a solidariedade.
Quem também não puder aderir à greve por este motivo – a solidariedade com os colegas com quem trabalha, lado a lado, há anos e durante uma vida –, não devem fazer nenhuma campanha negativa, isto é, contra aqueles que vão fazer o esforço de aderir à greve.
O dinheiro do dia, ou dos dias, faz falta a todos os Oficiais de Justiça; se não fizesse falta não faziam greves, já tinham ido embora.
Por isso, quem se esforça em querer usar esta única arma mais firme para demonstrar o seu estado de espírito e a sua revolta, merece todo o respeito e consideração, hoje mais do que nunca, em face dos tempos que correm e do sufoco a que os Oficiais de Justiça estão sujeitos.
Quem opta por não fazer greve tem a sua motivação própria indiscutível, mas tem o dever de aplaudir os bravos que se atiram para a frente, pois fazem-no por si e também pelos demais.
Aplaudamos a carne para canhão, sem fazer qualquer tipo de campanha contra, pretendendo que a sua razão própria vingue sobre os lutadores.

Diz o SOJ:
«A luta dos Oficiais de Justiça e dos Funcionários Judiciais, que se inicia com a retoma dos prazos judiciais, tem de ser musculada e impactante, para que o Ministério da (in)Justiça e o (des)Governo sintam a nossa força. Uma força que tem de ser exercida, numa luta constante e a desenvolver em vários planos, até que o Governo reconheça a nossa razão.
Os Sindicatos garantem a unidade na ação, cabe agora, a cada um de nós, afirmar a união da carreira: nos dias 1 e 2 de setembro vamos, todos, encerrar os tribunais, afirmar a união, mostrar a nossa força!»

Apoiado.
ResponderEliminarEstamos na altura chave da nossa luta
Estou convicto de que em outubro já não serão necessárias lutas pois tudo já estará resolvido.
O momento certo para a luta é agora, quem quizer ficar para trás e arranjar desculpas que o faça, mas pelo menos que tenham a decência de louvar o esforço dos colegas e não de o denegrir
Em suma, todos para a greve.
Quem a não fizer pelo menos que se escondam uns dias, com o vulgo, sim sotor, pois não sotor, sou melhor que ele sotor, vai um cafezito sotor,
Não pretendo provocar clivagens, de todo.
ResponderEliminarMas gostaria de analisar os dados das greves anteriores e a que se fará, nomeadamente as idades, categoria e tempo de serviço dos que não aderem.
Era só para poder tirar algumas conclusões que até podem ser interessantes para ação dos sindicatos.
Aí, saberiam onde teriam de trabalhar mais.
Já não deveriam andar a fazer pressão nos meios de comunicação social?
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ResponderEliminarRepito
Como OJ a ser desconsiderado pela tutela/MJ/DGAJ
que, face aos sucessivos atropelos e desconsideração/prepotência que têm sido feitos a esta profissão, considero que são uns DÉSPOTAS comparáveis um qualquer líder Africano ou Venezuelano ou algo dentro disso! (salvo poucas exceções)
Por isso e porque estou farto de tanto atropelo, designadamente, ofendendo quem tanto lutou para que o POVO PORTUGÊS vivesse num Estado Democrático, como
Zeca Afonso, José Mário Branco e tantos outros que sofreram na pele também a prisão, para que fossemos o país democrático!
Sim também para dignificar quem lutou e sofreu na pele para vivermos num país democrático, deixo aqui uma sugestão,
Fazer GREVE POR UM MÊS
E explico: bem sei que todos temos dificuldades financeiras e perder 2 dias de salário custa, mas perder um mês de salário então nem se fala!
Mas sugiro o seguinte: que tal cada OJ fazer um crédito bancário no montante do salário mensal, talvez cerca de 1000€, mais coisa menos coisa. Crédito esse a pagar ao banco em mensalidades ao longo de 2 ou 3 anos. Assim perderiam um salário, mas perda diluída em 2 ou 3 anos.
Mas seria uma GREVE DE UM MÊS!
Que é o que gente desta merece! pois greves de 2 dias nunca resolveram nada e a tutela não ligará, ao passo que
GREVE DEUM MÊS, acho que obrigaria tutela a parar para pensar duas vezes se os OJ são precisos ou não!
Fica a sugestão de LUTA DURA (e afinal tal como os nossos antepassados lutaram e perderam/sofreram perdas, PARA SE GANHAR TAMBÉM TEM QUE SE PERDER!
Vá lá, vamos a dignificar os nossos antepassados, lutando forte!
Façam um empréstimo no montante de um salário, a pagar ao longo de 2 ou 3 anos (penso que qualquer banco emprestará 1000€ a um OJ)
Se não for um banco, podem sempre pedir a um amigo e até quem sabe aos sindicatos
GREVE DE UM MÊS PARA FAZER MOSSA!
CONTRA O DESPOTISMO!
Uma de muitas razões para aderir a esta greve.
ResponderEliminarConvido todos os colegas, que não tiveram a oportunidade de o fazerem, a lerem o artigo publicado nesta página no passado dia 11-08-2022.
"Suplemento remuneratório de 20% 14 vezes ao ano".
Mais uma vez, a discriminação diz respeito ao suplemento remuneratório!...
Os filhos e os enteados do nosso "Estado de Direito Democrático" supostamente assente em princípios como os da igualdade e da proporcionalidade!..
ResponderEliminarQuero aqui lembrar o que foi decidido no plenário promovido pelo SOJ:
ResponderEliminarPelo exposto, os Oficiais de Justiça decidiram em Plenário Nacional, realizado a 15 de julho, exigir ao Ministério da Justiça, o seguinte:
1. A abertura de um movimento extraordinário, que garanta também promoções, como é de lei, a publicar antes do dia 1 de setembro e tendo como prazo de candidaturas até à segunda semana de setembro, nos termos da alínea b) do n.º 4 do artigo 19.º do EFJ;
2. Integração do suplemento, nos termos determinados no n.º 2 do artigo 38.º da Lei 2/2020, de 31 de março, até 15 de setembro;
3. Apresentação, até 15 de setembro, de um regime de aposentação diferenciado, para os Oficiais de Justiça, como compensação pelo dever de disponibilidade permanente da carreira;
O prazo até 15 de setembro no ponto 2 e 3 é para se respeitar ou não?
GREVE antes de 15.9.20222?
Haja paciência!!!
GREVE a 1 e 2 de setembro, os dois primeiros dias após férias judiciais, quando não há quase diligências agendadas, por ser uma 5ª e 6ª feira, e após movimento de magistrados.
Somente 2 dias, quando em menos de 1 semana os colegas põem o trabalho em dia.
Haja Paciência!!!!
ResponderEliminarContinuem a pensar e agir dessa forma. Tudo vos serve de desculpa.
Não fiquem arrependidos se este espaço lá para outubro se assemelhar ao muro das lamentações.
ResponderEliminarOJ´s são atropelados a torto e a direito pela tutela, como é o caso
gritante dos despachos relativos ao último movimento e o não respeito por ordens judiciais
E mesmo assim há OJ´s que preferem ficar mansos e "baixar as calças" não vendo motivo para bater o pé e fazer greve.
Ou será que o comentário vem de infiltrados da tutela?
Continuem a ir ao sabor dos Sindicatos.
ResponderEliminarA recente História, prova que os milionários fazem fortuna aproveitando a fraqueza dos outros.
Os OJ tiveram a oportunidade de greve no processo eleitoral. Seria estrondoso.
Foi proposto por algum sindicato ? NÃO?
Não me venha falar do pensar e agir.
No final deste ano, venha novamente a este Blog e eu lhe perguntarei se valeu a pena a greve.
infiltrado da tutela
ResponderEliminarEU VOU FAZER GREVE!
ResponderEliminarInfelizmente alguns colegas nossos assumem a personagem do "Velho do Restelo", introduzido por Luís de Camões, na sua obra os Lusíadas, como símbolo dos pessimistas, dos que não acreditavam no sucesso da epopeia dos Descobrimentos Portugueses.
ResponderEliminarSim, vou aderir a greve porque acredito no sucesso
daqueles que lutam por uma vida melhor!..
Vida melhor!!!!!. Em sonhos. Vou vir a este blog poucos dias depois da greve e veremos os mesmos lamentos e palavras de raiva e indignação dos que agora gritam GREVE JÁ. Pior que as cabeças ocas dos sindicatos é de ver a multidão de OJ's que os seguem cegamente. Enfim....
ResponderEliminar"Cegamente. Enfim?!..."
ResponderEliminarLeia o artigo publicado nesta página no pretérito dia 11 de agosto:
"Suplemento remuneratório de 20%, 14 vezes ao ano"
Ainda bem que vê uma multidão de OJ,s indignados e inconformados que vão aderir a greve!...
Somos mais ou menos 7000 OJ, fizeram requerimento para movimentação (porque concerteza não estão bem no lugar onde estão, porque querem ficar mais perto de casa, etc...) mais ou menos 5000 OJ. 5000 OJ, que independentemente do motivo, esperavam uma mudança. Mudança essa, que mais uma vez (no meu caso) não foi concretizada. Eu vou fazer GREVE!!! Será que vamos ter 5000 OJ a fazer greve??? Ou estão todos contentes?
ResponderEliminarMais vale esperar e falaremos em setembro ou em novembro quando for descontado os dias da greve. Mas neste blog venha identificar-se para retornarmos a conversa. Até lá desfrute.....
ResponderEliminarPertences à tutela, só pode
ResponderEliminarFaço greve porque:
ResponderEliminar1. Deixei de ter como compensação das inúmeras horas extra prestadas, "obrigatórias", a reboque de interpretações dificientes do "dever de permanência", a possibilidade de me reformar aos 55 anos;
2. Passei a estar obrigado a gozar férias de 15 de Julho a
31 de Agosto, na semana do Natal e na semana da Páscoa;
3. Me foram retirados os Serviços Sociais do Ministério da Justiça;
4. Paguei com o congelamento dos meus subsídios de Natal e de férias a má gestão da coisa pública pelo poder executivo;
5 . Me foi cortada a espectável progressão, "vertical", na carreira e congelada a progressão "horizontal", ainda não reposta;
6. Me foi retirado conteúdo funcional de elevada complexidade, atribuído a privados, encarecendo a justiça;
7. Deixei de poder incluir o cônjuge, não desempregado, na ADSE;
8. Não vejo a minha competência e curriculum reconhecidos, perante o mérito do "chicoespertismo" laboral e conjuntura nacional de tantos "milhões";
9. Trabalho para viver e não vivo para trabalhar;
10. Tempo é dinheiro;
11. Abomino a mediocridade e subserviência de carácter, subjacentes às desculpas dos "fura-greves".
Estou completamente de acordo.
ResponderEliminarTemos vindo sempre a perder de alguns anos para cá. E, não faltará muito tempo para o salário mínimo ficar igual ao nosso salário médio. A nós, OJ, a quem nos exigem qualificações, competências de grande complexidade. Mesmo para quem começa, o nosso salário já não paga para toda essa complexidade de trabalho que é exigido.
Compreendo as dificuldades e dúvidas que surgem relativamente a fazer ou não greve por motivos financeiros, no entanto, só se consegue ganhar alguma coisa se nos unirmos.
Isto, faz-me lembrar aquela 1ª greve nos Tribunais, de 5 dias, em que efetivamente houve união dos OJ e se abanou a tutela e se ganhou.
Foi uma perca grande de salário mas no final ganhamos e compensou o que se perdeu.
Apesar de agora os nossos políticos e tutela só olhar para a sua barriga e dos seus "amigos" e não mostrarem respeito pelos trabalhadores, só os podemos fazer abanar, se estivermos todos JUNTOS na GREVE, mostrando que agora a oposição é mais sólida.
GREVE, GREVE e muito mais.
ResponderEliminarPARAR O SISTEMA! FORÇA LÁ!