DGAJ prossegue com Movimento

      Ignorando o desfecho do processo relativo ao Movimento do ano passado, ignorando os dois processos relativos ao Movimento deste ano, ignorando também toda a razoabilidade e os prejuízos advindos de uma muito provável anulação do Movimento, eis que – surpreendentemente (ou talvez não) – a Direção-Geral da Administração da Justiça (DGAJ), faz tábua rasa de todas as manifestações expressas pelos Oficiais de Justiça, designadamente, pelos dois sindicatos representativos dos Oficiais de Justiça, e prossegue – temerariamente – com o Movimento Ordinário deste ano.


      Ao final da tarde da passada sexta-feira (12AGO), tivemos conhecimento do envio de mensagens SMS para os telemóveis dos concorrentes ao Movimento, confirmando-lhes a colocação.


      Logo depois, já à noite, pelas 21:46, publicava a DGAJ na sua página da Internet a listagem apelidada de “definitiva” do Movimento deste ano.


      E essa publicação é acompanhada do seguinte texto:


      «A lista do Movimento Anual de Oficiais de Justiça 2022, foi hoje remetida para publicação em Diário da República, oportunamente será divulgada informação sobre a data previsível para a publicação.


      Informa-se que o início de funções nas secretarias dos tribunais e dos serviços do Ministério Público, só pode ocorrer a partir do dia seguinte ao da publicação no Diário da República da lista definitiva do Movimento Anual.»


      Assim, tendo em conta o que vem sucedendo nos anos anteriores e tendo a DGAJ o propósito de que as apresentações ocorram no dia 01SET e nos dias seguintes, não antes, levando ainda em conta que o prazo mínimo para apresentação é de dois dias, a publicação em Diário da República deverá acontecer no dia 30 ou 31 de agosto, altura em que esta listagem ora divulgada passará a valer realmente.


      A atuação desta entidade administrativa, que tem por objeto a gestão dos trabalhadores dos tribunais e dos serviços do Ministério Público, continua a ter uma só via – a sua própria via de sentido único –, continuando a ignorar qualquer indicação que lhe possa chegar em sentido contrário, especialmente daqueles que são os seus geridos.


      Esta atitude, que nos parece “russófona”, vem provocando graves prejuízos aos Oficiais de Justiça que já viram a sua razão ser confirmada por decisões dos tribunais. Pena é que a execução das sentenças não seja uma realidade imediata, exigível imediatamente, tendo os sindicatos optado por uma abordagem em que apelam à razoabilidade futura da entidade, o que nunca se verifica.


      Por exemplo: o SOJ não executou a sentença relativa aos ingressos ilegais ocorridos há alguns anos e o SFJ ainda não executou a sentença do concurso dos Secretários de Justiça nem a do Movimento do ano passado.


      Ora, com tal tolerância, fácil é perceber que se pode prosseguir sem consequências. De igual forma, a Rússia de Putin foi invadindo e anexando com tolerância da comunidade internacional, pelo que consideraram que a Ucrânia também podia ser anexada.


      Quem não vê, não ouve, nem sente, qualquer resistência ou oposição, sente-se livre para fazer o que quiser, sem se preocupar em ver, ouvir ou sentir, aquilo que os demais dizem.


      Os sindicatos dirão, como já se disse, que a execução da sentença provocaria perturbação nos Oficiais de Justiça entretanto colocados, pelo que seria melhor não executar, e é por isto mesmo que a Administração sabe que nunca haverá coragem para executar e, portanto, que as sentenças não servem para nada.


      Pode consultar a listagem do Movimento Ordinário que há de ser publicado em Diário da República, através do seguinte acesso direto: “Movimento Ordinário 2022”.


CaraEspanto1.jpg


      Fonte: “DGAJ”.

Comentários

  1. Com o estatuto irá passar-se exactamente o mesmo. O problema não era do Belo, o problema era e é onde o Belo estava inserido.

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  2. Executar a sentença, ontem era tarde!

    Mas SFJ, e tomates?

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  3. Todos são considerados desprezáveis, a Dgj, faz o que quer e entende, mas não entende que comete injustiças e ilegalidades,prejudicando muitos funcionários, sim funcionários, já nem merecemos respeito, somos considerados meros funcionários públicos, sem quaisquer valores.

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  4. A sentença de anulação do Movimento de 2021, teve recurso por parte da DGAJ. Compreendo que muita matéria não devia ser divulgada aos Oficiais de Justiça, para não criar falsas espetativas.
    Em relação ao Movimento de 2022, também ninguém sabe qual o acordo que possa ter existido entre as partes. E não esquecer que é só uma Providência Cautelar.

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    1. Não, nada disso. O que os sindicatos deviam fazer era dar toda a informação e atualizar a informação. Infelizmente só transmitem o que lhes convém como propaganda e omitem o que pensam que não devem transmitir, preferindo manter os OJ na ignorância e apenas ligados pelos slogans tipo "estamos juntos" ou "juntos venceremos"...

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    2. Então quer dizer que quando o SOJ veio dizer ao mundo que o movimento estava suspenso, era mentira?

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    3. E custava muito ao SFJ dizer que a sentença não estava transitada???

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  5. A boa justiça gritada aos 4 ventos funciona assim!!!!!

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  6. As reivindicações aprovadas em Plenário do SOJ não vão ser aceites pelo Ministério da Justiça nos prazos aí fixados.

    O SOJ está mandatado para executar todas as formas de luta que forem necessárias.

    Está na hora de agir!

    Assim, ninguém nos leva a sério!...

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  7. Sindicalismo Fofinho....
    É só mesmo fogo de vista.
    Pagam a um advogado para meter a providência cautelar.
    Depois executar a sentença é que é uma chatice.
    Não querem ferir susceptibilidades.....
    E pronto, está feito.
    O acto mais complicado que fizeram foi passar o cheque ao advogado.
    Havia colegas prejudicados e magoados se o movimento fosse ao ar??
    Sim, havia, mas a própria realização do movimento é um atentado a todos, repito, a todos os OJ.
    Fofinhos..,.
    FF

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  8. Com um ministério gerido predominantemente por magistratura, importa questionarmo-nos sobre esta falta de respeito pela lei, pelo seu atropelo constante e pela justiça de tudo em si.
    Vale tudo, porque queremos e podemos.

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  9. O mais relevante e preocupante, é o Socialismo de caviar que tem feito renascer a oração "O Estado sou eu" (no original “L’État c’est moi", em inglês "I am the State") é atribuída ao Rei Luís XIV (1638-1715).

    Infelizmente nos últimos anos o Ministério da Justiça, tem sido gerido por "Magistrados", com vocação para a política, que deveriam estar impedidos de regressar á Magistratura, como defende, e muito bem, o atual presidente do STJ.

    A "mulher de César" não pode ser enxovalhada!...
    .


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    1. Bem dito. Ou são magistrados na sua verdadeira acessão, ou gestores de brincar que nunca tomam medidas que prejudiquem a sua classe, prejudicando a dobrar outros, por esse mesmo motivo.
      E ter um estado dentro do estado como é o CSM, é a prova inequívoca do que referiu.

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  10. É a injustiça da justiça.
    Batemos mesmo no fundo dos fundos.
    A reforma de 2014 foi um flop que resultou na teoria de teoria de dividir para reinar e que está a levar, paulatinamente, à extinção da nossa carreira.
    Estamos reféns dos corporativismo, das quintinhas, dos compadrios, do beija mão e lambecusimo reinante (DGAJ e Administradores,/gestão das comarcas com a complacência dos sindicatos)e quem não alinha nessas "políticas" é preterido.

    É a DESILUSÃO COMPLETA!
    É o prémio que temos depois de tantos anos de dedicação à causa em detrimento da família, etc
    TOTAL DESALENTO E DESMOTIVAÇÃO!!!

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    1. Verdade.
      Eu cá, pelo menos, mantenho a minha coluna.
      E levanto a cara e olho nos olhos a quem eu quiser.
      Não peço favores nem me ponho a jeito deles.
      Não visto avental e já fui - e sou - bem prejudicado por isso.
      Avental é para fazer cozinhados em casa ou para brincar ao faz de conta com a companheira. Mais nada!!
      Nem sou contra, nem a favor.
      Mas sei que ou estás com eles...ou estás contra eles.
      Não há outro entendimento por parte dessa gente.

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    2. A extinção da carreira está programada para ocorrer até 2026, segundo palavras gravadas em visita de Estado à comarca de Aveiro.

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    3. Essas ditas palavras gravadas não existem, a não ser que apareçam. Entretanto, essa informação é "fake news", tanto mais que a alteração ou extinção da carreira, tal e qual é hoje, não precisa de tantos anos para que ocorra, podendo perfeitamente tal vir a suceder já em 2023.

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  11. Já acabei com as quotas "pro" sindicato.

    Dá para a NETFLIX do filho e sobrinhos.

    Pelo menos o argumento é à escolha.

    Gente "estranha" essa dos sindicatos, mas há muito. Não é de hoje.

    O que interessa é protocolos de borlas e comunicações, com despesas de representação à mistura.

    Ao menos no Facebook ainda dão alguma coisa em troca ao pedirem "estrelas".


    .

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  12. E as supostas reclamações ao movimento enviadas pelos próprios Oficiais de Justiça ? Não há resposta por parte da DGAJ?

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    1. Qual movimento????
      Somos todos uma treta e então ouvir a outra parte.

      O Autor ganhou a ação diz o advogado ao autor e ele fica logo muito contente, mas só o devia dizer depois do trânsito, mas não a alegria é tanta..... mas depois o Réu recorre e ganha, como dizer ao Autor que perdeu.É tudo muito dificil de gerir.

      Mas concordo com muitos, deviam só dar notícias qdo já tudo tivesse trânsitado, mas os portugueses são assim. Não são mentiroso.... só omitem o que pode ainda acontecer. Os Magistrados estão connosco, se não fossemos nós como seria a vida deles????? desculpe Sr Juiz mas depois das 17h não trabalho mais.... Diz o Magistrado... mas o prazo das 48h termimam hoje:::: OF.. não quero saber ganho pouco e sou funcionário público, está na hora e que ele (arguido) saia em liberdade....
      quem vem para of justiça tem que ajudar a se fazer justiça, claro que deviam pagar essas horas a mais.... mas a culpa é nossa. E fico por aqui

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