Primeira Providência Cautelar Indeferida
E eis que a decisão do procedimento cautelar instaurado pelo Sindicato dos Oficiais de Justiça (SOJ), vai ao encontro da ação da DGAJ, que a adivinhou, quando prosseguiu com o Movimento.
Diz a decisão que “os despachos da Senhora Diretora-Geral, exarados antes e no momento da apresentação do projeto de movimento, são inimpugnáveis, pelo que indeferiu a Providência Cautelar”, refere o SOJ na sua última informação sindical.
De acordo com o SOJ, “A decisão do tribunal “acompanha”, em termos gerais, a argumentação da DGAJ que, somos tentados a dizer, “antecipou” a sentença ao “desprezar” a decisão anterior, exarado pelo Mm.º Juiz de Direito que efetuou o primeiro turno e decidiu pela suspensão do ato administrativo”.
O SOJ deixa ainda nota de alguns dos argumentos apresentados pela DGAJ, “na resolução fundamentada, nos termos e para os efeitos do artigo 128.º do CPTA, e, entre outras razões, invoca o seguinte:
“Suspender a eficácia do pretenso ato, paralisando, no imediato, as operações materiais que compõem a realização do Movimento anual dos Oficiais de Justiça de 2022, com produção de efeitos a 1 de setembro, coincidente com o início do novo ano judicial, acarretaria graves prejuízos para o interesse público…”
Antes de mais, já desde 2014 que o ano judicial coincide com o ano civil e não começa a 01SET como se diz, mas a 01JAN, portanto, é falsa a alegação (cfr. artº. 27.º, n.º 1, da Lei 62/2013, de 26AGO).
Se o interesse público fica prejudicado com a não implementação do Movimento, então tal significa que o interesse público tem estado prejudicado até aqui, o que, não deixando de ser verdade, pois realmente o interesse público desde há muito que vem sendo prejudicado, é uma verdade absurda quando aplicada neste sentido, portanto, uma alegação incoerente.
Mais refere a DGAJ: “a impossibilidade de prosseguir o Movimento, traduzir-se-ia ainda numa perturbação dos serviços pela instabilidade criada nos oficiais de justiça interessados no concurso por ser a oportunidade para mudarem de posto de trabalho para uma localização mais adequada aos seus interesses particulares, de acordo com a sua notação e antiguidade.”
A dita instabilidade existe agora e desde há muito, não seria criada a 01SET, mas, o ridículo alcança o seu auge quando a DGAJ diz ainda o seguinte: “foram apresentados 5470 requerimentos de candidatura. Foram movimentados 245 oficiais de justiça…”
Imaginem a dimensão: são mais de cinco mil Oficiais de Justiça que não viram a sua pretensão de movimentação atendida e, por isso, se requer a anulação do Movimento, e vem a DGAJ dizer que é precisamente o contrário, mostrando-se preocupada, não com os mais de cinco mil mas com os duzentos e tal que movimentou.
Não só é um argumento ridículo, como falso e vergonhoso que insulta não apenas os mais de cinco mil Oficiais de Justiça que ficaram pendurados, como todos os mais de sete mil Oficiais de Justiça existentes no país.
Estes argumentos constituem um perfeito insulto aos Oficiais de Justiça.
A DGAJ movimenta apenas 4% dos concorrentes ao Movimento e tem a distinta lata de argumentar que o Movimento está muito bem assim e tem de continuar porque “A estabilidade pessoal e profissional destes oficiais de justiça é, igualmente, determinante para o regular funcionamento das secretarias judiciais…”
Diz o SOJ na sua informação sindical que deveria haver algum pudor nestas afirmações e, sim, deveria haver mas não há, nem nisto nem em nada que diga respeito aos Oficiais de Justiça.
Conclui o SOJ a informação referindo que, apesar do indeferimento desta providência cautelar, está ainda pendente outra, a apresentada pelo SFJ, e que este indeferimento “não afasta a razão dos Oficiais de Justiça que será reconhecida, estamos convictos, na ação que vai ser, oportunamente, apresentada ao tribunal.”
Pode aceder diretamente à informação do SOJ aqui citada através da seguinte hiperligação: “SOJ-Info”.

Somos realmente tratados como merda.
ResponderEliminarNão há outra maneira mais educada, mais polida, menos chocante.
Para a DGAJ e para os sucessivas ministras, secretários de estado e restante entourage, somos merda.
A questão agora é a seguinte.
O que é que vamos fazer??
O que é que os sindicatos vão fazer??
O que é que os Oficiais de Justiça vão fazer??
O que é que cada um de nós vai fazer no seu local de serviço??
Na minha modesta opinião perdemos a guerra.
Sim, isto está perdido.
E agora??
FF
Perdemos uma batalha, isso sim. A guerra, essa só a perdemos se os senhores sindicalistas estiverem feitos com o inimigo. Caso contrário, em setembro, nova batalha, e, está sim, com tudo, bombas, foguetes, bombas atómicas de, se necessário, até fisgas e á dentada .
ResponderEliminarNão nos podemos é deixar ficar.
Greve todas as terças e quintas durante um mês, para começar!!!
ResponderEliminarNão percebo por que os sindicatos não convocam uma greve assim!
Não consigo entender, sinceramente.
Com uma greve de zelo, ao mesmo tempo. Até ferviam
ResponderEliminarNão percebe????
ResponderEliminarVeja a adesão às últimas greves.
Temos o que merecemos.
2ª feira lá estarão alguns às 8 da manhã, pela fresca, porque as pastas têm que ficar limpas.
Greves fofinhas à sexta-feira?!
ResponderEliminarInconsequentes?!
Só para marcar calendário?!
Greves que apenas implicam dinheiro fora do bolso?!
Não, obrigado!
Greves às terças e quintas durante um mês, já!!
Está nas nossas mãos!
Se nós quisermos, eles até tremem ...
As greves às terças-feiras e quintas-feiras não implicam dinheiro fora de bolso?
ResponderEliminarAmigo, as fofinhas às sextas,
ResponderEliminaràs terças, às quintas, das 9 às 10, às 11..., com esta gente, esqueça.
Se nem a mais básica, e sem perder um cêntimo (cumprir o horário e nem mais um minuto), boa parte dos colegas adere.
Prefere o trabalho gratuito voluntario, que lhes aproxima o valor hora ao salário mínimo.
Depois, culpa-se o sindicato e pronto, até amanhã às 8 ou até mais cedo se já estiver aberto o Tribunal.
O típico paineleiro que vem aqui comentar e não diz nada de jeito...
ResponderEliminarDiga-me lá uma greve que não implique sacrifícios?
Olhe, aproveite o domingo e vá até ao tribunal limpar as pastas...
O Público:
ResponderEliminar"Greve dos guardas-florestais com adesão de “95%” em dia de situação de alerta..."
Dou-lhe 300 ou 400 razões para perceber, com a luta nos moldes que defende.
ResponderEliminarÉ com elas que crio os meus filhos.
Ou está bem casado(a), ou vive em casa dos papás, ainda, certo?