“A Adesão é Tremenda”
Hoje é o segundo dia da greve decretada pelos dois sindicatos que representam os Oficiais de Justiça.
Ontem, de acordo com os dados avançados pelos sindicatos à comunicação social, a adesão terá sido de 90%.
O Sindicato dos Funcionários Judiciais (SFJ), anunciava à Lusa pelo menos 34 tribunais onde se registou 100% de adesão. Entre estes estão os maiores tribunais de algumas comarcas do país, como Braga, Beja, Castelo Branco, Coimbra, Faro, Guarda ou Funchal, remetidos apenas ao trabalho em serviços mínimos.
«Há uma adesão enorme por parte dos Oficiais de Justiça, com um grande número de tribunais completamente encerrados um pouco por todo o país (…), em que a adesão é de 100% e nos restantes é sempre acima de 90%. Estamos a garantir os serviços mínimos e penso que amanhã os números irão subir para entre 95% e 100%”, disse o presidente do SFJ, António Marçal.
Citado pela Lusa, o presidente do SFJ exige uma resposta do Governo, sustentando que “não bastam palavras simpáticas a reconhecer a importância dos trabalhadores” e que os problemas dos Oficiais de Justiça refletem-se no serviço prestado aos cidadãos.
«Quem tem de agir é o Governo. É o Governo que tem de dar resposta à única carreira judiciária que ainda não foi revista e que precisa de ser revalorizada como foram as outras”, observa, sem deixar de notar que os Oficiais de Justiça são “a única profissão em Portugal que é obrigada a fazer horas extra de graça”, citando o exemplo de interrogatórios feitos até de madrugada onde é obrigatória a presença do funcionário judicial.
Paralelamente, o presidente do Sindicato dos Oficiais de Justiça (SOJ) também aponta “uma adesão próxima dos 100%” e refere que mesmo os “trabalhadores que estão a fazer os serviços mínimos se declararam em greve”. Carlos Almeida assumiu ainda a expectativa de que o Governo não tome medidas de resposta no curto prazo e que esteja a testar a capacidade de luta destes trabalhadores.
«Estamos convictos que o Governo vai aguardar mais algum tempo e estamos disponíveis para continuar a lutar, porque queremos deixar bem claro que não se vai esgotar a nossa luta com estes dois dias de greve. Estamos a lutar pelos nossos direitos, mas também pela realização da justiça e por aquilo que o cidadão mais precisa: uma justiça mais célere”, realça o presidente do SOJ, que enfatiza o caráter inédito do aviso prévio conjunto de greve pelos dois sindicatos.
Para Carlos Almeida, esta paralisação é um sintoma da “saturação” existente no setor e lamenta a ausência de contactos do Ministério da Justiça desde que a greve foi anunciada. E promete uma “resposta firme e constante” dos sindicatos até as principais reivindicações serem atendidas pela tutela, nomeadamente o novo estatuto dos Oficiais de Justiça, o aumento do número de trabalhadores e a revalorização da carreira.
“Estamos a perder Oficiais de Justiça todos os dias. A situação é dramática, há Oficiais de Justiça a fazerem o trabalho de três e quatro trabalhadores”, denuncia, finalizando: “Porque amanhã não há serviços mínimos, convido os cidadãos a visitarem os tribunais e a perceberem que a adesão é tremenda. A insatisfação dos trabalhadores é tremenda e estamos firmemente convictos de que as portas dos tribunais estarão encerradas em todo o país”.

Fonte: “Lusa/Sapo24”.
e agora?
ResponderEliminarForça, coragem, determinação.
ResponderEliminarO sucesso desta greve só se pode medir de duas formas .
Uma é a tutela vir ao nosso encontro desde já,, e desde já era ontem.
Outra, e o anúncio durante esta semana, de uma nova greve, de pelo menos uma semana, ainda para setembro.
Se é para lutar, que seja a sério.. sempre com os dois sindicatos unidos.
Ou vai, ou racha
Greve! Greve! Também estou de greve e parabéns aos 2 sindicatos pela acção conjunta, assim sim
ResponderEliminarGreve por não pagarem as mais de 40 horas extra mensais que faço e ainda terem o descaramento de tentar impingir as mesmas como "dever de permanência", confundindo conceitos.
ResponderEliminarGreve por não ver evolução na carreira pois terei pela frente mais 15 anos a ganhar o mesmo e a trabalhar por dois, de nada valendo o mérito do desempenho da minha função.
Greve por ser obrigado a gozar férias entre meados de julho, no mês de Agosto e semanas do Natal e Páscoa.
Greve por estar colocado a mais de 150 KMS do meu agregado familiar, a pagar 250€ por um quarto e 525€ de renda de casa, sem qualquer subsídio, e há tempo demais, constantes que são as alterações das "regras do jogo".
Greve por me terem sido subtraídos direitos compensatórios como o da idade para reforma aos 55 anos ou serviços sociais do MJ.
Greve por me ter sido subtraído conteúdo funcional de elevado grau técnico e autonómico vendo o mesmo entregue a privados Solicitadores, Agentes de Execução, pagos principescamente pelas mesmas funções.
Greve por existirem funcionários públicos com direitos não universalizada aos restantes, pois entendia eu que o funcionalismo público é uno.
Greve
Apoiado.
ResponderEliminarSe não existirem resultados, greve conjunta de uma semana.
Já em Setembro.
ResponderEliminarGrande, grande, grande, era os dois sindicatos. Hoje ou segunda, unidos, em conferência de imprensa, anunciarem nova greve, de pelo menos uma semana, tão célere quanto os calendários legais o permitirem
ResponderEliminarOu vai, ou racha. Não fica é na mesma.
ResponderEliminarGreve dias 6 e 7 de outubro.
ResponderEliminarÉ preciso mostrar inconformismo e ambição.
ResponderEliminarTer o espírito livre de mostrar a sua posição sem receios nem temores reverenciais que possam vir de "cima".
As estatísticas dizem-nos que temos hoje cerca de mais 100.000 funcionários que no passado recente, e perguntamo-nos onde é que eles estão. Adivinhamos que talvez tenham sido recrutados para dar apoio ao Medina ou integrar uma qualquer entidade criada à medida (destinada a um conjunto identificado ou imediatamente identificável de destinatários) como parece ser o novo órgão criado para a Saúde. Certo é que não houve novos ingressos nos Tribunais no último ano, houve sim foi aposentações.
A nossa luta é também a luta de todos os Portugueses por uma justiça melhor e mais eficiente!
Neste início do ano judicial se tudo começar na mesma, e na mesma é sem qualquer informação da tutela sobre as nossas reivindicações deverá ser demonstrado o nosso inconformismo com seriedade e responsabilidade.
ResponderEliminarPara que se consigam resultados, sem desprezo pelo esforço de todos os colegas que estão em greve, é preciso dar continuidade à luta até que haja cedência ou seja encetada negociação independentemente dos índices de adesão.
Temos a obrigação de, numa antecipação dos problemas, provocar que se evitam ou minimizar as suas repercussões.
Nessa medida, somos corresponsáveis pelo que possa acontecer relativamente ao estado dos serviços se nada fizermos para o evitar.
Ao lutarmos estamos também a ajudar a tutela, dando-lhes força para uma possível solução que se pretende a mais justa possível.
A greve é uma ferramenta dos trabalhadores e um instrumento que serve também aos governantes nas suas tomadas de decisão.
Por um futuro melhor , hoje faço GREVE
Que tal uma greve na semana de 3 a 7 de outubro? 5 é feriado.
ResponderEliminarComeçamos, temos que acabar, ficar a meio é que não.
Atenção SFJ e SOJ.
Vejo por aqui colegas "inflamados" a propor greves de vários dias, pensando que com isso a tutela dobra-se perante as greves dos OJ.
ResponderEliminarOra bem, como qualquer pessoa razoável sabe a greve deve ser a bomba atómica e não a granada que apenas provoca danos circunscritos e se não for bem usada a greve pode virar-se contra os trabalhadores com a requisição civil sempre tão nefasta para estes!
Por outro lado, há colegas que parece que não leem o que se vai escrevendo por aqui, a propósito da difícil situação de alguns colegas, a auferir salários entre 800/900 euros, a terem que pagar um quarto e a fazer face às despesas diárias com a sua alimentação, vestuário, etc. e outros a auferir valores mais elevados mas, como todos sabem, a vida não está fácil pois a inflação e os juros das habitações a subir destroem qualquer tentativa de esperança de que a situação possa melhorar a breve prazo.
Por isso, quando propõem "inflamados" mais greves olhem por favor para os outros colegas que passam um bocadinho pior, até porque podem correr o risco de nas próximas greves a adesão não ser tão elevada e depois? Como ficam os sindicatos? Completamente vazios de autoridade...
Concordo!
ResponderEliminarQuatro dias de greve na mesma semana seria incomportável para muitos colegas.
Mas não podemos agora "baixar a guarda"!...
Mas uma greve de mais dois dias, 6 e 7 de outubro faz todo sentido, uma vez que dia 5 é feriado!
Então, tudo como antes no quartel de Abrantes e........ Esconda-mo-nos.
ResponderEliminarPorém, não se esqueçam, luta envolve revolta, sacrifício e dor. Foi assim que se conseguiram os dias de descanso semanais, a retribuição mensal e o período de horas de trabalho diário.
A história dos finais do século 19 e princípios do século 20, assim o conta, e nessa altura tinham muito menos que nós.
Também Tremenda ADESÃO em Ponte de Lima. Só a arquivista ao serviço.
ResponderEliminarTodos nós encontramos Colegas que decidiram não fazer greve, é um direito que lhes assiste!
ResponderEliminarMas constato, sem surpresas, que na sua maioria são colegas que:
- ou são chefes de secção ou contam brevemente com a aposentação e o assunto faz-lhes pouca diferença, pois deixaram de acreditar - e se calhar com muita razão - nas promessas sucessivamente incumpridas;
- encontro também colegas que se queixam constantemente por não haver promoções, alguns deles contam com mais de 20 anos na categoria, mas que tal como noutras alturas, também agora se resignam pois temem que com o novo estatuto outros lhes passem à frente (não acreditam na meritocracia) e assim é deixar passar o tempo que sempre vão progredindo por escalões e a luta dos outros até lhes pode trazer benefícios;
Concluo assim que, para estes colegas, muitos deles a olhar só para o umbigo, lutar por um objetivo comum não é a sua praia e têm essa mesma prática no dia a dia.
Não me importo de lutar por todos mas registo que uma pequena parte de nós parece comportar-se sem qualquer espírito de solidariedade o que é altamente censurável porque traduz o comodismo instalado e um certo conformismo alarmante.
Não é o meu desejo mas parece que vão ter a sorte que merecem - um novo estatuto à sua medida (a mediada dos que se deixaram ficar de braços caídos à espera que uma qualquer alma se lembre deles).
Quando acordarem será demasiado tarde.
Aos que acreditam que devemos trabalhar por melhores condições de vida e de trabalho espero que não percam o ânimo e continuem com essa ambição.
A coragem e determinação será, como sempre foi, recompensada.
Mesmo que essa recompensa nos sirva a todos e então poderemos dizer com satisfação ao colega do lado que não esboçou qualquer luta que deve ao mesmos reconhecer sem quaisquer obrigação os proventos da luta dos outros.
ResponderEliminarPoderemos então, de cabeça erguida, sem peso na consciência e com orgulho dizer-lhes que lutamos por todos, também pelos que se deixaram enfraquecer no ânimo e que esse reconhecimento é devido e justo.
Quanto à greve, desde o berço que aprendemos que devemos lutar pelo que queremos ("quem não chora não mama"), e se até os pintos quando ganham pelo nas asas arriscam sair dos seus ninhos, também nós devemos sair do nosso "ninho" e lutar pelos nossos direitos sem esperar que outros o façam.
A greve não é dos mandriões como se houve apregoar é sim dos corajosos que não têm medo de lutar.
Até que nos escutem não limpemos as armas, o mesmo é dizer continuemos em GREVE!
Porque razão no movimento da Magistratura Judicial são dados 5 dias úteis para os Senhores Magistrados tomarem posse e no dos Oficiais de Justiça são dados apenas 2 dias?!...
ResponderEliminarSerá que fazemos mais falta ao bom funcionamento dos serviços?!...
Quanto à falta de resposta do da tutela aos Sindicatos (como referiu o Presidente do SOJ) já foi referido que tal circunstância se deve ao facto da maioria dos seus Membros (do MJ e da DGAJ) ser oriunda as Magistraturas (não estarão habituados ao serviço em férias judiciais se calhar esqueceram-se de que estão agora investidos noutras funções).
ResponderEliminarOutra hipótese poderá ser encontrada no significado da ausência de qualquer ideia propalada desde que foram empossados, há cerca de meio ano, e então das duas uma:
- ou é uma solução de continuidade e já sabemos o caminho que vai ser trilhado;
- ou pura e simplesmente não têm solução e vão estudá-la criando um grupo de trabalho ... e daqui por uns anos - no final do mandato - vão empurrar o problema tal como o fez a anterior MJ.
Se assim não acontecer, então darei graças a Deus por finalmente imperar e prevalecer o sentido de estado neste Ministério.
Não é nada disso!
ResponderEliminarÉ apenas uma discricionariedade que se justifica na medida em que têm de se instalar no Tribunal, com a sua família e bens pessoais.
O Oficial de Justiça, como se sabe, não tem tempo para a família e os seus bens são escassos, na proporção dos seus rendimentos, sucedendo que até a tutela nos trata como peças de mobiliário (com rácios por Tribunais) mudando-nos daqui para ali como lhes aprouver. Não nos tratam como capital humano!
Uma boa questão para os sindicatos denunciaram junto da comunicação social.
ResponderEliminarQuais os critérios objetivos para esta discricionariedade.
Cinco dias úteis para Magistrados, dois dias seguidos para servos!...
Greves para quê?
ResponderEliminarJá experimentaram entrar às 9h00, sair às 12h30 ir almoçar algo voltar às 13h30 e sair às 17h00?
Não me digam que tem medo de ir para casa às 17h?
Greves para quê?
Dias mal escolhidos para greve. Quase nada havia agendado... Deviam marcar mais greves ao longo do mês e sondar as agendas dos processos mediáticos... se esses pararem é que dá mais nas vistas
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