“A estratégia da DGAJ ruiu, pois os Sindicatos falaram a uma só voz e mantiveram a unidade”
Com o título de “Pós-Greve”, publicou o Sindicato dos Oficiais de Justiça (SOJ) uma informação sindical que vai a seguir reproduzida.
«Decorrido o tempo suficiente, para uma análise maturada à greve, cumpre apresentar o seguinte:
A greve afirmou, na ação, a união dos Oficiais de Justiça. Desde logo, quando o SOJ, assumindo o “mandato” concedido pelo Plenário, estabeleceu contacto com o SFJ e, após avaliação por parte deste, ambos os Sindicatos subscreveram o Aviso Prévio de Greve, afirmando as suas responsabilidades.
Mais tarde, como a DGAJ não concordasse com a proposta de serviços mínimos, apresentada pelos Sindicatos, foram os mesmos convocados para reunião de tentativa de acordo sobre esses serviços.
Perante a convocatória, e tendo por objeto reforçar essa união, até perante a tutela, o Presidente da Direção do SOJ compareceu no dia e hora designados para a reunião e, nesse local – Ministério das Finanças –, entregou uma credencial à Senhora Secretária-Geral do SFJ para que representasse também o SOJ na negociação.
Esta ação, que surpreendeu a tutela, havia sido apresentada, antecipadamente, ao Senhor Presidente da Direção do SFJ e mereceu a sua adesão. A estratégia da DGAJ ruiu, pois, os Sindicatos falaram a uma só voz e mantiveram a unidade.
Ato subsequente, uma vez que não houve acordo, seria a entrega da “pronúncia” ao colégio arbitral. Todavia, por razões que não merecem registo público, e tal como consta do acórdão, o SOJ não a apresentou. A decisão do colégio arbitral é totalmente ilegal, como será reconhecido pelos tribunais.
Iniciada a greve, dia 1 de setembro – data simbólica, que determina o reinício da contagem dos prazos judiciais –, a adesão dos colegas, Oficiais de Justiça, foi bastante positiva e as razões da greve foram dadas a conhecer ao país.
No dia 2, último de greve, a adesão atingiu valor próximo dos 100% e há que salientar um aspeto que passou despercebido, mas de relevância pública: a Senhora Ministra da Justiça ao não receber o SOJ, deu sinal claro de que não tem programa, não está disponível para o diálogo, nem preparada para o exercício das funções de que foi investida. O Governo, este mesmo Governo de que, ainda, faz parte, tem procurado transmitir exatamente o contrário do que transmitiu…
Assim, concluída essa fase, e numa análise interna e global, há que assumir que esta ação de luta se revelou bastante positiva, mas nem tudo decorreu como desejaríamos. Alguns aspetos terão de ser melhorados, no futuro, nomeadamente quando estamos empenhados em afirmar a união.
Por último, e ainda sobre a greve, referir que alguns colegas concluíram pelo sucesso da ação, perante os números da adesão. Ora, isso é um erro. O sucesso ou insucesso de uma greve não se afere pelos dados da adesão – essa é a “leitura” da comunicação social – mas sim no impacto sentido, na eficácia da ação, nos resultados alcançados. Para que a greve tenha sucesso, e estamos empenhados nisso, há que manter e diversificar a luta.
O “pós-greve” é momento fundamental e não pode ser “desbaratado”, nomeadamente quando os trabalhadores, depois da greve, recuperam os atrasos decorrentes dessa ação.
Não é racional, e há que reafirmar, não é racional, que a carreira adira massivamente à greve, sexta-feira, mas depois, na segunda-feira, muitos dos colegas trabalhem noite dentro, recuperando atrasos.
Se queremos ser respeitados, temos de ser coerentes também na ação: há uma greve em vigor – das 17h00 às 09h00 do dia seguinte, sem serviços mínimos – e não acarreta custos. Até por isso, há que ser coerente na ação e aderir de forma massiva a essa greve!
Outrossim, outras formas de luta terão de ser exercidas, até que se alcancem os objetivos da carreira. O SOJ vai cumprir o compromisso, como invariavelmente o faz, assumido em Plenário e, assim, ainda este mês serão apresentadas outras ações.»

Fonte: “SOJ-Info”.
Recebo com agrado a notícia, mas fico um pouco desiludido de saber que a greve em nada resultou nem fez sequer parte de uma estratégica de luta pelos direitos, pois vai-se agora andar um mês a discutir outras formas de reagir - de reagir a quem não reage às nossas reações relativamente à inércia daqueles!?
ResponderEliminarNão podemos continuar eternamente nisto.
Acho que deveríamos pedir informação à tutela sobre o desenvolvimento do projeto do novo estatuto (em missiva dirigida a SE o SEAJ) assim como sobre a existência de projeto de implementação de uma nova interface informática de acesso aos tribunais por forma a perceber os impactos futuros na distribuição dos recursos humanos.
Também não encontro outra solução que não uma greve mais persistente como a anunciada e entretanto desconvocada na CP (às 2ªs, 4ªs e 6ªs, e nos restantes dias apenas a cumprir horário tramitando os processos urgentes) até que o MJ/DGAJ nos informe e se vincule perante as estruturas que nos representam sobre uma eventual calendarização a propósito do caderno reivindicativo que lhes foi apresentado.
Temo mais uma vez que tudo fique como estava até aqui - num limbo - pois não entramos na equação, somos como que uma variável constante.
Desde há uns anos a esta parte, vivemos crises em cima de crises, e o momento nunca é o melhor para termos a atenção de quem nos governa.
Todavia, as crises, os períodos mais austeros, são uma oportunidade para grandes reformas, pois é certo que há maior recetividade dos destinatários e não há exageros nas reivindicações.
Digam-nos o caminho que querem que trilhemos para podermos perceber se nele queremos caminhar ou enveredar por outras estradas.
"Bulir" o meio judicial para que sintam que nós existimos é essencial, e se paralisarmos o serviço de uma forma séria, no momento certo, os relatórios dos serviços constituição um meio de reivindicação indireta, pois que através deles chegarão os resultado que não forma alcançados e os motivos e aí perceberão o quão importante é o OJ no papel da realização da justiça.
Venham daí as novas ideias já que não quiseram continuar com a greve, mas não estou a ver que ideias possam surgir que sejam mais eficazes que uma greve bem pensada e no momento certo.
Mas que se faça qualquer coisa mais do que enviar missivas meramente reivindicativas, enquanto protagonistas no papel da justiça é preciso perguntar o que é que está a ser feito para resolver os problemas da justiça que por estes dias se parecem confundir com os de recursos humanos.
Bem hajam.
Bom dia.
ResponderEliminarNão está relacionado com o assunto mas alguém sabe o que se passa com a(s) equipa(s) de recuperação processual que estão a ser criadas na comarca de Lisboa?
Em conversa com alguns colegas o que se diz é que são formadas por colegas com poucos anos de serviço e que inclusivamente alguns deles pediram a exoneração e foi a única forma da DGAJ não os deixar sair.
Diz-se também que vão ficar em teletrabalho.
Abraço.
ResponderEliminarAs novas ações deveriam ser apresentadas dia 15...
Não percebemos. Esse teletrabalho é certamente mais uma estratégia. De os colocar no lugar de residência. Após a comissão de serviço. Depois lixam os outros nos movimentos. Quais foram os critérios para a seleção dessas equipas? Estamos fartos de manobras para ultrapassar os outros.
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ResponderEliminarLUTA À CAMINONISTA FRANCÊS!!
ACÓRDEM!!!
CNN procura perguntas para a entrevista de hoje a António Costa!
ResponderEliminarÉ verdade que a DGAJ ao pretender dar resposta a pedidos legítimos dos colegas (seja pela mobilidade, destacamento ou o que quer que seja) boa parte deles para ficarem perto da sua área de residência habitual (com a família) acaba por prejudicar outros colegas que porventura teriam essa mesma expetativa e até precedência no atendimento desta circunstância.
ResponderEliminarO mesmo se passa nos lugares ocupados por substituição, temos colegas que ou porque não puderam ou porque não quiseram, não frequentaram sequer os cursos para acesso à categoria de escrivães ou de secretários e estão a ocupar o lugar apenas porque o EFJ manda que o lugar seja ocupado pelo funcionários com maior antiguidade na categoria inferior, e quando estes declinam, pelos que lhe sucedem ou a tal se prontificam deslocando-se para outros núcleos através da recolocação.
Esta situação também não me parece ser a correta porque não é decorrente de um problema conjuntural é estrutural e deve-se única e exclusivamente à inércia da DGAJ e da tutela.
Todavia é com esta realidade que temos de conviver e pouco podemos fazer individualmente para a alterar, daí a importância sindical, mas até esta estrutura parece não ser sensível à questão em causa pois bastaria uma alteração pontual do atual EFJ para a resolver.
Estamos todos a ficar velhos e "com pouca largura de banda cognitiva", com efeito o mundo está a mudar e a mudança é irreversível, mas teimamos em não mudar precisamente naquilo em que devíamos priorizar, as mentalidades.
Sinceramente é o que penso sobre o assunto e bem compreendo as injustiças que vão acontecendo ao nosso lado e sentirmo-nos incapazes de as resolver tornando ainda mais difícil a convivência entre todos, porque alguns de nós sairão mais beneficiados que outros mas, na mina opinião, sem culpa pois esta deve ser assacada à tutela e para isso deveríamos responsabilizar os sindicatos pedindo-lhes que atuassem preventivamente alterando as regras que permitem que estas injustiças vão acontecendo.
Ou então, deixar tudo como está pois poderá ser uma solução que aproveite a mais OJ do que desaproveite. Não sei, só quem se sente prejudicado ou beneficiado saberá dizer.
Reafirmo que:
ResponderEliminarOs tribunais continuam a ser pensados de uma forma ininteligível - quer sejam políticos de esquerda, de direita ou ao meio ou ao lado - ter uma política para a justiça é diferente de gerir orçamentos e nada corre bem porque a primeira pede ideias, e há poucos que as tenham, e a segunda pede que se saiba fazer contas e normalmente quem vai para direito é fraco a matemática.
No meio disto quem sofre são os que não entram nessas contas nós os OJ e os cidadãos utentes da justiça.
Se fossem só os Tribunais!
ResponderEliminarAlguém compreende isto?
Reprivatização da TAP que custou milhares de milhões de euros ao país, seguida de privatização?!!!!!…..
Jornal de negócios:
EMPRESAS
TRANSPORTES
Governo quer lançar privatização da TAP ainda este ano
A venda de mais de 50% da companhia poderá estar concluída nos primeiros meses de 2023.
A TAP fechou 2021 com um prejuízo de 1.599 milhões de euros.
D.R.
Negócios
09 de Setembro de 2022 às 08:56
O Governo quer avançar com a venda de mais de 50% da TAP ainda este ano, com o consórcio da AIr France/KLM e a companhia alemã Lufthansa como favoritas na corrida. A operação poderá estar concluída nos primeiros meses de 2023.
Segundo avança o "Expresso" esta sexta-feira, citando fonte do Executivo de António Costa, a crise pandémica veio acelerar o processo de concentração entre as companhias aéreas europeias. Neste cenário, a TAP, uma das poucas transportadoras que não faz parte de qualquer grupo internacional, será uma peça importante.
O primeiro-ministro já demonstrou a intenção de privatizar pelo menos metade da transportadora aérea portuguesa, mas de acordo com o jornal haverá membros do Governo favoráveis a vender uma percentagem mais próxima dos 100%. ..."
Uma justiça trôpega aproveita à cleptocracia instalada.
ResponderEliminarPortanto, o desmembramento dos Tribunais teve o seu início com Sócrates, com Costa no aos comandos da Justiça pelo caminho.
Como sabemos e sentimos, a política judiciária mantém -se pois o governante insiste no seu desmembramento.
Consideremos academicamente a não existência de independência do poder judicial que por orçamento e lei depende de quem assim o manipula.
Se fosse verdadeiros jornalistas, ao invés de serem meros assalariados ao dispor dos grupos economicos a quem o Sr. costa disponibilizou 15 milhões de euros, não teriam necessidade de "procurar perguntas".
ResponderEliminarO Sr. Costa é o politico, com funções governativas, à mais tempo em funções no país.
Ainda hoje, nessa entrevista, falou do Passos Coelho, se tivesse durado mais ainda falava do D. Sebastião ou do Afonso Henriques.
Não há jornalistas.
Cumprimentos
Decorridos seis meses sobre a investidura da sra. Ministra, alguém deu por ela? Onde é que ela pára? Que é feito dela e da sua trupe?
ResponderEliminarSe alguém me puder ajudar a encontra-la que diga S.F. pois os sindicatos também não a encontram, pelo menos não conseguem falar com ela, dizem que não atende no ministério!?
Estará a tirar mais um doutoramento ou um mestrado?
Não saberá que funções passou a desempenhar? Se calhar só lá vai para assinar papéis!
Que soluções andará a pensar para a justiça?
Será que a inteligência artificial (IA) vai resolver tudo? Se assim for é melhor substituir a sra. Ministra pela IA e fica tudo resolvido.
Não sei ... E a sra. Ministra também parece não saber.