“Os Oficiais de Justiça vão continuar em luta” afirma SOJ

      De acordo com o veiculado na comunicação social, com base na divulgação da Agência Lusa, citando o Sindicato dos Oficiais de Justiça (SOJ), o segundo dia da greve dos Oficiais de Justiça atingiu valores de 98 a 99%.


      «Temos números de 98% a 99% a nível nacional. O repto que ontem lancei às pessoas foi que hoje fossem aos tribunais e procurassem saber a realidade. Sabemos que, por norma, o Governo apresenta sempre números diferentes. Que as pessoas vejam se os tribunais estão abertos ou fechados e verifiquem se a política do Governo é uma política de verdade ou de mentira.», disse o presidente do SOJ, Carlos Almeida.


      Depois de uma delegação sindical ter tentado entregar uma carta aberta à ministra da Justiça, Catarina Sarmento e Castro – na qual se expõem as principais reivindicações da classe e se exigem medidas imediatas para os problemas dos Oficiais de Justiça –, tendo sido apenas recebida pelo chefe de gabinete da ministra, Carlos Almeida defendeu que a ausência da governante “já diz muito de que não tem qualquer programa para a justiça”.


      «Se o Ministério da Justiça e o Governo pensam que vão deixar os Oficiais de Justiça afastados da luta, estão enganados. Os oficiais de justiça vão continuar em luta até que estas medidas sejam efetivamente realizadas, é esse o nosso compromisso», reiterou.


      Por sua vez, o presidente do Sindicato dos Funcionários Judiciais (SFJ), salientou à Lusa um “aumento significativo” nos números de adesão à greve em relação aos registados na quinta-feira e manifestou a expectativa de que esta ação tenha resultados a curto prazo.


      «Esperamos que o Ministério da Justiça inicie um processo de negociação com os sindicatos que responda aos nossos anseios, desde logo pelos que não dependem de revisão estatutária e que estão consagrados em duas folhas do Orçamento do Estado: a integração do suplemento de recuperação processual, o ingresso de novos funcionários ou o cumprimento das decisões dos tribunais, com a regularização das carreiras e promoções», notou António Marçal.


      Marçal reforçou a necessidade de o Ministério da Justiça chamar no imediato os sindicatos para uma reunião, a fim de iniciar “de uma forma séria e eficaz o processo negocial”, observando a importância do “timing” face à preparação da próxima proposta orçamental.


      «Algumas das questões esbarram sempre na questão orçamental e esta é a altura apropriada para que o governo, quando apresentar a proposta de Orçamento do Estado para 2023, já tenha devidamente acautelado todas essas questões que colocamos», afirmou à Lusa António Marçal, revelando que o SFJ irá entregar na segunda-feira uma carta ao Presidente da República, seguindo também mensagens para a Assembleia da República, partidos, presidentes dos Supremos Tribunais, Procuradora-geral da República e Provedora de Justiça.


98%.jpg


      Fonte: “Lusa/Observador”.

Comentários

  1. Anónimo3/9/22 10:06

    Estamos tramados a ministra não apareceu, para receber a entrega da carta com as reivindicações. Quer isto dizer que não está nada preocupada conosco.
    Apenas dizem que não nos esqueceram e estão a tratar do nosso estatuto. Francamente não vejo ser cumprido o que foi aprovado no plenário, é a ignorancia e o desprezo total.


    ResponderEliminar
  2. Anónimo3/9/22 11:02


    O silêncio deste ministério é ensurdecedor.

    Desconsideração e mesmo desprezo pela classe agravaram-se nos últimos 7 anos.

    Fazer outro plenário.

    Após, entregar novo pré-aviso de greve. 6 e 7 de Outubro?

    ResponderEliminar
  3. Anónimo3/9/22 11:03

    Já há ministro da justiça??

    Já podiam ter dito. Não dei por nada !!!

    ResponderEliminar
  4. Anónimo3/9/22 11:05

    Concordo e acrescento GREVE de 3.10. a 7.10 até que sangrem.

    Que se fodd...... estou farto de comerem o meu dinheiro, com 2 escalões que perdi e os 10% x14 meses ao longo dos anos, bem como actualizações anuais de acordo com a inflação.


    GREVE de ZELO a continuar.

    ResponderEliminar
  5. Anónimo3/9/22 12:17

    Não deu por nada? É uma espécie de cherif inglês ou enviado egípcio, ocupa o lugar apenas para cobrar, mandando e desmandando, fazendo contas aos números. Será uma boa alma, muito estudiosa, conhecedora de muitos assuntos e tal como um livro pousado numa estante não nos serve de nada. Também um Ministro de cadeira não faz falta, talvez colocando-lhe umas rodas ? Andará a escolher os mobiliários para as novas instalações na CGD?

    ResponderEliminar
  6. Anónimo3/9/22 12:46

    Queria dizer "rodas" ou "patins" ...

    ResponderEliminar
  7. Anónimo3/9/22 15:47

    E reacções dos partidos da oposição à nossa greve, houve alguma?!

    Nem ministra,nem oposição ...

    Lamentável...

    Ontem as televisões, no horário nobre, nem um palavrinha deram sobre a nossa greve. E no dia anterior apenas a SIC o fez ...

    Coitados de nós... 😪

    ResponderEliminar
  8. Anónimo3/9/22 16:18

    E se bem esteve com atenção a essa reportagem, a jornalista afirmou a certa altura que se tratava de uma profissão que passa despercebida da maioria das pessoas! E sabemos nós o porquê! É que nunca se viu uns sindicatos tão silenciosos! Eles esperam sempre que o esforço venha da parte dos OJ! Convocam greves e está o trabalho deles feito! O grande público ficou a conhecer os graves problemas desta carreira! NÃO! Por isso, as tutelas não nos ligam nada!

    ResponderEliminar
  9. Anónimo3/9/22 16:26

    Uma Ministra virtual dissociada da realidade!...

    ResponderEliminar
  10. Anónimo3/9/22 16:40

    Na minha opinião, fizeram mais por nós, nestes dias, os srs. Juízes que falaram em diversos canais de televisão do que propriamente os sindicatos.

    Digo isto com todo o respeito pelos nossos sindicatos. Se não falaram mais foi por que não lhes deram oportunidade.

    O que eu quero dizer é que a palavra e a voz deles é mais visível e notória que a nossa.

    Uma vez que eles são sensíveis e até concordam e acham justas as nossas reivindicações, seria, digo eu, muito útil que as magistraturas nos apoiassem e dessem voz à nossa luta.

    A magistratura judicial tem muita força e muita influência e, portanto, creio que seria muito benéfico esse apoio à nossa luta!!

    Enquanto as reivindicações não forem atendidas e enquanto esta atitude da tutela se mantiver, a nossa postura deve ser de
    DEMISSÃO/ABANDONO SILENCIOSO!!

    ResponderEliminar
  11. Anónimo3/9/22 17:02

    Mas alguém já viu alguma proposta séria para a nossa carreira que não a provinda da tutela?
    Os nossos sindicatos conformaram-se com a situação atual muito embora apregoassem coisa diferente nos últimos 6 anos, contentaram-se com a reposição salarial sem atentar à precariedade para onde se caminhava a largos passos.
    Depois da troika e da reforma do sistema de justiça daquele período acharam que a solução era regredir no tempo, reverter a antedita reforma bastava para acabar todos os males.
    Esqueceram-se de um pormenor importante é que, com a progressão encapotada dos magistrados (mais de mil euros pela especialização), as magistraturas porque beneficiadas com o novo modelo jamais permitiriam a reversão do sistema e inventou-se o Balcão + e a Justiça + próxima apenas para criarem mais lugares para juízes e procuradores com os mesmos funcionários ou com os do núcleo vizinho.
    AGORA, só porque começa a sobrar para os magistrados, e haverá sempre quem atire as culpas para a falta de funcionários é que vieram ao terreiro falar ... apenas para se desculparem.
    Estamos numa situação difícil e os sindicatos não nos servem para mais nada que não seja para decretarem as greves ... não esperem mais de pessoas que não demonstram qualquer competência ou visão no mundo dos Oficiais de Justiça nos muitos anos que já levam à frente das estruturas respetivas.

    ResponderEliminar
  12. Anónimo3/9/22 20:30

    Abriram "Tribunais" (Juízos de Proximidade) fecham hospitais!...

    Aí Costa, Costa!....

    ResponderEliminar
  13. Anónimo3/9/22 21:16

    Acontece que, por acaso, ou não, são os magistrados que nos estão a dar cabo da vida. Todo o Ministério da Justiça está nas mãos dos magistrados, são eles que o governam. Desde a Ministra até aos cargos de chefia na DGAJ. Os magistrados têm mais respeito pelas empregadas de limpeza que por qualquer oficial de justiça. Claro que existem excepções. Mas essa é a regra geral. Da magistratura só se pode esperar que nos mandem para forca. Basta ter trabalhado uma semana num tribunal para se perceber isso.

    ResponderEliminar
  14. Anónimo3/9/22 21:50

    Colega sugira aqui as propostas sérias que tem. Quem sabe alguns colegas as apoiem e os sindicatos as promovam. Apresente-as para ser um comentário sério.

    ResponderEliminar
  15. Anónimo4/9/22 10:51

    Concordo e recomendo.

    9h/12.30h 13.30h/17h.

    ResponderEliminar
  16. Anónimo4/9/22 20:25

    Aceito o desafio e devo dizer-lhe que não há semana que não o faça. Praticamente desde já a cerca de um ano que envio por mail aquilo que penso sobre a nossa carreira. Sei que não me assistirá a razão, mas empresto a minha visão sobre os nossos problemas esperando que se reflita sobre eles. Comecei por sugerir a revisitação da gratuitidade dos transportes ainda antes da guerra surgir e dificultar ainda mais quem usa o próprio transporte por não ter alternativa. Apresentei alternativas. Mesmo antes da covid partilhei ideias e opiniões. Há muitos anos que atirou perguntas que não são respondidas mas lembro uma conversa que escutei no WC no congresso do Fundão entre o presidente a data do STJ e o da CGTP convidado a participar e vi a distância que vai entre o que e dito e o que e verdadeiramente feito. Tudo é/foi político. Estou certo que o colega envia as suas ideias e opiniões sem receio tal como eu pois ambos sabemos que a nossa posição é sempre uma posição que não é desprendida dos nossos interesses. Abr

    ResponderEliminar
  17. Anónimo5/9/22 13:30

    Concurso para entrada de OJ? Para quê?
    Não vai ser necessário mais OJ quando os Srs. Magistrados ao dar os despachos, estes já tenham hiperligações para as respetivas notificações que depois serão as empresas da expedição do correio a imprimir e colocar no correio, sem passar por OJ.
    Por isso os Srs. Magistrados só nos ajudam quando têm algum interesse.

    ResponderEliminar

Enviar um comentário

Mensagens populares deste blogue

Ministério da Justiça já tem novos mapas de pessoal da 1ª instância

A carreira dos Oficiais de Justiça é a terceira mais envelhecida da Administração Pública

Mais um acordo assinado e foi “uma grande vitória” e foi “o que se conseguiu”, diz o SFJ