SFJ: “O balanço da greve é demonstrativo do clima vivenciado nos Tribunais”
O Sindicato dos Funcionários Judiciais (SFJ) publicou uma nota intitulada “Balanço da Greve”, a qual vai a seguir reproduzida.
«Como é de conhecimento público, os dois Sindicatos que representam os Trabalhadores da Justiça (SFJ e SOJ) marcaram uma greve inédita, para os dias 1 e 2 de setembro, que decorreu, chegando o momento para refletir sobre os dados da mesma.
Infelizmente, o balanço da greve é demonstrativo do clima vivenciado nos Tribunais, destapando as suas fragilidades e as suas entropias.
O dia 1 de setembro, mesmo com serviços mínimos, paralisou alguns serviços, apenas ficando a funcionar os juízos que estavam incumbidos do serviço urgente, tendo os números da greve revelado uma adesão que se cifra em 90%.
No dia 2 de setembro, os números são ainda mais avassaladores. A não imposição ou indicação dos serviços mínimos desencadeou o encerramento de muitos tribunais em todo o território nacional e ilhas.
Os números são massivos, demonstrando de forma inequívoca o descontentamento de uma classe profissional que se sente indignada e desprezada pela tutela.
Este clima de crispação entre o MJ, Administração e os trabalhadores da justiça tem vindo a agudizar-se provocando situações de rutura em alguns juízos, quando os nossos decisores obsessivamente focados no défice, não apostam na valorização dos nossos profissionais, nomeadamente promovendo a abertura de novos ingressos bem como dignificar e motivar os que já cá estão, permitindo que progridam nesta carreira.
Esta retoma dos Tribunais pós-férias judiciais provou, mais uma vez, que o sistema judiciário está doente, maleita que, neste momento, só pode ser tratada passando pelo cumprimento do caderno reivindicativo que passará pelo preenchimento dos lugares vagos, abertura de concursos para as categorias de escrivão adjunto e técnico de justiça adjunto, escrivão de direito, técnicos de justiça principal e secretários de justiça, regulamentação do regime de pré-aposentação, um regime diferenciado de aposentação e a integração do famigerado subsídio de recuperação processual que nos foi prometido no ano de 1999, quando o nosso atual primeiro-ministro detinha a pasta da Justiça.
Esta paralisação reflete o estado dos nossos serviços: uma falta gritante de profissionais, remunerações baixas, falta de formação ou inadequação da mesma e a falta de apresentação de um estatuto sócio profissional que reflita e recoloque estes profissionais no patamar que merecem.
A justiça para funcionar não é com medidas paliativas sendo que esta greve demonstra uma vontade inequívoca dos trabalhadores de verem cumpridas as promessas votadas na AR, razão que impele o Sindicato dos Funcionários Judiciais em apresentar um Caderno Reivindicativo à Ministra da Justiça, com conhecimento às seguintes entidades: ao Presidente da República, ao Presidente da Assembleia da República, aos Grupos Parlamentares, ao Conselho Superior da Magistratura, ao Conselho Superior do Ministério Público, ao Conselho Superior dos Tribunais Administrativos e Fiscais, à Procuradoria-Geral da República e à Provedora da Justiça.»

Fonte: “SFJ-Info”.
Estamos fartos da fossa forma passiva de atuarem. É só Bla Bla. Ninguém entende porque a greve não foi difundida na TV no dia 02 de setembro. Se a adesão foi maior deveriam aproveitar, para apresentar ao País o estado da justiça e dos funcionários. Me pareceu que quiserem também ir á praia devido ao bom tempo.
ResponderEliminarPorque não tem tempo o ano inteiro. Era bom pensar que ganhamos muito pouco e perdemos dois dias de trabalho. E nesses dias deviam mostrar unidade e fazer as coisas em conjunto. Pelo vistos andaram um para cada lado. Portanto os sindicatos não são partidos políticos a caça do voto. Pensem nisso por favor. Quem perde somos nós.
Estamos fartos da vossa forma passiva de atuarem. É só Bla Bla. Ninguém entende porque a greve não foi difundida na TV no dia 02 de setembro. Se a adesão foi maior deveriam aproveitar, para apresentar ao País o estado da justiça e dos funcionários. Me pareceu que quiserem também ir á praia devido ao bom tempo.
ResponderEliminarPorque não tem tempo o ano inteiro. Era bom pensar que ganhamos muito pouco e perdemos dois dias de trabalho. E nesses dias deviam mostrar unidade e fazer as coisas em conjunto. Pelo vistos andaram um para cada lado. Portanto os sindicatos não são partidos políticos a caça do voto. Pensem nisso por favor. Quem perde somos nós.
ResponderEliminarÉ crucial os sindicatos não repetirem erros do passado recente.
Lembro que não há muito tivemos cerca de 4 mil OJ no Terreiro do Paço. Todo esse esforço foi delapidado...
Agora, 2 dias de greve com mais de 90% de adesão. Grande, enorme, esforço.
Estão a trabalhar conjuntamente nas próximas acções ou vão delapidar de novo?
Disse tudo colega.
ResponderEliminarEsperamos ansiosamente pela nova jornada de luta, que tem de ser maior que a anterior e a designar desde já, para aproveitar e honrar o esforço já feito.
Perdido por um, perdido por mil.
Começamos, vamos até ao fim.
Ou vai ou racha, e a rachar que sejam as estatísticas ministeriais.
Parabéns a todos os OJ, mas de facto não chega.
ResponderEliminarAgora não pode ser assobiar para o lado.
Agora não se pode parar, com ou sem sacrifício de todos, com greves ou outras acções de luta, mas não esmorecer agora.
Já agora, não se cansem também com a preocupação dos números bonitos.
A tutela merece nada. Vamos todos dizer com números o que eles querem e merecem.
Bom trabalho, bom regresso e unamo-nos por favor. Agora é dar tudo depois é tarde.
Plenário de trabalhadores no dia 4 de outubro e greve nos dias 6 e 7 de outubro.
ResponderEliminarTambém não estava nada mal. Apoiado a 200 por cento.
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ResponderEliminarVamos a isso!