SOJ: “O início de uma luta que será firme e constante”

      Hoje é o primeiro dia da greve de dois dias, decretada conjuntamente pelos dois sindicatos que representam os Oficiais de Justiça: o SFJ e o SOJ.


      Ontem, o SOJ publicou na sua página o comunicado e o apelo que a seguir vai reproduzido.


      «Colega, amanhã e sexta-feira (1 e 2 de setembro), como é do conhecimento público, vamos, enquanto carreira – Oficiais de Justiça –, exercer o direito constitucional à greve.


      A greve materializa a unidade na ação, no que é inédito, entre os sindicatos que representam os Oficiais de Justiça e os funcionários judiciais. É um momento único e a greve, por estratégia, coincide com a data da retoma dos prazos judiciais.


      Estamos conscientes que há, o que é legítimo, colegas que optariam por outra data. Contudo, também é importante salientar que, ainda recentemente, no plenário de Oficiais de Justiça foi aprovada uma resolução determinando que o Governo teria de dar respostas à nossa carreira, até ao dia 1 de setembro.


      Respostas que não foram obtidas e, assim, os Sindicatos, materializando a vontade dos Oficiais de Justiça, afirmaram a unidade na ação e entregaram um Aviso Prévio de Greve conjunto reivindicando, nomeadamente,


      .1. O preenchimento integral dos lugares vagos;


      . 2. A abertura de procedimento para promoção e acesso a todas as categorias cujos lugares se encontrem vagos: Escrivão e Técnico de Justiça Adjunto, Escrivão de Direito, Técnico de Justiça Principal e Secretário de Justiça.


      .3. A inclusão no vencimento do suplemento de recuperação processual, com efeitos a 1 de janeiro de 2021, ou seja, o pagamento do valor mensal nas 14 prestações anuais.


      .4. A regulamentação do acesso ao regime de pré-aposentação e um regime específico de aposentação.


      .5. Apresentação de uma proposta de revisão do Estatuto profissional que dignifique e valorize a carreira e os profissionais.


      Perante a ação dos Sindicatos, que assumiram as suas responsabilidades, cabe agora a cada um de nós, individualmente, afirmar a luta e realizar a unidade da carreira, para que o Ministério da Justiça reconheça, de vez, que tem de dar respostas ao coletivo, à carreira no seu todo.


      A greve nos dias 1 e 2 de setembro representa, assim, o início de uma luta que será firme e constante, até que o Ministério da Justiça reconheça as nossas razões.


      Os Sindicatos, como sempre temos afirmado, são instrumento constitucional para realizar a vontade dos trabalhadores. A indignação sentida por todos os Oficiais de Justiça, perante a tutela, reforça a nossa resiliência e vontade de lutar.


      Amanhã, e sexta-feira, vamos todos aderir à greve, afirmar a força da nossa razão!


      Lisboa, 31.08.2022 / Carlos Almeida - Presidente da Direção»


Faixa-SeQueresTerFuturo.jpg


      Fonte: “SOJ-Info”.

Comentários

  1. Anónimo1/9/22 08:28

    Venho aqui só para dizer que

    ESTOU DE GREVE!!

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  2. Anónimo1/9/22 09:01

    Quem não luta pelo que quer, aceita o que vier! GREVE!!!! Vamos lá!!

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  3. Anónimo1/9/22 09:31

    É triste ver que muitos de nós, Oficiais de Justiça, ansiavam por regressar ao serviço! Suponho que deviam estar fartos de estar com a família e amigos, ou então perderam-nos há muito tempo ou nem sequer os fizeram!?

    Passei pelo serviço (na área metropolitana do Porto) e lá estavam os mesmos do costume. Alguns muito perto da reforma e em cargos de chefia e, por isso, estão-se marimbando para a nossa luta, pois já não é a deles!

    Muitos pura e simplesmente desistiram de lutar e essa postura deriva da atuação sindical que nestes 6 anos deixou-se enredar e fez concessões aos governos do PS, agora a vontade de lutar, quando o que está em jogo afeta mais os outros, está irremediavelmente perdida.

    Se não há luta a "guerra" está votada ao fracasso e os vencedores percorrerão o campo de batalha para desferir o último golpe de misericórdia (o novo projeto do Estatuto).

    É esperar para ver o novo Estatuto e, no entretanto, mais uns recrutamentos no âmbito do PEPAP para nos "calarem a boca".

    A escritora Agustina Bessa-Luis, escreveu que nós somos como os outros nos vêm e não como nos vemos a nós próprios. Assim aos olhos dos outros somos uns fracos muito embora queiramos acreditar que somos diferentes e temos a razão do nosso lado.

    Se na democracia vinga a vontade da maioria, e se a maioria de nós não faz greve, então deixemos a dita democracia funcionar.

    Para mim não há mais lutas sindicais, as minhas lutas travarei nos Tribunais sempre que me assistir o direito e a minha consciência o impuser.

    CADA UM POR SI





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  4. Anónimo1/9/22 09:59

    Só para esclarecer que hoje e amanhã estarei de greve e que o continuarei a fazer sempre que me aprouver, nomeadamente para resolver os meus assuntos pessoais. Quanto ao resto, à defesa dos "nossos interesses", deixo esse campo de batalha e passarei para aquele mais egoísta qual seja o do "meu interesse pessoal", à imagem do que faz o nosso PM António Costa, que pelos atos e factos parece não nos ter presentes no seu pensamento (segundo o mesmo, relegou a substituição de uma sra Ministra porque tem uma reunião e uma viagem, julgo a Moçambique(?), que entende ser mais importante).

    Já cantavam os "Broa-de-Mel" : "passear contigo, amar e ser feliz! Ti-ri-ri-ri ..."

    É aproveitar a vida pois não temos a obrigação de fazer funcionar uma máquina avariada ou má construída, essa responsabilidade é do dono da "empresa".

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  5. Anónimo1/9/22 10:33

    Na verdade é triste, ver alguns egoístas a trabalhar neste dia. Pois já chegaram ao topo, os outros que se lixem. Mas não pensão que tiveram a vida mais facilitada porque lhe foram dadas melhores oportunidade. Apenas tiveram um ano ou dois a categoria de auxiliar e adjunto. Também é verdade que existe muito gente que reclama,mas são os primeiros a irem trabalhar,alegando que não podem perder um dia de trabalho é apenas desculpa esfarrapada, apenas estão á espera que os outros percam para eles ganharem.

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  6. Anónimo1/9/22 10:33

    Vergnhosa a forma como o Carlos Almeida foi interrompido, depois de estar a falar há dez segundos, pois o Sr. Marcelo ia dizer meia dúzia de bitaites inconsequentes - os primeiros do dia.
    Igualmente vergonhosos foi ver o batalhão de jornalistas que o rodeava, ao contrário da única jornalista que estava com o dirigente sindical.
    Cada vez mais me convenço de que a lute tem de ganhar novas formasa de ação.
    Os media são empresas e respondem ao patrão. Não vale a pena achar que são justos ou competentes.
    O mundo está podre e os sindicatos ainda não perceberam.
    Parabéns aos que foram trabalhar. Aguarda-vos uma medalha de cortiça ou uma palmada cínica nas costas.
    As sras. lá de cima agradecem e mandam beijinhos.

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  7. Anónimo1/9/22 11:01

    Bom dia.
    Estou a assegurar os serviços mínimos na minha secção.
    Sou o único.
    O resto dos Colegas fez greve e Muito Bem.

    Não entrou nada urgente.

    As próximas horas vão ser passadas a olhar para o tecto.

    Um Grande Abraço a todos os Colegas.

    Quanto aos Lambe-cus é ignorar.......

    FF

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  8. Anónimo1/9/22 11:03

    Que gosto me davam os sindicatos em pagar, a quem está de greve, os dois dias. E fazer divulgar tal facto.

    Esses fura greves haviam de ficar verdes!!!

    Que "paleio" passariam a adotar?

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  9. Anónimo1/9/22 11:05

    Força companheiro!

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  10. Anónimo1/9/22 11:06

    E se o almoço lhe cair mal e tiver de ir ao Hospital?

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  11. Anónimo1/9/22 11:31

    Estou de greve e preparado para aderir a muitas outras caso seja necessário.

    Se as nossas reivindicações não forem aprovadas pelo Governo até ao próximo dia 15 de setembro, um dos prazos fixado em plenário de trabalhadores, sugiro que seja decretada já uma greve para os dias 6 e 7 de outubro.




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  12. Anónimo1/9/22 12:33

    Antevejo que no futuro a DGAJ - onde temos um subdiretor -geral que foi Coordenador do Núcleo de Planeamento Estratégico e Avaliação da Direção -Geral da Saúde (Dr. Jorge Amaral Tavares) - à semelhança do que se passa na saúde, vai encerrar tribunais nas férias e publicar na internet os que se mantêm em funcionamento para os utentes da justiça (como medida de contenção ...).

    Lisboa, que é uma cidade cheia de luz, parece não iluminar nenhum dos nossos governantes os quais nem sequer encetaram uma qualquer reação pois devem estar ainda de férias (e como são maioritariamente magistrados ... estão nesta situação há cerca de 45 dias).

    Não dizemos nada para ninguém e ninguém faz caso de nós.

    O nosso PR é o pior de sempre mas não nos preocupemos pois quando cairmos na miséria ele la estará para nos dar uma sopinha, quanto mais não seja pelas festividades, no próximo Natal).

    São deveras impressionantes as pessoas que dizem cuidar da vida de todos, quando na verdade são autênticos narcisistas e egoístas ao ponto de terem de aparecer todos os dias nos noticiários, sempre com palavras ocas ...).

    BASTA!

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  13. Anónimo1/9/22 12:36

    A qual hospital ... há algum SU a funcionar?

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  14. Anónimo1/9/22 13:07

    Greve dia 6 e 7 de outubro.

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  15. Anónimo1/9/22 13:13

    Estou igual. Força.

    ResponderEliminar
  16. Anónimo1/9/22 13:48

    O Observador:
    07 de agosto de 2019.

    "Além dos juízes, quem é que recebe do Estado um salário superior ao do primeiro-ministro?
    Foi o próprio Presidente que alertou para "a multiplicação de responsáveis públicos com vencimento de base superior ao do Primeiro-Ministro". Além dos juízes, quem mais? Uma lista de 28 casos..."

    Recebem mais, e têm muito mais dias de férias!...


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  17. Anónimo1/9/22 15:09

    Só uma pequena correção.

    Os Magistrados não tem 45 dias de férias.

    Tem os 45 dias no verão e ainda mais uns 6 ou 7 na Páscoa e mais 7 ou 8 no Natal.

    Destes quase 60 dias, há que descontar os 4 ou 5 que fazem num dos turnos (verão, Páscoa, Natal)

    Portanto, bem espremidinho tem à volta de 55 dias sem colocarem os cascos nos Tribunais.

    Importa realçar que nesses poucos dias em que estão nos Tribunais, a grande maioria ninguém os atura porque se estão sempre a queixar e a chorar que tem muito serviço, muitas das vezes a mandarem-se para cima dos Oficiais de Justiça, como se eles tivessem culpa de haver bastante serviço.

    O facto de receberem mais do dobro (ou triplo) que por exemplo um médico com o mesmo tempo de serviço não os impede de se estarem sempre a queixar.

    Tem muita responsabilidade, dizem eles.....

    É pena os cidadãos deste país não saberem o que se passa.

    FF






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  18. Anónimo1/9/22 15:40

    Mikhail Gorbatchov, recentemente falecido, dizia que o comunismo era uma "utopia", justificando a expressão usada com factos: a morte de muitos sem apelo nem agrado e o seu tratamento desumano dando o exemplo dos seus avôs, um dos quais sumariamente condenado à morte por não produzir o esperado sem que o aparelho lhe tivesse dado as ferramentas para tal.

    Pois bem, tenho para mim que o socialismo que governa o nosso país, no que toca ao setor da Justiça, não é sequer uma utopia, pois não está desprendido de interesses corporativistas e não procura um determinado ideal, antes se assemelha a um serviço de apoio, de assistencialismo, e providencialista de algumas classes específicas à custa de um povo mercadejado que se deixou vender - e isto é uma realidade comprovada que nada tem de utópico, veja-se o exemplo da magistratura do MP agora com carreira plana e cargos de dirigentes, coordenadores, etc., como nunca antes visto, trata-se agora de uma hierarquia retangular ou quadrangular e que antes já tinha pouco de piramidal, numa parábola "são tantos a mandar como a ser mandados".

    O verdadeiro artífice adorna as coisas simples dando-lhes ainda mais valor, e ao emprestar a sua dimensão à coisa criada torna-a singular.

    Os artífices do nosso sistema de justiça parecem ter saído da algibeira e têm a singularidade de não ter criatividade alguma pois não representam qualquer ideia para o seu funcionamento.

    ALGUÉM SABE COMO SE QUER O SISTEMA DA JUSTIÇA EM 2030 OU 2040?

    Quem souber responder que diga alguma coisa ...



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  19. Anónimo1/9/22 15:49

    Dizer que os sacrificados somos nós - Oficiais de Justiça - identificando os quatro males identificados por Confúcio, são eles:

    1 - Condenar um homem à “morte” porque ele não fez bem o seu trabalho quando não lhe foram dadas as instruções adequadas – é uma crueldade;
    2 – Esperar que um homem faça algo sem lhe darem os conselhos apropriados – é um ultraje;
    3 – Insistir para que um homem apresse o seu trabalho quando lhe foi dito para o fazer de forma rigorosa – é prejudicial (;
    4 – Prometer uma recompensa e depois não a cumprir – é pequenez.

    Por fim, não obstante os budistas tenderem a acreditar no fatalismo “laisser faire”, meditemos sobre o assunto na esperança que as divindades estejam atentas e nos beneficiem a nós os menos afortunados.

    ResponderEliminar
  20. Anónimo1/9/22 15:50

    Já agora diga-nos, está aí algum Magistrado?

    Eles não estão em greve!...

    ResponderEliminar
  21. Anónimo1/9/22 15:56

    Certamente que todos nós já vivenciamos algo que se encaixe no pensamento de Confúcio.

    A quantos de nós, nos foi/é exigida produtividade sem que nos fossem dadas as ferramentas necessárias, nomeadamente providenciando pela colocação de funcionários em número suficiente ...

    ResponderEliminar
  22. Anónimo1/9/22 16:01

    E as promessas vãs de promoções, de um estatuto digno, da incorporação dos 10% ...
    Não se vislumbra um peregrino que as cumpra nem um santo que as satisfaça.

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  23. Anónimo1/9/22 18:05

    Concordo, os seus comentários são sempre lúcidos. Tudo isso deveria ser dito e repetido mais vezes na comunicação social, talvez lhes incutisse algum pudor, assim como a quem tem governado para eles.

    ResponderEliminar
  24. Anónimo1/9/22 19:23


    6 e 7 de outubro, pertinente!



    ResponderEliminar
  25. Anónimo1/9/22 21:01

    A luta continua. Convoquem um plenário para o dia 4 de outubro e uma greve para os dias 6 e 7 de outubro.

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  26. Anónimo2/9/22 00:00

    Na comarca de Santarém as férias dos magistrados são aos 45 dias por ano, com a conivência do coordenador. Estou de greve e farei mais. Continuarei com greve de zelo.

    ResponderEliminar
  27. Anónimo2/9/22 14:37

    Concordo plenamente!

    ResponderEliminar
  28. Anónimo3/9/22 11:07

    Muito bem observado.

    Não estará.

    Qualquer coisa muito urgente, ligue. "Mas mesmo muito urgente, está bem?". E ainda sorriu.

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