A crise aumenta as entradas nos tribunais e nos serviços do Ministério Público

      Com o título de “Rutura” a coluna de opinião periódica subscrita pelo presidente do Sindicato dos Funcionários Judiciais (SFJ), António Marçal, no Correio da Manhã da semana passada, dizia assim:


      «Com as convulsões sociais provocadas pela atual crise pós-pandémica, acrescida enormemente pela situação de guerra na Europa, os portugueses veem-se a braços com uma inflação galopante sem fim à vista.


      Com a maioria das famílias a terem rendimentos mínimos de sobrevivência – já que trabalhar neste país não significa ter um rendimento adequado a uma vida digna e sã –, a litigância tende a aumentar para níveis incomportáveis para os atuais meios à disposição dos tribunais.


      Vão aumentar todo o tipo de incumprimentos – incumprimentos das prestações de alimentos, que atualmente já entopem os tribunais de família e menores, incumprimento no pagamento das prestações de créditos bancários, com maior enfoque no crédito à habitação, falta de pagamento de rendas, insolvências e despedimentos a dispararem, aumento exponencial de crédito malparado –, entre muitas outras situações, algumas completamente imprevisíveis, como o potencial aumento da criminalidade.


      Com este panorama, é por demais evidente que os tribunais precisam de reforços ao nível dos recursos humanos; o número de Oficiais de Justiça no ativo é deficitário há demasiado tempo.


      Num muito curto espaço de tempo, os quadros vão diminuir com muitas aposentações. É muito claro que a rutura está iminente e afetará, certamente, a vida dos nossos concidadãos.»


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      Fonte: "Correio da Manhã".

Comentários

  1. Para ser coerente com o seu artigo de opinião e com a responsabilidade que advem da presidência de um sindicato representativo dos Oficiais de Justiça devia estar hoje presente, junto da AR na apresentação do Orçamento de Estado, para denunciar a situação.

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  2. Conheço já duas pessoas da minha idade que pensaram na vida e decidiram deixar o que faziam pois não lhes trazia felicidade nem reconhecimento, e estão agora a trabalhar online, na sua terrinha.
    Felizes como nunca. Pesquisei trabalho online no indeed e outros e ofertas com salários superior ao que ganho são às dezenas !!
    Um dia destes...

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  3. Dá muito trabalho! É mais fácil mandar os OJ fazerem greve!

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  4. Excerto de texto publicado no "ECO":

    "José Abraão referiu esta sexta-feira que a margem que o Governo tinha dito que existia para melhorar as propostas salariais para os funcionários públicos “passa de um aumento médio de 3,6% para 3,9% – mantendo os 5,1% da massa salarial”, por via da subida de 43 cêntimos no valor diário do subsídio de refeição, dos atuais 4,77 euros para 5,20 euros."

    Já ontem (domingo) em noticiário público, o representante da FESAP dizia que estão a tentar chegar aos 6 euros de subsídio de alimentação e que tendo partido de um valor médio de 3,8 % de aumento, já teriam chegado aos 3,9%.

    No mesmo artigo do "Eco" diz-se que "os funcionários públicos vão ter um aumento correspondente a um nível remuneratório no próximo ano, que se traduz em 52,11 euros para a maioria dos trabalhadores."

    Para os ordenados brutos a partir de 2.600 euros, ao que parece, o valor mínimo proposto será de 2%.

    Ou seja vai haver uma diferenciação, e muito bem, para quem tem rendimentos mais baixos, todavia, sempre com perda de poder de compra e quebra de rendimento porque muito abaixo da infração, pelo menos deste ano.

    Desculpem o apontamento mas a negociação parece ainda não ter acabado (?!).

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  5. Atenção. Nada de ilusões, amigos.
    Há que subsidiar os aumentos no privado.
    E isso sairá, obviamente nos nossos impostos e dos nossos salários!!
    Que os patrões andam na miséria, como sabemos todos.
    Há, pois é...

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  6. 3000 milhões para subsidiar a energia das mesmas empresas que fizeram disparar a inflação...

    Mais 1000 milhões para a TAP...

    Mais uma "prestação" para o Novo Banco...

    Para nós? Inflação de 8% aumento médio de 3%...

    Viva o PS

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  7. Vou fazer o mesmo dentro em breve.
    Se me deixarem ir com licença sem vencimento, ok.
    Se não deixarem vou na mesma.
    Adeus, até sempre.
    Sei que serei muito mais feliz nem que seja como repositor num supermercado!!!

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  8. Completamente de acordo. O que se espera quando põem um oficial de justiça a fazer o trabalho de 2 ou 3 !?

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  9. FALA E FALA E FALA E NÃO DIZ NADA.
    QUANDO DEVE FALAR ESTÁ CALADO E QUANDO FALA NÃO DIZ NADA PORQUE FALA FORA DOS CANAIS E MEIOS PRÓPRIOS.
    ESTAMOS BEM ENTREGUES. ESTAMOS ESTAMOS.

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  10. A função pública é quem mais perde nestes dois anos, 2022 e 2023, e os pensionistas também.

    E foram os mesmos, que de forma pouco "inteligente", deram a maioria a um governo amorfo que não faz reformas ou reconhece quem trabalha.

    De sorriso cínico, apresentam e vendem a ideia de que vamos ficar melhor, como se fosse possível mantendo-nos na míngua.

    Tudo com a assentimento do nosso PM que tudo apadrinha, não saberá este senhor que manter o status quo em lugar de fazer alguma coisa é mau.

    Continuamos a ficar mais pobres e mesmo assim, felizes e contentes ... não percebo como somos tão cordeiros!

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