Ainda bem que não enviaram papel para se molhar todo
Depois de tanto tempo sem chover, eis que a chuva regressou e, em alguns locais, com bastante intensidade.
Perante a novidade da chuva, adivinhava-se o inevitável: tribunais a meter água por todos os cantos.
Nada de novo. Todos os anos na época das chuvas é isto.
No dia de ontem, um advogado que se deslocou ao Tribunal do Barreiro publicou na sua página do Facebook as duas fotografias que seguem, que ele próprio protagoniza.
É bem percetível a quantidade de baldes no corredor e na sala de audiências, pelo que a necessidade de guarda-chuva para se proteger da chuva interna parece estar justificada.
O advogado comenta as suas fotos referindo os locais onde chove muito no Barreiro: “Hoje está a chover muito. Onde? Na rua, dentro da sala de audiências e nos corredores.”
E aconselha: “Quem lá for, faça favor de levar o chapéu-de-chuva, gabardine, galochas e os baldes para recolher água, conforme as imagens documentam…”

Nos muitos comentários à publicação, podem ler-se coisas como: “Tribunal molhado, tribunal abençoado!”, ou “Cuidado, pode escorregar!” e ainda “E resmas de papel não é necessário levar?”.
Como seria de esperar, a publicação foi partilhada para outras páginas e, noutros locais, foi encontrado um comentário assim: “Caro colega, levar guarda-chuvas para dentro do tribunal só se for no Barreiro... A Juiz Presidente do Porto proibiu, por despacho publicado em Diário da República, que se levassem guarda-chuvas para dentro do tribunal, pois tais objetos configuravam uma arma...”
Se um guarda-chuva no Porto pode ser uma arma, um telemóvel com câmara fotográfica no Barreiro, e noutros locais, também devia ser proibido, pois pode configurar ser uma bomba, por permitir que ocorram publicações como esta, incomodamente bombásticas, que retratam uma realidade escondida de muitos, ou mesmo ignorada, por ser tão comum, habitual e frequente e ainda de há tanto tempo. Os Oficiais de Justiça já nem sequer se surpreendem com estes acontecimentos.
Mais uma vez, a entidade administrativa, ou entidades (DGAJ e IGFEJ) responsáveis pelos edifícios do órgão de soberania, atuam com grande sentido de responsabilidade: ao não enviarem papel para os tribunais nesta altura, o motivo está perfeitamente justificado: é para o papel não se molhar.

Fonte: "Página do Facebook de Varela de Matos".
Nem sei se fique corado ou revoltado...
ResponderEliminarEu próprio sinto vergonha do estado a que chegámos, sem ter qualquer responsabilidade nisto.
ResponderEliminarVivam os tribunais de faz de conta
dinheiro só para alguns profissionais os outros são lixo
Falta também muita coragem aos sindicatos para pedir satisfação sobre o porquê de não estar, ainda, publicado o projeto do EFJ.
ResponderEliminarFalta tudo nos tribunais e aos oficiais de justiça. Mas há dinheiro para os equipamentos do balcão mais (ecrãs, balcões, PC, etc.) Agora há infiltrações por falta de manutenção, as pessianas estão estragadas, etc.
Vemos os edifícios na Ucrânia e percebemos porque a nossa miserabilidade, é triste mas é a realidade.
Quando é que nos dão satisfação sobre a publicação do estatuto?
E para que quer a publicação do estatuto? Queira é ter um bom estatuto, deixe de lado a curiosidade mórbida.
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ResponderEliminarTemos certamente vários colegas, se muitos ou poucos não sei, ansiosos por conhecer a porcaria do Estatuto pois dele dependerá continuarem ou bazar...
Dito isto, a curiosidade será pertinente e nada de mórbida terá!