Das Promoções sem Restrições e das Carreiras (Des)Valorizadas
Acabou de publicar o Sindicato dos Oficiais de Justiça (SOJ) uma informação sindical na qual dá conta das reuniões tidas com o Governo no âmbito da negociação salarial que abrangeu as carreiras normais e da próxima negociação salarial com vista a englobar as carreiras especiais, como a dos Oficiais de Justiça.
Passamos a transcrever a referida informação:
«O SOJ, integrado na FESAP, reuniu-se, dias 3 e 6 de outubro, respetivamente, com Suas Excelências a Senhora Ministra da Presidência, Mariana Vieira da Silva e com a Senhora Secretária de Estado da Administração Pública, Inês Ramires.
De salientar, na primeira reunião, a apresentação e discussão de dois documentos (Consultar Aqui). Perante os documentos, e numa primeira reação, foi transmitido ao Governo que há condições para que melhore a proposta apresentada, desde logo, garantindo uma atualização ao subsídio de refeição e ao valor das ajudas de custo. Por outro lado, a taxa de inflação abrange todos os salários, pelo que, para haver recuperação salarial, os trabalhadores reivindicam uma “correção” à proposta apresentada e alteração às tabelas de IRS.
Relativamente aos Oficiais de Justiça, num quadro de especificidade, duas outras matérias foram colocadas, pelo SOJ, a Sua Excelência a Senhora Ministra da Presidência
.a) O Governo vem afirmando, sistematicamente, o normal desenvolvimento das carreiras. Todavia, por uma “interpretação obtusa” da DGAJ, o Ministério da Justiça insiste em aguardar autorização do Ministério das Finanças, para realizar as promoções necessárias à realização da Justiça.
Sobre esta matéria, a resposta da Senhora Ministra da Presidência foi pronta e clara:
“os ministérios podem realizar promoções, não é necessária autorização do Ministério das Finanças e isso mesmo foi transmitido a todos os Ministros, em reunião de Conselho de Ministros”;
.b) Apreendido o racional que premeia a antiguidade para a carreira de assistente operacional, bem como o que garante uma diferenciação de 2 níveis remuneratórios da carreira de assistente técnico, relativamente à de assistente operacional – mais 100 euros – e da carreira de técnico superior, relativamente à de assistente técnico – mais 400 euros –, defende o SOJ que igual princípio tem de ser aplicado às carreiras de regime especial. Os conteúdos funcionais e exigências das carreiras especiais assim o exige também. A Senhora Ministra da Presidência comprometeu-se a apreciar a matéria.
Posteriormente, na segunda reunião, o Governo surgiu com uma “contraproposta” (Consultar Aqui) que continua afastada da posição dos Sindicatos, nomeadamente, e no que ao SOJ respeita, por afastar as carreiras especiais e não revistas de uma diferenciação que o Governo garante a outras carreiras.
A inflação, e por vezes é necessário insistir e salientar o óbvio, abrange carreiras revistas e não revistas. Consequentemente, esta matéria tem de ter resposta, mais ainda quando a falta de revisão das carreiras é da exclusiva responsabilidade do Governo.
Assim, encerrado o processo negocial, a FESAP, de que o SOJ é membro, requereu a negociação suplementar. Nessa negociação, este Sindicato, SOJ, enquanto representante dos Oficiais de Justiça, não deixará de lutar no sentido de alcançar a equidade entre carreiras.»
Assim, a reter desta informação:
.1. Mais uma vez é reiterado que não há nenhuma restrição à realização das promoções, como a DGAJ, ano após ano, vem dizendo, atribuindo a responsabilidade ao Ministério das Finanças. O facto de ter havido aquela comunicação a todos os ministros, como é referido, não afasta a aparente falta de comunicação direta com a DGAJ. Está visto que a DGAJ não está no Conselho de Ministros para ouvir o que lá se diz e, como é isso que se ambiciona e obviamente não sucede, então, reiteradamente, se ignora de forma “obtusa”, como refere o SOJ. Por ora chamemos-lhe “obtusa”, apesar de tal expressão se mostrar insuficiente para classificar a enormidade da atitude.
.2. A valorização das carreiras especiais, como a carreira dos Oficiais de Justiça, mostra-se ultrapassada e descriminada pela valorização das demais carreiras. A inflação abrange todas as carreiras, pelo que é de toda a justiça que tal seja apreciado e seja atribuída uma diferenciação salarial idêntica à que foi aplicada às outras carreiras. Esta reivindicação será apreciada em reunião suplementar na qual o SOJ estará presente, pugnando pelos interesses legítimos e justos dos Oficiais de Justiça.
Aguardemos pelo resultado, embora a previsão, ao dia de hoje, seja, mais uma vez, negativa, de muito baixa expectativa, em face dos repetidos resultados que estão à vista de todos. De todos modos, embora a expectativa seja realmente baixa, não é nula; isto é, não deixa de ser uma expectativa, ainda que simples expectativazinha e, mais uma vez, os Oficiais de Justiça vão depositar a réstia de esperança no sindicato com menor representatividade, mas com uma competente atividade.

Fonte: “SOJ-Info”.
A soneca do SFJ já vai longa!...
ResponderEliminarO projeto de estatuto ultimado continua assim, ultimado mas desconhecido de todos.
ResponderEliminarDesta forma, capciosa, tendo em conta os tempos para a discussão e aprovação do documento, com os inerentes pedidos de pareceres, etc., a tutela relega o assunto para meados de 2023.
Não sei se esta postergação funcionará em nosso favor ou desfavor (é preciso perceber que uma negociação particular e cingida à nossa carreira pode revelar-se mais profícua) .
Claro está que não haverá promoções sem que o estatuto seja revisto - e convenhamos que não faz qualquer sentido o imbróglio que se iria criar, nomeadamente, no que respeita a secretários de justiça, cujo processo ainda se arrasta em tribunal, mas também na pretensa ideia de carreira única e plana que se a tutela pretende com cargos de chefia assegurados em comissão de serviço (parecem querer estabelecer um paralelismo com o Ministério Público - são agora na base todos procuradores da República podendo assumir cargos de dirigente, coordenador, diretor, etc., mantendo a categoria, sendo alguns dos cargos exercidos em comissão de serviço como é o caso, entre outros, dos Coordenadores da Comarca).
De igual forma, seria incongruente querer-se a qualificação dos serviços e ao mesmo tempo realizarem novos ingressos sem atentar à alteração das condições de acesso que se pretendem para a carreira - nível 3 (licenciatura).
Quanto ao resto, não sei se devo parabenizar o SOJ, pois quaisquer atuação tem como medida os seus resultados e para já, como foi referido, são completamente inócuos - ficou-se a saber o que já se sabia, não há promoções porque assim não querem.
Por estes dias, em que a tutela e os sindicatos se recolheram todos aos seus gabinetes, para os seus tradicionais “cozinhados” (acordos/negociações) temperados com as propostas de uns e de outros, sem cuidar de saber da pertinência do “condimento” para o “cozinhado” (no nosso caso o novo Estatuto), pergunto-me que receita estarão a seguir para conseguir um produto final apreciável para os seus destinatários.
Não podemos caminhar lentamente para a “miséria no trabalho”, desprezados, quando, reunidos na mesma mesa, uns se servem de loiça fina e graciosos comensais e outros servindo-se do mesmo prato repartem as sobras já frias, atirando-se a outros migalhas de pão bolorento e rijo para seu (nosso) contentamento.
É o que parece resultar da informação: VAMOS NEGOCIAR MIGALHAS
Não é um pouco estranho não haver nada relativamente ao projeto de estatuto?
ResponderEliminarPor esta altura já devia circular por aí uma cópia ou duas do tal documento....
Muito estranho ou talvez não....
Simplesmente, orgulho no SOJ, meu sindicato desde o início! Juntos somos mais fortes!
ResponderEliminarPorto canal
ResponderEliminar"Falta de papel nos tribunais do Norte leva a racionamento de impressões
13-10-2022 11:00 | País
Porto Canal
A falta de papel nos tribunais é um problema a nível nacional, mas é na comarca de Braga que a situação é mais dramática. O Porto Canal sabe que o papel está a ser racionado e há até ordem para imprmir apenas o que é estritamente essencial. Esta situação acontece, por exemplo, nos tribunais de Vila Nova de Famalicão, Braga e Guimarães que ficam, sem documentos obrigatórios que têm de constar num processo judicial, como é o caso das secções criminais..."
Batemos mesmo no fundo.
ResponderEliminarA própria degradação da classe já é em si degradante!!
Mesmo para os que aqui andam há anos a mais, este será o momento para realmente pensarem no que andam a fazer, prejudicando a família em troco de esperança e uma mão cheia de nada.
Quanto aos recém chegados...abram os olhos e façam-se ao mar. Estão a destruir a vida com tanta vida pela frente!!
Não pensem pequeno nem minúsculo. Há falta de mão de obra em todo lado e em todo lado conseguem ganhar mais do que neste pardieiro, dominado por uma classe que só olha para o umbigo e por tal desfez completamente esta classe.
Isto é um antro de lambe botismo asqueroso que enoja qualquer um com um pouco de coluna e decência na vida.
Parece que temos que oferecer um despertador aos dirigentes do SFJ para ver se os conseguimos acordar desta soneca!...
ResponderEliminar"Ofício recebido hoje do SEAJ" ?!...
https://m.facebook.com/ASJP.pt/
ResponderEliminarNivel 3?!
ResponderEliminarÉ com trsteza q o digo/ escrevo:
Alguns/muitos nem no nível 1 merecem estar, quanto mais nível 3!
Serás uma sumidade, decerto.
ResponderEliminarNem percebo o que andas a fazer nos tribunais.
Aí está um nível abaixo de zero
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