Inquérito às Condições de Vida e de Trabalho dos Oficiais de Justiça

      O Sindicato dos Funcionários Judiciais (SFJ) divulgou a realização de um Inquérito Nacional às Condições de Vida e de Trabalho dos Funcionários Judiciais.


      Este Inquérito tem coordenação do Observatório para as Condições de Vida e de Trabalho e do Sindicato dos Funcionários Judiciais, tendo “como objetivo geral o de avançar o estudo científico social sobre relações de trabalho, modo de vida, “job burnout” e desgaste laboral destes profissionais”, lê-se na nota informativa que divulga o Inquérito.


      O preenchimento do Inquérito demora cerca de 25 minutos e “todos os dados serão utilizados exclusivamente para fins científicos no âmbito do presente projeto, garantindo-se o anonimato dos participantes e a confidencialidade dos dados pessoais”, afirma-se na mesma nota informativa.


      Um inquérito desta índole necessita da contribuição de todos os Oficiais de Justiça, pelo que se apela ao contributo de todos.


      «O seu contributo é fundamental para o avanço da investigação sobre as condições de trabalho e de vida neste setor em Portugal. Como tal, reforçamos a importância do seu envolvimento neste inquérito, que muito agradecemos.»


      A ligação ao formulário do inquérito inicialmente divulgada não permitia o seu preenchimento nos tribunais, pelo bloqueio da proteção da “firewall” da rede judiciária. Mais tarde, o SFJ divulgou um novo acesso já permitido pela proteção da rede judiciária e este acesso ao inquérito é o que segue:


      Aceda ao Inquérito por aqui: https://forms.office.com/r/G2Rfi1ZphM


      Caso utilize o telemóvel para preenchimento, é recomendado que o faça no modo “paisagem”, horizontal.


      Note-se que o Inquérito é dirigido a todos os Oficiais de Justiça, sindicalizados ou não, e tem como data limite o próximo dia 10 de outubro para o seu preenchimento.


      O SFJ comprometeu-se a ir "dando conta das fases ulteriores ao Inquérito Base".


InqueritoCondicoesVidaTrabalho2022.jpg


      Fontes: “SFJ-Info#1” e “SFJ-Info#2”.

Comentários

  1. O estudo é importante, mas o que realmente interessa é obter os fundos do PRR.

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  2. É preciso inquérito?
    É pois!

    Mas isso não quer dizer que já não se saiba o diagnóstico.

    Não temos condições de salubridade na maioria dos tribunais, alguns com muito pouca iluminação natural, secretarias normalizadas em que quase não cabem no espaço da secretaria, armários nas costas dos armários e a dividir pessoas umas das outras.
    Iluminação com luminárias pouco eficientes e desapropriadas, a intensidade do foco na secretária reflete e aquece os olhos, ferindo a visão. Cadeiras que não permitem as posições de trabalho adequadas. Mão há circulação de ar e os aparelhos de AVAC situam-se por cima das cabeças das pessoas.
    Não existe espaço para a interrupção/pausa e fazer refeições.
    Continua-se a carregar processos em muitos tribunais por escadas.
    Quantidade de trabalho em volume desadequado.

    Somos o funcionário do senhor Dr. tal ...que por vezes nos tratam assim ... como os seus empregados domésticos .

    Estamos desclassificados e somos uma espécie muito rara na Europa, estamos na pontinha da cauda no que respeita a OJ.

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  3. Isto está tudo a funcionar mal, terrivelmente mal, e ainda há quem pense que as coisas devem continuar assim, como estão.

    A teoria do medo impera entre nós OJ, o medo daquilo que vier, do que é incerto, mas se até da morte que é certa temos medo porque não do desconhecido?

    Porque o desconhecido não é a "morte" , é antes o princípio de todos os dias, que não sabemos como vão ser quando nos levantamos e muito do que acontece depende só de nós.

    E assim também na nossa maneira de trabalhar só depende de nós da nossa união na luta por melhores condições.

    Se o tivéssemos feito em 2014, estaríamos hoje a falar de forma diferente e com outras preocupações.

    A vida não pode ser adiada para além do limite, a morte, e alguns de nós já partiram e o que vier já não será para eles.

    Será que será para mim? Estarei ainda vivo ... ou moribundo num espaço exíguo do tribunal á espera da minha hora...!



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  4. Já preenchi há uns anos um questionário idêntico feito por um colega de Leiria.
    Gostaria de ter sabido dos resultados.

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  5. Já preenchi.
    Acho importante a participação de todos, mesmo que seja o vigésimo segundo ou o centésimo terceiro inquérito nos mesmos moldes.
    O que interessa é participar com verdade e mais uma vez se poderá aferir das condições de trabalho e de vida dos OJ.
    Sempre fica uma marca avalie-se como se avaliar.

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  6. Este sindicato pode e deve fazer muito mais do que inquéritos que já são a repetição do que já se fez e que não deram em nada!! Querem ver que é agora que o SFJ vai aparecer nas televisões a dizer que os OJ trabalham em más condições? E para o resto, estão caladinhos? Isso é só para mostrar que fazem alguma coisa!

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  7. 2400 euros normal numa família com um filho???
    Mas é por pessoa?
    É que considerar que alguém que ganhe mil e cem euros como pessoa rica, é a prova inequívoca de que o bife comido pelo pobre incomoda mesmo muita gente.
    Boa sorte para as escalas com ponderações diferentes.
    O Likert é muito manhoso.
    Lol.

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  8. Parabéns ao SFJ pela iniciativa, mas que os seus resultados sejam consequentes!

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  9. ????Consequente???
    Mas já se sabe quais vão ser as conclusões do estudo?

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  10. Parabéns por quê?!...

    Por mais uma cessão de entretenimento?!...

    Repetem-se os questionários, caravanas que ainda o ano passado correram o país a recolher uns papelinhos com as condições de trabalho em todos os edifícios dos Tribunais!....

    O que de novo esperam extrair deste inquérito?...

    A prometida "bomba inteligente" que nunca apareceu, e que adulterou uma decisão democrática aprovada em plenário de trabalhadores é prova disso.

    Depois, seguiram-se processos eleitorais e o SFJ teve alguns dos seus dirigentes a integrarem listas de candidatos do PS.

    O entretenimento prossegue com mais este inquérito e a seguir vem o Natal!...

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  11. É preciso não desesperar!

    Brevemente acabarse- á o aproveitamento da gestão das nossas expectativas.

    Há quem considere palermas aqueles que pagaram para meia dúzia andarem pelo país como andaram no passado com a caravana da justiça e que redundou em zero para a classe e certamente em belos passeios e estadias para esses outros. Seria importante que fossem prestadas contas dessa iniciativa a todos sindicalistas tal como exigimos á tutela. E quando digo contas não é só de dinheiro que falo mas também das consequências ou inconsequências.

    Então os delegados sindicais não poderiam ter feito esse trabalho? Claro que sim!

    O SFJ gere a vidinha de todos nós como quer e lhe apetece. Sabe que a sua base de apoio é maioritariamente no último terço da idade e por isso reivindica um regime específico e diferenciado para a aposentação.

    Deveríamos dar início a uma iniciativa que agregue sinergias e possa participar nas negociações para defender verdadeiramente a nossa classe.

    Estas balelas da treta já não entusiasmam ninguém.

    Se pudesse mostrar a minha indignação seria dirigida ao MJ e ao presidente do STJ, sindicato que só nos tem prejudicado e servido para promoções paralelas e gestão de carreiras.

    Sou profundamente crítico da atuação dos dois sindicatos, são para mim uma bela treta. Mais parecem os sindicatos portuários dos EUA do século passado, ou seja maléfico e controlador, não faz nem deixa que se faça.

    É um belíssimo entrave de vida.

    Eu não lhes devo nada, pois não lhes reconheço virtudes, mas os sindicatos devem-nos muito, a nós OJ, que os patrocinados nas suas engenhosas derivas.

    Tem de haver forma de nos juntarmos e tomar a iniciativa para exigirmos o que nos é devido.

    Senão estamos condenados a não sair desta bela porcaria de vida.

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  12. E se te juntares acabas por ser o quê?
    Um grupo organizado de trabalhadores??? Uns casuals do trabalho?
    Ridículo.
    Se ainda vais tendo alguma coisa e alguma qualidade de vida, deves tal aos sindicatos. Senão, era uma selva. Talvez não tanto aos de hoje, mas aos de há décadas. Não duvides.

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  13. Quando nos juntarmos, para agir como falas, passamos a ser um sindicato. E, nesse momento, tudo estará mal também com esse sindicato até que sejas o presidente...Tu que falas em "nós", mas que não tens contribuído em nada e isso resulta claro pela tua narrativa. Portanto fala menos e tenta respeitar os outros, não sejas um bota abaixo.

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  14. Não digo que não tenham alguma razão no que dizem.

    Aliás quem poderá dizer isso? Ninguém pode dizer que fez tudo pela classe e é fácil, como o é para mim, de atirar aqui algumas palavras que de outra forma não me atreveria. É uma verdade indesmentível!

    Mas à pergunta sobre se tenho feito alguma coisa, respondo que fui sindicalizado treze dos vinte e tal anos de carreira, fui delegado sindical e estive presente em 2004 no Fundão, onde estiveram presentes e discursaram o Ministro da Justiça Dr. José Pedro Correia de Aguiar-Branco, o saudoso Manuel Carvalho da Silva, também o Advogado João Pedroso, irmão do Ministro Paulo Pedroso, que tinha um contrato de consultadoria com o MJ e o ME (é pesquisar e ver o que aconteceu com este senhor a propósito do trabalho que foi pago e não foi feito).

    Deixei de ser sindicalizado quase que involuntariamente pois a desgraça bateu-me à porta e vi-me obrigado a meter uma licença sem vencimento e a quebrar por algum tempo o vínculo para cuidar de quem cuidou de mim, não abandonei quem me deu o ser.

    (muitas vezes os sindicatos abandonam quem lhes dá a razão da existência).

    Quando regressei aos serviços não pude continuar com o contributo de associado pois todo o dinheiro era e é pouco, e quando vejo passeatas organizadas e inconsequentes entristece-me.

    Sempre fiz greve, hoje e quando dava os primeiros passos e me fazia imensa falta o dinheiro, com greves de cinco dias, e não me arrependo. As pessoas eram outras e lembro com saudade alguns dos associados já falecidos aqui n Porto.

    Quando digo tomar a iniciativa é precisamente demonstrar o descontentamento, dizer o que se entende de forma clara, também de forma organizada para que não se fique a pensar que só por estarem mandatadas pelos seus associados, um grupo de pessoas pode mandar e dispor, assim sem discussão, do nosso futuro.

    Por muita representatividade que tenham, podem não representar todos os OJ, e as minorias têm direito a ser ouvidas mesmo que não lhes assista razão no que dizem ou pensem.

    Quando falo em carreiras paralelas, todos as conhecem, não vou alumiar nomes porque não acho correto, apenas por isso, e fico-me por aqui.

    No mais, dizer que não obstante o referido quanto ao regime diferenciado da aposentação, o que foi criticado não foi o regime em si que até o defendo de forma fervorosa, como se pode ver de outros comentários, mas o facto do foco estar principalmente direcionado a esta situação.

    Em 1999, disseram-me que a justificação para a atribuição dos 10% para recuperação processual (não obstante os motivos constantes do diploma legal) radicava no facto de se estar a negociar a atualização de outras carreiras (penso que seriam finanças e professores) e não poderiam incorporar no vencimento assim sem mais o que levaria a que outros reivindicassem o mesmo aumento (isto foi o que passou de boca em boca). Não sei se foi assim, nem sequer se os motivos foram precisamente os que constam do diploma (suplemento criado pelo DL nº 485/99) mas o certo é que já passaram mais de 22 anos.

    Ora neste decurso temporal a reforma passou dos 57 anos de idade e 36 de serviço para a convergência com o regime normal, o suplemento de recuperação não é por causa da recuperação pois ou somos muito incompetentes (para estar mais de 20 anos a recuperar atrasos) ou vivemos num anarquismo, é na verdade remuneração e como tal deve ser incorporada.

    Quanto à carreira, já não estamos no tempo da Ditadura, daqui por dois anos comemora-se o cinquentenário do 25 de abril, e pensar que uma qualquer organização, seja de território ou de serviço (pelos fenómenos demográficos e desenvolvimento social, cultural, etc.), pode permanecer imutável no tempo é uma brincadeira de mau gosto.

    E quando critico severamente os sindicatos, nomeadamente o SFJ, é só porque entendo que está amarrado e faz concessões faccionárias na luta que devia ser de todos.

    Dizer que já parabenizei os sindicatos (ambos) em várias

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  15. Tendo razão, não a tem toda, pois se os sindicatos estão imunes a críticas então serão uma espécie de representantes endeusados que tudo podem fazer em nossa representação.

    Todos sabemos que não é assim e que devemos estar atentos ao que fazem/negociam em nosso nome.

    É o que penso!

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