Professores apreciam greve cirúrgica dos Oficiais de Justiça

      Decorreu ontem à tarde mais uma ação de luta dos Oficiais de Justiça, desta vez sob a forma “cirúrgica”, tendo como foco as diligências agendadas nos núcleos onde mais as havia: Almada, Coimbra e Funchal.


      O “Blogue de Ar Lindo" (ou o blogue do Arlindo, como é conhecido), está para os professores, mutatis mutandis, como esta página do Diário Digital dos Oficiais de Justiça de Portugal, sob o formato "blogue" de publicação, está para os Oficiais de Justiça.


      Aquele blogue dos professores é uma incontornável referência nacional, com publicações desde 2008, portanto, mais antigo que o nosso, que só começou em 2013.


      No passado dia 04OUT, foi publicado naquele blogue um extrato do nosso artigo aqui publicado no dia anterior, àquele que também seria o primeiro dia de greve. O artigo que aqui publicamos tinha por título: "As Greves Cirúrgicas de 04 e 06OUT".


      Com a publicação desse extrato do nosso artigo, o blogue dos professores apreciava o tipo de greve cirúrgica dos Oficiais de Justiça que, logo em título, se considerava assim:


      «As Greves Cirúrgicas dos Oficiais de justiça que podem ser um exemplo para os Professores».


      Ou seja, este tipo de greve a que muitos Oficiais de Justiça torcem o nariz é até apreciado por outras classes profissionais, inspirando-se no modelo, o que deve ser motivo de reflexão dos Oficiais de Justiça.


      No comentário ao extrato, lê-se no referido blogue o seguinte:


      «Os Professores podiam fazer várias greves cirúrgicas, um dia só de manhã, passado uns dias, uma tarde de greve, até podia ser meio dia por mês (para amenizar a “coisa” financeira).


      Também podia ser por horas: um dia das 8:30h às 10:30h, outro dia das 14h às 16h, ou das 10:30 às 12:30h num outro dia, das 16h às 18h passado alguns dias.


      Basta que um sindicato ou alguns sindicatos enviem um aviso prévio de greve ao Ministério da Educação.»


      A generalização do desprezo dos governos pelos seus trabalhadores, tem resultado em novas formas de luta, inventadas ao longo de tantas encetadas, e depois de tanto desgaste financeiro no já magro salário dos trabalhadores.


      Se os Oficiais de Justiça se inspiraram nos enfermeiros e os professores, por sua vez, consideram agora os Oficiais de Justiça um exemplo nestas ações de luta mais “furtivas”, é sinal claro de que todos estes profissionais combatem a mesma política de desprezo e empobrecimento a que os sucessivos governos os vêm votando.


      Não é de admirar, portanto, esta constante busca de novas ideias de ação, mas que comportem menor sacrifício para os trabalhadores.


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      Fonte: "Blogue do Ar Lindo", também com ligação presente desde sempre na coluna da direita na secção de "Ligações de Interesse".

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