SOJ: “O Nosso Adversário é o Governo Português”
Decorre esta manhã – e depois na tarde de quinta-feira, após o feriado –, mais um momento em que os Oficiais de Justiça são chamados a demonstrar até que ponto está o seu nível de indignação e de sobrevivência na carreira e seu reflexo na sua vida privada junto dos seus.
Hoje, nos núcleos de Lisboa, do Porto e de Ponta Delgada, entre as 09H00 e as 12H30 há mais de duas centenas de diligências marcadas que não se realizarão, mesmo as de caráter urgente – porque não há serviços mínimos nenhuns a assegurar –, assim se demonstrando na comunicação social que não é a grandeza do número da adesão, nem a abrangência nacional à greve que verdadeiramente interessa, mas as pessoas; as pessoas de todas essas diligências, com nomes reais que não são meros números. A isto chama o Sindicato dos Oficiais de Justiça (SOJ) o novo “foco da greve”, num vídeo protagonizado pelo seu presidente.
No vídeo, publicado na página do SOJ no Facebook, Carlos Almeida, entre outros aspetos, foca-se especialmente na identificação do adversário dos Oficiais de Justiça.

A seguir passamos a transcrever parte da declaração do presidente do SOJ a que pode assistir no referido vídeo.
Diz assim:
«Os Oficiais de Justiça realizaram recentemente, no dia 1 e 2 de setembro, uma greve de dois dias. Nessa greve, afirmaram a união desta carreira e, se dúvidas houvesse – e infelizmente por vezes até internamente essas dúvidas existem –, elas foram completamente dissipadas.
Os Oficiais de Justiça estão unidos, os sindicatos estão unidos; o nosso adversário não é o nosso colega que está ao nosso lado, não é aquele colega que nos inspeciona, não é aquele colega que está à frente da comarca; o nosso adversário é o Ministério da Justiça, é o governo português.
Isto que fique bem claro: o nosso adversário não está cá dentro, o nosso adversário está lá fora.
Esta greve de dois dias afirmou exatamente isso. O nosso adversário é o governo português, mais concretamente o Ministério da Justiça. E é o nosso adversário não por ser quem é, mas por não nos dar as condições para que possamos cumprir a nossa missão, para que nos possamos realizar enquanto mulheres e homens que tanto temos dado a este país.
Enquanto o Ministério da Justiça e o governo português não nos derem as condições para que possamos cumprir a nossa missão, para que alcancemos a realização da justiça, para que nos possamos realizar também, pessoal e profissionalmente, o Ministério da Justiça constitui-se o nosso adversário.»
Pode ver o mencionado vídeo abaixo ou através da ligação indicada como fonte deste artigo.
Fonte: “SOJ-Vídeo-Facebook”.
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