Oficiais de Justiça: velhos e pesados?
Esta semana, o Sindicato dos Oficiais de Justiça (SOJ) publicou uma nota na sua página na qual aborda os aspetos relacionados com o abaixo-assinado para pedir à assembleia da República a instituição do Dia do Oficiais de Justiça.
A nota do SOJ intitula-se assim: “Petição: ultrapassar o imobilismo!”.
E segue a reprodução da mesma:
«O SOJ agradece a todos os colegas que assinaram a petição para o Dia do Oficial de Justiça. Assinaram os que, conscientes do seu esforço e do trabalho que desenvolvem, assumiram, sem rebuço, ser merecedores do reconhecimento público.
Recolhidas essas centenas de assinaturas, cumpre a este Sindicato, uma vez mais, ultrapassar as “paredes” do imobilismo, que persiste entre a carreira, fruto de uma cultura instalada em que as ações – greves, petições, exclusão de responsabilidade, manifestações, etecetera – dependem de autorização superior – hierárquica ou de “cacique”.
Cultura que tem sido invertida, mas que leva o seu tempo, pois ainda há uma maioria que vive numa bolha, em que o mais importante não é a realização da carreira, mas sim afirmar a lealdade a uma pretensa “claque”. Cultura que revela bem as dificuldades para que se atinja a “maioridade” da carreira.
Assim, o SOJ agradece a todos os oficiais de justiça que lutam por uma carreira reconhecida, mas agora cumpre ultrapassar o imobilismo vigente e alcançar, “fora de portas” os objetivos da carreira. Há os que vivem a exigir e há os que participam, mas a história é feita pelos que fazem, não dos que esperam.»
Ora, desta nota do SOJ concluímos que a recolha de assinaturas ficou muito abaixo das expectativas e das efetivas possibilidades que era possível atingir.
Lê-se na informação o seguinte: “Recolhidas essas centenas de assinaturas”, o que nos leva a concluir que nem sequer se atingiu o milhar.
Os Oficiais de Justiça estão velhos, cansados e demasiado pesados para acompanhar tanta agitação. Se o SOJ se queixa das poucas centenas de assinaturas recolhidas, esta página queixa-se das parcas dezenas de declarações de exclusão da responsabilidade – embora surpreendentemente, esta semana, tenha havido uma inexplicável avalanche de declarações, vinda dali dos lados de Cascais.
E relativamente à divulgação que esta segunda-feira fizemos sobre a postura de um Oficial de Justiça em relação ao Crhonus, vimos como a mesma foi replicada, a nível nacional, apenas uma única vez, por uma outra Oficial de Justiça.
É pouco e este imobilismo deve ter a ver com o peso, físico e da idade, mas também do peso do cansaço de tantos anos e de tantas injustiças, numa carreira em que não se vislumbra futuro.

Fonte: “SOJ-Info”.
Deixemo-nos de lamurias pois o foco é quem gere os serviços, o MJ/DGAJ, que muito agradecem as discussões entre os mais distraídos de nós.
ResponderEliminarPassemos á senhora Ministra do "Algoritmo" que por desilude todos os dias, em lugar de se respirar um outro ar, mais puro, vindo de fora, do contacto nas suas funções académicas, respirara-se o mesmo ar, cada vez mais poluído pela ideia de que a inteligência artificial tudo resolve, os seus algoritmos dispensam funcionários, o digital resolve o problema do papel e dos consumíveis informáticos, etc.
Acho que a sra Ministra não sabia que existia-mos, pensaria que as coisas se fazem por si, acontecem assim, sem intervenção humana.
Talvez não tenha a experiência de vida recomendada para o exercício das funções pois terá vivido numa bolha e quando dela saiu dislumbrou-se com o digital, numa palavra esteve parada no tempo porventura por ter estado enfiada num gabinete com afinco e dedicação às suas funções acredito.
Todavia, esse afinco roubou-lhe a conexão com a realidade.
Hoje tenho quase a certeza de que é uma Ministra preparada.
Quando anuncia que não vai regulamentar a lei que a tal a obrigava está confirmado que é mais uma Ministra do incumprimento.
No Japão demitem-se ministros da justiça por piadas de mau gosto, por cá não se demitem os ministros que não cumprem as leis da república.
Verdadeiramente vivemos numa república das bananas.
Onde digo ministra preparada queria dizer impreparada.
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ResponderEliminarora aí está, Sr articulista e Oj´s todos
´
cansaço de tantos anos e de tantas injustiças, numa carreira em que não se vislumbra futuro. ´
é de fugir!! mudando para ficar na mesma!!!
Fazer política é definir prioridades, de investimento nos serviços (ou desinvestimento) em determinado serviço, na saúde, no ensino, na justiça, etc., ou em infraestruturas.
ResponderEliminarEste governo e esta ministra decidiram não investir na justiça, pelo menos nos tribunais e nomeadamente nos OJ.
Como é que o nosso PM vem a público dizer a propósito da demissão do seu SEA que deu/dá todos os meios para a justiça funcionar quando a escassez de recursos humanos é gritante, e tem havido uma degradação exasperante (veja-se o artigo da revista Visão).
Que reforma silenciosa anunciada pelo mesmo está em curso.
Quando nos termos conta do rombo, da descredibilização da justiça, será difícil emerger das cinzas.
O nosso PM/Governo precisa de uma nova pandemia ou geringonça á esquerda para esquecermos como tudo está a correr mal.
Dinheiros perdidos em TAPs EFACEC, NOVO BANCO, etc , e nada para a programação do reforço de quadros dos tribunais ou manutenção dos edifícios, apenas para programas informáticas, alguns como o Chronus, que não era premente.
Todavia para os amigos do cartão há sempre lugar bem pago como foi o caso recente.
E o nosso PM em modo de moço de recados apenas para inglês ver.
Atitude nenhuma, já há pouca ética e moralidade nenhuma. São teias de interesses, mesmo que meramente partidários, não há sentido de estado.
Estou condenados
Onde digo moço de recados referia-me ao nosso PR e não ao PM.
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ResponderEliminarO desinvestimento que refere já vem desde há pelo menos 20 anos
para cá.
Tudo tralha da mesma lixeira
e perguntem ao CHEGA porque é que vinga nesta rezpublika
Pelas horas dos comentários, está tudo cansado mas tudo a dar "ao badalo" na hora de serviço.
ResponderEliminarPor acaso está enganado. As horas que vê correspondem aos momentos em que as pessoas vão ao quarto-de-banho e levam o telemóvel para usar enquanto lá estão. Antigamente levava-se um jornal. Outros há que estão na pausa do café ou do cigarro. Ninguém está a deixar de trabalhar para escrever aqui e, muito menos, a dar "ao badalo".
ResponderEliminarHá municípios onde hoje é f feriado para sua informação.
ResponderEliminarQuem parece estar a dar ao badalo é o colega que parece estar ao serviço mas em lugar de trabalhar está a ver o que os outros fazem.
ResponderEliminarA PIDE foi extinta, embora com a resistência do Spínola, agora só sobram os "bufos dos partidos" e são muitos em muitos lugares ao que parece!
E eu estou naquele que está a ser televisionado na RTP 1.
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ResponderEliminareheh
chega
Afinal, continuam os mesmos tiques de bufo que havia no antigo regime.
ResponderEliminarO que eu acho é que há gente que se presta para isso seja em que regime for. E claro, os politicos agradecem haver esses idiotas uteis para esse tipo de serviço.
ResponderEliminarVerdadinha! essa espécie não se extingue!
bufos e lambe botas são como as ervas daninhas!
topem-nos e fujam deles!
Pesado, pesado, peso pesado de ideias, ou falta delas, é o Sr. Dr. Marçal, nosso querido presidente e sumo representante
ResponderEliminarHá já tanto tempo que não aparece, espero que nada de mal lhe tenha acontecido ou que esteja doente.
Certamente será o cansaço de tanto trabalho que o obrigam ao afastamento.
Tanto trabalho, tanto trabalho, coitado, preparatórios do circo, crônicas no CM, preparatórios do circo, crônicas do CM.......
Quando descansar destes todos afazeres, a ver se arranja um tempinho para nos representar e pedir alguma atençãozita para nós do MJ.
Mas não tenha pressa, descanse, lá para 2024 ou 2025 ainda vai a tempo.
As melhoras.
DN:
ResponderEliminar"Viciação de processos. Ministra põe leis na gaveta e assume que não as vai regulamentar
Publicadas há um ano, as duas leis que introduziram mecanismos de controlo na distribuição eletrónica dos processos nos tribunais judiciais, administrativos e fiscais, tinham 30 dias para ser regulamentadas. O PS tinha votado contra e agora a Ministra anuncia que "está a trabalhar em alterações". "O mercadejar da Justiça é do mais vil que se pode imaginar", diz o PSD.
Valentina Marcelino
10 Novembro 2022 — 00:15"
As Leis aprovadas no Parlamento, promulgadas pelo Sr. presidente da República e publicadas em DR já não são o que eram!
Uma Ministra, que exerce o cargo por nomeação do Primeiro Ministro, declara que não vai cumprir duas Leis aprovadas pelos legítimos representantes do povo, e promulgadas por sua Excelência o Presidente da República, eleito democraticamente em sufrágio direto e universal!..
A inversão da hierarquia dos órgãos do estado e dos seus respetivos titulares é verdadeiramente assustador.
O Parlamento legisla e a Ministra corrige com um "lápis rosa".
Está tudo louco!..
Se um funcionário gastar 15/20 minutos por dia a c@g#r durante o horário de trabalho, ao fim de um mês são cerca de 7 horas, o que significa que o Estado paga um dia de salário por mês para aquele funcionário fazer m€rd@.
ResponderEliminarVale a pena pensar nisso!!
Talvez se a postura dos sindicatos fosse diferente, o ânimo da classe também fosse diferente. De resto, se há culpados que contribuiram para a "carreira sem futuro"', eles são um desses culpados.
ResponderEliminarTalvez se tratassem de assuntos mais práticos e visíveis ao dia a dia do OJ, faziam melhor. Gostam de lamúrias, de escrever bem nas redes sociais e alguns jornais, agora querem um dia para o OJ, vão mas é trabalhar e defender com unhas e dentes os nossos interesses que é para isso que lá estão e se desconta.
ResponderEliminarDeixe lá. O salário também é uma m€rd@...