Secretários de Justiça: O Processo e o Acordo

      Depois do artigo que aqui ontem publicamos, reproduzindo informação de uma nota informativa do Sindicato dos Funcionários Judiciais (SFJ) na qual, em síntese, se informam os associados desse Sindicato da disponibilização de apoio jurídico devido aos processos relacionados com o último concurso de promoção a Secretário de Justiça, veio também o Sindicato dos Oficiais de Justiça (SOJ) apresentar uma nota informativa sobre o mesmo assunto.


      Embora a nota informativa do SFJ não seja suficientemente esclarecedora sobre o que é que aconteceu com os processos para a tal disponibilização de apoio jurídico, se as decisões transitaram finalmente, se houve uma transação, uma desistência dos autores… Mas, ao longo do dia, os nossos leitores foram deixando esse esclarecimento nos muitos comentários e respostas que foram sendo produzidos.


      Entretanto, como se disse, o SOJ lançou uma nota que aporta mais esclarecimento sobre o assunto e, por isso mesmo, vai a seguir integralmente reproduzida:


      «O SOJ reuniu-se, dia 15 de novembro, com a DGAJ, representada pela Senhora Diretora-geral, Dra. Isabel Matos Namora e pela Senhora Subdiretora-geral, Dra. Ana Cláudia Cáceres.


      A reunião, requerida por este Sindicato no dia 3 de novembro, tinha com ponto de ordem o esclarecimento, formal, relativamente à reunião ocorrida, dia 2 de novembro, entre a DGAJ, os AA e os contrainteressados do Proc. n.º 1718/18.7BELSB – “processo dos candidatos a Secretários”.


      Este Sindicato, SOJ, não se pronuncia sobre o que se ouve dizer, nem sobre documentos de origem indeterminada. Daí a necessidade de reunir com a DGAJ para, formalmente, conhecer dos factos e, após, agir, perante atos contrários ao interesse da carreira, ou emitir posição sobre a matéria que nos é apresentada.


      Assim, fomos informados pela Senhora Diretora-Geral de que essa reunião não visou uma tentativa de acordo, como foi sendo “discutido” por alguns colegas. O que a DGAJ promoveu, segundo afirmou a Dra. Isabel Matos Namora, foi um “momento de encontro” para que as partes pudessem conversar, nomeadamente AA e contrainteressados, no sentido de se conhecerem pontos convergentes que pudessem ajudar a encontrar uma solução para o litígio. A DGAJ está disponível para ouvir, como sempre esteve, e analisar todas as propostas que lhe possam ser apresentadas.


      Relativamente ao “documento” que foi conhecido por alguns colegas como sendo a “minuta do acordo”, a Senhora Diretora-Geral recusou, perentoriamente, que a DGAJ tenha exarado qualquer minuta, pelo que esse documento, que “não quer sequer conhecer”, não tem origem na DGAJ. Mais, a Senhora Diretora-Geral informou que a reunião agendada para amanhã foi desconvocada, uma vez que ainda não foi apresentada, à DGAJ, qualquer proposta para avaliação.


      Concluindo: o SOJ vai continuar atento a este e outros processos, atuando com serenidade e sem alardes, mas com firmeza e transparência, assumindo as suas responsabilidades na defesa e no interesse da carreira que representa, Oficiais de Justiça. A solução que venha a ser encontrada terá sempre de cumprir com a legalidade e respeitar a carreira. Continuaremos atentos!»


      E já agora, uma nota final para aqueles que opinam que este assunto interessa a muito poucos e que não deveríamos dar tanto destaque: os Oficiais de Justiça que sejam promovidos para a categoria de Secretários de Justiça deixam os seus lugares, em todas as categorias (Auxiliar, Adjunto e de Chefia), disponíveis para quem aguarda promoção ou, no caso dos Auxiliares sem hipótese (ainda) de promoção, a possibilidade de movimentação para mais perto. Portanto, este imbróglio destas promoções que se arrasta há anos, convém que seja resolvido, não só para os próprios, mas porque também convém a todos os Oficiais de Justiça.


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      Fonte: “SOJ-Info”.

Comentários

  1. Qualquer solução a alcançar deve abranger todas as situações materialmente subsumíveis no sentido da decisão proferida por uma questão de justiça.

    Reconhece-se o âmbito do caso jugado apenas às partes/sujeitos da ação, nomeadamente aos AA. Todavia não faz sentido que, por essa forma, se consiga um lugar que não se alcançaria se a lista de graduação fosse revista considerando (para os licenciados) a antiguidade na carreira e já não na categoria.

    Tal situação seria manifestamente injusta.
    Com efeito, imaginemos hipoteticamente que um ou mais AA fosse auxiliar com 25 anos de antiguidade e tenha obtido um 12 de nota na prova (não sei se é o caso de algum), obteria por via do vencimento da ação um lugar preterindo outros auxiliares , porventura com a mesma antiguidade ou até mais, mas com uma nota muito superior, de 15,16 ou 17 valores, e existem alguns que por variadas razões não são parte na ação.

    Bem sei que muitos dirão: tivessem proposto/aderido à ação.

    Todavia, a justiça quer-se uma justiça de mãos limpas, que transmita essa imagem, de justiça, e não deve, s.m.o., prontificar-se a uma qualquer solução sem obediência a tal princípio, o da justiça, mas também o da igualdade.

    É preciso lembrar os princípios com que a administração se deve pautar, e são muitos (v.g. artigos 3.º a 19.º do CPA, 13.º da CRP).

    Na prossecução do interesse público a administração deve proteger os direitos e interesses dos - de todos e não de alguns - cidadãos.

    Um qualquer acordo feito ao arrepio de tais princípios se aberrante, e consubstanciaria uma espécie de conluio com fraude à lei, pois que os seus autores - pelo menos alguns - poderiam obter desta forma um lugar que não conseguiriam se a lista de graduação final não fosse corrigida atentando à decisão já proferida mas em sede de recurso.

    Por outro lado não esqueçamos dos muitos colegas que, não tendo licenciatura, sendo considerada apenas a antiguidade na categoria se acham manifestamente prejudicados.

    Enfim, a solução não é fácil de encontrar, é certo que caso houvesse desistência pelos AA seria ótimo para a DGAJ, mas creio que tal não será consensual entre as partes envolvidas (AA, RR e Contrainteressados).

    Uma coisa é certa, tentou-se um consenso, chamem-lhe o que se quiser, não se conhece é os seus termos, porventura se algo foi proposto para que desistissem da ação.

    Vamos ver como as coisas correm.

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  2. A tutela que fez e faz imbróglios destes constantemente, aquando dos movimentos, devia ser responsabilizada criminalmente, para ver se passava de uma vez por todas a ter mais respeito e cuidado com os trabalhadores sacrificados

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  3. Acrescentar que tenho interesse pessoal na questão e que por vezes, embora tentamos ser isentos, tendemos a ser facciosos.

    Assim, respeito as opiniões contrárias.

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  4. Sindicalista António Marçal lidera PS da Lousã
    Por Jornal Trevim Publicado em Outubro 20, 2022

    O sindicalista António Marçal é o novo líder da Comissão Política Concelhia da Lousã do PS, após ter sido eleito, no dia 8 de outubro, na lista única apresentada ao sufrágio.

    ............

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  5. Lembrar também que o leque de colegas abrangidos por uma qualquer decisão vão para além dos candidatos ao concurso a secretário, pois muitos houve que por circunstâncias diversas não se propuseram e/u candidataram.

    Desta forma, não é qualquer solução que lhes serve pois pode-lhes hipotecar as esperanças de poder alcançar o lugar, sem prejuízo do que possa vir a constar no estatuto revisto.

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  6. https://www.trevim.pt/2022/10/20/sindicalista-antonio-marcal-lidera-ps-da-lousa/


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  7. Um sindicalista ligado a um partido politico, mesmo que seja em orgãos locais, será sempre uma pessoa comprometida e condicionada. Não estou a ver defender devidamente os trabalhadores a quem o sindicato representa.

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  8. ah ah ah, se dúvidas houvesse...

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  9. Como é que alguém pode liderar um sindicato como o SFJ que faz questão em afirmar a sua independência política, moral e ética e ao mesmo tempo anda a ser eleito para cargos de um partido político que está no poder desde 2015 e que ainda por cima é mesmo partido que suporta um governo que tem tratado os Oficiais de Justiça como Cães.

    Isto é o que eu gostava de saber.

    Muito Obrigado.

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  10. Demita-se da presidência do SFj

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  11. O problema deste fórum, quando respeita a assuntos fraturantes, é que se dá demasiado à tecla, sem pensar 2 vezes.
    Aplicar os efeitos da sentença apenas às partes do processo, não se trata de ser mais ou menos justo, mas apenas cumprir o que está determinado na mesma.

    Ora veja-se:
    "anulo o despacho do Director-Geral..... que aprovou o Movimento Ordinário dos Oficiais de Justiça de 2018,
    NA PARTE relativa à graduação dos Autores titulares de curso superior adequado, candidatos à promoção na categoria de secretários de justiça; " e
    "condeno a Entidade Demandada na reconstituição do procedimento,
    reportado à fase da graduação........no caso dos Autores titulares de curso superior adequado..."

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  12. Um verdadeira "castração política" de um dirigente sindical.

    Congresso extraordinário já para discutir a liderança do SFJ.

    Com esta "bipolaridade" já ninguém o leva a sério.



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  13. Marco Paulo16/11/22 19:36

    Se ela namora... ainda está disponível para uma conversa mais aberta !

    https://www.youtube.com/watch?v=WL_h5lBYvAY




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  14. Um dirigente sindical ser militante/ dirigente de um partido político!
    E? Qual é a admiração?
    Faz parte de uma (falsa) democracia meus amigos/ colegas!
    Habituem-se pq isto é mesmo assim!
    Como diria o Taveira: Não chorem bébés porque assim não doi!
    Não percam tempo!
    (Mas, a avaliar pelo tempo q perdem a falar do CORNUS, devem ter muito!)

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  15. Congresso extraordinário já para discutir a liderança do SFJ.

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  16. Parabéns, de acordo!

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  17. Concordo. Se quer ser político, e ninguém tem o direito de o impedir, ao menos devia ter a decência de se demitir, ainda para mais quando a sua acção tem sido o que se tem visto. Tristeza para isto tudo, Dgaj, sindicatos, ministra da justiça e afins...

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  18. A falta de lealdade, o silêncio dissimulado com anúncios de eventos e a obsessão por uma carreira política facilitada pelo PS, levam á quebra de confiança dos Oficiais de Justiça e fragilizam a natureza do movimento sindical.

    Com uma liderança assim é o próprio SFJ que está cada vez mais fragilizado!....

    O número de associados tem diminuído ano após ano.

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  19. Expresso:

    "Enfermeiros fazem greve nos dias 17, 18, 22 e 23 de novembro
    Enfermeiros começam esta quinta-feira uma greve de quatro dias para exigirem a contagem de pontos nas suas carreiras e a paridade com os licenciados da Administração Pública, anunciou hoje fonte sindical"

    Sem militância partidária!...

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  20. Presidente de junta quando estava dispensado dos tribunais, na qualidade de secretário geral do SFJ, a tempo inteiro... mas nunca nenhum inquérito foi aberto, perante a flagrante incompatibilidade.

    https://pt.m.wikipedia.org/wiki/Ficheiro:Antonio_Marcal.jpg

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  21. Há de chegar ao topo da politiquice

    tem jeito, e entretanto aqui deve estar a auferir ordenado de topo
    enquanto auxiliares com 20 anos nunca tiveram oportunidade de auferir ordenado de jeito

    enfim, mundo cão

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  22. Que diga também o anterior "papagaio falante"
    tembém presidente do SFJ que nada conseguiu além de
    bom ordenado

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  23. Mas a sentença já transitou? Não está em sede de recurso? Afinal teclados todos mal não acha!

    Enquanto a questão não seja definitivamente resolvida tudo pode acontecer, vamos supor que em sede de recurso o despacho é simplesmente anulado e, diferentemente, se entende que deverá abranger todos (licenciados e não licenciados - contrainteressados) pela antiguidade? Seria um problema acrescido não acha?

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