Todos os Santos e quase Todos os Oficiais de Justiça

      Esta terça-feira, 01NOV, publicou o Correio da Manhã o artigo de opinião subscrito por António Marçal, presidente do Sindicato dos Funcionários Judiciais (SFJ), com o título: "Subsídio", e diz assim:


      «Hoje comemora-se "O Dia de Todos Os Santos", uma data que para muitos portugueses tem um valor intrínseco que os obriga a viajar para as suas terras natais. É uma tradição fortemente enraizada, que apesar das origens pagãs foi adotada, no nosso País, como pertencente à Igreja Católica, conferindo um dia de feriado que possibilita a visita religiosa aos cemitérios em memória dos seus entes queridos, já falecidos.


      Ora, os Oficiais de Justiça, na sua maioria católicos, professam, tal como os outros, da mesma vontade. Porém, a estagnação da carreira e dos salários impossibilita a estes profissionais até um simples ato de fé como este, na medida em que os seus parcos rendimentos, destinados primeiramente ao pagamento de renda de casa e alimentação, não chegam sequer para as necessárias deslocações de quem se vê, p motivos profissionais, longe da terra de origem.


      Assim, já seria hora e essencial que o Ministério da Justiça colocasse em prática a norma do EFJ que possibilita à Administração atribuir um subsídio aos funcionários colocados em comarcas onde existe efetiva dificuldade de recrutamento. Ou, até, porque não aproveitar a experiência advinda da pandemia e instaurar um sistema de trabalho à distância, permitindo assim contornar essas dificuldades facilmente ultrapassáveis com tal sistema.»


TodosOsSantos.jpg


      Fonte: "Correio da Manhã".

Comentários

  1. O cronista. Como escreve bem o cronista que dizem ser presidente de um sindicato que dizem que representa os of. justiça. Dizem, porque o que o vejo fazer é escrever crônicas. O cronista.

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  2. Pergunto: porque é que os títulos dos jornais de hoje também não são -. O drama dos OJ - longe de casa, a ganharem pessimamente mal, assoberbados de trabalho. Digo também, porque os jornais só falam dos dramas do costume, os dos professores. Esses sim, têm quem fale por eles e os defenda frequentemente na praça pública. Os nossos sindicatos deviam fazer o mesmo, mas é muito mais cómodo escrever crónicas, fazer festas ou mandar fazer greves. Só greves não chega! Eles têm de se esforçar pelos seus representados!

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  3. A subsidiodependencia não é o caminho e não conduz a profissão a nada de bom!

    O que exigível é um trabalho digno.

    António Marçal não está bem e é necessário encontrar outro caminho!..

    "É necessário que estejamos prontos a abandonar um caminho que seguimos durante algum tempo, a partir do momento em que percebemos que ele não pode conduzir a nada de bom.”

    Sigmund Freud

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  4. Infelizmente o SFJ não tem rumo para a profissão e o presidente é apenas uma pequena amostra disso. Ainda recentemente, como foi já aqui referido os comentários, a comunicação social deu foco ao interrogatório que se prolongou pela noite adentro referente ao autarca de Montalegre. Em vez de capitalizar esta atenção vem falar de teletrabalho!
    Olhe lá caro colega, porque é que não foi para a porta do tribunal mostrar solidariedade para com o colega e forçar a sua saída às 17 horas? Parece-me que faria mais pela profissão, com a atenção dos média, que qualquer greve dos últimos anos.

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  5. É completamente ridículo dizer que se deveria ir para a porta do tribunal "forçar a sua saída às 17:00" quando se sabe que há uma greve depois das 17:00 e que não há serviços mínimos. Noutras profissões as pessoas são adultas e não precisam que as vão buscar ao trabalho...

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  6. Segundo o JN, os professores deslocados vão ter casas cedidas pelo Estado!
    Sindicatos, aproveitem a onda!

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  7. Este sindicalismo de pacotilha vê que a única maneira de se manterem no tacho é que o oficial de justiça seja fortemente e duramente prejudicado, pelo que insistem e insistem que o governo publique um estatuto que só irá destruir o pouco que o actual estatuto garante. Mas assim existirão mais motivos de reivindicação e indignação e o poleiro fica mais uns tempos garantido, mas a verdade é que para além de pactuarem na destruição da carreira que dizem representar, também dão um tiro no próprio pé e o poleiro fica menos garantido, um exemplo é do que aconteceu e está a acontecer com o bloco e pcp.

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  8. O que escreve o presidente do SFJ é pertinente.

    Ao ler o texto, assim de rompante, pareceu-me ler "suicídio", pois estamos todos a assistir a morte carreira de braços caídos.


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  9. Outro que acha que o 1º interrogatório se poderia ter feito em regime de teletrabalho, talvez a partir do Algarve que lá não deve estar a chover.
    Ridículo é o discurso que se esgota com "...há greve depois das 17:00 horas e não há serviços mínimos...", como se o facto de os interrogatórios entrarem pela noite adentro e não serem pagas as horas extraordinárias a quem o faz, não ser do agrado e até a grande bandeira do SFJ para as suas reivindicações. E é isso, só isso, que leva a que não vão buscar as pessoas ao trabalho.

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  10. É triste mas tambem me parece que estamos a assistir á morte da classe dos oficiais de justiça.
    Sempre foi ambição do poder politico controlar o poder judicial, por isso essa história da separação de poderes só é para ser aplicada até certo ponto. Ora, esta classe é o elo mais fraco portanto é por ai que começa esse control.
    Os outros operadores judiciários não parecem muito preocupados. Ou porque andam distraidos ou se sentem confortáveis na sua zona de conforto e não se acham atingidos pelo que pode vir.
    Quanto aos oficiais de justiça, em poucos anos passarão a ser moços de recados e funcionários administrativos com o respectivo downgrade da sua carreira que está em curso.

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  11. Uma nova classe de subsidiodependentes em Portugal:

    - os Oficiais de Justiça.




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  12. 🥀🥀🥀!....

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  13. Tem toda a razão. Penso o mesmo. Por que razão não é do conhecimento público o estado a que chegou a nossa profissão. Os sindicatos se não conseguem mais para nós, ao menos que sejam incansáveis a mostrar a nossa realidade

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  14. Ao que chegamos!

    Com um sindicalismo assim que reivindica a subsídiodependencia.

    Subsídios para se poder continuar a trabalhar.

    Um complemento por dependência para as Comarcas onde existe mais dificuldades em recrutar!

    Mas o que é o complemento por dependência?

    "O Complemento por Dependência é um apoio financeiro do Estado destinado a pessoas que apresentam incapacidade para realizar as atividades básicas do dia-a-dia. Por serem dependentes de terceiros para se alimentar, tratar da higiene pessoal ou para se deslocar, têm direito a esta prestação da Segurança Social"

    Ao que chegamos e para onde nos empurra António Marçal!...

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  15. Na ânsia de atacar por atacar, metes os pés pelas mãos, confundes alhos com bugalhos e nada de jeito sai dessa cabeça. Seves para fazer barulho, nada mais.
    Cérebro todo torradinho.
    Do que será???

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  16. Renato Pimenta3/11/22 17:48

    O subsídio sugerido é o subsídio de fixação que se aplica a Algarve e regiões autónomas.

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  17. Oj´s vamos fazer apenas o minimo

    enquanto tivermos a tabela salarial como temos,

    isto de andar há 20 anos a esta parte, com ordenado de miséria

    não merece mais que o minimo

    sim Sr. Marçal e companhia é isso, uns ainda conseguiram bom ordenado

    e os outros que se lixem né?

    façam algo de útil






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  18. O que se devia reivindicar é um salário digno independentemente da região onde se trabalha.

    A subsidiodependencia não é a solução para os vencimentos miseráveis que os OJ auferem, apesar da disponibilidade permanente a que estão obrigados.

    A discriminação a que estamos sujeitos por essa disponibilidade permanente é mais do que evidente e revoltante.

    Num mesmo Tribunal Superior (TC, STJ, STAF) ou Serviço da PGR a disponibilidade permanente é compensada, aos trabalhadores não Oficiais de Justiça, com 20% da remuneração, 14 meses por ano.

    Para os Oficiais de Justiça 10% da remuneração, 11 meses por ano!...

    Eram assuntos como estes que gostaria de ler nas crónicas de António Marçal.

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  19. Já se começa a notar uma certa debandada dos tribunais e da função publica em geral. Digo debandada no sentido de falta de interesse em iniciar uma carreira na FP.
    Principalmente entre os jovens com formação superior ser funcionário publico chega até a ser humilhante.
    Este é o ponto a que chegamos, ter os super mercados a pagar melhor em inicio de carreira do que numa qualquer carreira tecnica não superior da função publica, onde alguns concursos tem ficado desertos por falta de interessados.
    Governo e politicos continuam a fingir que nada precisa ser feito para a valorização das diversas carreiras, continuando a apostar e acreditar que vão conseguir manter um batalhão de mão de obra barata (e ilimitada) mas bem qualificada na função publica.
    Srs politicos, os tempos são outros e a nossa juventude está mais empreendedora para se sujeitar a um funcionalismo barato como voçês pretendem continuar a ter.

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