Ainda sobre a campanha anticorrupção e o funcionário da coima

      A pedido de diversos leitores que não têm conhecimento do cartaz polémico que a FESAP considerou “repugnante e ofensivo”, fica abaixo a imagem do mesmo, esclarecendo que este é o que se refere ao funcionário, embora haja outros com outros motes, isto é, há cartazes com mensagens de exemplos diferentes.


      Por sorte de alguns, não foram afixados em todos os tribunais os mesmos cartazes e esse cartaz da polémica não está em todo o lado, embora a campanha praticamente esteja.


      Para além da imagem a que se refere o nosso artigo aqui publicado esta terça-feira 13DEZ, relativamente à postura pública e firme de uma estrutura sindical, nesse mesmo dia saiu publicado um artigo de opinião no Correio da Manhã, subscrito pelo presidente do Sindicato dos Funcionários Judiciais (SFJ), António Marçal, no qual também se aborda a mesma campanha, mas por diferente perspetiva.


      Vai a seguir reproduzido o artigo.


      «O atual mês de dezembro foi instituído como mês anticorrupção pela Estratégia Nacional Anticorrupção.


      A campanha contra a corrupção tem como mote “Contra a corrupção, todos devemos dizer não!” encontra-se a ser levada a cabo maioritariamente através da afixação de cartazes nos serviços públicos, onde se faz a alerta para comportamentos aos quais a sociedade deve dizer “Não”.


      Desses cartazes ressalta, essencialmente, que o seu enfoque principal é a classe dos trabalhadores públicos.


      Ora, com esta campanha, mais não se faz do que desviar a atenção do que realmente é o grande problema a combater, ressaltando inclusivamente uma falta de verdadeira estratégia no combate à corrupção.


      Efetivamente, acaba por se confundir “pequena corrupção” ou como lhe foi apelidada por Maria José Morgado no seu livro (“O inimigo sem rosto: fraude e corrupção em Portugal, de 2003) como “corruptela ou corrupção de formigueiro”, com aquela que é a verdadeira corrupção no mundo do crime altamente organizado, nomeadamente aquela que nasce no âmbito do crime económico-financeiro e, esse sim, convenhamos que se traduz numa verdadeira ameaça à democracia.


      Ora, então como a combater? Na nossa opinião, através de recursos humanos e tecnológicos que devem ser alocados ao Ministério Público e aos Tribunais. E, só desta forma pode haver um ataque proporcional a tal flagelo.»


CartazAntiCorrupcao.jpg


      Fonte: "SFJ-Facebook".

Comentários



  1. E cartazes desses nas portas da Assembleia da República? Residência do Primeiro e restantes Ministros e todos os Ministérios?
    e nas portas de todos que exercem cargos Políticos e tomam decisões politicas?

    E já agora, à porta do Bancos e Grandes Grupos Económicos?

    Viva a CORRUPÇÃO DE COLARINHO BRANCO, PÁ!


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  2. https://observador.pt/2019/12/12/condenado-por-corrupcao-magistrado-orlando-figueira-foi-colocado-num-tribunal-dos-acores-e-uma-vergonha-critica-deputado-do-ps/

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  3. https://www.publico.pt/2020/06/30/sociedade/noticia/supremo-rejeita-recurso-rui-rangel-confirma-demissao-magistratura-1922546

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  4. https://transparencia.pt/a-corrupcao-na-politica-em-portugal-alguns-casos-marcantes-nos-ultimos-30-anos/

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  5. O articulista perde-se numa divisão entre pequena corrupção, apontando-a aos funcionários públicos, e grande corrupção, dita de colarinho branco. Ora, essa apreciação do articulista é um erro, pois temos de combater a corrupção no seu todo, pequena ou grande, e os trabalhadores públicos não são corruptos. Há episódios de corrupção, lógico, mas a árvore não representa a floresta.

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  6. Este cartaz contem uma mensagem subliminar.
    Um cidadão que veja este cartaz, no seu subconsciente ficará logo a associação de corrupção ao funcionário publico.
    Estas agencias de comunicação tem profissionais no uso destas técnicas, portanto nada é inocente no uso das palavras.
    Com isto não estou a justificar os funcionários corruptos que devem ser punidos. Mas da forma que está elaborado não é dificil entender que há ai alguma intenção oculta.

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  7. Corrupção é uma maioria política tentar arranjar forma de amnistiar coimas de 1,8 milhões a que foram condenados uns políticos camaradas seus...


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  8. Corrupção é não obrigar os taxímetros a emitir um recibo como qualquer máquina registadora...


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  9. Corrupção é na era do digital não obrigar a maioria das instituições, nomeadamente as autarquias, a instalar programas informáticos que permitam o acompanhamento dos processos pela internet (processos de licenciamentos e tantos outros...)...


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  10. Na certeza porém, de que se fosse afixado um cartaz desse no tribunal onde todos os dias úteis deixo a pele e o suor, eu própria o rasgaria.

    É desta forma também que se gasta o dinheiro do PRR.

    Vão comer m@@da.

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  11. Façam um cartaz com o seguinte slogan:

    "A corrupção combate-se com o reforço dos meios e dos recursos humanos afetos aos Órgãos de Polícia Criminal e dos Tribunais e não com slogans difamatórios".

    No dia 10 de janeiro, na cerimónia de abertura do ano Judicial, exibam o cartaz, no local do evento.

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  12. À corrupção, diz-se não! A quem importuna o cartaz? Talvez a alguém que se calhar não soube dizer nāo. Esse e os outros cartazes nunca serão demais, e são mais para dissuadir os corruptores, pois o sentido é mesmo esse.Apressaram-se numa outra interpretaçāo porque terá sido?
    Venham mais cartazes.... não incomodam, não gastem é muito dinheiro nisso..........
    O combate tem de abranger de igual forma a "pequena" corrupção ( a informação previligiada que se "vende"; o abuso do poder que leva a ofertas só porque se tem esse poder) tal como a corrupção a nível mais elevado, só que, não bastam cartazes.
    O Governo com o PRR tem de reforçar os meios humanos e técnicos das Polícias, do M.Público.
    O trabalho da PJ tem sido meritório e agora com mais meios humanos ao serviço, gente jovem, aguardamos que corram o país de lés a lés e vāo ter muito que fazer.
    Depois, os Tribunais farão o julgamento mas, quanto melhor fôr a investigação, mais fácil será mais tarde fazer-se justiça.

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  13. E se alguém com cargos no governo ou do partido que suporta estiver num sindicato a dizer que vai lutar contra o governo, comos dinheiros dos sindicalizados, é corrompido pelas cotas, pelo governo, ou pelo partido?. Se Calhar se receber igual dos dois lados, fica equilibrado e se não fizer nada, é um incorrupto. Mas tem que viver, toca a escrever para ganhar a vida, mas só falar no geral, não convém melindrar ninguém.
    .

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  14. Os que souberam dizer não, e que felizmente são a esmagadora maioria dos funcionários públicos, importuna o cartaz.

    Como diz o povo "quem não se sente não é filho de boa gente".

    Existissem cartazes, conotados com titulares de Órgãos de Soberania, era o "Carmo e a Trindade"!...

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  15. A MNA (Mecanismo Naciona Anticorrupção) é entidade administrativa independente, com personalidade jurídica de direito público e poderes de autoridade, dotada de autonomia administrativa e financeira.

    O contrato desta campanha não foi publicitado no portal base.

    A quem foi adjudicado e qual o valor?





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  16. A porcaria de uma caixinha de chocolates oferecida pelo Natal é corrupção.
    Um Representante (leia-se lobista) de uma empresa puxar um primeiro ministro para o lado, pelo braço, e dizer-lhe "que os acionistas da EDP querem ter uma conversinha consigo", não é nada. É normal.
    Lembram-se dele? Era o tal da conversa dos pelos púbicos, aquele com os dentes amarelados.
    Pois é...
    Campanha infeliz, que prejudica ainda mais e como sempre os de sempre.
    Carlos e Marçal deveriam ter usado um isqueiro.
    Era mais apropriado e adequado ao insulto.

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