DGAJ anuncia reforço da carreira dos Oficiais de Justiça com novos ingressos
A Direção-Geral da Administração da Justiça (DGAJ) anunciou ontem, 15JAN, que vai haver um reforço de Oficiais de Justiça, com a entrada de novos Oficiais de Justiça, o mais tardar até ao dia 30JAN.
Boas notícias, portanto, uma vez que o reforço é fundamental e é até uma das exigências que motivam muitas greves.
Mas, afinal, quantos são? O número aproxima-se dos 1200 em falta?
São 14 (catorze)!
Estes catorze novos ingressos é um número bem próximo dos 1200 em falta, porque se fossem apenas 7, seria, obviamente, um número mais distante dos 1200 em falta.
O anunciado reforço nacional dos quadros dos Oficiais de Justiça, provém dos candidatos habilitados no concurso do ano passado, com a classificações finais mais baixas, e são colocados oficiosamente, isto é, são colocados nos lugares que a DGAJ pretende e não nos lugares que os próprios pretendiam.
Como já todos sabem, estas colocações oficiosas são as que descambam nisto: um ano depois da abertura do concurso ainda não se conseguiram preencher as 200 vagas que era o objetivo desse concurso.
A cada passo, sucedem-se as colocações oficiosas de candidatos para tentar tapar os buracos deixados em aberto pelas constantes desistências devidas pelas colocações oficiosas.
No ano passado, e a continuar neste, os Oficiais de Justiça vêm perdendo muitos candidatos que preferem desistir da carreira que queriam abraçar, quando se apercebem que os 800 euros mensais não chegam para a renda, alimentação, despesas pessoais e familiares, preferindo um vencimento similar sem especial responsabilidade e stresse em qualquer estabelecimento comercial na mesma localidade de residência, dormindo em sua casa sem pagar mais por isso, sem partilhar quarto com imigrantes de países terceiro-mundistas, ou, desembolsando mais um pouco, ter uma arrecadação só para si próprio, com cortina ou, com sorte, até porta.
Deverá ser publicado em Diário da República depois de amanhã, 18JAN, a lista dos catorze nomeados e terão, desta vez, um prazo alargado para se apresentarem ao serviço, depois de comunicarem às suas atuais respetivas entidades patronais o despedimento (que a lei obriga a que seja feito com uma antecedência de 30 a 60 dias) e ainda, em tal prazo alargado, terão de encontrar o tal cantinho onde dormir, tentar conseguir creche ou escola para os filhos, enfim, mudar de vida pelos tais 800 euros e tudo no dilatado prazo de 8 dias úteis.
Prazo bem bom, uma vez que os anteriores assim colocados nem a metade desses dias tiveram direito.
Por estes dias vimos os sindicatos dos trabalhadores do Fisco e das Prisões a pedir a demissão dos respetivos diretores-gerais, pelos claros atropelos aos trabalhadores e alguém viu, ouviu ou sequer pressentiu algo semelhante em relação aos trabalhadores da Justiça?

Fonte: “DGAJ”.
Ironia boa, para começar o dia animado.
ResponderEliminarBom dia e obrigado.
Bom trabalho o que aqui fazem diariamente. Parabéns.
Patetices de um ministério em desgoverno!
ResponderEliminarO emprego é tão bom que nem 200 vagas conseguem preencher...
ResponderEliminarAbriu há tempos aqui na minha terra a Mercadona.
ResponderEliminarPreencheram todas as vagas num instante e ainda sobraram centenas de candidatos.
Aqui andam meses e meses para conseguir preencher uns míseros lugares.
Não sei se é dupla personalidade, se é uma tendência para fazer de nós parvos - dizia Sebastião Bugalho sobre Pedro Nuno Santos e o evento do PS onde todos atiraram culpas para o PR e não assumiram rigorosamente nenhuma responsabilidade apesar do "mea culpa" pelo descontentamento, sem assumir o que fizeram mal. Irónico e se não fosse sério era para motivo para rir!
ResponderEliminarDizer quanto ao texto de hoje que o assunto é demasiado importante para ser desvalorizado pelos sindicatos, que se mantêm num silêncio inquietante, num mínimo de atitude que até um morto provoca mais reações, nomeadamente emocionais.
ResponderEliminarPrecisávamos de racionalidade, de intervenção mas vemos um compadrio e uma amenização que desanima o movimento da terra em torno do sol, deveria provocar erupções como na Islândia, ondulações como acontece hoje na nossa orla costeira, torrentes de água e lama que desmorenassem construções mal feitas para se iniciar novo ciclo.
Em lugar disso, temos o mesmo de sempre.
A DGAJ obviamente que já contactou os visados e sabe sobre as intenções de assumir a responsabilidade da função.
Somos otários e parvos e eu ainda não vi greve decretada para a semana da apresentação das listas e a data aproxima-se.
Não sei o que diria e faria se visse os representantes dos nossos sindicatos na rua ... Adjetivos não faltariam e atitude tenho muita ...
Nota: a greve para a semana da entrega das listas já está decretada e só tem serviços mínimos nas manhãs das segundas, terças e quintas. O último dia da entrega e afixação das listas é o próximo dia 29 deste mês de janeiro.
ResponderEliminarOntem ouvi um poadcast onde o PR falava do 25 de abril e, a determinada altura referiu a data em que os sindicatos deixaram de ser controlados pelo governo e ganharam uma, alegada, "independência".
ResponderEliminarBem, volvidos cerca de 50 anos, o nosso sindicato é verdadeiramente controlado da mesma forma que no tempo da ditadura.
Temos, desde há muito, dirigentes militantes do partido do governo candidatos a autarcas e com altos cargos na estrutura partidária.
Enquando essas pessoas decidirem por nós estaremos sempre mal.
Quando se reivindica e por outro lado se defende o interesse geral é bom que na sala de reuniões estejam pessoas com diferentes visões.
Agora reparem, é admissível considerar o PS a discutir com o PS a justiça, a questão dos O Justica, vai decidir como? Obviamente como lhe interessar pois os representados pelo dirigente sindical são traídos pela filiação partidária de quem os representa.
Temos de começar por aí... por correr com o Marçal e outros como ele.
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De Anónimo a 15.01.2024 às 19:50
Sempre ouvi dizer: cego é aquele ou aquela que não quer ver ... o óbvio!
Temos uma esquerda amorfa que só se preocupa com as questões fraturantes como o é as questões de gênero, ou a (re)nacionalização dia CTT, etc , o PAN com gente nos corredores dos hospitais pretendia algo semelhante ao SNS para os animais, quando nem sequer temos instituições apropriadas para doentes de Alzheimer, á direita, temos o radicalismo, o nacionalismo exacerbado, o populismo bacoco e o aventurismo, pelo meio temos uns liberais que, num país dependente do assistencialismo e previdência do Estado , queria mudar o paradigma, como se fosse possível de um dia para o outro, seria o cais, era como fechar as torneiras de gasolina. Parava tudo.
No meio tínhamos dois partidos que pelo 25 de abril lutaram por soluções dos nossos problemas e não pela implementação de ideologias utópicas.
A alternância precisa-se, no mínimo exige-se a mudança, mas termos soluções que o permitam?
Por mim a mudança já me basta, mas há quem queira uma disruptiva do sistema e algo novo, a esses eu os encorajou mas prefiro apenas a mudança pura e simples.
Obrigado. Excelente!
ResponderEliminarMudar, mudar, mudar ... É preciso MUDAR!
ResponderEliminarOuvi um estudioso, com autoridade intelectual reconhecida e não imposta, dizer que o problema em Portugal é o envelhecimento o qual, só por si, terá justificado os votos á esquerda.
ResponderEliminarComo no setor da justiça, nomeadamente IRN e Tribunais, em termos etários predominam os sexagenários, a média é de cerca de 55/58 anos de idade, está justificado o porquê deste situacionismo e resistência á mudança.
Em 74 foi a força de uma juventude farta de frustrações e de ilusões desprendidas da realidade a iniciar um processo que culminou na liberdade e numa certa alternância que agira está em causa.
O pluralismo precisa-se e este só é garantido se houver respeito pela alternância que deve ser garantida para acabar com possíveis vícios e ligações duvidosas, compadrios e aproveitamento indevido das posições de domínio.
É por isso que a liberdade importa, não podemos deixarmo-nos aprisionar por uma só forma de governo, de ver as coisas só numa perspetiva, é preciso refrescar as ideias, mudar só depende de nós.
Todavia, não é qualquer mudança que importa, devemos estar atentos, nos assuntos da justiça a mudança deve começar pela nossa atitude, acabar com o compadrio e lutar pelo que é justo.
Primeiro nos cargos dirigentes dos sindicatos depois nas reivindicações desprendidas de atitude, acabar com o faz de conta, ser verdadeiros e falar com verdade.
Temos de deixar de ser otários e parvos.
ResponderEliminarQuem é Sebastião Bugalho???
Um rapazito de direita?!
Entram com classificação negativa! Ótimo, cada vez melhor! Ah! Vão querer ser técnicos superiores, porque os homens são todos iguais! Os sindicatos vão lutar por isso! Quem tem licenciatura deve sair, porque aqui aprende-se tudo depois de se começar a trabalhar! Já dizia a famigerada colega na tv: eu quero-me esforçar, sempre a aprender para andar sempre a fazer exames!
ResponderEliminarOs sindicatos devem estar todos satisfeitos e muitos colegas também.
Cromos destes, só no meio dos OJ! A ministra tinha muita razão ao considerar dois tipos de OJ. Atenção, não se quer cortar as pernas a ninguém. Tem é de haver esforço da parte de todos.
ResponderEliminarRealmente os oficiais de justiça tem de começar a pensar seriamente em estabelecer outros critérios de escolha dos dirigentes sindicais.
ResponderEliminarNa situação actual e em época de eleições estes dirigentes devido ao seu comprometimento partidário procuram não fazer ondas nem mostrar muita contestação precisamente para não prejudicar certos partidos politicos na sua imagem publica e na hora dos eleitores decidirem a sua orientação de voto.
Ora, isto é inaceitável para uma classe profissional. Estamos a ser usados conforme as conveniencias.
Na muge.
ResponderEliminarO congresso aproxima-se e eles vão tentar meter delegados ao congresso das suas hostes.
Os associados devem candidatar-se e concorrer contra os de sempre que prestam vassalagem à direção atual.
Ou há uma revolução no congresso ou mudamos o balde e a ....
Estes sindicatos são os grandes culpados da situação que os OJ vivem. Recusam-se a nivelar a carreira por cima. Não é por acaso que esta carreira não consegue concitar as atenções dos políticos. Vejam de quem eles falam. São classes licenciadas. O que a DGAG quer é meter funcionários com baixa escolaridade e, com a ajuda dos sindicatos, dos OJ mais velhos e dos magistrados, pagam salários baixos e fazem o que querem. Dentro desta classe estão os seus verdadeiros inimigos.
ResponderEliminarGem é Pedro Nuno Santos ? É um ... só. Dizem que mentiu ao ... a todos. E fico-me por aqui!
ResponderEliminarHá, já me esquecia, além de disso, da ..ra, também desbaratou milhões como se fossem tostões, em indemnizações que não se lembrava de ter autorizado, etc.
ResponderEliminarMas eu aceito bem quem fundamente teve crítica mas não a aceito por via da diminuição da pessoa , o colega - se o é - utilizou "rapazito" , esquecendo de se referir as virtudes das pessoas, e a pessoa que defende fuca-lhe muito atrás na minha opinião.
Diz-me com quem andas e dirte-ei quem és ... o colega - se o é - disse tudo sobre si e eu atrevi-me a dizer sobre a maioria da classe.
Preferimos mentirosos a pessoas que pensam se forma estruturada e fundamente, mesmo que se discorde, dão a sua opinião.
A quem apenas sabe menorizar os outros com termos como os que utilizou, de raparigas, resta-lhe um belíssimo futuro ... perguntou-me se lá por casa escuta os seus filhos e ouve o que têm a dizer ou é o autoritarismo que impera e ninguém se atreve a abrir a boca.
Hoje ouvi uma pessoa manifestar a maior preocupação na campanha de desinformação nos próximos tempos, Úrsula vam de Leyen, ao mesmo tempo, por cá, um determinado partido sugere o "recato" , como se não se falar dos problemas não fosse solução.
Pensam que se ninguém se pronunciar sobre a saúde, educação, habitação, justiça, etc., não os associam aos verdadeiros responsáveis, os autores.
Assim limitar-se-iam a discutir as propostas dos outros como se não existisse os outros anos passados.
Querem fazer-se de vítimas e a nós de otários e parvos?!
E se fosse um rapazito de extrema esquerda como o nuno santos ? Já estava bem para si ? Já podia ter opinião ?
ResponderEliminarQuem vota PS são os velhos e funcionários públicos. O resto da população portuguesa são empregados de mesa ou similares e os do RSI.
ResponderEliminarNota: Não entram com classificação negativa. Entram com classificação positiva, embora sendo das mais baixas. As colocações oficiosas começam pelo fim da lista (dos aprovados com nota positiva) e vão subindo na classificação, portanto, ao contrário das colocações por Movimento.
ResponderEliminarQuem tem uma Ministra amiga?!..
ResponderEliminarTSF:
"...O suplemento de missão atribuído em novembro à PJ tem retroativos a janeiro de 2023, uma decisão que o Sindicato Nacional dos Oficiais de Polícia considera "uma anormalidade" que vai "inflamar ainda mais" o desagrado dos elementos da PSP e GNR..."
Foi irónico mas, parecendo não querer, falou com verdade.
ResponderEliminarNum universo de 700 mil funcionários públicos, 500 mil são da ala esquerda. Acrescem os pensionistas, por isso, apressados mudaram de posição quanto á actualização das pensões. Seguem-se todos os estrangeiros que vieram para Portugal, só cidadãos brasileiros devem ser quase um milhão, por isso o Chega apregoa o Bolsonaro numa tentativa de captação de voto pois que o PS apregoou o Lula, ambos disputam os seus votos. Enfim, assim se explicam as atitudes políticas e as afirmações e discursos...
Não sejamos néscios, não temos pessoas com sentido de Estado, apenas aproveitadores do momento, surfistas da onde que acreditam mudar a sua maré de sorte e dar-lhes o poder.
Hoje a política deveria estar á frente da economia para não termos exemplos como a Rússia, a China, Coreia ou Irão - teocracia que nos atemorizam.
Mudança e alternância precisa-se e impõem-se neste momento da nossa vida!
Verdadeira aberração que só um lunático pode achar ser correcta!
ResponderEliminarA sanção negativa de quem teve boa nota e não concorreu ou aceitou o lugar é ver premiado com uma sanção positiva qual seja a de ser privilegiado com uma colocação quem teve pior notação e que á partida pode ter sido por mero azar ou corresponder inteiramente aos seus reais conhecimentos.
Só mesmo no setor da justiça português...
Afinal foi o ano dos da PJ!
ResponderEliminarserá que a ministra foi enganada por ela própria?será que se auto-censura ou tem memória de peixe e ao fim de dois segundos se esqueceu do que disse no Parlamento/AR?
Será que consegue ver-se ao espelho e reconhecer-se, o que era antes e no que se transformou depois?
Ou será que já se conhecia muito bem e só se revelou?
Quem puder que fuja disto.
ResponderEliminarPagar para trabalhar e ainda ser tratado como escravo. Fosca-se
Fujam enquanto podem
É isso que os licenciados vão fazer, ao fim de dois ou 3 anos nos tribunais, ala pra outras paragens. Tais como mudar para os quadros da PJ e outros lugares
ResponderEliminarbem mais atrativos.
Parece ridiculo a DGAJ andar a admitir pessoal às pinguinhas. 14. Quase a mendingar para irem trabalhar. Mas vai piorar, por acaso sabem quantos funcionarios se reformaram o ano passado? E quantos estão previstos aposentar em 2024 e 2025?
Eles nem dizem para não assustar.